quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Normal ou anormal eis a questão

Defeitos são perfeitamente resolvidos
só não são para quem não da ouvidos
A medicina genética e a cibernética estão para corrigir as imperfeições
As afeições podem ser dadas perfeitamente aos imperfeitos
Feitos humanos encarregam de arrumar
Membros amputados são substituídos por próteses
Cromossomos doentes são isolados em laboratórios
São isolados
São descartados
E os sãos são reaproveitados
Somos felizes em ser contemporâneos dessas novidades
Os paradigmas são desmoronados um por um.

Luís Anttonio Padovani
29/12/2015
Pirajuí


domingo, 20 de dezembro de 2015

Ser humano

Velho?
Velho!
Que velho nada
Uma forma pejorativa para dizer alguém que é indesejável
Velho é trapo
Velho é pano
O ser humano com o passar do tempo acumula conhecimento, e ao passar do tempo passo-os para outras pessoas, outras gerações
Velho?
Que maneira rude alguém fala para outro alguém
Até entre os jovens há esta tratamento
Não sei por quê
Um jovem diz ao outro jovem velho
Uma idiotice
Eu não sei de onde alguém tirou esta ideia
Ideia de jerico
Mas velho é trapo
Ser humano é experiente
Velho depende muito de quem fala para quem fala
“O velho” tem mais experiência e as passa para o mais jovem.

Luís Antonio Padovani
20/12/2015


sábado, 12 de dezembro de 2015

Banalidades

Sapatão, sapatinho, sapatilha
Sapato grandão
Popularmente confundido com homossexualidade
Ironizada pela música carnavalesca
Embalada que foi pelo grande comunicador Abelardo Barbosa
Em sua chacrinha dizia que de dia era Maria, e de noite era João
Com o seu jeitão a marchinha fez grande sucesso
E o jargão ficou conhecido no meio popular
Mas o buxixo que isso ocasiona não é bom
Um modo de viver de cada uma
Deixar viver um ser do jeito que ela quiser
Uns gostam da remela e outros gostam dos olhos
Por que alguém tem que se intrometer na vida de alguém?
Só por curiosidade!!!
Quem paga a conta de quem?
Se cada um metesse com a sua vida o mundo seria melhor
Se for sapatão, sapatinho ou sapatilha.
Qual é o problema?
Francamente eu não sei.
Eu tenho mais o que fazer do que alimentar a neurose dos outros, sinceramente.

Luís Antonio Padovani
12/12/2015


sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Eu sou eu mais eu

Eu sempre estarei certo, certo
Você sempre estará errado, certo
Eu sou o principio do mundo
Você é nada
Eu sou o dono da verdade
Você é o mentiroso
Eu sou o dono do conhecimento
Você é um ignorante
Eu sou o centro do mundo
Você tem que me obedecer
O mundo começa e termina em mim
Você está nele simplesmente
Eu não tenho doença nenhuma
Você tem todas
Eu me tratei com psiquiatra
Você nunca se tratou
Eu sou o dono do mundo
Você mora nele
Esta concepção minha
Eu não quero saber se estou certo ou errado
Eu sei que estou certo, certo
Essa é a minha maneira de pensar do egoísta
Voltado para o seu mundo
Não tem conversa
Ele está sempre certo
Não ouve a opinião de outrem
O trem passa e ele fica parado
Não quer saber das novidades
Uma frase de efeito para acabar
Para ficar no contexto nada mais.

Luís Antonio Padovani
11/12/2015
                                          c

domingo, 6 de dezembro de 2015

Olho sempre vivo

É sempre bom ver um escritor aparecer para o mundo.
Ele está carente de bons escritores
Li o livro “Almas Tatuadas” com muita atenção.
Notei certo descuido com o português. Nada preocupante. O Word, na ferramenta revisão resolve facilmente.
Ter cuidado com o que escreve é muito bom.
Alguns textos poderiam ser mais curtos. Eles não perderiam qualidades.
Percebi no poema “Eu sem você” página 46, uma influência de Vinicius de Moraes. Quase cantei o “Samba em Prelúdio”.
Aconselho dar algumas anotações como “este texto é uma paródia”, ou qualquer outra.
De inicio imaginei ser um plágio (ter cuidado!!!!!!!!!!)
Entrar no buscador de sua preferência para indicar o nome do autor da música ou da letra para dar uma referência bibrliográfica
Sei que esta não foi a sua intenção, mas em fim....ên
Maria Edileuza Alves da Silva leve para sempre este conselho que Mário Pires me deu e carrego para sempre.
Ler sempre os bons livros os bons autores com eles aprendi muito, e vou continuar a aprende.

