sábado, 28 de dezembro de 2013

Não é a minha função

Um gênio incompreendido
Eu gênio, bobagem.
Não sou eu quem vai julgar
Se eu sou gênio, ou não.
Muito menos a minha irmã
Caberá a gerações futuras
Elas são isentas de qualquer preconceito
Elas julgaram a minha obra
E nada mais que isso
E somente isso é que tem que ser julgado
Ficaram de fora os ciúmes e a inveja
Ciúmes e inveja são bobagens
A boa arte é para ser aplaudida
Receber ovação
Quem sabe faz
Quem não sabe bate palmas
Como dizia o meu pai
A boa obra é para ser contemplada
Eu não sei se o que eu faço é bom ou ruim
Eu não quero omitir opinião
Eu sou suspeito, ou não.

Luís Antonio Padovani

28/12/2013

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Do jeito que está não pode ficar algo tem que ser feito

I

Eu não quero namorar com mojimiriana
Eu não quer namorar com professora
Eu? O jeito que são?
E o sujeito que se casar com elas, boa sorte.
Se realmente tiver sorte
Casar com mulher irritante não é fácil não.
Dialogo?
O que é isso mesmo?
Eu não me lembro
Ou eu tenho uma vaga lembrança
Sei lá!!!
Mas se eu sei ou não
Vai alterar nada
O fato é que em uma conversa existe um bi monologo
Não entendimento entre duas pessoas ou mais

II

Eu não sei como mojimiriano consegue viver assim
Falar basbaquice a vida toda
Eu francamente não entendo como se toleram
Se é que realmente se toleram
Bom, para mim as mojimirianas não passam de prostitutas indesejáveis.
E também são cegas e surdas
Não é possível como elas não veem o que está na frente
Não é possível como elas não escutam
Falar, falar, falar...
Cansar de falar
E não compreende
Pode ser que elas são infradotadas.
Tudo leva a crer que sim
Elas gostam de uma repetição
E eu não.

Luís Antonio Padovani
20/12/2013



sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Para falar algum assunto à primeira providência que ser feita é a pesquisa.

Socorro à língua portuguesa pede socorro.
Está prestes a morrer.
Muito que bom
Muito que bem
Não está nada bom
Não está nada bem
Do jeito está
Eu tenho somente a lamentar
Cada tropeço na língua eu choro
E a vida continua
Às vezes dá vontade de esganar alguém
Mas eu não faço
Eu lamento
Lamento mais ainda quando é alguém que tem um diploma de faculdade
Deveria conhecer pelo menos a tal da figura de linguagem
Àquela da metalinguagem
Do todo por uma parte
Do todo pelo conteúdo
Conteúdo deveria ter o da linguagem
Mas se intromete em assunto que não é da alçada é isso mesmo que acontece
Equívocos em cima de equívocos
Ensinar alguém pescar não ensinar alguém pegar peixes
Ensinar alguém pescar é ensinar alguém um ofício
A figura de linguagem está intimamente ligada à história
Em algum lugar do mundo alguém falou
Antes de tudo o mundo era habitado em rios, mares, lagos.
Enfim por onde tinha comida - peixes no caso
Depois o homem evoluiu e passou a caçar
Houve uma outra evolução e homem aprendeu plantar
E dai ele fixou onde não tinha peixes
Escutei isso hoje na SEC TV
E eu não pude deixar passar.
O nervo que eu fiquei
Alias não fiquei nervoso
Eu fiquei desesperado.

Luís Antonio Padovani

13/12/2013
Ensinar a pescar é dito popular milenar.

sábado, 7 de dezembro de 2013

Vê se si enxerga

Surdo e cego
Não da para tolerar
Eu escrevo e as pessoas não enxergam
Eu falo e as pessoas não ouvem
Eu só não desenho porque eu não aprendi
Eu não sei mais o que eu vou fazer
Todas as linguagens eu postei
Mas mesmo assim as pessoas não se emendam
Creio que elas são deficientes mentais
Porque elas querem forçar amizade
Querem forçar situações
Não dá mais para ver este tipo de situação
Reprise não são bem- vindas
Não vale a pena ver de novo
Eu quero o novo
Quem vive de passado são museus, museologos, historiadores e afins.
A fins de contar a história
Eu quero viver o presente
Construir um futuro melhor
Águas passadas não movem moinhos
O passado passou
Eu não posso fazer nada
O presente é presente
É o momento
Uma oportunidade de modificar o futuro
Não vale a pena ver de novo situações angustiantes
As que provocam dor
Pessoas criminosas, hoje soltas.
São referenciadas como deuses
Eu não quero vê-las nem pintadas de ouro
Ou ainda eu prefiro ver o diabo a vê-las
O velho dito popular o diabo não tão feio quanto parece não foi feito para elas
A fealdade delas é campeã
Quem falou isso não às conheceu.

