quinta-feira, 31 de maio de 2012

Tim tim por tim tim

Aonde amarrei a minha égua
É que sempre perguntei
Sem nunca ter obtido a resposta
Aonde amarrei a minha égua
Escutar tantas coisas indevidas
Escutar coisas desnecessárias
Escutar coisas que vão de lugar nenhum para lugar nenhum
Repetir sempre as mesmas cenas
Eu não sei como se toleram
Essa situação de tamanha pobreza
É para mim uma grande dureza
É uma situação de grande tristeza
E eu pergunto por que não trocar o disco
Esse disco já está furado
De tanta tocar a mesma faixa
Longo é o meu desespero de sempre tocar o mesmo problema
Para obter a mesma resposta
Que tal modificar de atitudes
Fica essa ideia no ar
Aonde amarrei a minha égua
Eu quero sabe quando eu irei me soltar
Para me mandar para bem longe.

Luís Antonio Padovani
17/10/1995
Aonde eu amarrei a minha égua expressão idiomática que quer dizer o que eu faço por aqui que ainda eu não fui embora
Trocar o disco gíria que quer dizer trocar de assunto.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Não ligo para você se é que você pensa assim

Pensar que é o centro das atenções
Para mim
Não quer dizer nada
Tantro faz com fez
É apenas um cidadão
Queira, queira, queira não.
Jamais passará de um cidadão
Seja qual for a sua posição
Um dia cairá no caixão
Receberá um buracão
Sua moradia definitiva
Lugar comum a todos

Luís Antonio Padovani
26/11/1995
Esta pasta começou no dia vinte e seis de novembro de um mil novecentos e noventa e cinco e terminou no dia vinte e dois de outubro de um mil novecentos noventa e seis

Estafante

Subir
Descer
Subir
Descer
Subir
Descer
Subir
Descer
É a tarefa de um elevador não é fácil não
Só de pensar cansa
Ufa!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Vaamos parar um pouco e descansar!
Fora o peso que carrega.

Luís Antonio Padovani
28/11/1995

Nada de mais

Quer, quer
Não quer, não quer.
O dia amanhece
A noite anoitece
As estrelas apontam-se para o alto
Tudo normal
Um dia a mais
Nada mais que isso
Fico um dia mais velho
Só isso que acontece
Normal como de sempre
E a rotina continua
E os preconceitos também
Pois existe um tapa no rosto das pessoas

Luís Antonio Padovani
7/11/1995

Falar o que né

É tal como eu sempre pensei
Tem gente que não pode ser estrela
Cada dia certifico-me mais disso
Quanto mais penso
Quanto mais analiso
Fico cada dia mais convencido de que existem pessoas que não podem ser estrelas, pois quando isso ocorre parece que cabe dentro de si.
Ficam logo como o peito estufado, o narisz empinado, o pescoço  duro que não vira, mas nem para dar um oi nos cruzamentos da vida.
Se sente até uma constelação.
Que absurdo
Faz-se de surdo
Um grande absurdo
Ma o que eu vou fazer
A vida continua
Paciência
Tem gente qua não pode se estrela que logo perde a humildade, a simplicidade e a cordialidade.
Tem gente que não pode ser estrela, mas são.

Luís Antonio Padovani
30/10/1995

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Subiremos leves

I

Todos os canais de televisão estão a transmitir a palavra de Cristo todos os dias, nos dias de hoje.
É uma invasão religiosa nos lares de todos nós que não tem tamanho
É religião, culto, seita para todos os gostos.
Assim sendo todos os lares serão salvos
Todas as almas irão para o céu
Todos irão encontrar Deus
Nada sobrará para o diabo
O diabo então sofrerá de solidão

II

Isto é religião?
O que é isso?
Virou comercio?
Até Nossa Senhora Aparecida foi chutada em um desrespeito à religião que cultua esta imagem.

