domingo, 31 de março de 2013

Ação e reação, fisicamente cansado

Esse poema é uma paródia

A Natália logo eu vi ali
A Natália logo eu vi ali
Se ela me esperasse um pouquinho mais, eu a encontrava.
Ela estava com pressa, e eu não a alcancei.
Tentei dar um sprint final, mas não deu certo.
A Natália logo eu vi ali, sumiu.
E agora o remédio é esperar outra oportunidade para reencontrá-la
Enfim bater um papo para ver o que ela pensa de mim
E se ela eu nos entendermos, dar-lhe um amasso eu farei
Nathalie será que lê o mesmo tipo que eu leio.
Eu quero ler os livros dela
Seja onde for
Se for à Itália
Se for ao Brasil
A Natália logo eu vi ali
Nathalie
Ela lê.

Luís Antonio Padovani
31/03/2013

sábado, 30 de março de 2013

O máximo do máximo

Negar o inegável
É negar o fato
É negar o concreto
É criar um mundo imaginário
É viver em um mundo particular
É ser autista, ou fazer de.
É não admitir que perdeu
É ser dono da verdade absoluta
É não querer dialogar
É ser ignorante
É não saber conversar
É ignorar o outro
É pensar que é a única pessoa no mundo.

Luís Antonio Padovani
30/03/2013

sexta-feira, 29 de março de 2013

Tem certeza disso

I

Tachar alguém
E marcar alguém
É dar a alguém a bula de alguém

II

Tachar alguém
E achar alguém
É por alguém em uma regra de alguém
É como alguém fosse exato
Matemática, química, física e biologia.
E nem mesmo as exatas te uma exatidão perfeita
Toda regra tem a sua exceção

III

Tachar alguém
É generalizar alguém
E quando se generaliza corre se o risco de tiver surpresa
Nem toda presa consegue ser presa

IV

Tachar alguém  é prejudicar alguém
E ir contra a natureza humana
Cada cabeça é uma sentença

V

Tachar alguém
 É não dar oportunidade a alguém
E todos merecem uma oportunidade para mostrar o seu valor.

Luís Antonio Padovani
29/03/2013

domingo, 24 de março de 2013

Totalmente fora de propósito

Discutir o sexo dos anjos
E a mais pura bobagem
É a mais pura perda de tempo
Os anjos não têm sexo
Então para que discutir o sexo para mode de que?
Discutir um assunto que não tem nexo
Um assunto tem sexo
É sem nexo do que há
Discutir assunto de hoje
Assunto que tem solução
E assuntos de ontem
Assuntos que não pertencem a mim
Assuntos que não posso mais resolver
O que aconteceu no passado, aconteceu.
Pertence ao passado
O que tem que discutido são os assuntos de hoje
São os assuntos do presente
O presente é que me interessa
O presente é hoje
O presente é agora
O que me irrita é discutir assuntos insolúveis
O que tem solução é o que é cabível
É o que cabe a mim
É o presente
É o hoje
Deixa o passado para o passado
E o presente para ser resolvido.

Luís Antonio Padovani
25/03/2013

sábado, 23 de março de 2013

Sempre faço reciclagem

I

Nem mais, nem menos.
A mesma quantidade de sempre
Sempre é bom

II

Nem mais, nem menos.
A mesma quantia de sempre
Sem nenhuma preocupação

III

Nem mais, nem menos.
A mesma quantia de sempre
Passar a noite para descontrair

IV

Nem mais, nem menos.
A mesma quantia de sempre
Sempre no mesmo ritmo
Sempre na mesma toada

V

Nem mais, nem menos.
A mesma quantia de sempre
Sempre com a mesma alegria
A alegria que contagia

VI

Nem mais, nem menos.
A mesma quantia de sempre
Sempre espontâneo

VII

Nem mais, nem menos.
A mesma quantia de sempre
Afinal de contas vida é tocada para frente
Ela não é um videotape
Os atos não podem ser repetidos
A vida não tem outro jeito
Ela não tem volta
Ela caminha sempre para frente

VIII

Nem mais, nem menos.
A mesma quantia de sempre
Sempre e sempre viver a vida
E não ver a vida passar
Deixar marcas por uma passagem
Fazer a história passar
E não ver a banda passar
Sempre ser o agente ativo da banda
Para ver a minha gente sofrida com menos sofrimento

IX

Nem mais, nem menos.
A mesma quantia de sempre
Agora chega. Eu já cansei.
A brincadeira é boa, mas cansei.