Luís Antonio Padovani

07/12/2013

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

O mínimo a ser esperado

Um ser tem que ser educado
Bom dia!
Boa tarde!
Boa noite!
Ser cordial, sem, no entanto ser Cortez.
Um mínimo de civilização faz bem
Conversar absolutamente o essencial
Assunto do trabalho e olhe lá
Frases breves para não estender muito a conversa
Sem ser hipócrita evidentemente
Uma convivência pacifica no trabalho para a empresa ir bem
Eu preciso do meu trabalho para pagar as minhas contas
Um ser tem que respeitar o outro ser
Respeitar limite um do outro
Ajudar no que poder
Omissão de socorro jamais
Mesmo porque é crime
Não ser cínico
Fazer famoso sorriso como você é idiota
Todos sabem quando alguém faz o sorriso colorido.

Luís Antonio Padovani
06/12/2013


sábado, 30 de novembro de 2013

Não me calar

Não é por nada não
É por tudo que aconteceu comigo
Acusam-me sem me dá direito à defesa
Como uma moeda tem dois lados
E como dizia dona Isaura “não mexe com quem você não conhece”.
É nunca se sabe qual é a reação
Pode ser desagradável
É assim que aconteceu
É assim que acontecerá
Um cidadão nasce livre
Não pelas bandas de cá
Gilson Bandeira dizia que eu era depressivo
Depressão para mim é um tipo de terreno
Ou também pode relativo à pressão arterial
Quando eu arrastava o pé direito por tê-lo desabado
Eu ia até a sua casa e comprava o seu cachorro quente não na tentativa de ajudá-lo, mas sim na tentativa de me ajudar.
E quando eu tive uma fratura exposta do pé esquerda por acidente de trabalho
A ajuda dele se limitava em me levar até a Itororó
Insensível com os meus problemas
E ia a religião Baha” u lláh
Eu era tratado como nada tivesse
Na vizinha farmácia do Faria eu chamado de Nardele
Uma referencia ao conjunto de música que tocava na danceteria Sun Charms clube em Moji Guaçu
A todos os lados por onde eu ando eu escuto
A sua mãe deu aula para mim
A sua irmã aula para mim
O seu irmão é médico
E eu com isso
Trata-me como eu fosse deficiente mental
E por isso eu perdi a safena da perna esquerda
Quando  eu ia para a PUC em campina Alex vigia da prefeitura de Mojimirim falava “Porque você faz isso com a sua mãezinha?”
E eu ia em frente porque atrás vem gente eu não posso parar
Quando eu me tornei o seu colega no mesmo local ele diz as horas do meu almoço e a hora da saída do meu trabalho
Ele quer tomar conta da minha vida.

Luís Antonio Padovani

30/11/2013

Imagem natal 2013


domingo, 24 de novembro de 2013

A verdade não merece castigo

Vem comigo, meu amigo.
A única certeza que eu tenho nesta vida, mesmo porque não existe outra é que um dia eu vou morrer.
Assim como eu nasci eu vou morrer
Ninguém fica para semente
Tudo tem um começo meio e fim
Desta vida nada se leva
Algumas pessoas deixam e são lembradas por toda a eternidade
Mas levar ninguém leva
E por isso mesmo é que caixão não tem gaveta
O melhor para os seres viventes é viver em paz com todos
Ajudar se possível
Prejudicar jamais
Não alimentar ilusões é um bom começo
A verdade nua e crua é sempre boa ser dita por mais dolorosa que seja
Ela serve de alerta para algo que está ruim melhore
O interessante de tudo é que somente quem está de fora enxerga
Mesmo porque quem está dentro está impregnada pelo vício pela repetição e não consegue visualizar os acontecimentos
E o mais interessante é que a maioria das vezes não aceita a dura realidade
Porque a realidade é dura de ser aceita
Porque ela é dura
E continua no mesmo erro
Eu prefiro dizer a verdade a tapar o sol com a peneira
Abrir os olhos é dever de todos
Conselho é bom, e eu gosto de dar nas horas certas.
Eu penso que errado dizer que se conselho fosse bom não seria de graça
Eu imagino que é uma graça
O conselho sempre é bom
Seguir segue quem quiser.

Luís Antonio Padovani

24/11/2013
A verdade não merece castigo criação minha

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

De onde ele tirou isso?

Eu escrevo quando vem uma ideia
Essa ideia tem que ser boa
Escrever algo ruim eu me nego
Um texto bom tem que ser algo elaborado
Arquitetado
Escrever por escrever qualquer um escreve
Escrever algo bom é que são elas
Para escrever um texto tem que fazê-lo alguma coisa que perpetua
Que voa quando vai para o ar
Que quando alguém escruta gosta e repete
Um passa para o outro e assim vai até ficar algo incontrolável
Quando todos falam, não sabe a origem e muito menos o que significa.
O significado e o significante ficaram para trás há muito tempo
Para um texto se eternizar é preciso que um outro alguém goste
Uma ideia boa fica a vida toda na cabeça
Mesmo porque não tem outro lugar para ser armazenada.