Luís Antonio Padovani
29/11/1995


Qual é a sua meu

Quem você pensa que você é
Você pensa que eu gosto de você?
Grande engano é o seu
Eu não gosto nenhum pouco de você
Nada, nadinha
É mesmo verdade
Não adianta fazer pouco caso
Não adianta fingir que é mentira
Longe de você eu fico bem melhor.
Se isso te incomoda!
O que eu posso fazer?
Se você pensa que se vive de ilusão
Para mim não
Eu vivo do concreto
Eu vivo de dinheiro
Eu não tenho mais ilusão
Pretensão e àgua benta todo mundo tem até enquanto aguenta
Que pretensão você tem?
Eu gosto de você?
Perca essa sua pretensão
Perca essa sua ilusão
Sabe por quê?
Sabe quando vai acontecer isso?
Nunca, nunquinha, em tempo nenhum, jamais.
Se você pensa que você me incomoda
Eu também penso que eu te incomodo
Quem com o ferro ferem com o ferro será ferido

Luís Antonio Padovani
7/12/1995
Quem com o ferro ferem com o ferro será ferido ditado popular equivalente a Chumbo trocado não doi
Os fins justificam-se os meios.
Não faça nada para os outros que você não quer que seja feito para você
Olho por ollho, dente por dente
O outro lado da moeda

domingo, 27 de maio de 2012

Eu sou mais eu

Eu sou o úmico
Eu sou o mais gosotoso
Eu sou o gostosão
Eu sou o lindão
Eu sou o mais belo
Eu sou o mais bonito
Eu sou sexual
Eu sou legal
Eu sou maioral
Eu sou o máximo
Eu sou incrível
Eu me basto
Eu sou mais eu
Eu sou do bloco do eu sozinho
Eu não me importo com isso
Até gosto disso
Eu quero mesmo é sossego
Quando eu chego eu abafo
Todo mundo se esparrama
Eu sou o bonitão
Eu sou mais eu
Eu sou de mais
Igual é a mim só eu mesmo.

Luís Antonio Padovani
24/11/1995
Publicado no livro "Onde mora o seu preconceito"
Editora Gráfica Azul
Cidade Moji Mirim, São Paulo
Página 77
Ano da publicação 2012

Minha expressão

I

Eu me sinto amordaçado
Sem poder falar
Não me deixam
Querem me calar

II

Eu me sinto acorrentado
Aprisionado com as minhas mãos amarradas
Com os meus pés amarrados
Não me dão escolha
Tenho sempre que engolir sapos
Para faar a verdade é indigesto

III

Eu me sinto encarcerado
Querem me moldurar em um estilo de vida que não é meu
Não me deixam escolher o lugar onde eu quero trabalhar
Muitro menos o local da minha moradia
Eu não tenho escolha
Tenho que ficar acorrentado
Em um passado que eu não sinto a menor vontade de voltar
Em um passado que eu quero esquecer
Querem mandar no meu destino
Às vezes quero jogar tudo para o alto
Apesar de ter medo de altura
Quero que tudo se quebre
Eu não estou nem ai
Já que ninguém me escuta
Que tudo vá para o buraco
E cada vez mais fundo
E encontre  uma abismo
E tudo fica perdido

Luís Antonio Padovani
4/12/1995

Até quando vai durar eu não sei

Ano vai
Ano vem
Tudo passa
Nada muda
O interesse pesssoas está sobre todos os outros interesses
O interesse pessoal é mais importante que o interesse coletivo
É assun que essa hipocrisia trata as pessoas
Até que as peessoas fiquem loucas
Assim que é o mundo desde que o mundo é mundo
Porque o interesse individual é mais importantae que o interesse coletivo.

Luís Antonio Padovani
30/11/1995

Eu darei tudo do mundo

Eu não sei nada que eu digo
Nada que eu digo ninguém escuta
Tudo que eu faço diz que é mentira
E tudo que eu faço é ignorar
Porque não importa no que acreditam
O que é que eu sei que é verdade
Se os outros põem fé no que eu digo ou não
Isso não vai mudar o preço do dólar ou real
Isso é real
Caem na real
Eu não falo mentira
Quem fala mentira é quem diz que eu falo mentira
A mente que quer tirar a verdade
E impor a mentira
Porque o mundo é cão
O mundo não perdoa nada
O mundo é cada um para si e Deus para todos

Luís Antonio Padovani
9/12/1995
Por fé expressão idiomatica que quer dizer acreditar
Cair na real expressão idiomática que quer dizer falar a verdade
O mundo é cão expressão idiomática que quer dizer 0 mundo é duro
Cada um para si e Deus para todos expressão idiomática que quer dizer o mundo é egoísta.