Luís Antonio Padovani
06/12/2015

Eis a minha primeira crítica literária.

O segredo está

Separar o joio do trigo
O verdadeiro do falso
O autor da obra, da obra
O ator do personagem
O autor cria o que vem em sua mente
O que vem em seu mundo
Poder ser, pode ser outro
Qualquer um que anda pelas ruas, avenidas e estradas pode virar personagem
O autor tem a função de retratar o cotidiano de sua era
Passar para o futuro o que já era
Um contador de histórias
Um criador de personagens
O ator representa
Põe em ação o que está escrito em cada obra
Da voz a quem escreveu
Da imagem a personagens de um tempo
O ator não pode ser confundido com os personagens
Os personagens são apenas umas roupagens
Acaba uma peça muda de personagem, muda de peça, muda de época
Muda porque o autor e o ator não podem ficar calados.

Luís Antonio Padovani
06/12/2015




terça-feira, 1 de dezembro de 2015

E assim caminhamos

Loucos
Pensam que eu sou louco por ser diferente
Eu tenho direito de ser diferente
E daí que eu sou diferente
Ser igual é ser chato
Nada cria
Nada faz
Louco é quem me diz que eu sou louco porque eu sou diferente
Eu sou diferente
Eu não sou louco
E viva a diferença
É graças a ela que o mundo evoluí
E viva a diferença.

Luís Antonio Padovani
01/12/2015

domingo, 22 de novembro de 2015

Definir

Dinheiro é a mola do mundo
Sem o dinheiro nada faz
Ele é a permuta
Eu troco o meu trabalho pela remuneração
Troco a remuneração pelo objeto do desejo
Pela comida
Pela sobrevivência
Por desejos
Por adquirir mais e mais
A minha escolha é pelo dinheiro
Quem mais tem, leva mais vantagens
O bem material é efêmero
O bem intelectual é permanente
O que eu quero hoje, não é o que eu vou querer em outro dia
O mundo se em carrega de mostrar o que é melhor ou pior
O tempo é o melhor remédio para todos os males.

Luís Antonio Padovani

22/11/2015

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Mudar para sobreviver

O governo a presidente Dilma Rousseff está de mal a pior.
A economia está desembestada.
Parece até um carro sem freios
O preço Ca dia mais alto.
Uma inflação que começa a preocupar, pois as medidas do governo não mais surtem efeitos.
Os programas sociais (zerar os impostos para produtos de linha branca, ou zerar para carros, bolsa família).
O povo perde emprego e as vagas são fechadas.
É este o quadro da economia brasileira.
Um remédio que certo até 2014 e que em 2015 perdeu o seu efeito.
A solução é dar cursos profissionalizantes para quem perde a sua renda.
O seguro desemprego é um auxilio pra achar uma nova ocupação.
Mas para uma atividade é preciso ter cursos de especializações.
Em um mundo que não para mais de mudar fazer uma atualização de conhecimento é mínimo necessário para uma recolocação no mercado.
O ministro da Fazenda Joaquim Levy deve por esforço na construção civil e metalúrgica. Engajar uma economia para os recém-formados.
Uma política de oportunidades para todos. Um programa que evita discriminações de qualquer espécie.

Luís Antonio Padovani
20/11/2015


domingo, 15 de novembro de 2015

Não me venha com historinha

É inútil ter conversa para boi dormir
Assunto que não leva a lugar nenhum
Faz o tempo passar sem nada acontecer
Faz passar nervo
Nada de concreto é feito
Prosa mole de nada adianta
Diante disto faço o meu protesto
Neste texto deixo o que penso
Suspenso tudo o que for desfavorável
Jogo para longe a inutilidade
O que é um fato concreto
Um fato realizável
Descarto o fato que um dia pode acontecer se acontecer
O mais importante é o aqui, agora.