Luís Antonio Padovani

15/11/2013

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

É fato

Micareta
A minha cara tem careta
Tem cada coisa que parece duas
Se contar ninguém acredita
Da vontade de dar risadas
Parece que é piada
Mas não é não
Quando eu leio ou ouço
A minha reação é falar o que?
Eu não entendi!
Se for impresso eu a releio
E digo eu compreendi, mas não entendi
Volta a lê-la
Se for Vídeo ou/e audio eu digo que coisa engraçada
Mas deixa para lá
Pois eu sei que na tela ou no rádio por enquanto não tem nenhum dispositivo para retroceder
Na tele visão na tela a minha visão vê a imagem conseguida pela câmara.

Luís Antonio Padovani

04/11/2013

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Pensar é um ato saudável

O que eu ganho com isso?
O que eu perco como isso?
Para onde vai me levar?
Isso faz algum sentido?
Qual é o motivo para que eu faça isso?
Quem vai ganhar?
Quem vai perder?
Por que eu vou fazer isso?
Responda-me cada pergunta com clareza
Eu quero que todas as dúvidas sejam sanadas
Responda-me racionalmente
Eu quero saber se tem algo que justifique eu fazer isso
Fazer tudo muito bem pensado
Eu não quero prejudicar alguém
Fazer tudo bem calculado
Eu não quero me arrepender de nada.

Luís Antonio Padovani
01/11/2013


sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Diet e light

Diet ou light
Diet de comer
Diet engordar
Diet emagrecer
Engordar ou emagrecer eu não quero saber
Eu quero saber é de comer
Mais tarde eu vejo o resultado
Light o meu cachorro
Faz um barulho insuportável
Incomoda em muito os vizinhos
O amigo fiel do homem
Talvez por não conhecer o dinheiro
Guarda a minha casa para que não seja alvo do amigo do alheio
Diet de comer
Light o meu cachorro
A palavra sempre foi o meu fascínio
Sempre foi o meu problema
Eu não posso ver uma que a minha imaginação vem a funcionar.

Luís Antonio Padovani
25/10/2013



sábado, 19 de outubro de 2013

Algo a aprender

I

Decorar textos não quer dizer muita coisa
Mostra apenas que decorou textos
E isso todo pode fazer
Desde o analfabeto até o mais sábio

II

Decorar textos é importante para que os textos de outros sejam conhecidos
Um texto só cumpre a sua finalidade quando é reproduzido
Se ele for guardado em uma gaveta, ele não servir para nada.

III

Decorar textos apenas não acrescenta nada
Não faz alguém crescer
Um texto tem que ser discutido, analisado.
Tem que ser assimilado
Tem que adicionar algo a mais
Ver a sua moral
O que ele quis dizer aprofundar.
Ir mais fundo
Afundar de ponta
Ler por ler para que?
Ler para refletir
Ler para aprender
Ler par discutir com o ator
Se for possível  fazer outros textos a partir do original.

Luís Antonio Padovani

19/10/2013

sábado, 5 de outubro de 2013

Casa, comida, roupa lavada

Família é um produto desnecessário para a humanidade
Família é um objeto sem nenhum valor
Até hoje eu não sei para que serve uma família
Para mim família é um grupo de pessoas onde um chama o outro de tonto
É eterna guerra do poder
A disputa de quem manda mais ou menos
Quem é dominador
Quem é dominado
Um tenta minar o outro ate as forças esgotarem
Uma família não serve para nada
Um ignora o outro por causa do dinheiro
Mentiras são ditas por todos os membros para ter uma vida harmoniosa
Na hora que realmente precisa a ajuda é negada
Porque cada quer provar que é mais forte que o outro
E se vira que não é quadrado
Um abandona o outro e pronto.

Luís Antonio Padovani
05/102013


quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Até quando vai durar isso

I

Eu não sei com eu posso dizer
Mesmo porque todas as vezes que tento dizer algo as pessoas se fazem de surdas
E para piorar a situação se fazem de cegas
Eu sou alguém que é ignorado
Eu estou em uma situação delicada
É uma história que é uma tragicomédia
É assim que eu defino a minha vida
Cheia de erros médicos
É como um erro justificasse outro
Não é por ai que tem que resolver os problemas

