sábado, 31 de outubro de 2015

A beleza natural basta


Uma bela mulher sempre será bela
Pintar?
Eu não sei para que?
Mas passar um blache de leve
Passar lápis de leve
Passar um batom de leve
Vá lá
Mas pintar o rosto todo?
Vai parecer uma natureza morta
Causa em mim uma má impressão
Não se estou diante de uma mulher ou um quadro
Uma natureza viva dentro de uma moldura
Causa-me arrepios
Nada contra embelezar
Mas tudo tem um limite
Este limite é o ridículo
Uma mulher bela sempre será bela mesmo sem ser artificial
O oficio da arte de pintar
Não sei se esclareci a minha opinião, mas vá lá
Não estou preocupado com isso
Mas quero deixá-la.

Luís Antonio Padovani
Blussh também é correto
Paul Vodal de la Bache, segundo google geografo francês considerado o fundador  da moderna geografia.

31/10/2015

sábado, 24 de outubro de 2015

Andanças na praça

Numa  de minhas  andanças na praça
Um dia encontrei
Que queria relacionar-se comigo
De imediato topei
Fomos a uma dessas pensões
Que alugam quarto para casais
Quando lá chegamos
Batemos à porta
A dona da pensão veio nos atender
Eu perguntei a ela se tinha alguma vaga
Ela disse não
Eu disse que iria procurar outra pensão
E ela demorou muito para dizer
Que tinha um quarto que iria ser ocupado
Só a meia- noite por um casal de São Paulo
Então nos entramos e fizemos o coito
E ao sair encontrei um casal conhecido
Ambos haviam falado que era de São Paulo
E o rapaz me indagou:
Você?  Pensava que você era quieto.

Luís Antonio Padovani
Livro “Máquina” 1993
Editora João Scortecci
Cidade São Paulo
Página 22

Forte desilusão

Cai na asneira de acreditar em uma mulher
Ela dizia que me amava
Que jamais me trocaria por outro
E que eu era o único homem
Sonhava toda noite com ela
Mas um dia eu a encontrei com outro
E assim fiquei sabendo
Que ela me traia com o meu melhor amigo
Dessa decepção nunca me esqueci
Passando desse dia em diante a não acreditar em mulher
Igualando todas em um único conceito: vadias
Pois só uma vadia poderia me iludir assim.

Luís Antonio Padovani

Livro “Máquina” 1993
Editora João Scortecci
Cidade São Paulo
Página 21

Brasileira

Halloweem
Alô, alô em
Halloweem é bom em escolas de idiomas
Intercambio cultural
Um conhecimento de cultura
Eleva o conhecimento
Mas, na verdade eu digo
Aqui é Brasil
Um país de Saci
O dia das bruxas deveria se comemorado como o dia do Saci
Do Saci Perereca
O negrinho malandrinho
E aproveitar o momento para mostrar o vasto folclore brasileiro trazidos pelos índios ou pelos portugueses
Manter a nossa cultura sempre viva
E viva a cultura brasileira
É vivo o intercambio.

Luís Antonio Padovani
24/10/2015

As lembranças ficam

Eu gostaria de tê-la aos meus braços
Sentir teu corpo tocar no meu
Beijar a sua boca
Sentir que você é minha
Apesar do longo tempo
Apesar da longa distancia entre nossas cidades
Eu ainda não te esqueci
Lembro-me ainda o dia em que te pedi em namoro
E você me rejeito dizendo que eu era babaca
Aquela noite eu chorei
Pensei até em me matar
Pois, eu não pude agüentar a sua frieza.

Luís Antonio Padovani

Livro “Maquina” 1993 
Editora João Scortecci
Cidade São Paulo
Página 20

Conhecermos mutuamente

Vamos colocar as cartas na mesa
Vamos ser sinceros um com os outros
Vamos começar um novo relacionamento
Esqueça o que aconteceu no passado
Eu quero saber a verdade
Para um melhor entendimento entre nós
Dar um novo ponto de partida
Começar do zero
Conte para mim um pouco de sua vida
Para que depois eu conte a minha
Eu quero ser seu namorado.

Luís Antonio Padovani

Livro “Maquina” 1993
Editora João Scortecci
Cidade São Paulo
Página 19

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Grandes modificações

I

Imutáveis seres do Planeta Terra
Alô, alô
Eu estou aqui falando com vocês através de um telefone
É telefone
Que eu encontrei no meio do espaço

II

Alô, Alô
Imutáveis seres do Planeta Terra
Dizem vocês de vocês mesmos:
Somos revolucionários
Mas o que eu já vi
Diz exatamente o contrário
Todas as evidencias mostram
O que os seus pais faziam
Vocês repetem ato por ato
Palavra por palavra
Imutáveis seres do Planeta Terra.