Luís Antonio Padovan
15/11/2015

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Afrodescendente

Eu adoto este termo porque é politicamente correto
Correto quero ser, mas penso ser esquisito
Porque não negro?
Ofende alguém?
Há tempos quando alguém encontrava com alguém que era negro chamava-o de negão.
Não era considerada nenhuma ofensa
O negão respondia com um sorriso
Orgulhoso de sua condição
Negro, negão
Branco, brancão
Nem branco é, é róseo
Mas enfim o negro também não é negro
Há alguns que podem ser chamados de azuis
Dizer afrodescente é o mesmo que dizer que é dessedente de africano
E na África não tem branco, não
O negro (afrodescendente) é a maioria, mas que alguns países do continente “negro” é branco!!!
Há isto existe, sim
Há uma exceção a regra, mas é assim que o branco (não da Europa) é branco.

Luís Antonio Padovani
10/11/2015

Internet dependente

Incrível
Incrivelmente incrível
Como a humanidade está dependente da internet
Os dados estão interligados pela rede mundial de computadores
Nada mais é feito sem ela
A internet veio para ficar e facilitar, mas está um absurdo
Sem ela é melhor voltar do serviço para casa
O mundo para
Estou em dúvidas se for necessário voltar a maquina de escrever para uma eventual eventualidade, ou criar uma nova ferramenta
O mundo tem que ficar menos dependente da rede de computadores
O que nasceu para facilitar deixou dependente de tal maneira que nada é feito
O feito é mantido por praticidade
O erro agora é permitido. Errou deletar e digitar novamente ao invés de colocar a folha no lixo, e começar tudo novamente.

Luís Antonio Padovani
10/11/2015

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Reclamar para a sombra

I

Foi você que criou este estado de coisa
Que coisa?
Da sua omissão de socorro quando eu pedia socorro
Socorro!!!
Eu suplicava, explicava
Nada
Tal um peixe na água
Nada
Da sua inércia ou osmose
Depende da matéria
Mas o conteúdo não foi o suficiente para evitar a catástrofe
Você que gaba de deter todos os conhecimentos
Não foi o suficiente na hora decisiva
Teve que arcar tudo sozinha

II

Falar, falar, falar, falava
Atormentava a minha ideia com as suas neuroses
No momento do almoço dominical, procurava explicar
Quando perguntava de namorada eu introduzia três, Tirapelle, Rosangela, que eu pretendia dar um Boti, da Marina
Tudo que eu ouvia era que eu era mentiroso

III

Da sua ociosidade deu no que deu
A minha parte eu fiz
Procurar a Tirapelle no Bairro Maria Beatriz, eu procurei
Telefonei para o celular dela
Ela atendia a ligação, mas era em vão
Não foram uma ou duas vezes, mais sim incontáveis
Ouvi de um cidadão local: - O que você quer da Tirapelle
A resposta é tão obvia que eu não tive coragem de responder
Eu quero o que todos os homens querem
Fazer filhinho
Imbecil
A Marina queria me retratar
Pedir desculpas
Pelo erro grosseiro cometido por mim ou pela editora
Peço desculpas por ser muito desatencioso
Na hora da correção, não corrigi
Rosangela queria me aproximar, pois eu sei que ela me quer bem
Explicado tudo mostra que toda ação tem um resultado seja negativo ou positivo
Negar a inoperância é chover no molhado
O meu corpo bem sabe do resultado que poderia ser evitado, mas como não foi
Procurar outro jeito é o jeito
Ainda bem que há outro jeito, senão estava sem jeito.

Luís Antonio Padovani
05/11/2015
Chover no molhado é uma expressão idiomática.

