domingo, 30 de setembro de 2012

Maneiras de comportar

O que é chato?
O que é retardado?
O que é louco?
O que é mentira?
O que é amizade?
O que é vida?
O que é?
O que é viver
O que é aproveita a vida?
O que é?
O que é chato ou incomodo
Um ser que discorda
Um ser que vive em desacorda com a sociedade em que vive
O que é viver?
Para aproveitar a vida tem
O que é viver?
É fazer sexo?
O que é amizade?
É trazer ajuda quando precisa!
O que é amizade?
É apenas um bate papo!
O que é mentira?
É não dizer a verdade!
O que é mentira?
É pregar uma mentira!
O que é retardado?
É apenas uma convivência!
O que é que e?
Apenas se intitula
São rótulos
Que alguém dá a alguém para proveito próprio
É apenas uma convivência social.

Luís Antonio Padovani
Escrito na página 28/11/1986

Rejeitar

Não tem jeito não
Eu subitamente excluí
Excluí da minha vida
Moji Mirim já é pagina virada
Fico alegre em saber
Para mim voltaria a arraial
Para mim eu a deixava regressada
Por mim eu não moraria nela
Por mim eu iria morar em um outro lugar
Por mim teria deixado ela para sempre
Por mim eu esqueceria que ela existe
Por mim ela tornaria uma cidade deserta
Por mim mojimiriano já é carniça
Para que eu me desenvolva é necessário que eu rompa com Moji Mirim
Em outro lugar alguém vai me dar oportunidade e vai acreditar
A cidade de Moji Mirim não me preocupa
Eu falo e escrevo a verdade.

Luís Antonio Padovani
Escrito na página 28/11/1986

Quem é

Pai, a quem eu chamo de pai.
Mas eu não me sinto como ele fosse tal
Eu penso que ele é um desconhecido
Pai a quem eu chamo de pai
Por mais que eu tente me aproximar dele nada adianta
Ele prefere ouvir os amigos ao filho
Passa os finais de semana no rancho
Longe da família.
Durante a semana fica mudo
Pai desse modo eu não quero
Porque não serve para nada
Eu quero alguém que me oriente
Dê-me um norte
Um rumo
Uma direção
Um sentido em minha vida
Ao qual eu poderei seguir
O meu pai para mim é um ser desconhecido
Nem o problema do filho ele sabe
Se soubesse saberia lidar
Saberia os meus limites
E não exigiria mais do que eu posso fornecer
Um pai tem que ser amigo e participativo
Eu o chamo de pai por chamar
É o progenitor
Bem na verdade eu quero o meu pai bem mais perto de mim
Mas os amigos dele o afastam de mim
Pai eu não sinto como ele fosse tal
Chama-lo de pai por convenção

Luís Antonio Padovani
Escrito na página 28/11/1986

Vida predestinada

O mundo vai acabar
É o que preconizam
Deus nos vai dizer
Vocês não souberam administrar
E quando vocês aprenderem a administrá-lo eu o darei de volta
O mundo vai acabar
A assim que a bíblia diz
O mundo vai acabar
O vai está perdido
Nenhum homem vai ter vergonha
0 mundo vai acabar
Deus vai dizer
Vocês acabaram com tudo o que eu lhes dei
Das florestas eu deixei
Não sobrou nenhum sarrafo
Dos animais que eu lhes dei
Todos foram extintos
E quando vocês aprenderem administrá-lo eu  o devolverei,

Luís Antonio Padovani
Escrito na página 28/11/1986



Vai trabalhar

São sempre as mesmas desculpas
Quando toca o telefone e eu atendo
Do lado da linha ninguém responde
Digo alô, alô.
Ninguém responde
Sempre imagino que alguém quer me controlar
E algumas palavras eu tenho que dizer
Os meus pensamentos estão nelas
As mãos trabalhadoras não têm tempo para fazer trote
As mãos trabalhadoras estão sempre ocupadas
As mãos trabalhadoras trabalham
As mãos desocupadas não fazem nada
As mãos desocupados ficam pelo jardim
As mãos desocupadas ficam pela praia
As mãos desocupadas ficam pela praia
As mãos desocupadas bebem pinga e cerveja.
As mãos desocupadas ficam no cinema durante o dia
As mãos desocupadas ficam sem dinheiro
As mãos desocupadas estão por aí
As mãos ocupadas ganham
As desocupadas gastam
Vai trabalhar vagabundo
Vai procurar o seu lugar
Para de dar trotes
Vá fazer algo útil

Luis Antonio Padovani
Escrito na página  28/11/1986

Conceito

Quando eu era mais novo imitava tudo o que o meu pai fazia
Imitava como ele cantava
Eu era desafinado
Imitava o modo dele pensar
Comecei a pensar em mim
Imitava-o nos mínimos detalhes
Dava-me sempre mal
Imitava-o porquê todos imitiam
Imitava-o porquê pensava que era bonito
Depois tudo se modifica
Depois eu cresci
Meu juízo também
Comecei ver que as minhas atitudes eram infantis
Hoje eu procuro a minha identidade
Eu tento encontrar pessoas que pensam como eu
Hoje eu não presto mais atenção no meu pai
Eu às vezes tento o dialogo, mas é em vão.
Hoje eu não desafino mais como antes
Hoje ponho em discussão tudo o que ele fala
Hoje eu evoluí
Hoje eu penso em mim
Hoje quero ter a minha personalidade
Hoje eu sou sincero
Hoje e sempre

Luís Antonio Padovani
Escrito na página28/11/1986

Continuidade

Como mudou
Do tempo em que eu brincava de pique, pega-pega, pega-ladrão, polícia-ladrão e esconde-esconde.
De lá para resta o chão
O chão era cheio de pedras
O chão cheio de pedras que eram jogadas
Agora é tudo coberta
Antes tinha dois lados e um pilar
Hoje mudou
Não mais para ver os pilares
Hoje são tijolos e portas
Mas as pedras continuam no mesmo lugar.

Luis Antonio Padovani
Escrito na página  28//11/1986

sábado, 29 de setembro de 2012

Decepção

Um dia eu sonhei que ganhei na loteria
Sonhei que estava milionário
Mas eu cai da cama
Eu não tinha um tostão na mão
Veja só
Um dia eu sonhei
Sonhei que eu estava rico
E no dia seguinte eu estava como antes
É a realidade que me desespera
É a realidade que me espera
Eu vivo do real, do concreto.
Eu não vivo da fantasia, da ilusão.
Um dia eu estava a sorrir
Outro dia eu estava na fossa
Um dia eu estava na piscina
Outro dia no chão
É o sonho

Luís Antonio Padovani
Escrito na página 28/111986

Eu estou pouco me lixando

Eu não estou nem um pouco preocupado com que a ou b pense
Eu tenho a minha opinião formada sobre Moji Mirim
Assim como eles têm opiniões formadas sobre mim
E tudo se baseia em uma mercadoria
Cerveja
Como é que eles vêem quem não toma cerveja
Um broxa
Uma pomba desgarrada do bando
Eles pegam as suas garras para enfrentar quem não toma cerveja
E vem com a pergunta
Porque você não toma cerveja
E se não for tomar
Não é cidadão
E dessa forma eu quero que eles morram
Dessa maneira eu não serei mais atormentado
Se um mojimiriano morrer eu dou graças a Deus
Menos um peso morto na sociedade
Eu daria pulos de alegria
Hora, hora
Para mim é um alívio
Eu não ligo para que mojimiriano pense
Para mim tanto faz como tanto fez
Uma vez que não faz nada.