II

Uma infância agradável em Pirajuí
No Parque Clube de Pirajuí eu jogava tênis de mesa e nadava
No campo da mina da água e no campo da FEPASA eu jogava futebol com os meninos da minha idade
Depois eu mudei para Mojimirim e começaram os meus problemas
O convívio social quase não tinha
Tudo que pensavam era em zoar comigo
E como eu fosse uma comedia
E minha casa o meu irmão quando se exercitava com abdominais e eu me aproximava ele dizia abacaxi
A iminha irmã cantava ninguém me ama ninguém me quer
E perdia horário de ira para a escola quase todos os dias
A minha mãe me dizia eu não te ajudar
A minha alegria eram as férias escolares quando eu tinha oportunidade de sair de Mojimirim
Era para mim como eu tirasse um peso enorme
Em Pirajuí sempre me senti em casa
Sinto-me mais pirajuiense do que mojimiriano
Em Pirajuí eu passei muitas alegrias
Eu sou tratado como gente
Em Mojimirim somente decepções
As razões são simples, cerveja.
Em uma oportunidade eu fui convidado para ir a uma festa e nela eu fui convidado a me retirar
Sempre me senti um peixe fora da água
Nunca senti a mínima vontade de me aproximar de alguém
É como eu sempre digo eu uso repelente para mojimiriano
A minha identificação sempre foi com Moji Guaçu
Nela eu fiz teatro, participei de festas com sarau literário.
Participei da estrutura cultural
Baluarte, que hoje virou muitas coisas.
Tupec e a Academia de Letras comeram por ali
As minhas namoradas foram todas da cidade cerâmica
A minha vida social está toda ela na cidade do mandi
Eu não fiz escolha os guaçuanos me adotaram
Sempre me trataram com simpatia
Em Mojimirim quando eu tinha qualquer problema eu era ignorado
Até fratura exporta, eu tive.
E tudo que eu tive foi uma retirada de uma safena
Ligar para a minha tia de Pirajuí, eu liguei, só que ela não ligou para mim e dizia que eu tinha que procurar um médico vascular
O mesmo que a minha irmã dizia
Ajuda a Mojimirim eu dei
O centro cultural é ideia minha
Participei do consegue
E a contrapartida, nada.
Eu tirei a cidade do sapo de uma intervenção e que eu ganhei em troca, uma banana.
Se epiléptico em uma cidade de alcoólatras é impossível
É como se fosse um carro
Só funciona quando está alterado
Alegria é quando está alcoolizado
Muito embora algum tempo depois entra em depressão
Mesmo durante dez anos quando eu arrastava o pé direito eu tinha que ouvir tolices
A minha mãe sempre dizia que eu não tinha nada, e que eu tinha somente tamanho e safadeza.
O seu Zeca Adorno sempre perguntava se eu levava uma antena quando eu saia com o meu expositor para mostrar os meus livros na Praça Rui Barbosa
Ignorado pelo irmão e pela cunhada
Sempre perguntavam por que eu andava com o pé arrastado e com a mão direita eu socava a esquerda
Os meus problemas jamais quiseram resolver, sempre foram aumentados.
Sempre quiseram ler os meus livros sem pagar
Uma inspetora de alunos que eu mexi quando ela tinha três anos dentro de um circular e seu pai entrou em uma disputa de natação para tirar a minha medalha de bronze remoia sempre as história que falei para ela dançar a dança da garrafa quando ela tinha oito anos no grêmio
Até parece que foi somente eu que fez isso!!!
Eu hem
O corretor de imóveis não cumpriu o combinado e eu perdi a faculdade.

Luís Antonio Padovani
02/10/2013



segunda-feira, 23 de setembro de 2013

A união pode ser feliz

Eu não sei se você sabe
Se você não sabe, eu vou dizer.
Se você sabe, eu vou reforçar.
A força que você me dá
É a força suficiente para que eu enfrente a vida
Eu quero morrer ao seu lado
Ver as praças, o zoológico.
É lógico com as mãos dadas com você
Passar momentos inesquecíveis
Que se eu for partir antes ficaria em sua retina
Em sua mente passará um filme
E você dirá ou pensar foram momentos que vou levar para sempre em minha vida
Eu não sei qual é o motivo
Depois que lhe dei a aliança você não mais me procurou
O telefone celular se silenciou
Será que você tem outro e não tem coragem de me contar
Eu não sei como você tem coragem para isso
Você consegue me desestabilizar emocionalmente
Luzia parecia ser uma luz para mim
Mas essa luz está meio acesa
Parece que ela quer apagar
Eu espero  todos os dias quando o sol aparece que a luz fique acesa
E realmente  que você  ilumina o meu caminho
Torna-lo menos sofrido
E que a nossa união seja tão infinita quanto o espaço
E que em nosso espaço tenha somente felicidades.

Luís Antonio Padovani
23/09/2013



sábado, 21 de setembro de 2013

A minha participação foi zero

I

Preconceito
Elimine-os
Todos
Todos os dias
O mundo ficaria melhor sem eles

II

Preconceito
Sem eles o mundo estaria mais livre
O mundo sem eles é uma grande utopia
O melhor do preconceito é jogar pia a fora
Colocar no esgoto
E de la não deixar sair
Temos tantas coisas que dispensar
Que só de pensar eu já perdi a conta
São infinitos
O único modo de extingui-lo é conversar
Temos que ir por partes
Como diz o esquatejador
Eliminar um por um
E quem sabe um dia chegaremos a conta zero de preconceito
Eu não aceito o preconceito
É um conceito que vem antes de mim
Eu não participei dessa conversa
E querem que eu engula guela abaixo
Em tempo algum eu farei.