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Outra vida

Bandera
Eu não volto mais para o reduto porque eu já dei muita bandeira para o azar
Eu não quero carregar a bandeira de uma doença venérea
Ir para o caminho que não leva a nada, não é comigo
É assim que eu penso
Eu quero construir uma família Bandera
Muitas loucuras eu cometi
Elas foram suficientes para eu perceber o quanto errei
Mudar de vida foi à opção
Voltar aos hotéis de alta rotatividade está fora
É assim que eu penso

Luís Antonio Padovani
04/11/2015

sábado, 31 de outubro de 2015

A beleza natural basta


Uma bela mulher sempre será bela
Pintar?
Eu não sei para que?
Mas passar um blache de leve
Passar lápis de leve
Passar um batom de leve
Vá lá
Mas pintar o rosto todo?
Vai parecer uma natureza morta
Causa em mim uma má impressão
Não se estou diante de uma mulher ou um quadro
Uma natureza viva dentro de uma moldura
Causa-me arrepios
Nada contra embelezar
Mas tudo tem um limite
Este limite é o ridículo
Uma mulher bela sempre será bela mesmo sem ser artificial
O oficio da arte de pintar
Não sei se esclareci a minha opinião, mas vá lá
Não estou preocupado com isso
Mas quero deixá-la.

Luís Antonio Padovani
Blussh também é correto
Paul Vodal de la Bache, segundo google geografo francês considerado o fundador  da moderna geografia.

31/10/2015

sábado, 24 de outubro de 2015

Andanças na praça

Numa  de minhas  andanças na praça
Um dia encontrei
Que queria relacionar-se comigo
De imediato topei
Fomos a uma dessas pensões
Que alugam quarto para casais
Quando lá chegamos
Batemos à porta
A dona da pensão veio nos atender
Eu perguntei a ela se tinha alguma vaga
Ela disse não
Eu disse que iria procurar outra pensão
E ela demorou muito para dizer
Que tinha um quarto que iria ser ocupado
Só a meia- noite por um casal de São Paulo
Então nos entramos e fizemos o coito
E ao sair encontrei um casal conhecido
Ambos haviam falado que era de São Paulo
E o rapaz me indagou:
Você?  Pensava que você era quieto.

Luís Antonio Padovani
Livro “Máquina” 1993
Editora João Scortecci
Cidade São Paulo
Página 22

Forte desilusão

Cai na asneira de acreditar em uma mulher
Ela dizia que me amava
Que jamais me trocaria por outro
E que eu era o único homem
Sonhava toda noite com ela
Mas um dia eu a encontrei com outro
E assim fiquei sabendo
Que ela me traia com o meu melhor amigo
Dessa decepção nunca me esqueci
Passando desse dia em diante a não acreditar em mulher
Igualando todas em um único conceito: vadias
Pois só uma vadia poderia me iludir assim.

Luís Antonio Padovani

Livro “Máquina” 1993
Editora João Scortecci
Cidade São Paulo
Página 21

Brasileira

Halloweem
Alô, alô em
Halloweem é bom em escolas de idiomas
Intercambio cultural
Um conhecimento de cultura
Eleva o conhecimento
Mas, na verdade eu digo
Aqui é Brasil
Um país de Saci
O dia das bruxas deveria se comemorado como o dia do Saci
Do Saci Perereca
O negrinho malandrinho
E aproveitar o momento para mostrar o vasto folclore brasileiro trazidos pelos índios ou pelos portugueses
Manter a nossa cultura sempre viva
E viva a cultura brasileira
É vivo o intercambio.

Luís Antonio Padovani
24/10/2015

As lembranças ficam

Eu gostaria de tê-la aos meus braços
Sentir teu corpo tocar no meu
Beijar a sua boca
Sentir que você é minha
Apesar do longo tempo
Apesar da longa distancia entre nossas cidades
Eu ainda não te esqueci
Lembro-me ainda o dia em que te pedi em namoro
E você me rejeito dizendo que eu era babaca
Aquela noite eu chorei
Pensei até em me matar
Pois, eu não pude agüentar a sua frieza.

Luís Antonio Padovani

Livro “Maquina” 1993 
Editora João Scortecci
Cidade São Paulo
Página 20

Conhecermos mutuamente

Vamos colocar as cartas na mesa
Vamos ser sinceros um com os outros
Vamos começar um novo relacionamento
Esqueça o que aconteceu no passado
Eu quero saber a verdade
Para um melhor entendimento entre nós
Dar um novo ponto de partida
Começar do zero
Conte para mim um pouco de sua vida
Para que depois eu conte a minha
Eu quero ser seu namorado.