Ídolos humanos

I

Ídolos!!!
Humanos?
São feitos de carne.

II

Ídolos!!!
Humanos?
Não tenho nenhum.

III

Ídolos!!!
Humanos?
Admiro alguns.

IV

Ídolos!!!
Humanos?
Espelho em alguns.

V

Ídolos!!!
Humanos?
Não tenho nenhum.

VI

Ídolos!!!
Humanos?
Sou eu mesmo de mim mesmo.

Luís Antonio Padovani
23/12/1995
Publicado no livro  Q Dê Sete
Página 33
Editora João Scortecci
São Paulo S.P.
Pinheiros
Ano da publicação 1996

Sempre será assim

O que é bom ninguém esquece
Porque é bom
O que é bom ninguém esquece
Passa de geração para geração
O que é bom ninguém esquece
Porque é bom
Vira e mexe sempre aparece
Com uma outra releitura
Porque é bom
O que é bom ninguém esquece
Com roupagem nova
Todo mundo aplaude
Todo mundo pede bis
De novo!!!
Com cantor novo
Com conjunto novo
O que é bom ninguém esquece
Porque é bom
O que é bom passa de geração para geração
O que é bom ninguém esquece
E se alguém duvidar disso é só dizer Beatles, Elvis, Tom Jobim, Carlos Gardel,, Vangove, Picasso, Di Cavalcnate, e outros

O ouro mais importante

Paz sossego e tranqulidade.
É tudo que eu quero nesta vida
Gente para perturbar tem muita
Gente para ajudar nenhuma
Eu não consigo ter paz de espírito
Sossego é muito imprvável
Todos os dias
Todas as horas
Sempre martelam em minha cabeça a mesma tecla
Eu não sei o que fazer com esse som
Mas não tem utilidade nenhuma
Porque não ajuda resolver o meu problema com o meu pé direito
Tranquilidade é impossível ter
Porque falta alguém para me escutar
Paz sossego e tranquilidade valem mais que qualquer dinheiro
Eu quero saber quando eu vou ter
Porque do jeito que está não pode ficar.

Luís Antonio Padovani
7/12/1995

Para todas as torcidas

Torcer é bom
Vencer é bom
Quando o meu time ganha eu fico contente
Quando o meu time perde eu fico aborrecido
Saio com o rabo entre as pernas
Mas isso não é motivo para agredir a torcida adversária
Perder, empatar ou ganhar faz parte do jogo.
O gol é muito bonito,  principalmente o de bicicleta e o olímpico.
É o mesmo que a defesa de ponte de um goleiro
O gol faz tremular as bandeiras das torcidas
Faz a rede balnçar
Faz a torcida festejar
E a defesa de ponte faz com que eu fique com o queixo caído
Que bonito é o gol
Que bonita é a defesa de ponte
São os momentos fantásticos do futebol.

Luís Antonio Padovani
31/12/1995
Sair com o rabo entre as pernas expressão idiomática que quer dizer amoado
Gol de bicicleta jogdada feita com as costas para cima do chão e com um chute com um dos pés
Gol olímpico feito com um chute direto de uma cobrança de escanteio
Ponte defesa em que goleiro fica parado no ar por alguns segundos com o corpo totalmente esticado

Ter medo do que?

Nesta vida tudo pode acontecer, desde que estejamos vivos.
Porque se estivermos mortos não vai acontecer nada
Os fatos acontecem com quem estiver vivo
Com quem estiver morto não acontece absolutamente nada
Por isso que eu não tenho medo dos mortos
Eu tenho medo é dos vivos
O problema estão com os vivos e não com os mortos
Os mortos não fazem mais nada, eles estão mortos.
O problema é o vivo
O vivo pode fazer tudo
Eu não tenho medo de assombração
Eu tenho medo da sombra dos vivos.

