sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Momentos por definições



A sociedade tem que repensar com ela vai cminhar.
O homem e a mulher têm que redefinir o seus papeis
O modelo em que está já não funciona mais
As mulheres passaram ter um papel um papel ativo e a comunidade somente colocou a mulher no setor produtivo e não se adaptou para um novo modelo em homens e mulheres labutam para ganhar o seu sustento.
Redefinir o que cada for fazer porque fazer, como fazer são algumas das muitas perguntas que terão de ser respondidas.
Cada ato de um ser tem que ser pensado para uma sociedade seja conduzido com uma economia com maior mobilidade
Uma pessoa não tem que pensar somente, mas sim tem que pensar nos micros sociedade em que pertence, isto é, pensar na coletividade.
A sociedade egoísta a qual nos encontramos, na qual ouve o pensamento porque eu fiz tem que mudar para porque a sociedade precisa para alguém ter com que se sustentar.
Dar oportunidade a quem não tem meios de se sustentar e fazer com quem tem meios de levar adiante um comércio familiar que vai dar mais emprego se colocarem em mais de um ponto na cidade ou em outra cidade.
A economia é tem uma flexibilidade o tempo todo, jamais ela pode ser estática.
A economia gira em torno daquilo que é produzido.
A economia é um eterno vai e vem assim sempre foi, e assim sempre será.
Para sobreviver na economia é preciso especializar-se naquilo que é o trabalho executado por cada um.
Cursos e cursos são oferecidos pelas firmas a seus funcionários e escolas estão de portas abertas para formação de novos profissionais.

Luís Antonio Padovani
31/8/2012

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Apenas uma pessoa


I

Eu sou um
Apenas um ser
Um se como outro qualquer
Um ser de qualidades e defeitos
Um ser comum

II

Eu sou um ser
Apenas um ser
Um ser humano
Um ser que pode acertar ou errar
Um ser que anda
Um ser que enxerga
Um ser que pensa
Um ser que escreve e que pensa
Um ser com sentimentos
Um ser que sente alegrias
Um que sente tristezas

III

Eu sou um ser
Apenas um ser
Um ser que esta aqui na terra
Um ser que aspira gás carbônico
Um ser carnal
Um ser como outro qualquer
Um ser que fala
Um ser que não tem nenhum defeito físico

IV

Eu sou um ser
Um ser católico
Um ser que não vai muito à igreja
Um ser que acredita em Deus
Um Deus que para mm é algo mais
Um algo, mas inteligente.
Um ser que fez o mundo em sete dias

V

Eu sou um
Apenas um ser
Um ser como outro qualquer
Um ser que gosta de se divertir
Um ser que gosta de rir
Um ser observador
Um ser quer gosta de ler
Um ser que gosta de olhar coisas deferentes

VI

Eu sou um ser
Apenas um ser
Um ser como outro qualquer
Um ser que gosta de futebol
Um ser que gosta de basquete
Um ser que gosta de tênis de mesa
Um ser que gosta de tênis
Um ser que gosta de vôlei
Um ser que gosta de futebol de salão
Um ser que gosta de pólo
Um ser que gosta de pólo aquático
Um ser que francamente gosta mais de futebol

VII

Eu sou um ser
Um ser como outro qualquer
Apenas um ser
Um ser que faz tudo isso
Um ser que sente tudo isso
Um ser que gosta de tudo isso

VIII

Um ser
Apenas um ser
Um ser apenas como outro qualquer
Um ser é isso que eu sou
Um ser e nada mais.

Luís Antonio Padovani
Escrito na página 20/2/1987
 publicado no livro Máquina
ano 1993
Editora João Socortecci
São Paulo

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Um alento



A minha esperança é grande
Mas minha descrença também é
Não sei se dará
Mas eu quero que dê
Para sair daqui
Os dias ficarem felizes
Ver pessoas democráticas
Ouvir conversas interessantes
De vez em quando ouvir besteira vá lá, mas todos os dias...
Cantar alegremente em um canto qualquer com um violão
Que se for bem tocado é um relaxamento
Ficar apaixonado
Porque aqui não dá para que eu me apaixonada
Porque eu já fiquei saturado das mesmices
Eu quero a minha saída
Eu quero passar os dias distantes de Moji Mirim
A minha esperança é grande
Mas a minha descrença também é
Porque eu não se eu fiz certo
O regulamento pedia os originais
Eu mandei datilografado
Eu faço os originais manuscritos
E eu faço uma cópia datilografada

Luís Antonio Padovani
Escrito na página 1/3/1987

Passar as noites de carnaval


Passar as noites de carnaval

Que humor!
Que humor!
Eu vou pular o carnaval
No Clube Recreativo e no Grêmio Mogimiriano
Eu vou pular nos dois a noite inteira porque os dois são próximos
As noites do carnaval eu vou ficar solo
Que humor!
Que humor!
Um humor que não dá para mais nada
Eu tenho um desgosto de Moji Mirim
Um humor que não dá inveja para ninguém
Um péssimo humor
Um humor de tristeza
Sem nenhum sorriso no rosto
Um humor que não conquista nenhuma mulher
Que humor!
Que humor!
Passarei mais este carnaval em Moji Mirim
Eu não posso acreditar
Eu estou muito triste
Eu quero fazer as minhas coisas
Mas eu não a faço
Porque eu não sinto nenhuma vontade
Que humor!
Que humor!
Passarei mais este carnaval.

Luís Antonio Padovani
Escrito na página 1/3/1987
Clube Recreativo um clube social  e o Grêmio Mogimiriano também clube social

Definições obrigatórias



Eu sou realista
Porque eu tenho que ser realista
O concreto é real
O abstrato da mente
E um assunto eu tenho certeza
Eu tenho que estudar
Estudar para sair de Moji Mirim
Porque senão eu não irei dar em nada
Eu não conseguirei me casar muito menos ter filhos e menos ainda ter netos
Tamanha é a hipocrisia que impera
Eu não me sinto nenhum pouco a vontade
Eu tenho vontade de matar um pela guela
Eu não sei por que esse povo não me entende
Eu todos os dias eu tenho que dar explicações porque eu não tomo cerveja
Cerveja por aqui se tornou um deus
Idolatrada por todos em todos os cantos
Para ficar esperto tem que perder a virgindade
Tem que comprar catecismo nas bancas de jornais
Tem que comprar a revista playboy para dizer que homem
Tem que brigar para dizer que é forte
Tem que fazer tudo isso para satisfazer uma hipocrisia
Moji Mirim não é lugar para mim
Porque eu não concordo nenhum pouco com esses pensamentos
O que eu faço eu deixo de fazer é problema meu
Se eu deixar de fazer uma coisa ou outra não vai impedir de eu ser homem ou não
Ou não vou deixar de gostar de mulher por não fazer uma imposição ou outra.