Luís Antonio Padovani
Escrito na página 28/11/1986

Encargo

Antes de eu entrar ele pediu
Pediu não dar bola mim
Deixar-me correr era a sua meta
Porque o seu pai fora goleiro
E nada conseguiu
Mas uma coisa que ele não sabe é que no tempo de meu avô o futebol era amador
Nos dias de hoje mudou
Mas isso não entra na cabeça dele
E o que ele quer é que eu trabalhe na loja de móveis dele
O meu pai é alguém que conseguiu alguma coisa na vida por causa do comércio
Muito embora a minha mãe e as minhas tias irmãs dela não admitem
Mas isso são coisas da vida
Que eu digo de passagem não vai dar em nada
O meu pai é um obstáculo para que eu jogue futebol
E por esse jogo de quebra de braço sou eu quem vai dar mal
E por aonde eu vou ele fala que eu não quero trabalhar
Porque os nossos interesses entram em conflito
Ele não sabe que eu sou técnico em contabilidade
E por isso vive em luta contra mim mesmo
Ora eu quero ajudá-lo
Mas eu quero que ele me ensine a contabilidade da firma
Mas ele não quer me entender
O meu pai insiste em dar a contabilidade ao Nicanor
Porque ele nunca acompanhou o meu crescimento
Porque ele presta mais atenção nos outros do que no seu próprio filho
Sim ele erra, mas pode acertar.
Eu não ligo para que mojimiriano pense.
Se é que pensa.

Luís Antonio Padovani
Escrito na página 28/11/1986

Lixo natural

I

Eu não suporto mais, pai.
Por mais que eu reze mais assombração aparece
Mais mojimiriano nasce
Mais idiotas aparecem
Se eu for depender delas eu estaria perdido
Ainda bem que tem outras mulheres em volta
Se eu for me casar com mojimiriano eu irei assinar o meu atestado de burrice
Por elas eu não tenho amor
Amor para mim não existe
É coisa de romance e Hollywood
Porque o amor somente existe na cabeça de quem faz ficção

II

Uma comparação que eu faço
Se o que mojimiriano pensa fosse lixo
Seria o maior lixo do mundo
Porque eles só pensam naquilo
E seria a maior concentração de gás metano
Um gás expelido pelas fezes humanas
Seria uma verdadeira produção de petróleo
Enfim seria uma alternativa para abastecer a frota de veículos.

Luís Antonio Padovani
Escrito na página 28/11/11986

Verdadeira história

Os bandeirantes são os responsáveis por ter o Brasil toda a sua imensidão
Foram eles que embrenharam pelas matas
Eles desconheciam fronteiras portuguesas ou espanholas
O tratado de Tordesilhas para eles não existia
O que eles almejavam é desbravar porque eles eram bravos
Eles eram fortes
E por ter todas essas características eles fundaram cidades
E por não temer o perigo morriam pelo caminho
Para alcançar as pedras preciosas
Eles invadiram mares, rios e matas.
E uma obra que falta é o Brasil fazer um filme sobre eles
Penso eu que seria interessante conhecer a história do Brasil
Eu não sei se é fácil ou difícil
Porque eu não sei a quantidade de documentos que existem sobre eles

Luís Antonio Padovani
Escrito na página 29/11/19896

Opinião pessoal

Ao meu modo de ver todos são surdos e cegos
Ou pior ainda fingem que não quero ver que a minha é uma desgraça
Eu não vejo futuro nenhum para em Moji Mirim
Porque Moji Mirim é ruim para mim
Ou então vivem de fantasias
Tudo nesta vida é possível, desde que tenha vida.
Porque depois que morreu não há mais jeito
Da mesma forma que me chamam de burro, estúpido e idiota, é forma que eu os trato.
Tudo que eles querem é tirar o extrato da conta bancaria
A renda sendo garantida qual é o problema
O meu dinheiro está no bolso
Os outros que fazem o mesmo que eu faço
Trate de trabalhar para ter o dinheirinho
Mas como a minha opinião não tem valor
Eu não sou escutado
E a minha vida é levada para o esgoto
Aqui eu faço da minha interpretação
Explico de muitas maneiras
E logo vem com o sucesso de Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Vanderleia
E dizem para mim que dois e dois são cinco
E o digo de muitas formas
E ninguém me entende
E dizem que eu sou louco
E sempre quero dizer que dois mais dois são quatro
Às vezes eu digo se juntar dois com mais dois dão quatro
Mas enfim eu não ouvido porque pensam que eu sou mentiroso
Ou que eu estou a brincar
A vida não brincadeira como dizia Vinicius de Moraes
E o digo a vida e para ser vivida
Se eles imaginam que eu sou idiota, idiota são eles.
A voz do povo é a voz de Deus
E eu sou o povo e eu sou Deus
O meu problema eu resolvi
Os outros é resolvam os problemas deles.

Luís Antonio Padovani
Escrito na página 29/11/1986

Imagem feita por mim

Onde eu estiver
Com quem eu tiver
Sozinho ou acompanhado
Sempre eu irei ter uma lembrança
A lembrança de Moji Mirim onde eu sou malhado como Judas o tempo inteiro
E nunca tenho oportunidade de me defender
Por ser diferente por erro médico
Que ao nascer deixou que faltasse oxigênio para mim
E deu no que deu
Eu não posso ser condenado à vida toda por incompetência dos outros
Sempre o odiarei
É isso aí
Segura as calças para não cair
E daí como fica a liberdade de expressão
Não fica correto.
Dento do meu ego não cabe outro sentimento senão ódio
Eu quero vingança
E tudo o que puder fazer eu irei fazer
Eu usarei o poder das palavras para alcançar o meu objetivo
Eu não quero saber de Moji Mirim
Por não representar nada para mim
Eu digo
Eles não existem
Eu uso repelente para que eles desapareçam
Eu sempre os odiarei
É isso aí
E o pior agora é que eu estou junto deles
O meu sonho é ficar quilometro e quilometro de distancia dessa imbecilidade
Por chamar os diferentes de imbecis
Sempre eu irei guardar um grande rancor
Onde eu estiver
Com quem estiver
Eu irei fazer questão de dizer tudo o que eu passei
Sempre carregarei uma imagem negativa
Onde eu estiver.

Luís Antonio Padovani
Escrito na página29/11/1986

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Poder

Moji Mirim é uma cidade que eu não quero viver
É um povo que se julga esperto
Mas para namorar mojimiriana é preciso me dar
Férias, décimo terceiro fundo de garantia e todos os outros benefícios.
Para preservar a minha saúde
Um povo que gosto de zoar com pessoas diferentes
Desde a Aleluia até o catador de lixo
Em minha opinião quem tem juízo sai de Moji Mirim
Porque não é nada bom viver
Uma cidade que eu não vou crescer intelectualmente por que não vão me deixar
Eles julgam que eu sou infradotado
Uma questão de preferência nacional
Um povo que quer so usar os seus habitantes
Como diz Luis Antonio Balzanelo
A elite mojimiriana é podre

Luís Antonio Padovani
Escrito na página 28/11/1986

Nova esperança

Tancredo de Almeida Neves morreu
O povo foi as Ruas para chorar
Mas o seu legado ficou a democracia.
A semente que ele germinou
A semente que vamos colher
Tancredo morreu, mas ele vai viver para sempre na lembrança do povo.
Ele nos deu um exemplo de patriotismo
Ele nos deu um exemplo de vida
Ele morreu
A história dele, não.
A história o ressuscitará para todos os brasileiros não o esquecer
Tancredo morreu, mas ele deixou uma obra.
A maior obra que um político pode deixar ao seu povo
A obra da democracia.