Luís Antonio Padovani
27/5/2012


sábado, 26 de maio de 2012

Minha razão de ser

Nossa, cara, eu me amarro muito em São Tomé
Lá é maravilhoso
Lá dá um mangueio legal
Legal mesmo, cara.
Lá em São Tomé é outro mundo
Sei lá
Eu me sinto mais à vontade
São Tomé é lindo
Tem cada cachoeira que você, cara, não acredita
É a coisa mais linda
Você nunca foi lá?
Você tem que ir
Você vai ficar numa "noia".

Luís Antonio Padovani
4/12/1995
Mangueio e noia são gírias de ripis
Puclicada no livro Q Dê Sete
Página 44
Editora João Scortecci
São Paulo S.P.
Pinheiros
Ano da publicação 1996

Sentido em minha vida

Projeta-se para mim
Uma vida que eu não quero para mim
Uma vida que eu não quero viver
Uma vida de "escravo"
Onde a minha liberdade é vigiada
Realizaé para mim
Uma revolta em ver que ninguém faz nada para que isso mude
Por mais que eu tende avisar
Ninguém quer escutar
Ninguém sabe interpretar um texto não escrito e não falado
A minha vida tornará muito complicada
Viver a minha vida
Será dificil
E põe complicada nisso
Querem hoje viver a miha vida para mim
E eu quero que me deixem em paz
Preocupação de mãe eu entendo
Eu sei que ela quer me ver bem
Mas que eu quero é que me entenda
Eu sou o dono de minha vida
E que eu preciso viver a minha vida
E que eu preciso ser solto
Eu preciso ir à Casa do Escritor
Porque escrever é o que eu gosto de fazer
E eu preciso viver ao lado de quem eu gosto
Afinal de contas é a miha vida

Luía Antonio Padovani
3/12/1995

Adivinhe

Publico no livro Q Dê Sete
Página 25
Editora João Scortecci
São Paulo SP
Pinheiros
Ano da publicação 1996

A me mostrar

Publicado no livro "Onde mora o seu preconceito
Editora Gráfica Azul
Cidade Moji Mirim S.P.
Página 46
Ano da publicação 2012

quinta-feira, 24 de maio de 2012

O verdadeiro retrato O retrato de uma só cor (preto e branco



Eu não posso ver um rabo de saia que logo fico tarado
Eu fico com tesão
Eu fico com vontade de comer
Eufico louquinho, louquinho
Eu falo para ela gostosa
Mulher, mulher, mulher.
Penso nisso vinte e quatro horas por dia
Se  Deus fez coisa melhor do que mulher guardou para ele
A melhor coisa do mundo é mullher
É gostoso pensar mulher vinte e quatro horas por dia
E não ter nenhum assunto a mais para falar

Luís Antonio Padovani
1/12/1995

Registo aqui uma minha opinião contrária
Linguagem de ironia
Pessoas que eu conheço que são totalmente ocas
Este assunto não dá para aguentar
Eu fiquei desgastado em dizer que eu gosto de mulher, mas falar de mulher vinte e quatro horas por dia é intolerável.



Parodia do diga lá

I

Diga lá,diga lá, diga lá...
Ô, ô, ô, ô, ô, ô, ô, ô...
Diga lá, diga lá, diga lá...
Que o bloco do Margarida vai chegar
Diga lá, diga lá, diga la...
Que o bloco do Margarida vai ficar até o sol nascer

II

Diga lá, diga lá, diga lá...
Ô, ô, ô, ô, ô, ô, ô, ô...
Diga lá, diga lá, diga lá...
Que o bloco do Margarida vai parar só quando o carnaval acabar

III

Diga lá, diga lá, diga lá...
Vai dar mais uma vez Margarida na cabeça
Diga lá, diga lá, diga lá...
Ô, ô, ô, ô, ô, ô, ô, ô...