Luís Antonio Padovani
Escrito na página 1/3/1987

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Prazeres da vida


Se Deus fez algo melhor do que mulher deixou para ele
Que conversa é essa
Não dá para concordar com quem pensa desse modo
E o mais complicado de quem pensa desse modo
Em hipótese nenhuma faria parte de minha turma
Porque quem pensa desse modo faz propaganda de vícios
Vícios nada saudáveis
Beber e fumar
É uma obrigatoriedade para ter como amigos
E se for essa condição eu não quero amigos
A minha droga é o esporte
A mulher quer viver comigo tem que compreender isso
Bebida, cigarro e gandaia não fazem mais parte de minha vida.
Porque é algo que não dá futuro para ninguém
O que eu quero mesmo é construir uma família apesar de que ninguém quer acreditar em mim

Luís Antonio Padovani
Escrito na página 14/3/1987

Super astro



Nem ser um é tão superior ao outro que pode desprezar alguém
Porque todos nós somos iguais
Porque todos nós iremos para o mesmo buraco
Porque todos nós somos de carne e osso é um dia nós vamos morrer
Porque todos nós precisamos mutuamente um do outro
Porque somos seres pensantes
Porque somos seres dependentes
Porque todos nós somos da mesma raça
A raça humana
Vivemos no mesmo planeta
Andamos do mesmo modo bípedes
Respiramos o mesmo ar
Vemos da mesma maneira
Falamos do mesmo modo
Sentimos da mesma maneira
Ouvimos pelo ouvido
Todos nós somos iguais
Ninguém é independente totalmente
E por isso mesmo ninguém pode desprezar alguém porque um dia pode precisar de quem desprezou.

Luís Antonio Padovani
Escrito na página 14/3/1987

Dias diferentes



Serpentinas, confetes, colares, bisnagas.
Com muita cerveja e refrigerantes
Apimentados com muita alegria durante quatro dias
E que somente a terça-feira está em vermelho no calendário
O resto da folga é por conta dos foliões e do rei momo
Samba enredo na televisão das escolas de samba do Rio de Janeiro e de São Paulo são mostradas
O país paralisa por conta da festa popular
Tudo é esquecido
A inflação é deixada de lado
São dias fora da rotina
Blocos carnavalescos são feitos em clubes privados e públicos
Concursos de fantasias são feitos
Prêmios são distribuídos
Muitos pisões são dados
Lanças perfumes são adquiridos ilegalmente
O carnaval é a oportunidade de fazer o que é proibido durante o ano
O carnaval é uma festa muito colorida
Um folclore brasileiro trazido pelos portugueses com o nome de entrudo
E as escolas de sambas eram chamadas de cordões
A corte do carnaval era a rua
Mesmo porque não havia clubes
O carnaval é a alegria do povo oprimido o ano todo
E que nesta festa tem a oportunidade de ser livre

Luis Antonio Padovani
Escrito na página 14/3/1987

Alerta para a vida


  
A vida é uma brincadeira de roleta russa
Nunca se sabe com quem se mexe
E por isso mesmo corre o risco de ser morto
E por isso mesmo nunca se deve mexer com quem não tem nenhuma intimidade
Que é a adquirida de acordo com a idade
Porque momentos íntimos são criados e certas brincadeiras são permitidas
E muito menos não se deve mexer com quem não conhece
É ai que a situação se torna complicado porque é onde realmente não se sabe com quem se mexe
É ai que vem o perigo, um perigo iminente de morte.
Ou uma exposição de fatos indesejáveis que alguém expõe alguém
Não é porque esse alguém quer que seja exposto
Posto este fato desse poema pode servir de um alerta
Não mexe nunca com quem não sabe quem é.

Luís Antonio Padovani
27/8/2012


domingo, 26 de agosto de 2012

Manias permanentes



As brigas que acontecem por aqui não mudaram em nada
Todas as brigas continuam da mesma forma
Quando alguém não quer brigar diz-se que afinou
Para persuadir a lutar
Tudo é do mesmo jeito do meu tempo de escola
Do meu tempo de primeiro grau do Doutor Oscar Rodrigues Alves ou do Monsenhor Nora
Que hoje se vai longe
E nada mudou
Tudo ficou estático como uma estatua
Nada se mexe
Até as vírgulas fica no mesmo lugar
Que enjoativo é isso
Não sei como não se cansaram
Porque eu já me cansei
Luís Antonio Padovani
Escrito na página 24/3/1987

As sete maravilhas



Dizem que a primeira vez não se esquece
Está certo
Não se esquece
Mas, sei lá.
Não é a mesma coisa
Quando eu perdi a virgindade não foi bom
Eu fiz porque eu paguei
Paguei para alguém fazer o serviço
Então foi por uma atitude profissional de ambas as partes
Um fato feito em três
Então eu pensava somente em aproveitar
Aproveitar aquele momento
Apenas alguns instantes
Eu pensava somente no dinheiro que eu iria dar
Pensava em justificar tamanha fortuna
Eu não sentia nem prazer
Eu não sentia nada
Somente eu tinha em minha mente justificar o dinheiro
Somente pensava de dar tudo de mim
Eu não achava graça
Para mim era somente o prazer
A minha intenção era não desapontar a garota de programa de São Paulo
Para mim não foi nada
Para ficou como era antes

Luís Antonio Padovani
Escrito na página 24/3/1987

Laços de aproximação



Muitas de minhas poesias falam do mesmo assunto
Não é porque eu não tenho assunto
Mas é porque de quem eu falo não tem assunto
É um tal de monoassunto que não tem explicação
Quando eu estudava os professores de português faziam de tudo para que isso não acontecesse
Mandava os alunos lerem livros de escritores brasileiros celebres
Todos da literatura mundial
Com a intuição de preparar para o vestibular
Faziam os alunos fazerem palavras cruzadas para adicionar mais vocabulários
Além disso, tudo o que eu falo é o meu sentimento que eu extravaso.
É a única maneira que eu sei fazer que alguém possa me entender
Ninguém me respeita
Então eu fico nessa
O meu sentimento é a minha razão de viver
Ele é a razão das aproximações
Sentimento!
É aquilo que todos têm
E muitos ocultam

Luís Antonio Padovani
Escrito na página 24/3/1987

Credibilidade



A sua credibilidade é zero
Uma vez que por mais que mulheres mojimirianas tentam se exibir
Pode fazer isso a vontade
Porque para mim elas são um nada
Um assunto vazio
Que é uma temeridade
De nada adianta elas me chamarem de bicha
Que eu não tenho nada a provar
Bicha eu sei que eu não sou
Então pode me chamar a vontade
Que isso não abala a minha estrutura
Por que eu seio que eu sou é homem e como eu sou
Para mim isso é mais uma falta de assunto
Não saber como administrar esse problema
Por uma infantilidade que não tem tamanho
Dizem que eu sou virgem
Mas a minha virgindade já foi para o espaço
Dizem isso por absoluto despeito
Uma mágoa no seu peito
Dizer até podem dizer
Porque falar até papagaio fala
Só que não sabe o que fala
Eu só quero ver a prova

Luís Antonio Padovan
Escrito na página 24/3/1987

Metamorfose



Eu estou em transformação
Eu estou com uma expectativa gigantesca
Eu estou muito ansioso
Ansioso por aquilo que possa acontecer
Eu sei que isso é uma bobagem
Uma vez que sofrer por antecipação é sofrer duas vezes
E sem falar que tem uma possibilidade de não acontecer
Eu penso em vários assuntos
Este momento me deixa irritado
Deixa-me ansioso
Hora eu quero ficar parado
Hora eu quero andar
Hora eu quero olhar
Hora eu não quero ver nada
Ansiedade é terrível
Não vejo à hora terminar
Não vejo a hora de acabar com esta ansiedade que parece interminável.