Luís Antonio Padovani

Livro “Máquina” 1993
 Editora João Scortecci
Cidade São Paulo
Página 18

Como está não pode ficar

República como está
Está na hora de mandar embora
Não dá para agüentar
Uma república cheia de vícios
Uma república cheia de golpes
Que durante anos foi inconstante
Dando seus políticos força muito grande a um homem só
Castrando o congresso
Essa política tem que dar o fora
E dar lugar ao parlamentarismo.

Luís Antonio Padovani

Livro “Máquina” 1993
Editora João Scortecci
Cidade São Paulo
Página 17

Mundo imaginário

Imagine um mundo sem guerra
Sempre em paz
Todo mundo falando a mesma língua
Sem nenhuma rixa
Completamente em paz
Na absoluta tranqüilidade
Todo mundo tendo o que comer
Todo mundo tendo onde morar
Todas as crianças dentro de uma escola
Todos os pais tendo trabalho
Todos os velhos sendo respeitados
Que maravilha seria
Que maravilha seria o mundo dos sonhos.

Luís Antonio Padovani


Livro “Máquina”1993
Editora João Scortecci
Cidade São Paulo
Página 16

Chorar por ti

Eu vivia chorando
Todo mundo sabia que era por causa de você
Só você não via isso
Eu ficava furiosa
Por você  não perceber
O que todo mundo estava careca de saber
Até  meus amigos comentavam
Que era a moça apaixonada por você.

Luís Antonio Padovani

Livro “Máquina” 1993
Editora João Scortecci
Cidade São Paulo
Página 15

A melhor medalha

I

Lutar
É ter perseverança
Para conseguir um objetivo na vida
II

Lutar
É encarar a vida cara a cara
Como ela é
Sem retoques

III

Lutar
Faz parte do dia-a-dia
Desde o levantar até o dormir
Lutar pela sobrevivência
Conseguir sobreviver
É a melhor medalha no fim da vida

Luís Antonio Padovani

Livro “Máquina” 1993
Editora João Scortecci
Cidade São Paulo
Página 14

Companheira e amiga

Linda, linda
Linda mulher
É você
Uma companheira
Uma amiga
Que participa lado a lado
Do dia-a-dia  de um homem
Colocando na longa estrada de espinhos
Que na vida ele tem que percorrer
Lindas pétalas de flores
Para tornar a caminhada mais suave e bonita.

Luís Antonio Padovani

Livro “Máquina” 1993
Editora João Scortecci
Cidade São Paulo
Página13

óia a véia


A véia chegou
Chegou para pegar no pé
No pé do primeiro coitado que ficar na frente
II
Óia a véia
A veia chegou
Chegou para chatear
Ela pensa que a gente é máquina?
III
Óia a véia
A veia chegou
Ela pensa que aqui tem pouco serviço?
IV
Óia a véia
A veia chegou
Cuidado com ela
Ela é venenosa
Pode matar

Luís Antonio Padovani

Livro “Máquina 1993
Página 12
Editora João Scortecci
Cidade São Paulo

Todos os dia sem parar

Levantar cedo
Tomar banho
Vou à copa
O café está na mesa
Obrigado, mamãe
Obrigado pela mesa posta
Enquanto eu tomo banho
Ela esquenta o leite
Faz o café
Põe o chocolate em pó na mesa
Compra pão
E ao sair do banho é só comer e beber.

Luís Antonio Padovani

Livro “Maquina” 1993

 Editora João Scortecci
Cidade São Paulo
Página 11

Cansado de reclamar

 Brasil que conheceu Sarney
Um governo de inflação alta
Brasil que conheceu Collor
Um homem que deu esperanças para todos
Um homem que tirou dinheiro de todos
Um governo de corrupção
Brasil que conheceu Itamar
Um governo que começou cheio de esperança
Mas agora o povo está desesperado e diz
Itamar vai ficar pior
Brasileiro um povo que vive de ídolos de carne

Luís Antonio Padovani
Livro máquina 1993
Editora João Scortecci
Página10




Todos os poetas

Poeta
Como é gostoso ser poeta
Poeta
É uma maneira  moleca de escrever
Relatar a história através do verso
Relatar os costumes do seu povo em seu tempo
Contar seus casos de amor e desilusão
Ser poeta é um estado de espírito
Porque não se torna poeta
Nasce-se poeta.
Luís Antonio Padovani