Luís Antonio Padovani
21/09/2013


domingo, 15 de setembro de 2013

Quando a voz do povo terá vez

É enquanto uns roubam milhões
A maioria briga por migalhas
É um assunto sem sentido
Totalmente irracional
Isso começou nos tempos de Pero Vaz de Caminha
Nem as manifestações das ruas surtiram alguns efeitos
O povo trabalha sol a sol
Na enxada
Para comprar uma casa na minha casa, minha vida.
Pagam prestações
A minoria esbanja dinheiro, do dinheiro público.
Compram casas, terrenos, bancos.
Dentro e fora do Brasil
Adquirem muito dinheiro
Favorecem amigos
Eta! Brasilsinho
Quando essa bandalheira vai acabar
Quando algo vai mudar
É complicado
A cada eleição eu torço para que isso aconteça
Eu tenho esperanças de que o povo reeleja políticos verdadeiros
O mito que todos os políticos são corruptos é falso
O político vem do povo
Que o povo eleja gente não corrupta
A culpa está no sistema
Quanto aos demais procurem outro trabalho
Porque o que não dá é roubar o honorário publico
Afundar esse país mais fundo do que está não dá
As eleições de dois mil e quatorze e de dois mil de dezesseis são boas oportunidades.

Luís Antonio Padovani
15/09/2013


domingo, 8 de setembro de 2013

Seja feita a sua vontade

Rebola bola
Ela quer bola
Rebola bola.
Senta no meu colo
Rebola bola
A barriguinha vai crescer
Rebola bola
Vai sair um nenê
Rebola bola
Vai cantar nana nenê
Rebola bola
Vai ser mamãe
Rebola bola
Ela vai colocar mais um cidadão no mundo
Rebola bola
Ela vai colaborar com a humanidade
Rebola bola
A humanidade não pode ser extinta
Rebola bola
A humanidade não ficar somente na tinta de um papel
Rebola bola
O que quer é rebolar
Rebola bola
Ela quer que alguém lhe dê bola
Rebola bola
Ela quer ver as bolas entrarem
Rebola bola
Ela quer pegar  as bolas na mão
Rebola bola
Ela rebola e como rebola
O seu rebolado é o que há.

Luís Antonio Padovani
08/09/2013


sábado, 7 de setembro de 2013

Hino a Martim Francisco

Hino a Martim Francisco

I

Martim Francisco
Empresta o seu nome
Um político de enorme importância
Foi também ministro da fazenda
Conhecido também com pai

II

Uma gente brava
Trabalhadora
Emancipa
Trava de agora em diante sua história
Com grande sapiência
Acolhe a todos com muito carinho
Por aonde vai, distribui amizade.
Há tempos vinha com o seu ideal
Hoje realizado
Desata um nó
Para o progresso
Garante ao seu povo a sua identidade
Constitui a sua carta magna como aconteceu com o seu patrono
Martim Francisco um orgulho
Para a sua gente
Para o seu país
Um exemplo a ser seguido
Jamais é abatido
Virtuoso e grandioso
Compôs a Assembleia constituinte de mil oitocentos e vinte e três por São Paulo
Da mesma forma que o grande homenageado
Será também o município

07/09/2013

 Martim Francisco Ribeiro de Andrada

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

A sobrevivência

Eu odeio você
Você me odeia
Nós nos odiamos
É assim que as coisas funcionam em aqui em Mojimirim
É assim que as coisas funcionaram
É assim que as coisas funcionarão
Nós não nos entendemos
Nós jamais nos entenderemos
É uma questão de ideologia
É uma questão de ponto-de-vista
É uma questão de cerveja
É uma questão de quebra-de-braços
Ninguém quer ceder para ninguém
Tudo por causa de uma falta de cultura
A cultura em Mojimirim é curta
E o dinheiro para sanar é perdido no fundo perdido
Uma cidade que a cultura é relegada em segundo plano boa coisa não é
Uma cidade tem que se aproximar da cultura
Um povo é conhecido pela cultura que tem.

Luís Antonio Padovani

04/09/2013

domingo, 1 de setembro de 2013

Eu não posso fazer nada

Amor, eu não sei o que é isso.
Nunca me apresentaram
Sempre me ofereceram cerveja
Sempre fui indiferente
Mojimirim para mim não faz falta a menor falta
Uma cidade sem tempero
Sem sal e sem açúcar
Não tem gosto nenhum
Nem doce, nem salgado.
Os mojimirianos medem o valor de um homem pelo líquido que toma
Eu liquido com essa idiotice
Mojimiriano é muito fácil comprar
É só oferecer um copo de pinga que ganha uma mulher e família
Mojimiriano vale um gole de pinga e nada mais
Eu não sei que gosto tem um ser desse jeito
Mas eu não posso fazer nada
Se eu for matar um eu irei virar assassino
E isso eu não quero
Apesar de querer matar esses insignificantes seres
Cada morte de um eu vibro muito, muito mesmo.
Cada vitória minha é uma derrota para os mojimirianos.