Luís Antonio Padovani
Escrito na página 9/4/1987

Barreiras desconhecidas



Músicas eternas
São músicas que atravessam o tempo
Que atravessam gerações
Continuam belas
José Carreras, Plácido Domigo, Luciano Pavarotti.
Chico Buarque, Garoto, Tom Jobim, Cartola, Adoniran Barbosa, e outros que tais.
Tocadas em todas as partes
Todos ouvem e admiram a sua beleza
Desconhecem idades e conflitos
Invadem nações e permanecem
Permanecem inesquecíveis
São eternamente gravadas
Músicas maravilhosas
Músicas sempre tocadas
Elas sempre tocam as pessoas
Músicas que nunca serão esquecidas.

Luís Antonio Padovani
Escrito na página 9/4/1987

Sentimento de um povo



Eu não sei o que o povo de Moji Mirim pensa
Eu não sei
Eu não quero saber
E eu tenho raiva de quem sabem
Mas eu vou colocar o meu pensamento sobre eles
Eles são bancários
Elas são donas de casa
Eles são negociantes
Eles são viajantes
Elas são vendedoras
Eles são pianistas
Elas são professoras
Eles são funcionários públicos
Elas são empresarias
Eles são tenistas
esportistas
Eles são agiotas
Eles são marceneiros
Carpinteiros
Meeiros
Jardineiros
Coletores
Eles são o que fazem e mais nada
Por eles para mim não representa absolutamente nada
Por que tudo em mim se materializou
Eu não consigo ver neles ou nelas pessoas, mas profissionais.
Alguém que posso usar para tirar proveito para mim
Ganhar um dinheiro
Os mojimirianos não conseguem me sensibilizar

Luís Antonio Padovani
Escrito na página 9/4/1987

Poderes demasiados



I

Uma ação que é difícil fazer é pensar
Pensar nas consequências dos fatos que eles geram
Porque tudo nessa tem consequências dos fatos
Um fato não é uma ação isolada por mais que pareça ser
Ele deixa marca para todo o sempre de um ser
Pensar no que fazer para não machucar alguém é muito importante
Para conviver os outros tem que pensar o seguinte
O que posso fazer para ajudar alguém
E se eu não puder fazer algo para ajudar alguém pelo não irei prejudicar
O fato de não prejudicar já é uma grande ajuda
Fazer malandragem parra o mal para que?
Porque as pessoas não fazem malandragem para o bem
Fazer o bem é bem melhor do que fazer o mal

II

Muitas pessoas pensam em destruir o que outro faz
Para isso tenta de todas as maneiras destruírem
Por pensar que são os maiores especialistas de sua área
O expert uma veadagem em inglês
Não sei por que usar uma outra língua
Se no português tem para ser usados
Entendido é melhor do que expert emtendicha!
Se não entendeu paciência
Eu não posso fazer nada
Pessoas assim pensam que os donos da razão
Elas pensam somente nelas
Apesar de negar cabalmente isso
Elas não querem ouvir os outros
Pelo temos que ser honestos conosco mesmo

Luís Antonio Padovani
Escrito na página 9/4/1987

sábado, 25 de agosto de 2012

Passo de mágica


O que parece ser não é não
Parece que um passo de mágica
Mas é o tratamento que eu recebo do povo de Pirajuí
Onde fico à vontade
Sem me preocupar o que eu fazer ou deixar de fazer
Aqui em Pirajuí eu não sou tratado como um estranho no ninho
Eu tratado como um cidadão normal como eu sou
Nenhuma pergunta que me faz me desagrada
Sinto-me aliviado
Sinto-me livre
Sinto-me leve
Sinto-me com vontade de voar
Sinto-me como fosse um pássaro
Sem nenhum peso
Como é que pode acontecer isso?
Como eu posso me sentir livre em Pirajuí e preso em Moji Mirim
Ir para Pirajuí  é ir para uma terra maravilhosa
É muito bom
É bom de mais.

Luís Antonio Padovani
Escrito na página 23/4/1987



Retribuição



Quando eu vou ao campo ver futebol
Eu já entro na arquibancada não com a intenção de ver o time de Moji Mirim jogar
Eu já vou com a cabeça de ver o resultado do Noroeste, Bandeirantes, quinze de Jaú, Ferroviária, e Santos.
Porque o time local não conseguiu me conquistar
Ao passo que
Bauru conseguiu, como todo o noroeste. paulista
Conseguiram totalmente
Eu acho que é uma grande região
E pro lá se pode fazer muita coisa
Uma região com grandes possibilidades
Com grandes potenciais
Pelo povo que tem.

Luís Antonio Padovani
Escrito na página 23/4/1987

Tudo sempre muito divertido



Nada de preconceito
Todos os conceitos são recicláveis
Porque nenhum conceito é permanente
Porque o mundo evolui
E é muito bom conviver com pessoas que evoluem
A vida fica uma piada
Que todos pensam que é engraçada
E desta maneira surgem convites e passeios
Piadas e risadas
A vida é divertida todos os dias para todos
Às vezes vem um convite para um jantar
Tudo se torna engraçado
Tudo é muito é muito divertido
Tudo é muito bom com pessoas saudáveis

Luís Antonio Padovani
Escrito na página 23/4/1987

Assassinos



I

Mocinho e bandido
Parece que é até um filme de faroeste
Onde tudo termina em duelar
Ou uma novela
Onde tem o vilão e a vilã
O mocinho e a mocinha
Onde os vilões se dão mal
E os mocinhos se dão bem
Só que a vida não é assim
A vida não dividida entre esses personagens
A vida é bem mais complexa
Cada um escolhe a sua arma
E a minha já foi escolhida
A minha é a palavra
Que mata, mas não fere.
Uma palavra mata muito mais do que um médico
Uma palavra é algo muito sério
Saber escrever não somente saber escrever
Saber escrever é saber dar sentido nas palavras
Como coloca-las nos textos
Dar sentido nelas
Por que uma palavra solta não significado nenhum
Mas dependendo de onde é colocada no texto ela faz todas as diferenças

II

E agora eu vou dizer o que eu penso desse povo
E o que mojimiriano pensa de mim
O pensamento é que todos são bandidos
Todos são vilões
Todos são maus caracteres
Todos são inescrupulosos
É assim que eu os vejo
E assim que eles me vejam
É assim que eu os encaro
É assim que eles me encaram
Porque nenhum presta.