Luís Antonio Padovani
23/03/2013

terça-feira, 19 de março de 2013

Atormento de minha mente

I

Há conversas que tenho no meu imaginário
Porque se for ter na vida real pode dar pau
Se eu for falar para uma mulher comprometida, ela vai ficar toda metida.
Ela vai ficar como o nariz empinado, e vai dizer:
Eu tenho namorado
Eu sou noiva
Eu sou casada
E vai me deixar sozinho
Eu quero me retratar com a Tirapele
Dizer a ela que a conversa que ela teve comigo no ônibus Moji Mirim/Moji Guaçu eu não entendi
Uma conversa que ela teve com a mãe dela no ponto de ônibus da Praça do Jardim Velho
Um passado que não tinha passou a ter
Do tempo do Grêmio e do caratê quando eu ouvi a conversa dela com o sansei Victor e le disse a ela que eu era um homem curado
Bem a época ela não havia completado dezoito anos e por isso eu não fui atrás
Eu pensei que era alguma coisa de adolescente
E logo, logo ela iria arrumar um adolescente e fim de conversa,
Mas a conversa de dentro do ônibus em Moji Guaçu quando saímos para irmos à missa da Capela reacendeu a chama que nem tinha sido acessa
Mas despertou em mim certa chama
Que me chama para te aos meus braços
Aperta-la
Beija-la
Acaricia-la
Dar-lhe uns bons amassos
Deixa-la tonta de tantos beijos e carinhos
Dizer a ela que o seu ato me incomoda até hoje
Tirar ou por ela em minha vida
Quem sabe?
Eu somente irei saber se eu tiver uma conversinha particular com ela
Do jeito eu você
Você e eu
Em um cantinho a parte de todos para termos uma conversa definitiva

II

Ana Carolina me encanta pelo seu de ser
Um jeito espontâneo que ser um modo até irresponsável
Fala o que pensa e não mede as consequências
Mas isso é fácil corrigir
O tempo é um grande remédio
O tempo cura tudo
Ou quase tudo
O tempo só não cura as marcas do tempo
Mas, enfim o tempo é um remédio.
Uma ferida pode ser cicatrizada com o tempo se alguém mudar de atitude
Porque se a atitude permanecer igual à ferida irá permanecer aberta
Um homem se conhece pelas suas atitudes

III

Mas o tempo de hoje do politicamente correto, tudo tem que ser bem pensado e bem medido
Um tempo de modificações
É um tempo de crescimento
É um tempo de modificações das mentes
É um tempo de edificar novas posturas
Um tempo que vai denotar tempo.

Luís Antonio Padovani
19/03/2013

segunda-feira, 18 de março de 2013

A chamada pela vida

Alienado
Alienígena
Ali tem um gem
Um outro genises
Uma outra história
Um outro caminho
Um outro gameta
Genitália
Faz um embrião
Que cresce na barriga de uma mulher
Que é nutrido pelo o que ela com
Que desenvolve, e se torna um feto.
Que fica confortável em sua barriga
Que cresce e nasci
A felicidade da mãe
É a continuidade da humanidade

Luís Antonio Padovani
18/03/2013

domingo, 17 de março de 2013

Para que tudo isso

Uma discussão que não leva do nada para lugar nenhum.
A discussão do curso não presencial. Este fato existe desde mil novecentos e dezessete.
O que foi mudado são os "modos operandi”
O Instituto Universal Brasileiro faz isso com muito êxito e não teve nenhuma pessoa que se opusesse.
E agora essa história toda em torno do curso a distância.
Nos dias atuais é feito por computador, e quando foi criado era por correspondência via correio entregue pelo carteiro, onde as lições eram mandadas em papel.
O que mudou na verdade do papel pelo curso “on line” via linha?
A resposta que eu dou é nada.
O computador veio para dar mais uma forcinha e flexibilizar o tempo para quem trabalha é um grande achado.
É lamentável ver alguém colocar pêlo em ovo.
Uma conversa que deve ser deixada de escanteio e dar prioridade a outras mais interessantes, de fundo social.
O mais importante dos certificados e dos diplomas é o certificado do MEC (Ministério da Educação e Cultura) o resto é resto.