Luís Antonio Padovani

Livro “Maquina” 1993
Editora João Scortecci
Cidade São Paulo
Página 19

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Grandes modificações

I

Imutáveis seres do Planeta Terra
Alô, alô
Eu estou aqui falando com vocês através de um telefone
É telefone
Que eu encontrei no meio do espaço

II

Alô, Alô
Imutáveis seres do Planeta Terra
Dizem vocês de vocês mesmos:
Somos revolucionários
Mas o que eu já vi
Diz exatamente o contrário
Todas as evidencias mostram
O que os seus pais faziam
Vocês repetem ato por ato
Palavra por palavra
Imutáveis seres do Planeta Terra.

Luís Antonio Padovani

Livro “Máquina” 1993
 Editora João Scortecci
Cidade São Paulo
Página 18

Como está não pode ficar

República como está
Está na hora de mandar embora
Não dá para agüentar
Uma república cheia de vícios
Uma república cheia de golpes
Que durante anos foi inconstante
Dando seus políticos força muito grande a um homem só
Castrando o congresso
Essa política tem que dar o fora
E dar lugar ao parlamentarismo.

Luís Antonio Padovani

Livro “Máquina” 1993
Editora João Scortecci
Cidade São Paulo
Página 17

Mundo imaginário

Imagine um mundo sem guerra
Sempre em paz
Todo mundo falando a mesma língua
Sem nenhuma rixa
Completamente em paz
Na absoluta tranqüilidade
Todo mundo tendo o que comer
Todo mundo tendo onde morar
Todas as crianças dentro de uma escola
Todos os pais tendo trabalho
Todos os velhos sendo respeitados
Que maravilha seria
Que maravilha seria o mundo dos sonhos.

Luís Antonio Padovani


Livro “Máquina”1993
Editora João Scortecci
Cidade São Paulo
Página 16

Chorar por ti

Eu vivia chorando
Todo mundo sabia que era por causa de você
Só você não via isso
Eu ficava furiosa
Por você  não perceber
O que todo mundo estava careca de saber
Até  meus amigos comentavam
Que era a moça apaixonada por você.

Luís Antonio Padovani

Livro “Máquina” 1993
Editora João Scortecci
Cidade São Paulo
Página 15

A melhor medalha

I

Lutar
É ter perseverança
Para conseguir um objetivo na vida
II

Lutar
É encarar a vida cara a cara
Como ela é
Sem retoques

III

Lutar
Faz parte do dia-a-dia
Desde o levantar até o dormir
Lutar pela sobrevivência
Conseguir sobreviver
É a melhor medalha no fim da vida

Luís Antonio Padovani

Livro “Máquina” 1993
Editora João Scortecci
Cidade São Paulo
Página 14

Companheira e amiga

Linda, linda
Linda mulher
É você
Uma companheira
Uma amiga
Que participa lado a lado
Do dia-a-dia  de um homem
Colocando na longa estrada de espinhos
Que na vida ele tem que percorrer
Lindas pétalas de flores
Para tornar a caminhada mais suave e bonita.

Luís Antonio Padovani

Livro “Máquina” 1993
Editora João Scortecci
Cidade São Paulo
Página13

óia a véia


A véia chegou
Chegou para pegar no pé
No pé do primeiro coitado que ficar na frente
II
Óia a véia
A veia chegou
Chegou para chatear
Ela pensa que a gente é máquina?
III
Óia a véia
A veia chegou
Ela pensa que aqui tem pouco serviço?
IV
Óia a véia
A veia chegou
Cuidado com ela
Ela é venenosa
Pode matar

Luís Antonio Padovani

Livro “Máquina 1993
Página 12
Editora João Scortecci
Cidade São Paulo

Todos os dia sem parar

Levantar cedo
Tomar banho
Vou à copa
O café está na mesa
Obrigado, mamãe
Obrigado pela mesa posta
Enquanto eu tomo banho
Ela esquenta o leite
Faz o café
Põe o chocolate em pó na mesa
Compra pão
E ao sair do banho é só comer e beber.