Luís Antonio Padovani
Escrito na página 28/11/1986

Sem autoritarismo

A ditadura é um regime comunista
A ditadura é um regime imperialista
A ditadura é um mal para a sociedade
Salve a liberdade, salve a liberdade.
Ditadura é um regime de poucos
Democracia é um regime de muitos
A ditadura tem que ser expurgada
A ditadura tem que ser abolida
A ditadura tem que ser esquecida para sempre
Democracia tem que existir em todos os governos
Viva a liberdade
Liberdade é um gosto bom
Democracia é sinônimo de liberdade
A ditadura é um sinônimo de prisão
A liberdade é a primeira visão que eu homem tem
Ao nascer ele tem o mundo inteira e a vida inteira para explorar
Todos os homens têm direito de escolher
Liberdade é a felicidade de todos.

Luís Antonio Padovani
Escrito na página 28/11/1986

Um povo

Dr. Tancredo
Eleito pelo congresso nacional
Disputa que seu com Paulo Maluf
O primeiro presidente civil
Depois de um longo opaco tempo
Cujo poder foi efetivado pelos militares
Que por aqui instalou a ditadura
Muitas torturas
Muitas mortes
Muitos exílios
Cujo slogan era Brasil, ame o deixa-o.
Acobertado pelo tricampeonato mundial de seleções em mil novecentos e setenta
Com campeonatos nacionais mirabolantes
Para encobrir os desmandos feitos no país
Equipes sem nenhuma expressão disputavam o titulo máximo brasileiro
Tudo para iludir o povo brasileiro
É o presidente da nova republica
Dr. Tancredo, pois vinte a vinte e um anos de chumbo.
Ele é o homem do povo
O homem da conciliação
É preferência nacional
Lutou para mudar pelo seu povo
Dr. Tancredo
Muda Brasil
Enfim em mil novecentos e oitenta e cinco o Brasil é democrático.

Luís Antonio Padovani
Escrito na página 28/11/1986

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Dever de irmão


Beijar a Renata
É um ato frio
Eu não sinto nada
Eu a beijo por beijar
Nada sinto
Não tem nada de especial
É apenas um beija
Beija-la é apenas uma obrigação social
Um ato de educação e nada mais
Porque é assim que a sociedade diz que tem que ser
Uma regra social
Para ser social
Nada mais que isso
Nenhuma energia é transmitida
Nenhuma uma emoção é encontrada.

Luís Antonio Padovani
28/11/1986

Interrogação

Bons tempos são aqueles que eu passei longe
Bem longe
Em momento algum eu via a cara de mojimiriano
Passar dias e dias com uma certeza de não ouvir assuntos indesejáveis
Eu não tenho a mínima pretensão de formar família com alguém preconceituosa
Com alguém repetitiva
Uma ação que aborrece
Tira qualquer desejo
Menos de ir embora
Há esse aumenta
E como aumenta
A cada dia eu tenho mais certeza
Porque nada é feito para que eu modifique o meu modo de pensa
E tudo feito para que fortifique a minha ideia

Luís Antonio Padovani
Escrito na página 28/11/1986

Nada é gratuito


Eu estou vacinado contra Moji Mirim
Nenhum mojimiriano me pega
Somente de ouvir eu entro em pânico
Fico entristecido em saber que eu tive nascer nela
O lugar onde se nasce não se escolhe
Mas eu quero escolher o lugar que eu vou morar
Ser mojimiriano é uma doença
Por ser todos aduladores um dos outros
Interesse nenhum eu tenho por elas
A existência delas não modifica a minha vida
Se for cair uma bomba nela vai ser um favor para humanidade
Vai fazer uma limpeza e tanto
Vai livrar o mundo de um lixão

Luís Antonio Padovani
Escrito na página 28/11/1986


Informação

Aviso aos interessados
Se é que os interessados vão interessar
Penso que
Por ser alienados de mais da conta
Por não enxergar o que está na frente do nariz
Mas enfim, eu vou avisar.
O teto dessa família é de vidro
E o vidro já que quebro
Quando eu falo ninguém quer me ouvir
Dialogo por aqui não acontece
E a tendência é ficar pior
Uma família que não e unida eu não para que existe
Eu só vejo união quando querem me amolar
Por mais que eu respiro para mostrar o descontentamento
De nada adianta porque continuam na mesma tônica
E ela cansa a minha beleza
Essa família vai ter um fim triste
Eu não quero vê-lo
Que fim será eu não sei
Porque eu não tenho nenhuma bola de cristal.

Luís Antonio Padovani
Escrito na página 28/11/1986

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Parte de meu país

I

O nordeste tem uma vida sofrida
Um solo semi-árido
Rios secos
Vegetação morta
Criação morta
Onde quase nada nasce
Somente a palma
A falha no processo de ocupação é a causa
A monocultora implantada pelos colonizadores
Sem nenhuma rotatividade
Sem nenhuma outra atividade
Causa o esgotamento dos minérios da terra

II

Mas uma notícia incrível
Esse ano não é a seca
É a enchente que faz o nordeste aparecer na televisão
A chuva em abundancia destrói todas as culturas

III

Seca ou enchente
Não interessa para o nordestino
Eles sempre voltam para as suas terras
Mesmo porque não eles não têm alternativos
Então eles continuam por lá
Eles tentam a sorte
Plantam
Se colher tudo bem
Se não colher
O que fazer?
Planta novamente
Eles não abandonam as suas casas
Eles são fortes
São um pouco do Brasil
Um povo sofrido
Eles estão sempre no nordeste
Símbolo da fé sem duvida nenhuma
Eles são brasileiros

Luí8s Antonio Padovani
Escrito na página 29/11/1986

Tranquilidade

Sentado em uma cadeira de balanço
Olho para o nada
Penso em um assunto
Como sair de Moji Mirim
Penso em mim
E os outros pensam nos outros
Cada um pensa em si
Cada pensa na mesma coisa
Ser feliz
Não importa o lugar
O que importa é que alguém abre a porta
A porta da felicidade
Francamente eu não sei o que faço por aqui
Eu vejo uma luz no final do túnel
Ganhar um emprego
Aposentar
Desaparecer
Porque eu penso em minha saúde

Luis Antonio Padovani
Escrito na página 29/11/1986

Culpa

A cerveja é a grande culpada dessa situação
Aonde eu vou todos perguntam à mesma coisa
Eu não sei como não se cansaram de fazer a mesma pergunta
Porque eu já cansei de dar à mesma resposta
Mas de uma coisa eu sei
Quem faz isso é com intuito de me prejudicar
Porque quem quer me ajudar não faz uma pergunta dessa
E o pior eu não encontra alguém que queira me ajudar
Para prejudicar de milhões
A minha vida tem sido um problema atrás de problemas
Para resolver ninguém
É quem não ajuda não atrapalha
Então porque me atrapalham?
Tudo o que mojimiriano sabe fazer é me irritar
Então eu não vejo a hora de me pirulitar