Luís Antonio Padovani
Escrito na página 23/4/1987

Ganância



Por aonde se vai tem sempre alguém a olhar
Olhar os passos de alguém
Para ver o que faz
Ouvir a sua fala
Ver os seus movimentos
Os mais simples gestos
Reparar na vestimenta
Ver o que come
Ver o que chupa
Sorvete, pirulito
Ver com quem anda
Olhar para medir a força
Todos olham para todos quando anda
Todos são sempre reparados por todos
Todos vigiam todos e assim segue
E assim seguirá
Por que é assim que caminha a humanidade

Luís Antonio Padovani
Escrito na página 23/4/1987

Lugar vazio



 Aqui eu não sou feliz
Nunca fui
Nunca serei
Nem quero ser
Quero abandonar Moji Mirim
Para mim Moji Mirim não vale nada
Para mim Moji Mirim é um monte de pessoas
Para mim Moji Mirim é um monte de filmes pornôs
Para mim mojimiriano não vale absolutamente nada
São seres sem sal e sem açúcar
Para mim Moji Mirim é um deserto
Onde moram pessoas despenadas
Para mim Moji Mirim morreu e esqueceu de deitar
Aqui em Moji Mirim eu não sou feliz.

Luis Antonio Padovani
Escrito na pagina 11/5/1987

Apodreçam

Que esses ditadores apodreçam
Tudo o que querem fazer é me manipular
Querem mandar no que e vou fazer
Querem mandar no meu salário
Querem ser donos do meu destino
Eu não quero me casar com nenhuma mulher mojimiriana
Elas não querem entender o meu problema
E eu não quero resolver o problema delas
Eu sinto nenhuma vontade de namorar
Eu quero mais que todas se explodem
Se o futuro de Moji Mirim dependesse de mim morreria sem gente
Eu quero ficar longe daqui
Eu não quero ter mais dissabores
Eu quero sair em pé
Eu quero que todos morram

Luís Antonio Padovani
Escrito na página 11/5/1987

Prazer da vida

O meu único prazer em minha é vida é ficar fora de Moji Mirim
Eu suporto mais essa ladainha
Que não acrescenta nada
Muito pelo contrario diminui o meu ânimo
Até faz com que eu aspire
E faz com que a minha gastrite seja atacada
E com isso eu regurgite o que eu como pela rua
E as pessoas passam minha frente como não estive a acontecer
Para elas eu não nada
Não toma cerveja não é nada
Os fins justificam-se os meios
É o que parece
Já que os atos falam mais do que a fala
E o que eu escuto por aqui é sexo
Sexo daqui
Sexo dali
Não assunto
Como tem gente sem assunto?

Luís Antonio Padovani
Escrito 11/5/1987

Momentos de lembranças

A cabeça assemelha-se a fita cassete
Ela vai e vem
Eu relembro os momentos bons passados em Pirajuí
Vaz com eu ature os momentos ruins de Mojimirim
Que não me leva a serio
As únicas conversas que tem comigo é
A sua mãe é professora
A sua mãe deu aula para mim
O seu irmão é médico
O teu tem imobiliária e uma loja de moveis
Tudo porque eu fiz a APAE
E o que uma coisa tem haver com isso
E, além disso, não me dão oportunidade para trabalhar de técnico em contabilidade.
E assim a vida roda para frente e para trás
Quando eu aperto o return eu retorno aos momentos felizes e isso faz com que eu viva
No entanto quando eu aperto o play ai eu jogo a minha vida em um marasmo
A vida é return e play
Eu taco para frente quando eu estou no presente
E relembro um passado maravilhoso quando paro para pensar
E quando eu falo para o meu pai que eu penso na morte do bezerro
Ele não entende
E não e para entender porque é criação minha
Mas deveria perguntar
Porque a obrigação dos pais é saber o que passa como o filho para ajudar a educar
A cabeça da gente roda
E não para de rodar enquanto estivermos vivos.

Luís Antonio Padovani
Escrito na página 11/5/1987

Sem nenhum destino

Carlos Ferrarini
Diz ser o meu amigo
Todos os dias ele vai à minha casa
Já que somos vizinhos para me convidar andar de bicicleta
Vamos a todos os sentidos da cidade
Sem nem um propósito
Sem nenhum um sentido
Sem nenhum destino
Quando não vem com o seu amigo Júnior
Que vem para pegar doce de leite de minha casa para fazer
Uma questão pessoal
Uma questão para fazer deboche
Uma questão para zoar

Luís Antonio Padovani
11/5/1987

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Retrato de todos

Sozinho em uma praça
Ouço todas as conversas
Sozinho na Praça Rui Barbosa eu estou todos os dias
Todas as tardes
Em um banco qualquer
Eu fico eu uma situação vexatória
Ma eu não me incomodo nem uma pouco
Porque somente assim que eu fico em paz
Sozinho sem ser notado
Sem ninguém sentar perto de mim
Porque há uma rejeição mútua
Sozinho
Graças a Deus
Eu e Deus
Porque eu não quero ouvir o que este povo tem para falar.

Luís Antonio Padovani
Escrito na página 28/5/1987

Maluquices da vida

I

Gosto de mim gostou.
Não gostou de mim não gosto
Eu não me importo nenhum pouco o que mojimiriano pensa ou deixa de pensar
E que pensa ou deixa de pensar não vai mudar o mundo

II

O único ser que eu respeito é a minha cachorra
Ela não vê problemas em me cheirar
Eu desconfio que ela goste mais de mim do que outras pessoas da família
A Prisca pisca para mm
A festa que ela faz quando me vê é maior do que com a festa que ela faz quando vêem os outros
0 cachorro obedece ao seu instinto
Ele não escuta a opinião dos outros

Luis Antonio Padovani
Escrito na página 28/5/1987


Descanso da companhia



Quando eu vou para Pirajuí eu respiro alivio
Eu sinto-me relaxado
Longe de Moji Mirim é tudo que eu quero
O meu sonho é nunca mais voltar
Voltar para que?
Voltar para ser ridicularizado
Por um ato que eu não fiz
Que eu não sou culpado
Não tem ninguém que me entende
Repetição é a marca de Mojimiriano.