Luís Antonio Padovani

Livro “Maquina” 1993

 Editora João Scortecci
Cidade São Paulo
Página 11

Cansado de reclamar

 Brasil que conheceu Sarney
Um governo de inflação alta
Brasil que conheceu Collor
Um homem que deu esperanças para todos
Um homem que tirou dinheiro de todos
Um governo de corrupção
Brasil que conheceu Itamar
Um governo que começou cheio de esperança
Mas agora o povo está desesperado e diz
Itamar vai ficar pior
Brasileiro um povo que vive de ídolos de carne

Luís Antonio Padovani
Livro máquina 1993
Editora João Scortecci
Página10




Todos os poetas

Poeta
Como é gostoso ser poeta
Poeta
É uma maneira  moleca de escrever
Relatar a história através do verso
Relatar os costumes do seu povo em seu tempo
Contar seus casos de amor e desilusão
Ser poeta é um estado de espírito
Porque não se torna poeta
Nasce-se poeta.
Luís Antonio Padovani

Livro máquina 1993


 Página 9
Editora João Scortecci
Cidade São Paulo

Orelha da capa do livro máquina

 Eu não tenho vergonha do que fui
Eu não tenho vergonha do que sou
Lutei, lutei
Encontrei preconceito
Não me entrguei
Sempre tive bom humor
Nunca desanimei
Procurei sempre ser honesto
E hoje estou preste a realiza um sonho
Que muitos duvidam
E provei ser verdade
Luís Antonio Padovani
Livro “Máquina” 1993


quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Vira-lata


Sem raça definida
Quando moradores das ruas não tinham nomes
Eram chamados genericamente de vira-lata
Não tinham Associação protetora dos animais
As carrocinhas perseguiam os para capturá-los e matá-los
Comiam o que encontravam, ou, o que davam
Quando viam uma latinha na rua colocavam as suas patas
Elas iam para a calçada
Se algum alimento ali encontravam saciavam as suas fomes
 No entanto eles logo eram identificados
As latas derrubadas por eles faziam um estrondo
Assim que as pessoas ouviam o barulho corriam para espantá-los, e diziam
- Vai embora cachorro vira-lata
E recolhiam para as suas residências
E o tempo já se foi
Hoje é o saco de plástico
Primeiramente eram feitos de petróleo, hoje é de cana-de-açúcar ou amido de milho
Menos agressivo para o meio ambiente
Decompõem-se em dois anos
O primeiro em quinhentos
Mas, mesmo assim o vira-lata insiste em viver
As pessoas teimam em dizer
Mas corretamente seria rasga-saco, ou, vira-saco
O nome continua, mas, o material para depositar o lixo mudou
Hoje as carrocinhas foram aposentas
Criaram as associações protetoras dos animais
Cuja finalidade é doar os animaizinhos.
O abandono deles tornou-se crime.
Luís Antonio Padovani
22/10/2015


segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Eu não sei o que eu vou fazer

Eta! Luzia mulher enrolada
Vê se si desenrola
Do jeito que está não pode ficar
Não sabe se fica
Não sabe se vai embora
O nosso caso já se arrasta há muito tempo
Eu não sei se tu queres ser minha amiga, ou ser minha mulher
Essa decisão cabe a você
Se acaso queres ser minha mulher
Deixará de ser minha amiga
Em nossa casa vai me dar abrigo
Vamos juntar os umbigos
Vamos dar uns gritos
Serão dados uns gemidos
Serão ouvidos uns rangidos
Vai ter uma vida em comum comigo
Tudo o que eu posso oferecer é honestidade
Um relacionamento aberto
Nesta vida uma decisão tem que ser tomada
Passar a vida em um compasso de espera não dá desenho nenhum
Girar em círculos dá tonturas
Cada passo tem que ser tomado com certeza e sabedoria
Tome uma decisão
Uma mulher tem que ter iniciativa
Ser ativa
Esperar acontecer, não acontece nada
Do céu só cai chuva, e mesmo assim molha.

Luís Antonio Padovani
19/10/2015


segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Eu tenho orgulho

Eu fui da APAE
Eu não tenho problema nenhum a respeito disto
Problema tem quem põe algum obstáculo por causa disso
Se eu sou o que eu sou eu devo a APAE
Lá eu fui alfabetizado
E quando alguém me encontra comigo na rua e grita APAE
Eu respondo e a AMAE
Xô, xô preconceito de qualquer natureza
Ele não é natural da espécie humana
Todos temos que lutar para que o mundo se livre dessa praga
O preconceito não leva a lugar nenhum
Ele semeia o ódio.