Luís Antonio Padovani
Escrito na página 29/11/1986

Coisas do homem

Só morre quem está vivo
É claro
Mesmo o morto não morre
O morto já está morto
Já viveu o que tinha que viver
Já deu o que tinha que dar
Já virou história
Já deu lugar para outro
Vive para morrer
Porque da morte ninguém escapa
Ninguém fica para semente
Mesmo quem enraíza em lugar
O dia de vestir o palito de madeira chegará
A morte é um assunto que ninguém sabe a hora, o dia, o mês, o ano, o local, como.
Tudo que se sabe que todo mundo vai bater com as dez
Vai bater as botas
Porque tudo que começa termina
Morte e vida
São duas paralelas que se cruzam no final

Luís Antonio Padovani
Escrito na página 2011/1986


segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Desinterassante

Aqui em Moji Mirim nada me desperta
Uma população muito lenta no raciocínio
Como diria Jesus Cristo
“Eles não sabem o que dizem”
Eu penso em perdoar o que eles falam de mim
Mas não vai dar pé não
Porque eles não se emendam
Eles não querem se tornar interessante
Dialogo não é com eles
O problema deles é que querem que todos sejam fotocópias
E isso eu penso que uma barbaridade
Todos os dias que querem que me torne um palhaço
Mas o que eles dizem vão morrer com eles quando eles morrerem
E quanto a mim?
Pode ser que eu faça qualquer coisa que se eternize
Mas enquanto eu não me faço desabafo aqui

Luís Antonio Padovani
Escrito na página 29/11/1986

Ridículo

Eu não como Mojimiriano pode ser ridículo assim
E não consegue ver isso
Eu não sei como se casam
Eu não sei como se toleram
E é ridículo é ficar por esses lados
Que não tem nada haver comigo
Eu não consigo enturmar com gente do esporte e da literatura
Eu consigo entrosar com pessoas de meu métier
Por isso eu me sinto um peixe fora da água
Eu não sinto nem um pouco a vontade com as conversas de que eu ouço
A minha realidade aqui pelo andar da carruagem é triste
Uma gente não me entende e por isso me humilha
Uma gente que procura fazer o mal para mim
Uma gente que jamais eu gostei
Uma gente que ma dá arrepios
Uma gente da qual eu deveria abandoná-las

Luís Antonio Padovani
Escrito na página 29/11/1986
 Métier do francês profissão

Oportunidade

O Brasil da república nova
É um pais feito com muita luta
Com muita tortura
Com muita perseguição
Com muitos brasileiros sendo exilados
Por incomodarem a ditadura militar
No meio tanta gente ouve alguns mais ilustres
Doutor Ulisses, o senhor das diretas.
Tancredo Neves que lutou até a morte
O Senador Orestes Quércia
Luís Ignacio da Silva, o metalúrgico.
Leonel Brizola
Chico Buarque
Milton Nascimento
Fafá de Belém
Regina Duarte
E homens e mulheres que são multiplicadores de ideias
E homens e mulheres cidadãos comuns
Permitiram que esse pais tomasse uma nova direção
E que a sociedade civil retomasse as rédeas do seu próprio destino
E que mente dessa gente tornou-se mais saudável
Por ter pais livre da censura
Para fazer cultura livremente
Para melhorar o intelecto dessa gente
Que por muitos anos foi reprimida
Foi sofrida
Um pais desse tamanho não pode deixar que a sua cultura seja reprimida
Um pais desse tamanho tem que deixar as pessoas mais esclarecidas
É o Brasil livre que eu desejo ver cantar
É o Brasil que anda com a cabeça erguida
Um pais que todos merecemos porque somos trabalhadores
Por é um pais de todos
É u Brasil que todos nós temos orgulho
É o Brasil que via melhorar
É um Brasil de gente digna
É o Brasil do casuísmo
É um Brasil de bons administradores
É um Brasil fraudulento
Da bomba de Rio Centro
E que deixo o autoritarismo de lado
É o Brasil da corrupção

Luís Antonio Padovani
Escrito na página 29/11/1986

domingo, 23 de setembro de 2012

Belas notícias

Todos os dias querem que eu pense que eu sou incapaz
Eu estou prestes em provar que isso é mentira
Eu vou ser nomeado a um cargo público
Apesar de ter sido logrado
Mas eu consegui a média
E agora eu estou na expectativa
Aguarda o dia para assumir
Eu espero que quem pense que eu sou capaz mude de ideia
Essa é a solução para a minha felicidade
Pois além de provar que eu sou capaz
Eu vou ter um dinheiro,
E eu vou poder respirar um pouco
E eu vou poder provar que eu sou capaz
Essa felicidade será eterna para mim.

Luís Antonio Padovani
Escrito na página 1/12/1986
 A referida nomeação é na verdade uma chamada de um concurso que eu fiz pela PROMDEPAR( Programa de Municipalização e Descentralização do Pessoal de Apoio Administrativo das Escolas da Rede Pública Estadual) de inspetor de alunos e ouve alguém que disse para mim que eu havia passado em primeiro lugar e que me colocaram em último.

Pressão

È assim que eu vivo
Eu embaixo de uma pressão
Todas as vezes que eu vu em Pirajuí as minhas tias que são professoras
Vão à chácara para reunirem com a minha mãe
E eu tenho que ouvir as histórias de escolas
Eu tenho que responder por que eu não quero se professor
Eu tenho que responder por que eu não tomo nada com açúcar ou adoçante artificial
Porque eu não como arroz com feijão
Todas elas me observam
Elas não me dão trégua
Eu quero que me esqueçam
Essa conversa me tras sonolência
Na verdade eu até durmo
E elas nem percebem e continuam a falar
Mas o bom em estar em Pirajuí é não estar em Moji Mirim
Mas a minha opinião nada vale
Eu estou em segundo plano
Se não for em terceiro, quarto,...
É uma vida incrivelmente chata
Mas eu estou de Moji Mirim

Luís Antonio Padovani
Escrito na página 1/12/1986

Pura verdade é a minnha

Eu sou o dono da verdade
Eu sou o dono do sim
Eu sou o dono do não
Quando eu acho que é chato
Eu quero que todos tenham a mesma opinião
Eu não quero discussão
Chato é bobo
Para mim eu sou o máximo
Para mim todos os meus amigos têm concordar comigo
É assim que eu penso
Talvez eu não seja o dono da verdade
Mas essa opinião não é a minha
Mesmo porque esse não é o meu modo de viver
Eu sou livre e solto
Mas o mundo que eu moro é assim

Luís Antonio Padovani
Escrito na página 1/12/1986

Ideologia

A ideia vem da ideia
Uma ideia é uma ideologia
Que alguém passou
A ideia do bem e do mal
Quais são essas ideias
O que é o bem?
O que é o mal/?
De onde vieram esses conceitos
Não é uma ideia para ser pensada?
Pois bem, agora eu vou dizer o que é maldade para mim.
Cada um entende do jeito que vai interessar
Os animais ditos irracionais não têm
Esses animais só desejam carinho
A maldade existe para os homens
Existe em um bom dia
Existe em um aperto de mãos
Existe em um elogio
A maldade é coisa do homem
Pois os animais somente querem se alimentar e se defenderem
Os animais só seguem o seu instinto animal
O bom e o mal
O certo e o errado
São coisas do homem
Os homens fazem propositadamente.