Luís Antonio Padovani
17/03/2013



sexta-feira, 15 de março de 2013

Lavar a alma

Diga sim
Diga não
Mas diga algo
Eu fiz uma proposta
Eu quero saber de uma decisão da garage
Seja ela qual for eu a guardarei
Mas o que não pode acontecer é eu ficar na expectativa
Eu quero na verdade uma solução
Dela depende o que eu vou fazer
Se for não eu deixarei a Carolina e o Fabrício
Se for sim eu tomarei as minhas providencias para expor os meus livros
Ficar desse jeito não dá
Desse jeito parece que sou tratado como se fosse um bobo
Essa história eu quero um fim
Por um ponto final
Que tal dar uma resposta a minha pergunta?

Luís Antonio Padovani
15/03/2013

quarta-feira, 13 de março de 2013

Uma ilusão

I

Família é um produto desnecessário para a humanidade
Francamente eu não sei para serve uma família
No momento em que eu precisei não me socorreu
Então ter família para que?
Se for dessa maneira eu prefiro morar sozinho em uma ilha
Morar sozinho com uma família
Morar sozinho em uma ilha
Que diferença faz
Sozinho por sozinho eu prefiro morar em uma ilha pelo menos eu não tenho ilusão

II

Viver em uma família é chamar um ao outro de mentiroso
O irmão chama o irmão
A irmã chama o irmão
O irmão chama o irmão
Um mente para o outro
Sabe que é mentira
Pensa que o outro acreditou

III

O sentido de família para mim é união
Um ajudar o outro quando um problema surge
Mas, enfim, eu não sei para que sirva uma família.

Luís Antonio Padovani
13/03/2013

quarta-feira, 6 de março de 2013

Uma geração despreparada para a vida real

Uma geração de decorebas
Uma geração eu não sabe ler textos não escritos
Uma geração que não sabe interpretar um texto
Uma geração que aprende somente o que está escrito
Uma geração que usa o senso comum para dar rumo a sua vida
Uma geração de alienados
Uma geração apolítica
Uma geração que se for paga para pensar morre de fome
Uma geração de osmose e inércia
Uma geração que paga para não pensar
Uma geração que não aceita modificações
Uma geração que segue o pensamento de seus avós
Uma geração que diz que é aquilo, pronto e acabou.
Uma geração que chama de louco o diferente
Essa geração é a geração contemporânea a minha
Uma geração que não gosto de atividades físicas
E se for praticar é somente para tomar cerveja e não engordar
É a fase
É a vida porque não é a morte
Uma geração que da a vida por uma cevada.

Luís Antonio Padovani
06/03/2013

sábado, 2 de março de 2013

Esmeralda

I

O que os outros pensam ou deixam de pensar eu não estou nenhum pouco preocupado
Os outros não pagam as minhas dívidas
Os outros só me lesionaram
Os outros gastaram a minha herança
Os outros deixaram máculas em mim
Os outros extraíram o que eu tinha
Uma safena e dois dentes
Os outros não estão preocupados comigo
Os outros não me ajudam em que eu ganhe dinheiro
Se eu não for trabalhar nem um centavo eu terei
Se os outros não me ajudam em vender os meus livros eu vou gastar o meu dinheiro em outro lugar
Se os outros não me ajudam, não me atrapalham.
Se os outros não simpatizam comigo
Eu vou para outro lugar
Se for um assunto que o intelectual não preocupa é com outros
Os outros morrem a sua obra fica
A língua dos outros se silenciam
A língua dos intelectuais permanece em sua obra

II

Os outros vão tomar no....
Eu não preciso dizer por que já está no imaginário dos outros
Vão tomar bem no meio do olho
Se não tem olho, eu faço ter.
Se não existir, eu crio.
A partir do momento que eu criar passará a existir
Se um lugar não aceita um intelectual tem muitos que aceitam

III

Eu não posso ficar preocupado com outros
Eu não posso deixar que outros vivam a minha vida
Eu não tenho que viver em função dos outros
Eu tenho que viver a minha vida
Eu tenho que viver a minha vida e pronto.

Luís Antonio Padovani
02/03/2013
Os outros morrem a sua obra fica uma paródia de João Nogueira