quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Reprise com câmara lenta

I

Escolite é uma infecção
Ela não tem cura, não
Ela é crônica
Leva a morte
Não tem antibiótica que dê jeito      
Uma bactéria indestrutível
Faz mal para quem a tem
Destrói quem está do lado
Faz um estardalhaço no cérebro
Faz com que ele pare de pensar
Mata quem está em volta.

II

È pior que qualquer vulcão
È pior que o Tsunami
É pior que qualquer naufrágio
Ela deixa quem tem frágil
É pior qualquer acidente aéreo
É pior do que qualquer acidente rodoviária de automotores
È pior do que qualquer acidente de ciclista
É pior do que acidente de pedestre
Mata aos poucos e não tem deixa rastros

Luís Antonio Padovani
22/01/2015
Criação minha para este texto

domingo, 18 de janeiro de 2015

Assuntos de um povo

I

Nan, nan, nin, nan, não
Dia de São nunca
Dia nenhum
Nunca existiu
Nunca existirá
O nunca, nunca existiu
O nunca é uma criação
Um ser imaginário que virou folclore
Existe na imaginação do povo

II

Dizer algo que vai acontecer no dia de São Nunca é ser educado
É dizer que não vai acontecer

Luís Antonio Padovani
18/01/2015

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Realmente, realmente é verdade

I

Eunuco
Eu nunca vou me casar
As mulheres querem eu  bem
Bem longe de mim
Bem que eu tento me aproximar
Mas elas não querem me amar

II

O Toninho dizia que eu sou um “Zé Ruela”
Eu tentava me desvencialiar delem, mas quando ele me enconntrava
Ele vinha novamente com a mesma conversa
Ele sempre contava algumas histórias
Se fossem verdadeiras ou mentiras eu não sei
O problema não era meu

III

O vendedor de biletes Chico correu atrás de mim
A rua era Chico Venâncio
Ele queria era me dar uma bela de uma surra
Ele dizia que eu fosse louco
E na cidade dele, Franco da Rocha ele avistou muitos.
Os populares o conteve

IV

O limpador de piscinas Paulino
Encontrou-me na rua
E com um chaco  veio me agredir
E com uma das mãos eu tirei dele
O povo dizia que o filho dele era travco
Ele evidentemente negava que era filho dele

V

Um negro dizia para mim Ôh, o livrinho (repetia o que eu dizia)
Ele era alto e magro

VI

Em um carnaval, no Clube Recreativo assim que eu lancei o meu primeiro livro saiu com um livro na mão para pular carnaval
Este objeto estava aberto


Luís Antonio Padovani

13/01/2015

sábado, 3 de janeiro de 2015

Cada um no seu lugar

A verdade não pode virar mentira
A mentira não pode virar verdade
A verdade tem que ser verdade
A mentira tem que ser mentira
A vida não pode ser uma mentira
A vida tem que ser verdadeira
Uma biografia não pode ser fantasiosa
Ela tem que ser real
Enquanto me tiram quando eu falo a verdade
A mentira segue forte e firme
É essa vida eu não posso levar
No entanto eu não vejo saída
Como é complicado viver uma biografia que eu não vive.
E assim uma biografia que outros querem que eu viva
Uma inversão de valores como essa tem que acabar.

Luís Antonio Padovani
03/01/2015