Luis Antonio Padovani
Escrito na página 25/5/1987

Aonde eu figuro

Este lugar morto
Sem nenhuma graça
No entanto é uma piada pura
Tudo que faz da para fazer piada
Este lugar não vai me levar para nenhum lugar
Por aqui eu só tenho aborrecimentos
Eu não vejo perspectiva nenhuma para mim
Não importa o lugar
O que eu quero ir bem longe de Moji Mirim
Moji Mirim não tem nada que eu me identifico
Eu quero é mais evitar
Eu estou aqui é por que eu tenho pai
Por mais que peço por oportunidade ela não chega
É pura frustração
Eu me pergunto o que eu faço por aqui
Eu estou por aqui porque eu tenho família
Bem, eu não sei se é família.
Porque quando eu procuro ajuda ela não é dada

Luís Antonio Padovani
Escrito na página 28/5/1987

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Imóvel

Parado
Sem fazer nada
Sinto-me angustiado
Sinto-me triste
Fico agressivo
Fico irritado
Parado
À toa na vida
Ver todos se mexer
Sinto a vontade de fazer alguma coisa
Parado eu não consigo ficar
Preciso fazer alguma coisa útil na vida
Fazer o que eu não sei
Só sei que tenho que me ocupar de algo
É o que basta para mim
Luís Antonio Padovani
Escrito na página 10/6/1987

Fantasia pelo vídeo

Novela
O que vai acontecer hoje
Novela
O que vai acontecer amanha
Novela
O que acontece hoje
Você o pedacinho da amanhã
Parece que amanhã vai ser bom
Eu não vou perder o próximo capitulo
Amanhã vai ter novas emoções
Novela
Revela mistérios
Novela
Revela fantasias
Novela
Revela lagrimas
Novela
Revela alegrias
Novela
Revela o queríamos ver na realidade
Novela
Revela um momento de ilusão
Novela
Revela momentos de satisfação
Novela
Revela alguns momentos de inflação zero
Novela
Uma ilusão necessária
Mas se assistir novela uma vez por semana pode-se acompanhar a história
Novela antes que me esqueça veio de novelo
E novelo enrola

Luís Antonio Padovani
Escrito na página 10/6/10987

Andar dos tontos

I

Um andar solitário
Um andar desconsolado
Quando procura alguém para conversar
Não encontra ninguém
Ninguém quer dar nenhuma atenção
É chamado de desmancha rodinha

II

Quando vai à casa de alguém, pois pensa que amigo.
É recebido por educação
Porque se vê uma vassoura atrás das portas
Que na superstição significa desejo de se afastar de alguém
Porque ninguém gosta de receber
Todos detestam
O tonto está sempre a sorrir
E quem faz de tonto dá um sorriso
Como quem diz como você é tonto
O tonto quer ser sempre ser simpático
Mas não é compreendido por ninguém
Ninguém lhe da à mínima atenção
Ele é tonto
O tonto todos despreza

III

O que tonto hoje
Amanhã não é mais tonto
Quem é louco hoje
Amanhã é gênio
É assim que a história nos ensina.

Luís Antonio Padovani
Escrito na página 10/6/1987

Domar

Tudo é feito
Tudo que é falado ao meu respeito
É feito e falado na intenção de domar
Tudo para fortalecer costumes que nem sempre são explicáveis
Por não ter razão de ser
Um ser não pode ser igual a um outro como dizem
É muito fácil mostrar que está errado
Dizem que eu sou tonto
Dizem que todo mundo é igual
Se eu for tonto e se todo mundo é igual então eu chego a conclusão que todo mundo e tonto
Então como é que fica
Uma mulher não se pode se aproximar de mim que logo falam esses absurdos
E elas aceitam sem nenhuma explicação
Tudo porque eu sou diferente
Todo para que eu seja igual
E qual é o problema?

Luís Antonio Padovani
Escrito na página 9/7/1987

Mulher

A mulher a muito é tempo é uma parceira do homem
Deixou de ser objeto
Para ser objeto de olhar
Olhar para com admiração e respeito
A mulher deixou de ser secundarista para ser protagonista
Ela e o homem decidem junto o que vai ser feito em uma casa
Mulher não é mais uma progenitora
É ser que trabalha dentro e fora de casa
Uma jornada dupla
Feita com competência
Mãe, esposa e empregada tudo ao mesmo tempo.
Mulher é uma vida sacrificada para dar tudo a quem escolher para viver
Na mulher encontra-se a vida
Casar é uma opção
Uma mulher sempre sensual

Luís Antonio Padovani
Escrito na página 7/9/1987

Exclusivo

Exclusivo
Parece que o esporte é exclusivo
As emissoras de televisão querem ser donas de competições esportivas
Exclusivo
O esporte é atividade de todo mundo
Todo mundo tem o direito de assistir uma competição no canal que bem entender
Na modalidade que mais gostar
Exclusivo
O esporte tem que ser matéria obrigatória no currículo escolar
Esclareça-me, por favor, por que as pessoas brigam por causa do dinheiro.
As emissoras pensam no IBOPE
Tudo gira em torno do IBOPE
O esporte é do povo e não de uma emissora exclusiva

Luís Antonio Padovani
Escrito na página 9/7/1987


Carisma

Quantos anos eu tenho
Eu dezesseis anos
Por dez eu vivi intensamente
Na minha Pirajuí
Na chácara de meu avô
Eu tinha tudo
Tênis de mesa o dia inteiro com os meus parentes
Em, uma mesa improvisada.
Eu visava somente à felicidade de estar em família
Não via a hora passar
Quando não jogava tênis de mesa em casa do meu avô eu jogava com os meninos no Parque clube Pirajuí longo jogos
Sempre organizados pelos próprios meninos
Quem perdia saia do jogo para dar vez a quem estava primeiro na fila
Tudo era organizado ninguém empurrava ninguém
Todos esperavam pacientemente a sua vez
Sem nenhum adulto por perto
Aos olhares do dono bar
Quando não andava de bicicleta fora da chácara, mas em sua redondeza nas terras do meu tio José Eduardo.
E em outras brincadeiras que reuniam os vizinhos da chácara em um campo em uma mina de água ou no campo da Noroeste do Brasil jogava futebol a manhã ou a tarde inteira tudo no respeito
Dentro da chácara eu andava de carrinho de rolimã em canto de parede de uma edícula
O dezesseis anos que eu estou em Moji Mirim eu arrumei uma briga no primeiro dia de aula na escola Oscar Rodrigues Alves, pois muitos meninos me colocaram em uma roda e me bateram porque eu sou um ex aluno da APAE
Começaram a me ignorar
Jogar bola nada
Andar de bicicleta nada
Nada de viver
Os prazeres deram lugar a dissabores
O que era alegria virou tristeza
Os dezesseis anos em Moji Mirim são lixos
Quantos eu tenho
Eu tenho dez anos vividos em Pirajuí
E os dezesseis restantes que eu não vivi porque em Moji Mirim mora o preconceito

Luis Antonio Padovani
Escrito na página 9/7/1987

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Justiça nos tribunais

Time da capital não cai
Será que não
Nem que fiquem em ultimo
Time da capital não cai
Será que não
A lei é só para o interior
Time da capital não cai
Será que não
Porque não cai
Porque é intocável
Time da capital não cai
Será que não
Como pode saber
Time da capital não cai
É só porque é da capital
Isso não quer dizer nada
Time do interior é do interior
É apenas uma diferença geográfica
Time da capital não cai
Será que não
Eu só quero ver um time da capital ficar entre os últimos
Eu quero saber se é verdade
Mas isso não pode ser
Porque o regulamento tem que ser cumprido
Doa a quem doer
Quem joga bem fica
Quem joga mal cai.