Luís Antonio Padovani
01/09/2013


sábado, 24 de agosto de 2013

Hellmans

Os homens do inferno
Diz à lenda que os evangélicos não compram a maionese porque quer dizer diabo
Que conversa sem nenhum sentido
Se for Deus ou diabo eu não sei para mim não faz nenhuma diferença
Eu não tenho tempo para esse tipo de conversa
Ela não dá dinheiro
O céu e o inferno são aqui mesmo na Terra
Quem faz o céu e o inferno somos nós mesmos
Nós os construímos com as nossas atitudes
As nossas vidas viram um inferno porque nós pusemos o fogo e não chamamos o bombeiro.
Se tivermos atitudes positivas as nossas vidas tornar-se-ão um paraíso
Tudo depende de uma coisa
Tudo depende de atitudes
Se tivermos boas atitudes iremos ao céu
Se tivermos más atitudes iremos ao inferno
Tudo depende de nós
O que nós fazemos para nós mesmos
Ou o que os outros fazem para nós
Nós não somos independentes
Nós dependemos uns dos outros
Em muitas vezes somos incapazes de agirmos sozinhos
O apoio do outro é totalmente necessária.

Luís Antonio Padovani
24/08/2013


sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Armadilha do dinheiro

I

Eu não tenho família
É uma triste constatação
É a mais pura realidade

II

Família o que é isso?
Para que serve?
Qual é a sua função?
A minha não tem função nenhuma?

III

Família que deveria ser o primeiro núcleo social
O inicio de tudo
Que deveria ser
Eu falei corretamente
Porque não é

IV

Família que deveria ser pau para todas as obras, falhou.
Quando de fato eu precisei....
Cadê família
Sorveteu
Derreteu
Desapareceu
Tudo que pensava era no dinheiro
No meu bem-estar nada

V
Casa comida, roupa lavada.
É tudo que eu tive

VI

Quando eu tive fratura exposta no meu tornozelo esquerdo
Eu mudei o meu modo de vida
Nada, nada, nada.
Que nem peixe nada.
A minha família somente pensava porque eu não ia trabalha na escola
Eu pergunto trabalhar de que jeito
Jeito nenhum foi dado
Tudo que eu ganhava era desprezo

VII

Derli falava para que esperasse a Renata
A Renata sentada na cadeira com o seu prato cheio na mesa nem na minha cara olhava
Sempre dizia que eu não tinha nada
Mesmo com todo o seu conhecimento
Trabalhava em um hospital
Conhecia todos os médicos


VIII

Quando eu falava
“Em minha casa tem um brasão”.
Dentre todos o mais nobre
Receber sem distinção
Tanto o rico como o pobre”
Um verso português
Bonito com certeza
Lido eu um prato na chácara “Cantinho do Nono”
Pendurado na sala de estar
Onde tinha um relógio de corda enorme de badalo de parede de dar corda
A mesa e as cadeiras em um total de seis
Uma em cada extremidades e duas em cada lado
A cidade Pirajuí
A Renata respondia
“É triste sonhar como amor e acordar sozinho”
Quando as minhas necessidades apareciam
A minha família desaparecia

IX

Quando as minhas necessidades apreciam
Eu podia contar que eu não contava com ninguém
Tachado de mentiroso eu era
Por mais evidente que era
Nada era feito
Derli respondia que não ia fazer nada por mim
Tudo que pensava era na escola
Tudo que perguntava era porque eu não ia à escola?
Derli me respondia não vou te ajudar
Em uma família de Busca-pé a família não existe
Família é um monte de gente nada mais que isso

X

Quando liguei para a Dora, ela não me ouviu.
E disse dez anos mais tarde “o que eu tinha”
Rodeado de bajuladores a minha vida foi somente sofrimento
Tudo que desejavam me ensinar era adulação
E para isso eu não sirvo
Eu sei trabalhar
Agradar chefia somente com trabalho
Em uma cidade que tem cabeça de ameba
Que não tem cabeça e faz mal para os outros
Eu não sei se é vírus ou bactéria
Mas o meu santo não bate com o santo dos mojimirianos

XI

Eu não comungo com as mesmas ideias dos mojimirianos
Eu não sei como a minha família não vê
Os mojimirianos só querem fazer mal para mim
Eu não entendo isso
Eu não sei por que somente eu vejo isso

XII

Dinheiro é tudo o que pensam
Eu nunca fui respeitado
De tanto despeito que eles têm
Respeito diz respeito ao peito.
O invejoso mata o invejado
Tudo que o invejoso quer é ser igual ao invejado
Como ele não consegue
Resolve matar o seu o oponente
E tudo que resta é opor.