Luís Antonio Padovani
12/10/2015o
APAE Associação dos país e amigos dos Excepcionais



quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Mohahmmade Reza Pahlavi

Morro medi
Morro reza
Morro quer um par de paz
Rezar para a paz
Subir e descer o morro
Tudo vale a pena desde que seja para paz
Paz e amor
Levar amor
Trazer a paz
Tranquilidez
Harmonia
Quando no ar há respeito
Paz e amor não é apenas uma frase de efeito
O defeito das pessoas é não ver isto
Paz e amor são objetivos a serem conquistados
O mundo seria melhor se não houvesse desavenças
Vê se isto for verdade ou mentira
Verdade ou mentira.

Luís Antonio Padovani
01/10/2015

sábado, 26 de setembro de 2015

Algo importante

Duas orelhas para ouvir mais
Uma boca para falar menos
Dois olhos para ver mais
Uma cabeça par pensar mais
Com tudo isso tem muitas basbaquices por aí
Ouve mais para aprender mais
Fale menos para pensar mais no que fala
Veja mais para refletir na imagem que vê
Pensa no que fala para não falar algo irreversível
Pensa no que faça para não fazer algo irreparável.

Luís Antonio Padovani
26/09/2015


Ditado popular Nós temos dois ouvido, para ouvir mais, e uma boca para falar menos.

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Bens eternos

Gosto do ser humano, porque ele é surpreendente
Justamente daquele que não se espera nada surge algo interessante
Um objeto que pode mudar o destino de todos
Um fato interessante que pode mudar os rumos da história
Facilitar a vida dos semelhantes
Ainda bem que ele é assim
Pois, somente desse jeito é que chegamos aos nossos dias com todos os conhecimentos acumulados pela humanidade
O ser humano é o único ser que pode mudar o seu destino
Pode ser positivamente ou negativamente.


Luís Antonio Padovani
18/09/2015

domingo, 6 de setembro de 2015

Ocupa a mente

Deixa pensar
Pensar é bom
Ocupa o tempo
Exercita a mente
Pensar sempre é bom
Mesmo se não for verdade
E eu estou preocupado
Com verdade e mentira
Nenhum pouco
Nenhum pouco
Na situação em que estou
É um luxo
Uma mentirinha que não lesa ninguém e ajuda alguém não faz mal a ninguém
Uma ajuda sempre é bem vinda
Mesmo que for com mentira saudável
Uma ilusão sempre e bom
Principalmente para diz que vive delas
Viver em um mundo de ilusões sempre é bom
O perigo é quando acordar para a realidade
Mas não vai acontecer
Quem vive em um mundo próprio não quer abandonar
Principalmente quando esse mundo lhe beneficia
Nada falta
E as viagens são constantes
Elas são um momento de vulga
E os amigos ajudam na fantasia
Perfeita situação para de um simulacro
Um lacre feito conhecimentos
Deixa-a “o dono” do mundo
Um mundo de faz de conta
Que o dinheiro lhe proporciona                                                                                                                             
Conta vantagens, títulos e não vê o que está perto
Uma situação perfeita para camuflar.

Luís Antonio Padovani
07/09/2015


domingo, 30 de agosto de 2015

Em uma arte

I

A função d e um escritor é escrever o que está errado
Para que esse erro não se perpetue no tempo
O que ele escreve é atemporal
Ele morre
A sua obra fica
Com o passar dos anos pessoas continuam a lê-las
Por sua canetada modifica o mundo
Em todos os movimentos sociais lá está ele indignado
O conformismo não pertence ao dicionário do escritor
Eu afirmo o que eu penso

II

Um artista não pode se preocupar com que alguém pensa
Se é que pensa
Se é que o pensamento desse alguém

III

A sua obra fica registrada em algo chamado papel
Que por sua fez é numerado
Que por sua fez é chamada de pagina
Que por sua fez é chamado de livro
Que por sua fez é chamado de registro
Que por sua fez é chamada de biblioteca
Que por sua fez é chamada de biblioteca nacional
Que por sua fez é chama de sítio
Que por sua fez é chamada de rede social.