Luís Antonio Padovani
Escrito na página 9/7/1987
Costume da época era quando um time de grande expressão fosse rebaixado o regulamento era modificado para que o mesmo não fosse prejudicado

Qualidade oculta



Fingem serem humildes
Fingem serem simpáticas
Para adquirir pessoas ao seu lado
Fingem serem gentis
Fingem homens de Deus
Vão a igreja exercer a obrigação social
Fingem serem honestos
Na verdade mentem para obter o bem para si próprio
Fingem compaixão
Na verdade que levar alguém para o caixão
Na hora que precisa não ajuda
Fingem serem educados
Na verdade não gostam de serem contrariados
Se forem contrariados gritam
Fingem serem democratas
Não dão oportunidade nenhuma a um alguém
Tem medo de perder o poder
Fingem que torce
Para um clube ou outro
Na verdade não torce por nenhum
Fingem serem amigos
Na verdade quer extorquir
Saem com alguém por causa do dinheiro
Fingem serem bonzinhos
Não se sabe o dia de amanhã
Se for ou não precisar do dinheiro de alguém
Fingem serem virgem para enganar o desavisado
Porque não é nada disso
Eles e elas representam
E eles e elas dizem que eu represento
Porque eles não se mostram como são de fatos.

Luis Antonio Padovani
Escrito na página 9/7/1987

Vida de uma cidade noturna



Balada
Noitada
Zoar
Desrespeitar
Virar a noite
Cair de porre
Por não respeitar a diferença dos outros
Que povo é esse
Não é povo
É um amontoado de pessoas que querem ser ditadores
Ditar normas e costumes
Fazer todo mundo igual
Todo mundo igual
É um monótono
Sem a graça
A graça está na diferença
Porque é na diferença que dá a possibilidade e de evoluir

Luís Antonio Padovani
Escrito na página 9/7/1987

Testamento

Eu não quero saber de morar aqui
Eu não quero saber de morrer aqui
Eu não quero dar minha biblioteca para Mojimiriano
Porque eu sei que não vai adiantar em nada
Por ele não vão aprender nada
Por tudo eles sabem fazer é decorar texto
E decorar não é aprender
Para aprender tem que pensar no texto
Concordar com um texto não é suficiente
Tem que questiona-lo na hora de lê-lo
Decorar texto não tem significado nenhum
Eu não tenho nada haver com esse povo
E difícil não eu terei
Afinidade eu não tenho
E eu não tenho nenhuma pretensão em ter.

Luís Antonio Padovani
Escrito na página 4/8/1987

Quem é idiota

As mesmas pessoas que me condenam ser idiota
São as mesmas pessoas que repetem que eu crio
Isso eu não compreendo
Como pode ser o criador ser tonto
Receptor se ser esperto
Algo está errado
O maior problema é que não dão o braço a torcer
Como pode ser um ex aluno da APAE ser inteligente
Quem fez APAE não pode ser inteligente
É o que os condicionados pensam
Por pensar por inércia ou osmose
Não reflete o que pensam
Não repensa

Luís Antonio Padovani
Escrito na página 4/8/1987

Coisas que não voltam mais

I

Ao pensar no meu pai
Eu imagino porque ele não quer conversar comigo
Se fosse pelo menos um dedinho de prosa
Ele pode descobrir que eu não sou mais virgem
Eu quero dar essa informação a ele
Mas ele se recusa a me ouvir
Então ele me trata da mesma forma
Ele me trata como eu fosse um virgem
A virgindade já se foi para o buraco
Em uma sauna mista em São Paulo
Eu e mais o Paulo fizemos uma mulher de sanduíche

II

Ao pensar no pai eu procuro dar lhe essa informação
Mas a informação que ele ouve é dos pesseudos amigos
Que estão com ele por cauda da cerveja e do seu dinheiro
Eu e o meu pai não nos entendemos
Ele prefere ir ao rancho e tomar uma e outras do que ficar com a família
Ele prefere ser roubado por causa de sua embriaguez por estranhos do que ficar em casa com a sua família

III

Ao pensar no pai fico furioso por ele não ouvir sua mulher e seus filhos
A família é à base da sociedade
Onde começa a vida social
Se pensar nisso tudo pode mudar
Mas o se não joga
Então o que fazer
Rezar
Bobagem
É agir
Para ver se ele enxergar além de seus amigo
Ao olhar de fora eu vejo que as pessoas querem aproveitar dele
Isso ele não vê

IV

Ao pensar no pai eu escrevo isso
Um meio de desabafo
Que não vai adiantar nada
Por ele não ver
Por ele não vê o que eu escrevo
Por ele não me escuta

V

Ao pensar no meu pai
Um homem quer ser fazer de surdo quando eu falo
Eu posso me aproximar dele
Mas ele não quer
Ele faz tudo para não se aproximar de mim
E o que eu posso fazer
Nada
Porque ele não faz nada para que isso mude.

Luís Antonio Padovani
Escrito 4/8/1987

domingo, 19 de agosto de 2012

Uma pedra no meu caminho

É uma pedra no meu caminho
Comigo é assim mesmo que acontece
Tudo ao contrario
Quem deveria me proteger não me protege
O meu pai só me ataca
Desfaz de mim a toda a hora
Eu sou técnico em contabilidade e ele não me usa
Procura usar um escritório de contabilidade
Pagar a um outro
Ao invés de ajudar o filho
Se a escola que eu fiz é fraga
E ele endente do riscado
Porque ele não me ensina e paga a mim o que ele pagaria ao escritório
Pelo menos tudo ficaria em família
Então eu chego a conclusão que o meu pai é biológico
Por ele sempre que me prejudicar
Não quer que eu seja respeitado
O meu pai não procura se aproximar de mim
Isso eu já procurei
Mas não obtive resultado positivo nenhum.
Pai
O que é pai

Luís Antonio Padovani
Escrito na página 25/8/1987

Protetor e amigo

Um pai tem que proteger o filho das basbaquices da sociedade
Tem que ser amigo intimo
Pelo menos é que eu entendo o que tem ser um pai
Mas comigo não acontece nada disso
O meu pai me chama de otário
Só porque essa cidade de otários me chama
Somente porque eu não tomo cerveja
E porque eu não quero fazer letras na faculdade imaculada de Moji Mirim
Eu não sei se tem alguma coerência
Mas em todos os casos
Fuça assim
O meu pai não razão para mim e da razão paras sociedade preconceituosa
O meu pai para mim só funciona como pai biológico
O pai que eu tenho para que
Se eu não tivesse eu não saberia
Um pai que só quer prejudicar o filho
Isso acontece somente comigo
Ele deveria ter morrido quando eu nasci
Eu não tenho culpa da culpa do médico que vez o meu parto que deu o ataque epilético
Ele tem que me entender
Levar-me ao médico neurologista
Pesquisar nos livros e perguntar ao médico
Um pai tem ajudar o naquilo que ele poder
Que pai eu tenho
Um pai que nunca existiu