Luís Antonio Padovani

23/08/2013

domingo, 18 de agosto de 2013

A velha surda

Sempre me condenaram
Nunca me deram oportunidade de me defender
Sempre me impuseram o que eu tenho o que fazer
Nunca me deram oportunidade de escolha
O principio básico da constituição da liberdade de ir e vir foi negado para mim
Sempre colocaram na cabeça dos outros o que eu pensava
Nunca perguntaram que eu pensava
Alias o que eu ou deixo de pensar é apenas um detalhe insignificante.
Sempre falam “que a sua mãe deu aula para mim”
O seu irmão é médico
A sua irmã é nutricionista
E eu...
Bom deixado de lado
Sempre perguntam a mim porque eu não tomo cerveja
Cerveja é símbolo da masculinidade por esses lados
Sempre me deixaram de lado
Nunca souberam conviver com as diferenças dos outros
O principio básico da não-intolerância

Luís Antonio Padovani
18/08/2013


sábado, 17 de agosto de 2013

Ideia de Jerico yahoo

Como que não existe
Existe sim. Desde que alguém criou já existe
Se está na Academia Brasileira de Letra ou emqualquer dicionário é outro problema
Mas que existe, existe sim.
Não tem discussão
Registro no dicionário ou na Academia é uma questão de tempo
Haja a vista simancol e burrocracia
Antes não existia
Eu criei
E estão nos dicionários da vida
Tudo é uma questão de tempo
O tempo é o remédio para tudo
A língua é viva, ela evolui porque a humanidade evolui.
E assim caminha a humanidade ou a mediocridade como diria Juca Chaves
A chave de um humor inteligente.

Luís Antonio Padovani
17/08/2013


sexta-feira, 16 de agosto de 2013

O poder de se fazer de vítima

I

A vítima
Sempre é bom ser a vítima
Fazer-se de lesado
Para todos sentirem um dó
Escutar “que coitado”
Como ele sofre
Ninguém tem pena dele
Ninguém faz nada por ele
O filho dele é ingrato
Tanto que o pai dele fez por ele
E agora na hora do vamos ver o filho não dá nenhuma retribuição
O filho é assim mesmo
O pai se desdobra para educar um filho e o filho...
Quando o pai está na velhice dependente tem esse tratamento
A vida é assim mesmo
Pai muda só de endereço
Pais são todos iguais
O filho não reconhece que o pai faz

II

São dias diferentes
Laçais iguais
Pessoas iguais
A história mostra com o tempo que os personagens mudam, mas a história é a mesma, séculos, séculos a fio.
O que eu fiz na minha vida para merecer isso.

Luís Antonio Padovani

16/08/2013

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Eternamente são assim

A obsessão é uma doença muito grave
Tudo tem a sua medida
Não pode ser de mais ou de menos
O de mais irrita
O de menos falta
A medida certa é a medida
Não pode faltar
Não pode sobrar
A paciência tem limite
Eu quero dar ciência a todos até a chatice tem limite
O problema é que o chato não vai saber disso
Eu falar a alguém para avisar o chato de plantão que tudo tem limite
Só resta saber se o chato vai entender
E eu penso que não
O chato vai continuar a ser chato
Ele só vê ele
O outro não existe
Só ele tem problema
O problema dos outros são irrelevante
Levar em consideração antes o problema dele
O outro não existe
E o bordão dele é ema, ema cada um com o seu problema.
Eu sou o bom, e o resto é que lixem.

Luís Antonio Padovani
13/08/2013


sábado, 10 de agosto de 2013

Uma grande confusão

Eu procuro escrever, mas eu não consigo.
Um verso dedicado
Com rima ou sem rima
Quem importa com isso
Qual porta eu vou entrar
A rima é um pequeno detalhe
Ela não faz a menor diferença
Eu procuro escrever qualidade
Eu acredito que o bom verso eterniza
De que vale um verso que duro um verão
Ser apenas uma moda de uma estação
Eu não me preocupo com quantidade
Muito embora seja da quantidade que extrai a qualidade
Atrai a qualidade o bom gosto e a admiração de todos
Eu fazer da poesia a história do meu tempo
A cada verso fica um pedaço meu
Um pedaço que eu não tenho controle
A partir do momento que eu publico eu não tenho mais controle mais sobre a minha obra
Eta, eta que não representa nenhuma guerra.
A personagem central Tieta do Agreste que deu luz a Caetano Veloso quem diria

Luís Antonio Padovani
10/08/2013


terça-feira, 6 de agosto de 2013

Os ouvidos e as portas estão fechados para Ele (Ela)