Luís Antonio Padovani
Escrito na página 1/12/1986

Sabor do mundo

Um mundo sem nenhum sabor
Um mundo que poderia não ter acontecido
Mas já que está, então que fique.
Porque Moji Mirim é uma cidade que eu não morro por amores
Eu penso que a morte deles é um alivio para o mundo
O problema é o mau cheiro que ficará no ar
O poluente que irá soltar
O mundo teria mais fragrância
Mojimiriano é muito fedegoso
Por ser os donos da verdade
Essa terra parou no espaço e no tempo
E não quer evoluir
Então ficará para tras
É assim que é o mundo
Quem não evolui fica para trás
Sem Moji Mirim o mudo vai ficar muito melhor
E isso eu não tenho nenhuma dúvida.

Luís Antonio Padovani
Escrito na página 1/12/1986

Logo, logo

De Moji Mirim
Uma cidade morta
Eu não espero absolutamente nada
Nadica de nada
Eu espero muito mais de uma cidade que não está no mapa
Porque algum dia ela pode ser criada
Em Moji Mirim só escuto lamurias
Dessa cidade eu quero ficar longe
Bem longe
Que sinônimo de palavrão
Xingar a minha mãe tudo bem
Mas não fale que eu sou mojimiriano
Porque é uma terra de ninguém
Moji Mirim e nada são as mesmas coisas
Ela ficou uma página virada
Que eu desconfio de tudo e de todos
Eu tento mostrar o meu interesse por arte
Até em uma loja de fotografia eu trabalhei, mas não me dão valor.
E é exatamente nela que eu não quero ficar
Por me causar vômito
Aqui mora somente súcia
Charlatões por aqui não faltam
Dizem que de médico e louco todo mundo tem um pouco
Mas por aqui é demais
Por aqui não existe limite
Por não conhecerem limites
Deus é que me perdoa
Mas me livre da desgraça de morrer por lá
Se Deus me entender
Deus é justo
Deus é pai e não padrasto
Se bem que tem muitos padrastos que são muito melhores que muitos pais
Mas é o meu modo de dizer
Um pai tem que ser amigo
É o meu modo de pensar
Deus sabe que chegou a hora de um dar uma debandada
Esta cidade é morta para mim
Pois ela não tem nenhum significado para mim
Nela eu vou deixar muitas lacrimas
E dela eu não quero ter nenhuma notícia
Ser for alguma notícia é de alguém que morreu
Para mim são todos mortos mesmo

Luis Antonio Padovani
Escrito na página 1/12/1986

Desinteresse

Que raiva
Que raiva
Que raiva
Agora eu não consigo pensar
Agora eu só penso no meu ódio por Moji Mirim
Agora eu estou com muito ódio
Que porcaria
Eu não consigo ler, estudar ou pensar.
Resumo da situação
Eu não consigo fazer nada
Que raiva isto me dá
Este ódio é o culpado
Os culpados dessa situação são as pessoas que não dão oportunidade a mim
Que raiva me dá
Esta sociedade que me mal trata
E por isso eu não consigo fazer nada
Essa sociedade não me deixa pensar
E por isso eu tenho um enorme desprezo
E eu remôo todo o meu ódio
Eu quero esquecer Moji Mirim
Que ódio me dá

Luís Antonio Padovani
Escrito na página 1/12/1986

Ouvir e cantar

Quando eu ouvi a música de Carlos Gardel Charles Romuald Gardès
De pai desconhecido
Cuja mãe o trouxe de sua terra natal Toulouse, França para a Argentina.
Veio ao mundo para ser um marco do tango
Que cantou a cidade portenha como poucos
Encantou ao mundo com belas melodias
É o marco para os argentinos
Que ficou conhecido como Carlos Gardel
Eu vi que a boa música não tem fronteira
E tudo que é bem feito é perpetuado para todo o sempre
Os ouvidos, os olhos e os dedos dos cegos agradecem.
Que a boa obra é do mundo
E tudo que é publicado em um livro ou em um disco não se tem controle
Somente teremos controle daquilo que deixamos em um arquivo dentro de casa
E que a boa obra vai ter sempre alguém que quer possuí-la
Um cantor para cantor
Um leitor para ler
A boa obra não de fronteiro e muito menos tempo
A boa obra pertence ao mundo

Luís Antonio Padovani
Escrito na página 1/12/10986

Castigá-los

Em qualquer turma a qual eu tento entrar
Logo vem a conversa
Que sou comunista
Que eu sou nazista
Chamam-me de alemão, não por um acaso.
E quando eu quero desmentir chamam-me de mentiroso
Eles pedem aos membros enturmados não dar crédito a mim
Um povo que não tem palavras
Ouve somente a mente que tem dinheiro
Moji Mirim é um povo que se eu tivesse conhecido eu não perderia
E minha história seria nasceu em Moji Mirim e não conheceu a cidade natal
Não conheceu a ditadura em uma democracia
Um povo que para vencer tem que ser viciado em algo
Álcool, cigarro ou maconha.
Um povo que cuja convivência é impossível a epiléptico
A alguém que pensa em seu bem-estar
Um povo que é um entulho autoritário.

Luís Antonio Padovani
Escrito na página 1/12/1986

sábado, 22 de setembro de 2012

Negação

Tudo o que eu faço é negado
Negam que fiz
Por achar que eu não sou capaz
Bem provável que o povo Moji Mirim não esteja preparado para me receber
De nada vale eu mostrar o meu certificado
Eles dirão que eu comprei
E eu direi que eu comprei da mesma forma que eles compraram
Frequentava as aulas e pagava a mensalidade
Todos os meses religiosamente
Por mais que eu afirme ou reafirme
Os mojimirianos são acreditam neles
Eles não querem escutar outras vozes
Sempre eu ouço uma resposta mal criada
Obtenho uma resposta de desamor
Eles não têm nenhum respeito com os diferentes

Luís Antonio Padovani
Escrito na página 1/12/1986

Oprimido ao nascer

Eu sou o pior ser desse mundo
Eu sou o mal
Eu não sou exemplo para ninguém
Eu sou aquele que é apontado na rua por todos para ser idiota
Eu sou um ser que anda
Eu sou um ser que falo e ninguém escuta
Porque eu não defendo o interesse da maioria
Porque eu não faço parte da maioria
Eu sou um homem cheio de ódio
Eu sou tido como louco
Até por quem não psicólogo psiquiatra
Eu sou um gênio
Às vezes dizem isso por causa de algumas conversas que eu tenho
Perguntam se eu já fiz faculdade
Eu respondo não
E eles ficam indignados com o meu conhecimento
O que eles não sabem é o que os conhecimentos estão nos livros
E livros é o que leio
Eu sou um homem perseguido por não tomar cerveja
Eu sou “um Jesus Cristo”
Eu sou um "Tiradentes"
Eu sou preso pelo sistema
Eu nunca decidi o meu destino
A população de Moji Mirim quer que seja professo somente porque a minha mãe
Eu desprezo essa cidade
Eu não saio dela porque eu não tenho meios de me sustentar
Quando eu arrumar um emprego eu vou sair daqui
E eu vou fazer o que eu desejar
Eu direi o dinheiro é meu
Eu sou fadado
Eu sou mistificado
Eu sou o mal que tem ser cortado pela raiz
Eu sou aproveitador
Eu tenho motivos para o meu sentimento
Eu sou paciencioso
Eu sou cauteloso
Eu sou conspirado
Eu sou o indesejado
Eu sou fanático
Eu sou apenas um homem.