Luís Antonio Padovani
31/08/2015

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Nada turvo

Esclarecido, ficou claro ou eu preciso ser mais específico
Penso que eu...
O que eu já falei é mais do que suficiente
Para você ficar ciente dos fatos
O seu ato pode condenar
Há não ser que você tenha um álibi perfeito
Senão pode dizer adeus
Eu quero que você pense muito a respeito de nossa conversa
A vida não brincadeira
Apesar de muitos levarem na brincadeira
Falar somente absolutamente o necessário
Boca fechada não entra mosquito
As paredes têm ouvidos
É melhor acatar  esse aviso
Quem avisa amigo é
Nós não queremos perder você
Então trate de ficar quieto  no seu canto
Se algo acontecer você não pode dizer que eu não avisei
Segurar a sua barra vai ser impossível  se você continuar assim
Eu quero que você  trabalhe entre nós
Para isso fique de bico fechado
Somente assim não vai acontecer nenhum episódio desagradável  para a sua pessoa
E eu tenho dito
Então continue  o seu trabalho que ele está excelente
E continue com o meu apoio
Fique à vontade o que você precisar de mim é só falar que eu dou um jeito.

Luís Antonio Padovani
24/08/2015

Razão

@ é uma espiral, tudo haver
@ é uma rosca, é muito semelhante
@ são quinze quilos, é muito pesado para ser carregado no lombo
@ eu estou roubado
@ estou de olho
@ é o desenho de uma rotatória
@ lembra um a
@ no computador é um teclado
@ já está falado
@ está terminado.

Luís Antonio Padovani
24/08/2015


terça-feira, 18 de agosto de 2015

Dignidade

Vamos cooperar
Vamos nos ajudar
Para termos um ótimo desempenho
Empenhar em cada tarefa para que tudo saia redondinho
Do trabalho comum resulta um todo
Todos ganham
O individualismo é substituído pelo coletivo
A união faz a força
No melhor sentido
Todos crescem
Todos ganham
Pensar no grupo
Agregar conhecimentos e experiências
Colaborar
Elaborar
Colar
Laborar
Labore
Luta
Não deixar de pensar no outro
Um por todos
Todos por um
Qualquer sintoma de esmorecimento
Tratar logo de aplicar uma injeção de animo
Injetar para fora qualquer tipo de depressão ou melancolia
Mais do que depressa
Pedir para o desanimado animar
Dar força moral
Agrupar é tudo
Sozinho  é ninguém
Em tudo na vida é assim:
 No grupo tornamos mais fortes
Somos poderosos
Na solidão nos perdemos na multidão


Luís Antonio Padovani
18/08/2015

domingo, 9 de agosto de 2015

Índia

Os epilépticos são segregados
Fazem parte de uma casta
São intocáveis
Servem somente para pegar fezes e para trabalhos subalternos
Vestir terno nem pensar
Este privilégio é para os etílicos
Aqueles normais
Tomam álcool para dizerem que são sociáveis
Para eles epilépticos são loucos
São uns inúteis
Afinal quem toma fenobarbital
É para dormir com os equinos
Comer feno
E tem que dar por satisfeito
O prato feito foi comido
Em uma putaria tudo vale
Tudo é movido por dinheiro
Fazer algo se interesse é algo impensado
Bem, em sociedade de drogaditos é assim mesmo
Maconha e álcool são obrigatórios para ser sociáveis
Dar um voto de crédito, mas para que?


Luís Antonio Padovani
09/08/2015

quarta-feira, 29 de julho de 2015

O bom comerciante

Por favor, pode entrar
As portas estão abertas
A satisfação do freguês  em primeiro lugar
Volte sempre
A casa é sua
Nós sempre iremos te tratar com educação
Sente-se, fique à vontade
Ou então ande, escolha o que quiser
Nós gostamos da sua presença
Toda nossa disposição é para você
A nossa existência depende de você
O seu retorno é a nossa alegria
Nós estamos sempre de portas abertas
Os nossos sorrisos são as provas do nosso contentamento
Nós trabalhamos para você
O brilho que você deixa espelha em todos nós

Luís Antonio Padovani
29/07/2015