Luís Antonio Padovani
Escrito na página 25/8/1987

Procura-se

Onde está o ser humano em mim
Acabou
Foi-se
Eu não sei onde se encontra
Desapareceu
Está por aí no ar
Na Terra
No mar
Onde está o ser humano em mim
Ele já se foi
Resta apenas o corpo a matéria
Onde está o ser humano em mim
Eu não o encontro em lugar nenhum
Onde está o ser humano em mim
Eu preciso encontrá-lo
Ajudam-me eu ter emoção e reação
Ajudam-me a me achar
Onde está o ser humano em mim

Luís Antonio Padovani
Escrito na página 25/8/1987

Briga por nada

Ser ou não ser
È a velha questão de sempre
Tomar bebida alcoólica ou não
Qual é o sentido dessa inutilidade
É fazer uma vida inútil
Ser social ou antissocial
A quem interessa?
Qual é o problema?
Quem ganha?
Quem perde?
Ser homem ou não
Provar o que?
Qual é a significado de tudo isso
Porque tanta discussão em torno do nada.
O que significa uma cerveja
Qual é o significado?
Qual é o significante?

Luís Antonio Padovani
Escrito na página 8/9/1987

Preocupação

Eu tenho que fazer alguma coisa
Porque essa vida de ficar a andar por um lado para outro se bicicleta sem destino não pé
Eu tenho que fazer algo para me ocupar
Trabalhar para fora
Eu tenho que fazer algo para ir embora daqui
Porque eu não aguento mais ficar sem fazer nada
Por que eu tenho que me ocupar de algo que me remunere
Eu preciso trabalhar
Sem trabalhar me sinto mal
Fico desesperado
Fico angustiado
Fico deprimido
Preciso de algo para fazer.

Luís Antonio Padovani
Escrito na página 8/9/1987

Egoista

Tudo que falam de mim é que eu sou egoísta
Eu não entendo isso
Eu só penso em ajudar os outros naquilo que eu posso
Fama eu tenho
Mas eu não sou
Está certo que remo contra as ideias de Moji Mirim
Tudo o que eu faço é provar que muitas coisas estão erradas
Mas tudo o que recebo é dizer que eu sou egoísta
Que eu sou machista
Mas eu não estou nenhum com qualquer facção
Nenhuma facção vai dar para mim cesta básica
Muito menos pagar as minhas contas
Ou sou a favor do bom senso
Do equilíbrio
Nem machão
Nem feminista
Fazer melhor para pagar as contas.

Luís Antonio Padovani
Escrito na página 8/9/1987

Sim ou não

Ódio

O que é o ódio
É um sentimento contrario do amor
Se o amor existe
Ódio
É um sentimento de dor, desolamento, tristeza e angustia.
É um sentimento que ninguém compreende
O ódio é veneno do amor
O ódio é destruição
Ele so destrói
O ódio ninguém quer ouvir
Mas tem sempre alguém que provoca o ódio
Por fazer apartheiid
Que não é somente racial é de todos os tipos
Não e somente Sul Africano
E do mundo todo
Será que existe mulher aqui em Moji Mirim namora homem que não toma cerveja?
Fica uma pergunta no ar
Ou tudo isso é superficial.

Luís Antonio Padovani
Escrito na página 8/9/1987


África: Apartheid

portalraizes.org/index.php?...apartheid...
Segundo a cultura africana a palavra apartheid significa vidas separadas, ou seja, brancos de um lado e negros de outro.


Pedido obrigatório

Cerveja
Se é que veja ou não eu não sei
Se não vê é cego
Se não é cego porque vê
O pior cego é aquele que não quer ver
Bem na verdade eu não adepto a ditos populares, mas eu concordo.
Com cerveja ou sem cerveja
Eu não sei o que vale mais uma cerveja ou um homem
Mas as mulheres de Moji Mirim pensam que um líquido vale mais que um homem
E eu que tomo fenobarbital por causa do ataque epiléptico onde eu fico
Porque eu sou obrigado a tomar cerveja para ter mulher
O que uma coisa tem haver com outra
Parabéns para o marketing
Que vez cabeça de um povo
Esse tipo de propaganda deveria ser proibida.

Luís Antonio Padovani
Escrito na página 8/9/1987

sábado, 18 de agosto de 2012

Caricias

Aqui em Moji Mirim falta-me mulher
Porque nenhuma mulher com um homem não toma cerveja
Falta, portanto caricias.
Falta alguém entender o meu problema
O que não acontece em Pirajuí
Onde quando eu estudei no Prevê Objetivo eu tinha uma admiradora
Quando eu iria aprender jogar tênis ela grudava em mim até a quadra
Uma namorada que não foi namorada
Mesmo porque eu não a levava a serio
Porque eu queria mesmo treinar tênis no Parque Clube Pirajuí
E porque também a minha tia Dora não aprovava o namoro
Que nem um beijo foi dado
Todos os companheiros do tênis davam adjetivos negativos a ela
Mesmo com a minha negativa ninguém acreditava que eu não a namorava
Somente por que ela me perseguia quando eu passava em frente à casa dela
Ela era a minha vizinha depois do rio
Ela não me perguntava o que eu bebia eu não bebia
O que ela queria era a minha companhia
E na companhia do ônibus para Bauru havia três moças simpáticas que se interessaram  e pediram que eu fizesse poemas para elas
Uma delas era da minha juventude quando eu frequentava o Parque Clube Pirajuí à noite nas férias escolares
Umas férias de Moji Mirim
Uma outra veio por que se interessou  por mim mesmo que nunca tinha me visto
A outra só queria que eu fizesse uma poesia  com o seu nome
A poesia eu fiz
E eu fiz uma duplicada
Para um dia se acaso eu quiser publicar lá  estaria em minhas mãos
Carícias para mim lá não faltava por bobagens
Tomar ou não cerveja antes de tudo e mais nada é uma escolha de vida
E não tem nada haver com virilidade.