Livro máquina 1993


 Página 9
Editora João Scortecci
Cidade São Paulo

Orelha da capa do livro máquina

 Eu não tenho vergonha do que fui
Eu não tenho vergonha do que sou
Lutei, lutei
Encontrei preconceito
Não me entrguei
Sempre tive bom humor
Nunca desanimei
Procurei sempre ser honesto
E hoje estou preste a realiza um sonho
Que muitos duvidam
E provei ser verdade
Luís Antonio Padovani
Livro “Máquina” 1993


quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Vira-lata


Sem raça definida
Quando moradores das ruas não tinham nomes
Eram chamados genericamente de vira-lata
Não tinham Associação protetora dos animais
As carrocinhas perseguiam os para capturá-los e matá-los
Comiam o que encontravam, ou, o que davam
Quando viam uma latinha na rua colocavam as suas patas
Elas iam para a calçada
Se algum alimento ali encontravam saciavam as suas fomes
 No entanto eles logo eram identificados
As latas derrubadas por eles faziam um estrondo
Assim que as pessoas ouviam o barulho corriam para espantá-los, e diziam
- Vai embora cachorro vira-lata
E recolhiam para as suas residências
E o tempo já se foi
Hoje é o saco de plástico
Primeiramente eram feitos de petróleo, hoje é de cana-de-açúcar ou amido de milho
Menos agressivo para o meio ambiente
Decompõem-se em dois anos
O primeiro em quinhentos
Mas, mesmo assim o vira-lata insiste em viver
As pessoas teimam em dizer
Mas corretamente seria rasga-saco, ou, vira-saco
O nome continua, mas, o material para depositar o lixo mudou
Hoje as carrocinhas foram aposentas
Criaram as associações protetoras dos animais
Cuja finalidade é doar os animaizinhos.
O abandono deles tornou-se crime.
Luís Antonio Padovani
22/10/2015


segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Eu não sei o que eu vou fazer

Eta! Luzia mulher enrolada
Vê se si desenrola
Do jeito que está não pode ficar
Não sabe se fica
Não sabe se vai embora
O nosso caso já se arrasta há muito tempo
Eu não sei se tu queres ser minha amiga, ou ser minha mulher
Essa decisão cabe a você
Se acaso queres ser minha mulher
Deixará de ser minha amiga
Em nossa casa vai me dar abrigo
Vamos juntar os umbigos
Vamos dar uns gritos
Serão dados uns gemidos
Serão ouvidos uns rangidos
Vai ter uma vida em comum comigo
Tudo o que eu posso oferecer é honestidade
Um relacionamento aberto
Nesta vida uma decisão tem que ser tomada
Passar a vida em um compasso de espera não dá desenho nenhum
Girar em círculos dá tonturas
Cada passo tem que ser tomado com certeza e sabedoria
Tome uma decisão
Uma mulher tem que ter iniciativa
Ser ativa
Esperar acontecer, não acontece nada
Do céu só cai chuva, e mesmo assim molha.

Luís Antonio Padovani
19/10/2015


segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Eu tenho orgulho

Eu fui da APAE
Eu não tenho problema nenhum a respeito disto
Problema tem quem põe algum obstáculo por causa disso
Se eu sou o que eu sou eu devo a APAE
Lá eu fui alfabetizado
E quando alguém me encontra comigo na rua e grita APAE
Eu respondo e a AMAE
Xô, xô preconceito de qualquer natureza
Ele não é natural da espécie humana
Todos temos que lutar para que o mundo se livre dessa praga
O preconceito não leva a lugar nenhum
Ele semeia o ódio.

Luís Antonio Padovani
12/10/2015o
APAE Associação dos país e amigos dos Excepcionais



quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Mohahmmade Reza Pahlavi

Morro medi
Morro reza
Morro quer um par de paz
Rezar para a paz
Subir e descer o morro
Tudo vale a pena desde que seja para paz
Paz e amor
Levar amor
Trazer a paz
Tranquilidez
Harmonia
Quando no ar há respeito
Paz e amor não é apenas uma frase de efeito
O defeito das pessoas é não ver isto
Paz e amor são objetivos a serem conquistados
O mundo seria melhor se não houvesse desavenças
Vê se isto for verdade ou mentira
Verdade ou mentira.

Luís Antonio Padovani
01/10/2015