sábado, 18 de agosto de 2012

Caricias

Aqui em Moji Mirim falta-me mulher
Porque nenhuma mulher com um homem não toma cerveja
Falta, portanto caricias.
Falta alguém entender o meu problema
O que não acontece em Pirajuí
Onde quando eu estudei no Prevê Objetivo eu tinha uma admiradora
Quando eu iria aprender jogar tênis ela grudava em mim até a quadra
Uma namorada que não foi namorada
Mesmo porque eu não a levava a serio
Porque eu queria mesmo treinar tênis no Parque Clube Pirajuí
E porque também a minha tia Dora não aprovava o namoro
Que nem um beijo foi dado
Todos os companheiros do tênis davam adjetivos negativos a ela
Mesmo com a minha negativa ninguém acreditava que eu não a namorava
Somente por que ela me perseguia quando eu passava em frente à casa dela
Ela era a minha vizinha depois do rio
Ela não me perguntava o que eu bebia eu não bebia
O que ela queria era a minha companhia
E na companhia do ônibus para Bauru havia três moças simpáticas que se interessaram  e pediram que eu fizesse poemas para elas
Uma delas era da minha juventude quando eu frequentava o Parque Clube Pirajuí à noite nas férias escolares
Umas férias de Moji Mirim
Uma outra veio por que se interessou  por mim mesmo que nunca tinha me visto
A outra só queria que eu fizesse uma poesia  com o seu nome
A poesia eu fiz
E eu fiz uma duplicada
Para um dia se acaso eu quiser publicar lá  estaria em minhas mãos
Carícias para mim lá não faltava por bobagens
Tomar ou não cerveja antes de tudo e mais nada é uma escolha de vida
E não tem nada haver com virilidade.

Luís Antonio Padovani
25/9/1987


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