Luís Antonio Padovani
Escrito na página 1/12/1986

Ficarão no esquecimento

As pessoas de Moji Mirim tentam me fazer de idiota
Eles me fazem mal
Eles são ultrapassados
Vivem de recordações do passado
Esquecem de viver o presente
Esquecem de construir o futuro
E por vão ficar debilitados
Vão ficar enfraquecidos
Eles só querem os seus interesses
Alguns deles não me verão
Alguns não largaram do meu pé
Todos eles estarão mortos e ninguém mais irá deles
E quanto a mim eu não sei

Luís Antonio Padovani
Escrito na página 1/12/1986

Sonho não é realidade

À noite eu durmo com você
Eu nunca te vi
Mas eu sonho com você
É uma ação engraçada
Mas isso mesmo que acontece
Eu nunca vi a sua cara
A única coisa que eu sei que no meu sonho você aparece loura, branca de cabelos longos aos quais eu os aliso a noite inteira.
Sempre a veja entre os troncos das arvores
Sempre a vejo nas estradas
Eu não sei o que isso significa
Eu não sou dessa área
E por isso eu não palpito
Somente sei que isso é um sonho
É apenas um sonho

Luís Antonio Padovani
Escrito na página 1/12/120986

Comparação

A vida da gente é uma luta de boxe
Às vezes sofremos diretos de direita
Às vezes sofremos direito de esquerda
Às vezes sofremos de nocaute
Às vezes encontramos sparring para treinarmos das ofensas que outras pessoas nos dirigem
Às vezes usamos de esquivas para sair de enroscadas
Às vezes encontramos alguém que nos dá sombra e nada mais
Às vezes nos esgotamos de ouvir um assunto tão-somente
Às vezes ganhos ou perdemos por pontos
A vida na Terra é assim
Na vida sempre há momentos inesquecível
Na vida ganha o mais forte.

Luís  Antonio Padovani
Escrito na página 1/12/1986

Opiniões diferentes

O meu pai diz que para os outros que desse mato não vai sair coelho
Quando o assunto sou eu
Isso quer dizer que eu não vou dar netos a ele
Por não seguir o manual da sociedade
E por esse motivo dizem que eu sou homossexual
Mas uma coisa não tem nada a ver com a outra
Ou como eu digo o cu não tem nada ver com as calças
A ser que ele fica no meio
Porque eu tenho que seguir o manual de instrução
Porque eu tenho que seguir a bula
Porque eu não posso ser diferente
O que faz um homem e mulher se relacionarem não são as diferenças
Que não são poucas
Elas são suficientes para gerar felicidades
Para um dar prazer ao outro
Como diz a bíblia
Crescei-vos e multiplicai-vos
E eu digo com respeito às diferenças
E salve, salve às diferenças.

Luís Antonio Padovani
Escrito na página 1/12/1986
Este poema é o de número mil digitalizado e colocado no sítio



Achado

Eu não sei mais como dizer ao meu pai o que eu penso
Ele não dá nenhuma atenção a mim
Quando eu o procuro, ele desconversa.
Eu aviso-lo que as pessoas querem aproveitá-lo
As pessoas o manipulam
Elas não deixam que ele converse comigo
Um pai tem que participar da vida do filho
A educação não é somente fazer
É dar orientação ao filho
A educação não deixar ao Deus dará
Deixar que a sociedade educasse.
Se for assim para que família

Luís Antonio Padovani
Escrito na página 1/12/1986

Recordações

 Eu me lembro de Pirajuí
E eu vejo que a Valeria me faz falta
Ela não me quer
Não porque ela não me quer
Mas é por motivo da distância
Ela distancia os nossos corpos
Mas este fato não tem importância
Saio a procura de outra
De outra que me quer
Por eu posso tocar
Não vai fazer mal se eu gostar ou não
O vai me importar é a minha felicidade
Eu queria a Valeria
Eu cito o seu nome porque me dá boas recordações
Uma mulher aberta, sensível e divertida.
Mas isso é impossível
Eu moro em Moji Mirim e ela em Pirajuí
Então eu vou pegar uma outra moça qualquer
Mas eu quero a Valeria
Mas isso não ser possível
Então eu saio a procura de outra.

Luís Antonio Padovani
Escrito na página 1/12/1986

Premiado

Eu fui premiado quando eu nasci em Moji Mirim
Eu sou o único da família a nascer nela
O restante teve a felicidade de nascer em Pirajuí e Cafelândia
Mas fazer o que
Eu tenho que ir em frente porque atrás vem gente
Grudados na minha traseira
Carrega consigo rancor
Independentemente de cor
Marcam as pessoas como se fossem gados
E marcados não podem fazer
A eles não são permitido viver
A vida torna-se um problema
Que mais tarde vai virar de ordem psíquica, social e econômica.
Por ser incompatível com os seus pensamentos
Eu enxergo
E eu não sei como outros não vêem
O mesmo sentimento que eles têm por mim eu tenho por eles
Chumbo trocado não dói
Corroí o ser humano por dentro
A minha permanência aqui é impossível
E os tratos como idiotas
Quando eu converso com alguém é o mesmo do que estar a conversar com ninguém
Converso somente por educação
Bom dia
Boa tarde
Boa noite
É o mínimo que alguém tem que dizer a alguém, se for educado.
Eu sinceramente quero que Moji Mirim exploda

Luís Antonio Padovani
Escrito na pagina 1/12/1986

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

O que é o amor

Eu não sei
Eu nunca o vi
Nunca ninguém me apresenta
Não me deixaram conhece-lo
Porque todas as vezes que eu me aproximo de uma mulher, logo alguém trata de afastá-la.
É como eu não existisse
É como eu não fosse um ser humano
É como se eu fosse um fantasma
É como eu fosse uma assombração
Coisas que não existe
Somente existem na imaginação de muitos
Mas nada é concreto
Então para mim não existe
Porque eu creio somente no concreto
O amor para mim não passa de uma fantasia
O ser humano acredita no amor porque precisa de uma fantasia
O amor que o ser humano tem não é amor
É uma necessidade de não ficar sozinho
O amor é simpatia
E nada mais que isso
O amor é uma invenção dos homens para viver melhor.

Luís Antonio Padovani
Escrito na página 1/12/1986

O mundo vai mudar

No mundo de hoje alguma coisa está errada
É porque quando
Quando aprecem os hippes e panks surgem é por que
É por que alguma coisa está errada
O que está errado eu não sei
É isso aí
Alguma coisa não se encaixa, e será.
Será que pode acabar o sistema capitalista
Isso não é normal
Alguma coisa está errada neste meio de campo
É porque quando surgem os hippes e panks
É porque alguma coisa está errada
É assim que a história conta
Desde que o mundo é mundo
O mundo muda com as transformações.