-- Não liga par Ele (Ela) não Ele (Ela) é assim mesmo Ele (Ela) não é nada não Ele (Ela) quer aparecer.
--Porque você diz isso Bráulio?
--Artur eu quero te avisar.
--Ele (Ela) diz ser isso, de ser aquilo, de ser tantas coisas, mas na verdade Ele (Ela) não é nada.
-- Olha Ele (Ela) ai não dê atenção a Ele (Ela).
Ele (Ela) aproxima-se de Bráulio.
-- Bom dia Bráulio.
Cumprimenta Artur
Bom dia Artur e a Távora redonda já está quadrada ou ainda não mudou de forma.
Observa-se um silencio total.
Ele (Ela) fica de frente de Bráulio por alguns segundos Ele Ela espera que alguém fale algo, mas a quietude permanece.
Perante o fato (Ele) (Ela) sai e vai a uma sorveteria, solitariamente entra pega o sorvete de sua preferência, vai ao caixa pede um suco e um salgado assado paga e vai a uma mesa no meio do comercio.
O estabelecimento está com alguns fregueses espalhados por todas as partes e nem um cristão não dá atenção a Ele (Ela).
A moça da sorveteria leva o salgado e o suco à mesa dele (dela)
Ele (Ela) observa a funcionária levar o que Ele (Ela) havia comprado, enquanto saboreia o sorvete e assim que o sorvete findou passa a comer o salgado e a tomar o suco.
Levanta-se da cadeira e sai como entrou.
Alguém perguntava a alguém
            -- Porque Ele (ela) anda sempre solitário (solitária)?
            É parece que tudo mundo não gosta Dele (Dela).
            Um outro alguém diz.
            -- Ele (Ela) está com solitária e permanecerá com ela porque não fuma, não bebe e não vejo Ele (Ela) com nenhum (nenhuma) namorado (namorada) parece que Ele (Ela) não gosta de sexo.
            -- Alguém É parece que Ele (Ela) está predestinado (predestinada) ao fracasso ou a trabalhar a vida toda a um carga subalterno porque nenhum alguém ouvirá o que Ele (Ela) diz.
            Por mais que Ele (Ela) fale que faz isso, faz aquilo nenhum alguém acredita que Ele (Ela) fala.
            Um outro alguém
            -- Nem o pai, nem a mãe e os irmãos?
            Um outro alguém
            -- Ele (Ela) fez a APAE
            Alguém -- É verdade?
            Um outro alguém – É verdade.
            Alguém – Então é melhor deixar Ele (Ela) quieto (quieta).
            Não bebe, não fuma, não faz sexo, não vive.
            Alguém -- Eu concordo, com corda ou sem corda em número e grau, singular e plural e no superlativo que é o ativo que late muito. Um gigante e tanto.
            Uma pitadinha de humor e um trocadilho troca de ilha ou de filhos não faz mal a ninguém
            Tudo na vida tem pelo menos dois lados a cara e o rei com o seu adorno da moeda.
            Tudo tem que ser muito bem pensado para não ferir alguém, ou se for o caso pensar em que escrever porque quem escreve tem uma responsabilidade muito grande perante gerações e nenhuma pessoa consegue apagar o fogo por mais que tente, uma vez que fez o erro já não tem mais como tirar.

            Luís Antonio Padovani
            06/08/2013
APAE Associação dos pais e amigos dos excepcionais./


domingo, 4 de agosto de 2013

A importância da reprodução

A função do professor é reproduzir textos
A criação fica para o secundo plano
Mostrar o que os outros escreveram para outro tomar conhecimento
Se um texto não for reproduzido ele não tem razão de ser
Escrever para que?
Para quem?
Eu escrevo para ser lido, ou melhor, ser ouvido por minha geração e outras que virão e verão.
Verão através do quadro negro, do computador, ou do papel impresso.
Seja verão ou outra estação
A parada é chegar aos olhares e ouvidos de alguém.
Ser conhecido ou ser notório
Uma nota no noticiário nacional
Ser o norte de alguém
Seja leste, oeste ou sul.
Dar direção a uma outra pessoa
Ser espelho ou modelo
Ser reflexo para alguém
Ou dar um molde
Pode ser até uma referencia
Referir a mim como inspiração
E para tudo isso o papel do professor, da editora, da gráfica, da internet é vital.

Luís Antonio Padovani
04/08/2013



sábado, 27 de julho de 2013

Assunto sério

I

Pirajuí
Peixe ai
Tem peixe aí
No rio douradinho do oeste
Passa uma cidade dourada
Eu a adoro
Ser pequena
Ser grande
São pequenos detalhes que não quer dizer muita coisa
Ser grande
Ser pequena
Isso não vem ao caso
O que realmente eu quero é me sentir bem
O que me faz sentir bem ou mal são as pessoas e não o tamanho que ela tem
Os serviços ela tem

II

Eu quero ser acolhido
Eu quero ser respeitado do jeito que eu sou
Mesmo porque a minha biologia eu não posso mudar

III

Nada de neuroses
Nada das mesmices
Escutar que o meu irmão é o meu amigo e sua mãe foi minha professora todos os dias e todas as horas além de ser um fato condicionador é um pé no saco eu o outro na bunda

IV

Se não me dão emprego por causa disso vou morar em outro lugar
Se for técnico contábil Pirajuí pode ser a cidade ideal
Se for como escrito tudo indica que uma cidade como Campinas, São Paulo, Salvador, Belo Horizonte, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Recife pode ser ideal.
São nessas cidades que tudo acontece
E a cultura floresce e se a agiganta
E são nessas cidades que tudo é mais prático
Nelas estão todos os meios para a minha divulgação
Nos tempos da propaganda a imprensa é primordial
Um nome tem que ser conhecido como marca para vender
Atualmente é assim que funciona
Se for bom ou ruim eu não sei
É um outro problema
O é o tal do marketing que é vital nos nossos dias

Luís Antonio Padovani
27/07/2013