Luís Antonio Padovani
27/1/11996

Publicado no livro "Onde mora o seu preconceito"
Editora Gráfica Azul
Cidade Moji Mirim, São Paulo
Página 14
Ano da publicação 2012

Caminho do Bloco

I

Nós somos os travestis
Alegres vamos ao carnaval
Nós somos felizes
Porque somos assumidas

II

Nós somos os travetis
Juntas sempre estaremos
Felizes sempre a cantar
O nosso desejo de amar

III
Margarida, margarida
Sempre desflorida
Lgo de partida
Somos outra vez os campeões

Luís Antonio Padovani
31/1/1996
Poema campeão do Carvanavl do Grêmio Mogimiriano em um mil novecentos e noventa e seis
O bloco do Margarida é comparado com a flor margarida
Publicado no livro Q Dê Sete
Editora João Scortecci
São Paulo- S.P
Ano da Publicação 1996
Página 41

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Sei lá entende

É um descaso comigo mesmo que eu não sei por que acontece
Parece que não percebe
Ou sei lá finge que não percebe
Vai contra mim, o seu filho
Seu maior patrimônio
E ainda faz questão de me irritar
Será que não vê
Que faz mal para mim
Que faz mal para ela
É uma coisa que me revolta
Mas fazer o que eu dependo dela financeiramente
Então o jeito é ficar as noites em claro
Ficar a dar socos nas paredes
Gritar como louco
Enfim ficar intanquilo todos os dias o ano inteiro
Sem nunca ter um minuto de paz de espírito
E da para viver assim?
Eu penso que não.

Luís Antonio Padovani
8/2/1996

Comendo merda

Eu vejo a minha vida
No cinema preto e branco
Onde via-se a propagantda "beba coca-cola"
Em paineis imensos com mensagens repetitivas
De tal modo que se tornam canssativas
A tal ponto que memorize em mim
E que eu faça por enércia ou por osmose
Como todos fazem
Como eu fosse um máquina
Reproduzir peças e mais peças por apenas reproduzir peças
Sem ter nenhum objetivo
Ser um ser automatizado
Acordo
Levanto
Tom café
Vou para o serviço
Registro o ponto
Trabalho
Registro o ponto
Volto para a casa
Janto com a minha família
Assisto novela
Vou colocar as crianças para mim
Vou dormir com a minha mulher
E tudo se repete por dias e dias até a minha morte.

Luís Antonio Padovani
7/2/1996

Ato condicionado

- Você viu só o que ele escreveu!!!
- Ele escreveu sobre a dona Regina
- A diretora da escola
-  A é, é
- É
- E o que ele escreveu
- Oi a veia
- Ma por quê?
- Eu não sei
- Amanhã eu trago o livro para você ler
- Falou
- Mas mas ele não vive na praça a procura de mulher
- Sim.
- Ele não pensa em casar
- Não sei
- Você quer perguntar a ele
- Não
- Por que
- Porque ele é chato

Luís Antonio Padovani
14/2/1996

A uma gente ingrata

Pretensão e água benta todo mundo até enquanto aguenta
Eu não tenho pretensão
Eu tenho a necssidade de me afirmar
Uma coisa que eu não suporto é a mentira
Mentiras que são feitas com  a minha pessoa
Nem a minha família quer aceitar o fato que eu sou escritor
Nem com os livros publicados fazem com que mudam de ideia
A teimosia que dizem que é minha não é minha
Tudo faz para que eu não ganhe dinheiro
Para que eu fique no serviço púiblico
E que eu seje um inútil
Um ser sustentado pelo governo
Um encostado
Um ser sem nenhuma perspectiva
Um ser sem nenhuma ambição
Um ser descriminado
Que querem que eu seja minado
Até que eu seja eliminado

Luís Antonio Padovani
13/2/1996


segunda-feira, 21 de maio de 2012

Sai do meu pé chulé

I

Sai do meu pé chulé
Eu não quero você no meu pé
Você me causa mau cheiro
Você é muito desagradável

II

Sai do meu pé chulé
A tua presença me irrita
A tua presença me sufoca
Eu não aguento você na minha frente

III

Sai da minha frente chulé
O teu cheiro é muito forte
Afasta todo mundo que está ao seu redor
Vê se compra um espelho para se olhar

IV

Sai do meu pé chulé
Vê se si liga
Liga-se Brasil
Cobra que não anda não engole sapo
Compre um disconfiometro
Para que você tenha a medida certa

V

Sai do meu pé chulé
Eu não sei o que você pensa
Se é que pensa
Tudo eu fiz para que você não me procure mais
O que você que até agora não larga do meu pé.