Luís Antonio Padovani
Escrito na página 1/12/1986

Meu destino

Há muitos dias a saudade bate em mim
Há muito tempo eu quero sair de Moji Mirim
Agora que eu vou para Pirajuí e ter a oportunidade eu não vou desperdiçá-la
Eu vou para cuidar de minha avó
E eu vou aproveitar dessa situação
Eu vou arrumara as minhas malas para sair rapidinho
Eu vou decidir as coisas por mim
Eu nunca mais ficarei mal falado
Eu desaparecerei para nunca mais voltar
Esta oportunidade eu não vou desperdiçar

Luís Antonio Padovani
Escrito na página 1/12/1986

Ambiente familiar

A família é à base da sociedade
Por que é de onde sai todas as informações
Um cidadão se forma através da família
Uma família que não apoia o seu integrante o marginaliza
Torna-o imbecil
E a sociedade sabe disso
E com informação ela satiriza
E permite que mesmo um individuo que tenha família não tem família
Por independentemente como um ser
A família tem que dar um alicerce
Se não o fizer estará preste a dar mais um problema para a sociedade
Uma família tem que orientar os seus membros
Para dar um norte
Para dar um oriente

Luís Antonio Padovani
Escrito na página 1/12/1986

Assim sinto

 Eu não estou preocupado com que dizem de mim
Falem mal
Falem bem
Falem de mim
 O importante e eu ser lembrado
Porque a partir do momento que eu não for lembrado eu estarei morto
E morto eu não estou
Muito pelo contrario
Eu estou muito vivo
E com muitos planos pela vida
Viver é a intenção
Ter mulher e filhos
É o meu objetivo
Porque eu sou igual a todo mundo
Se todo mundo é igual
Então fica essa história
Porque eu não posso ter família
Porque eu tenho que viver em uma ilha
Porque me isolam
Porque eu sou diferente
Isso é motivo
E que graça teria se todos fossem iguais;.

Luís Antonio Padovani
Escrito na página 1/12/1986

Tudo a mim

A mulher é isso
A mulher é aquilo
Que conversa é essa que não dá futuro
Eu quero o dinheiro em mão
O que a mulher é
Ou o que a mulher deixa de ser
A mim não me interessa nem um pouco
O que eu quero é dinheiro
Se for dar dinheiro eu estou dentro
Se não for dar dinheiro eu estou fora
O que acontece com a mulher
Ou o que aconteceu com a mulher não é da minha conta
O que é da minha conta é o que entra na minha conta
Essa conta faz toda a diferença
Eu preciso viver o dia a dia
Todos os dias
E para isso eu preciso de dinheiro
E para fazer dinheiro eu de alguém para trabalhar comigo
E outra coisa o feminismo não paga a minha conta
Muito menos o machismo
E nem vão trazer cesta básica em minha casa
Então sai para lá a ideia do feminismo
Então sai para lá a ideia do machismo
Este assunto não dá futuro
Causa-me um estresse profundo
E as pessoas não percebem isso
Se perceberem finge que não percebem
Afinal de contas é de conveniência
Esta história já me deu fadiga
Sinceridade não dá mais para ouvir
Eu sei que eu vou ter que ouvir muito, paciência.
Ainda bem que eu escuto
É melhor do que ser surdo
Essa conversa é toda é porque dizem que eu sou machismo

Luís Antonio Padovani
Escrito na página 1/12/1986

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Confissões

 Se for um povo que não me inspira confiança é o povo de Moji Mirim
Eu não sei o que acontece com eles
Que quando olham
Olham para o além
Olham para lugar nenhum
Querem mostrar o que não são
Querem mostrar superiores
Que são os melhores
Em que eu não sei
Nada fazem para adquirir a minha simpatia
São na verdade uma copia
E cópia eu não namoro
Foto eu não quero pegar porque não dá para beijar e abraçar
Fotocópia eu não sei que qualidade vai ter
Preto e branco não tem graça
Eu quero é original
Eu quero autêntico
Eu autentico essa forma de viver
Seja qual for à forma
Não pode ser um embuste

Luís Antonio Padovani
Escrito na página 1/12/1986

Período sistema

A vida é assim
Eu não tenho nenhuma bola de cristal
Eu não sou nenhum Bidu
Mas eu tenho alguma coisa me avisa
Não vai dar certo
Um hábito que eu tinha em Pirajuí
E que procurei manter em Moji Mirim
Mas jogar futebol não foi possível continuar
Pois eu não sou igual aos iguais
Bem eu pesava que a brincadeira fosse acabar
E de fato acabou
Porque o povo de Moji Mirim quer se manter longe de mim
Não é como de Pirajuí que respeito a mim do jeito que eu sou.

Luís Antonio Padovani
Escrito na página 1/12/1986

Amizade de um povo

Boas recordações em Pirajuí
Eu não tenho nada o que reclamar
Mil novecentos e oitenta e três
Eu tive até oportunidade de amar
Uma chama ardeu em mim
Um nome se destacou
Nem pensava a sua presença
Toda moça
Toda bela
Era ela
Em minha frente
Ela me surpreendeu
Ela me compreendeu
E não fez um bicho de sete cabeças
Pois ela sabe que é coisa de homem
Um homem tem atração por mulher
Normalmente é assim
Então ficou um segredo nosso
Um momento inesquecível
Que vamos levar todas as nossas vidas
O seu nome é claro
Soraya
É nome em inglês
Uma lembrança que me traz saudades
Um ano que eu fui bem tratado
Recordar esse momento me faz feliz
Recorda é viver
E assim eu vivo um pouco.

Luís Antonio Padovani
Escrito na página 1/12/1986

Esplendores

 Eram quatro cores pequenas
Elas se juntaram e ficaram grandes
Elas se juntaram na bandeira do Brasil
Antes eram apenas cores
Hoje é orgulho
Eram quatro cores
Cores comuns
Mas elas hoje se destacam em uma pátria chamada Brasil
O verde simboliza a nossas matas e a esperança de dias melhores
O amarelo a riqueza
Usado no ano novo para trazer dinheiro
O azul o nosso céu
E o branco a paz
Usado pelas noivas é a pureza
Usado no ano novo para atrair sorte
Verde, amarelo, azul e branco.
Não são mais somente cores
É o símbolo de um País
E hoje está em todos os lugares.

Luís Antonio Padovani
Escrito na página 1/12/1986

Alegria do povo

É meu poeta
Dizem que foi um vagabundo
O certo que diplomata
Largou tudo para ficar no Brasil
Ficar perto de suas paixões
Eu não o conheci
Chamavam-no de Viniha, de poetinha
Inspirou-me muito com suas letras
Eu sou o seu tiete
Ele não conseguiu ver um país democrático
Poetinha tinha rimas elaboradas
O poetinha iria cantar a grande festa
Porque ele cantava assuntos do Brasil
Vinicius, velho camarada é assim que seus amigos o chamavam.

Luís Antonio Padovani
Escrito na página 1/12/1986

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Indevidos

Momentos indevidos
Em um rancho no bairro do Tucura
Uma festinha eu tive
Quando eu ia conversar com uma mulher
Logo ela desconversava
Deslocava-se do local
E dizia que eu era louco
Sem nenhum fundamento
Elas não têm argumentos
Elas fazem isso porque outros dizem
A minha presença causa repugnância
Elas querem distância
Distanciam por causa de um pouco
Por causa de liquido
É uma coisa de louco.