Luís Antonio Padovani
25/9/1987


Vida colorida

Viver na fantasia
Viver na ilusão
Viver no mundo da lua
Bancar o superior
Dar uma de rei
Ser o que não é
Representa um papel imaginário
Viver sem nada fazer
Dizer que sabe tudo
Ser o sabichão
Não sabe nada
Fala tudo errado
Tem a impressão de falar tudo correto
É o Zé da esquina
É o Zé que pensa que ninguém o vê.
É o Zé que se faz de importante
Mas que no fundo é pobre de espírito

Luis Antonio Padovani
Escrito na página 25/9/1987

Não adianta

Moji Mirim é página virada
Porque no ritmo que vai a minha vida
Eu vou para o buraco
Ninguém me ouve
Não escuto ninguém
Porque ninguém me convence
Ninguém me vence
Eu não sou nada a favor das brincadeiras nada saudáveis
E por isso mesmo eu me considero pirajuiense
Porque pelo o que observei em Pirajuí não tem frescuras.
Em Pirajuí pergunta
Você é homem
Você gosta de mulher
Então tudo está certo
Eu sou mulher
Eu gosto de homem
Então podemos conversar
Passar as horas
Dois dedos de prosa
Somente para descontrair
Ter o que fazer além de trabalhar

Luís Antonio Padovani
Escrito na página 25/9/1987

Satisfação

Bitolado, eu deixo de lado.
Eu não gosto de bitolas
Elas me limitam em tudo
Eu tenho uma mente aberta para qualquer questionamento
Mesmo porque um homem tem que ter uma mente aberta
Tudo nesta vida é transitório
Tudo tem movimento
E tudo que tem movimento se mexe
O que eu pensava quando eu era criança
É incabível eu pensar hoje quando eu sou um adulto
Cada etapa da vida uma necessidade diferente
Porque são diferentes os objetivos.

Luís Antonio Padovani
Escritor na página 25/9/1987

Humilhante

É humilhante, degradante.
O pior da situação é nada de propriedade própria
Convidar um epiléptico para tomar cerveja é uma atitude nada educada
É o mesmo que convidar um diabético para uma doçaria
É fazer uma exclusão automática
É o mesmo dizer eu não quero a sua companhia
Você é desagradável porque não toma cerveja
A parte da hora que você tomar cerveja você será simpático
Porque todo mundo é assim
Se não se enquadra neste habito será enquadrado para uma solidão.

Luís Antonio Padovani
Escrito na página 25/9/1987

Passa um gavião

Passa, passa, um.
Passa, passa dois.
Passa, passa três.
Passa, passa quatro.
Passa, passa gavião.
Um dois três quatro.
Passa, passa um.
Passa, passa dois.
Passa, passa três.
Passa, passa quatro.
Passa, passa gavião.
Um dois três quatro
Passa um
Passa dois
Passa três
Passa quatro
Passa gavião
Quantas vezes ainda vão passar
Infinitas vezes
Porque o gavião obedece ao seu instinto
Ele não tem o poder de raciocinar
Ele não tem o poder de mudar a natureza
Mito menos de mudar a sua natureza
E por fala nisso o voo do gavião é bonito
Gavião pode passar à vontade
Que eu sempre irei te admirar.

Luís Antonio Padovani
Escrito na página 16/10/1987

Pregador

Pregar para o deserto
É o que o meu fala para mim
Ele não está preocupado com que eu penso
Ele está preocupado com que os outros pensam
Os outros vão às favas
O que o meu pai sabe é portátil
Ele pode carregar em qualquer lugar
Mudar de cidade é uma boa solução
A primeira é Pirajuí
A segunda é Cafelândia
A terceira é Campinas
A quarta é São Paulo
A quinta é Belo Horizonte
A sexta é Salvador
A sétima Curitiba
Enfim onde é produzida a cultura
Ouvir assuntos inteligentes e muito bons para os ouvidos
Bem essa é uma maneira de eu encontrar eco

 Luis Antonio Padovani
Escrito na página 16/10/1987

Sintesi

Do ré, mi, fá, sol, lá, si.
Dormi lá no sofá sem sentir dor
Fala sol
Dormir no sol
Fala de si
Si mi fala sem dó
O sofá não é para dormir
Remi para frente
Lá si vai
Só fala em remi
Sumi para falar
Do, re, mi, fá, sol, lá si.
Eu lacei o do
Eu lá sei uma nota para tocar.

Luís Antonio Padovani
Escrito na página 16/10/1987

Flores

I

Adjetivo dado a quem bela
Setembro é o mês delas
Entra a estação da primavera
A primeira estação do ano na Europa

II

Uma mulher é comparada a uma flor porque a flor é admirada por todos
Quando alguém vê uma flor em um jardim, logo vem o desejo de roubá-la.
Pelo seu perfume
Pela sua cor
Que são tantas
De todos os formatos
De todos os tamanhos
Uma flor desperta curiosidade
Uma mulher desperta formosura
Mas uma mulher tem que alguma coisa além da beleza
A beleza é o primeiro encanto
Uma mulher tem que ter inteligência e capacidade de associação
Para em uma emergência e urgência poder socorrer
Uma inteligência não suficiente para dar os primeiros socorros
É apenas o ponta-pé inicial
Sem a iniciativa a inteligência não serve para nada
E para ter iniciativa tem que ter o poder de associação
E o poder de associação nada mais é do que ler um texto não escrito
Como possível isso?
Eu não sei
Mas o que eu sei que existe a entre linhas
E nelas nada está escrito
Uma mulher além beleza tem que iniciativa
Uma mulher sem associação de ideias não vai

III

Setembro é um mês histórico para o Brasil
A secção se deu
Em um riacho do Ipiranga
Em um cavalo sem raça definida
Pelo imperador e herdeiro da coroa portuguesa
Por ter lido uma carta trazida por um mensageiro
Expedida por José Bonifácio
Independência ou morte
Tudo é uma questão de vida ou de morte
A parte do momento que estamos no mundo nós começamos a morrer.
E por isso eu dito
Cuidar da vida porque a morte é certa
A morte é a única coisa que eu sei que vai acontecer em minha

Luís Antonio Padovani
Escrito na página 16/10/1987

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Opinião definitiva


Eu acho que você é um idiota
É idiota
Faça o que fizer
Que o meu pensamento não mudará
Você é um idiota hoje
Será um idiota amanhã
E será um idiota depois de amanhã
Você sempre idiota
Onde estiver você sempre lembrado como idiota
Porque todos o chamam de idiota
Não interessa o que faz
Ninguém liga para você
Por onde você anda a rodinha é desmanchada
Você é chamado de desmancha rodinha
Você é a ovelha negra do mundo
Porque simplesmente eu acho
E o que eu acho tem que virar lei
Porque a voz do povo é a voz de Deus
Eu sou o povo eu sou Deus
Então eu sou a voz que tem que ser escutada
E eu não mudarei de ideia
Aconteça o que acontecer
Eu tenho que ter uma coerência
Você é um idiota
Você é um medíocre
Você para mim nunca será nada
È sonho somente um sonho você ser alguém
E sonho acaba
E quando ele acabar você chegará à conclusão que você é um idiota
É o que todos dizem
Ninguém liga para você porque ninguém chama você de meu bem
Ninguém me ama ninguém me quer.

Luis Antonio Padovani
Escrito na página 16/10/1987