Luís Antonio Padovani
17/2/1996
Disconfiometro vocabulário criado por mim que quer dizer desconfiar
Publicado no livro "Onde mora o seu preconceito"
Editora Gráfica Azul
Cidade Moji Mirim, São Paulo
Página 79
Ano da publicação 2012

Minha mães, minhas tias, meus tios, minhas aflições.

Eu me conheço
Ela fala que me conhece
Ela fala vira-se que não é quadrado
Chama-me de meu bem
Fala que a minha mãe me ama
Trata-me como eu fosse uma criança
Pergunta-me se eu quero ser professor
Porque você não faz letras
Porque você não faz magistério
Mostra-me a escola que a minha mãe fez magistério
Enaltece o professor e desprestigia as outras carreiras
E eu respondo sempre que me dão me oportunidade
Eu não tenho paciênica
Nem  minha lesão do pé direito elas  não enxergam
Mesmo sendo visível
Todas não veem que eu não consigo que eu não consigo levantar o pé direito
Ando com ele a arrastar
Eu não sei qual é a graça dessa conversa
Porem eu tenho que tolerar sempre a mesma situação
Que eu agora eu descrevo
Cololca-me em uma roda onde a conversa gira em torno de escola
Na sala de visitas da Chácara Canitinho do Nono
Onde elas ficam de costas para a janela e eu de frente delas
Uma conversa que me dá sono
E elas nem percebem
Continuam a falar
Não me deixam falar.

Luís Antonio Padovani
17/2/1996

domingo, 20 de maio de 2012

O nosso bloco

O nosso bloco é muito bom
O nosso bloco é demais
O nosso bloco é o bloco da alegria
O nosso bloco é o bloco da folia
O nosso bloco dá toda energia
O nosso bloco é da sabedoria
O nosso bloco dá só travesti
O nosso bloco quer mesmo um homem bonitão
O nosso bloco é muito bom
O nosso bloco é demais
O nosso bloco é da Margarida
O nosso bloco é o número um.

Luís Antonio Padovani
21/2/1996
Feito para o carnaval de mil novecentos e noventa e seis para o bloco do Margarida que não tnha travesti
para o clube Grêmio Mogimiriano.

Fica na sua (coisa de mentiroso

Vê se descola
Não venha atrás de mim
Eu não quero você assim
Fica na sua
É o que você diz para mim
Mas não me deixa em paz
Isso faz com que eu fique com a impressão de o que você fala á mentira
Não tira da jogada
Eu quero falar para você
Que você não é de nada
Vá comer marmelada
Você diz que eu sou incopetente
Mas quem é incompetente é você

Luís Antonio Padovani
4/3/1996

Viver assim vale a pena

I

Viver na sombra do que eu não sou
Viver sem ter o prazer de viver
Viver somente eu função  do dinheiro
Assim não dá
Está certo que o dinheiro faz falta
Mas tem coisa mais importante que ele
Viver para ser escravo de si mesmo
Viver para unicamente sobreviver
Viver para simplesmente passar o dia
Viver a pensar em si própria
Viver a pensar na sobrevivência
Viver em função dos outros

II

É uma neurose total
Criar uma biografia fictícia
Um mundo imaginário
Viver em um fução de uma sociedade
Pensar no dinheiro,e não no prazer

Luís Antonio Padovani
29/2/1996

Para, para, para,... Para.

Para bem
Para bens
Parabéns
Para ti
Para carro
Para mim
Para si
Para sol
Para li
Para lim
Para lá
Para, para
Para parar
Para cá
Para co
Para ponto.