Luís Antonio Padovani
Escrito na página 1/12/1986

Estrela cometa

Halley
Uma expectativa que angustia muita gente
A mim pouco importa
Ela vem de longe
Vem sozinha
Ela é o estudo de todos os cientistas
Ela visita a Terra a cada setenta e seis anos
O povo fala que vai vê-lo na rodoviária
Ele vai ser visto no mundo inteiro
Ele é alvo para a economia
Ele é alvo para explorações
E que seja bem vindo

Luís Antonio Padovani
Escrito na página 1/12/1986

Revanche

É a lei da natureza
É a vida
Porque a vida é assim
Tudo que tem ida tem volta
Fazem de tudo para que eu fique sozinho
Os mojimirianos vivem a me desmoralizar
Imobiliza todas as iniciativas
Não querem aceitar do jeito que eu sou
Eles querem me moldar
Enquadrar em seu sistema
Um sistema sem sal e sem açúcar
Sem nenhum tempero
Sem nenhuma graça
Diz so com cerveja porque sabem que eu não tomo
Não sabem qual adjetivo colocar em mim
Hora mulherengo hora homossexual.
Eles me comparam ao Adolf Hitler
Quando me encontra batem continência nazista
Todos falam que eu sou retardado
Um povo atrasado no espaço e no tempo
Que evolui da idade da pedra para a datilografia
A evolução só foi tecnológica
A mente não evolui de gente nenhum
Ela eu não vejo jeito
Sempre parada no tempo.

Luis Antonio Padovani
Escrito na página 1/12/1986

Terra amada

 Pirajuí
É muito mais que um nome
É muito mais que uma cidade
Não importa o seu tamanho ou que tem
O que importa é eu me sinta bem
Pirajuí é a minha memória de infância
É a minha memória de adolescente
É a minha felicidade
É a confiança
É onde eu quero fazer aliança
É a minha esperança
Pirajuí é a minha Terra
Não interessa se nasci lá ou não
Eu a adotei
Pirajuí é a minha Terra adorada.

Luís Antonio Padovani
Escrito na página 1/12/1986

Uma grande decisão

Eu não sei se eu durmo com um barulho
Quando eu ajudo o meu pai ele diz que eu atrapalho
Ele diz que não tem herdeiro para a loja dele
Eu procuro demonstra interesse
E ele não quer vê
Quando ele não faz isso, ele diz que eu sou um inútil.
Ele diz para o Nicanor que eu sou um desmiolado
Porque ele quer me deixar de lado
Ele nunca faz um elogio
Ele só pensa em me agredir
Ele vive no meio de Nelsom Vicente
Um cidadão que eu não tenho nenhuma simpatia
Ele me inspira ser uma pessoa honesta
Com esse barulho eu não consigo dormir
De agora em diante deixa como Deus quiser.

Luís Antonio Padovani
Escrito na página1/12/1986

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Coisa séria

Depois de tantos acontecimentos, sabe.
Eu não tenho um sentimento
Aquele sentimento bonito
Aquele sentimento que dinheiro nenhum compra
Aquele sentimento que é individual
Não dá para alugar
Não dá para vender
Não dá para emprestar
Porque vem no interior de cada um
Que vem intimo
Aquele sentimento é próprio do ser humano
Aquele sentimento que se chama amizade
Que pode virar amor
Porque amamos somente que nós conhecemos
Este sentimento eu não tenho
Porque não me deixaram ter
Às vezes eu saio somente porque eu fico com um tédio de ficar dentro casa
Porque eu sou do palpite de cardiem dien
Aproveitar para viver
Aproveita-lo para divertir
Depois de tantos acontecimentos, sabe.
A vida tem que ser assim.

Luís Antonio Padovani
Escrito na página 2/12/1986
Cardiem dien do latim que quer dizer aproveitar o dia

Feliz natal

Natal dia de festas
Natal de paz
Natal dia de felicidade
Dia de trocar presentes e muita comilança para poucos
E muita fome para muito
O natal é um dia muito importante
O natal é o dia do nascimento de Jesus Cristo
Que é pouco lembrado
É celebrado o dia do comércio
Um dos dias que vendem mais durante o ano
Natal é um dia de muita emoção
Pelo menos é deveria ser
Reunião em família
É um dia raro
Que não deveria ser raro
Poderia ser mais freqüente
Para que as famílias sejam mais próximas
O natal dia de rezar para quem é católico
Antes da ceia faz uma reza para agradecer o banquete que ali está para ser devorado
O natal é um dia de reflexão
Que ninguém faz
Ninguém quer refletir
Todos querem fazer exatamente igual ao ano passado
Natal para mim é vida por é o dia em festeja o dia do renascimento
Pois o aniversariante livrou-ns de todos os males.

Luis Antonio Padovani
Escrito na página 2/12/1986

É de levar a loucura

Eu não sei o que vai acontece amanhã
Um campo de futebol
Uma Torcida que provavelmente vai lotar
Uma bola no meio
Um árbitro e dois bandeirinhas
Vinte e dois jogadores
Onze em cada lado
A torcida eufórica
Faz o papel dela, torce pela sua equipe.
E o árbitro para ser xingado
Juntamente a sua digníssima mãe
Os jogadores para disputarem à peleja
E eu no meio da torcida
Fazer o que eu não sei
Fazer companhia ao Carlos
Somente para dizer que eu sou social
Para dizer que eu faço parte da massa
Para dizer que eu sou igual a todos
É um assunto confuso
Atrapalha o meu fuso
O que vai acontecer amanhã eu não sei
Somente eu sei que eu não estou com nenhuma vontade de ir ao jogo
Eu vou ao por ir ao jogo.

Luís Antonio Padovani
Escrito na página 2/12/1986

A verdade

Desse jeito não dá
Como está eu não posso ficar
Da vontade de dizer sinto muito amor
Mas eu na vontade
Mas que eu não posso ficar mais nenhum minuto
Assim eu vou te dar um cinto
Cinto muito, mas eu não quero ficar nem um segundo com você.
Eu não tenho nenhum alguém a me esperar
Mas você me causa desespero
Alergia
Uma urticária
Isso é sério eu sinto mal em somente eu saber que eu ainda estou em Moji Mirim
Eu não consigo entender esta situação.

Luís Antonio Padovani
Está escrito na página 2/12/1986

Ruínas

Uma desgraça em minha
É ter nascido em Moji Mirim
E o pior disso é que as pessoas teimam em recordar
Eu nasci por um acidente de percurso
Como eu poderia ter nascido em qualquer outro lugar
Moji Mirim não soube me conquistar
Eu quero é mais me afastar
Tudo que eu tenho aqui é uma pensão que eu não pago
Cama arrumada, roupa passada e lavada, comida, um teto e uma empregada doméstica que faz tudo isso para a minha mãe e pelo meu pai que trabalham para fora de casa.
Para manter todo esse padrão de vida tem que ganhar dinheiro
Em fim mojimiriano nada ajuda
E o que eu faço por aqui
Eu poderia estar em Pirajuí e trabalhar em escritório de contabilidade
Formar uma família
Ao invés de morar em uma ilha.
E por aqui falam que itapirense são loucos tão-somente porque lá tem manicômio
E também falam que os guaçuanos são suínos
Tudo é puro despeito
Coisas de história
Que não faz sentido nenhum nutrir

Luis Antonio Padovani
Escrito na página 2/12/1986

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Meditando

Reclama daqui
Reclama dali
Reclamar para que?
Reclamar porque está calor
Reclamar porque está frio
Reclamar porque não chove
Reclamar porque chove
Reclamar não resolve nada
Reclamar o tempo inteiro
O que adianta isso
Não seria mais conveniente dizer que eu tenho duas pernas, dois braço e saúde.
E agradecer todos os dias isso na hora de levantar
Eu diria
Eu tenho saúde e o resto eu vou ver mais tarde
Porque não existe um problema mais insolúvel do que conviver com uma pessoa que reclama o tempo inteiro
Um reclamão não tem quem aguente

Luis Antonio Padovani
Escrito na página 2/12/1986
 Reclamão criação minha que quer dizer reclamar em excesso