Luis Antonio Padovani
15/3/1996

Que saco

Criar não sabe fazer
O que sabae fazer é copiar
Sem saber o que fazer costuma atrapalhar
E eu tenho por obrigação ter dizer alguma coisa
Quem não ajuda, não atrapalha
Então me venha com a sua reza
A sua reza já deu o que tinha que dar
Já deu até cria
E uma outra coisa não venha me dizer que você não repete que eu crio
Porque você não sabe nem o que diz
Para criar tem que refletir
Exige uma elaboração
Que eu não sei como é
Só sei que eu faço
Para eu criar é uma coisa natural
Vem do nada para ser alguma coisa.

Luís Antonio Padovani
6/3/1996

Se tivesse seria um eterno relaxamento

Eu prefiro ter paz, sossego e tranquilidade, do que todo dinheiro do mundo.
É só quem perdeu a paz, o sossego e a tranquilidade é que sabe do seu real valor.
Ter paz, sossego e tranquilidade é ter dentro de si um relaxamento repousante.
Ter paz, sossego e tranquilidade é como morar junto com a natureza.
Ter paz, sossego e tranquilidade é como namorar a si mesmo.
Ter paz, sossego e tranquilidade é como escutar o coaxar dos sapos e das rãs.
Ter paz sossego e tranquilidade é como escutar o cri cri cri dos grilos
Ter paz sossego e tranquilidade é sentir o vento tocar suavemente.
Ter paz, sossego e tranquilidada é....
Que bom ter!!!
Paz, sossego e tranquilida fazem muito tempo que eu não tenho.
Faz muito tempo que o meu espiríto anda irriquieto.
Ter paz, sossego e tranquilidade é como sentir o corpo solto ao vento.
Ter paz, sossego e tranquilidade é se sentir livre como um pássaro.
Ter paz, sossego e tranquilidade é se sentir leve como uma pena.
Ter paz, sossego e tranquilidade é se sentir livre para voar.
Ter paz, sossego e tranquilidade é se sentir bem consigo mesmo.

Luís Antonio Padovani
18/3/1996

Não é brincadiera, é verdade

Amarrado
Amordaçado
Acorrentado
Engessado
Injustiçado
Desmoralizado
Magoado
Ferido
Caluniado
Difamado
Desacreditado
Ironizado
Polemizado
Deixado de lado
O importante é eu acredittar em mim mesmo
O resto?
O resto eu administro e pronto.

Luís Antonio Padovani
18/3/1996


sábado, 19 de maio de 2012

O real sentido do palavrão

Palavrão é uma palavra do tamanho de um quarteirão
Palavrão depende da conotação de quem fala
Palvarão depende da intenção de quem fala
Palvrão é um montão de letrão
Palavrão depende da ação
Palavrão depende de como a palavra é soltada
Palavrão é usado para a repressão
- Menino não fale esse palavrão
Palavrão quem dá a conotação é o próprio emissor
Palavrão para uns é permitido
Palavrão para outros é proibido
É tolhido
Qual é a razão
Eis a questão

Luis Antonio Padovani
22/3/1996

Meu grande ideal

Eu só trabalhose eu ganhar dinheiro
Sem ganhar nada eu não trabalho
Ninguém trabalha de graça
Até relógio tem que dar corda
Ou ainda balançar os braços
Ou ainda trocar bateria
Eu só trabalho se houver dinheiro na jogada
Andar o dia inteiro para não receber nada eu não faço
No final do mês eu tenho que receber algum
Porque no final do mês eu tenho que pagar as minhas contas
Eu tenho a minha família para cuidar
Eu tenho que ter algum no bolso
Para o mês passar

Luís Antonio Padovani
19/3/1996

Passado, presente e futuro.

I

Não existe mulher que não dá
Existe mulher mal cantada
Quando a mulher é bem cantada
A mulher fica entusiasmada
A mulher gosta de ser bem amada

II

Mulher é como uma flor
Tem que ser tratada com carinho

III

Se não tiver um bom um sete um
Se não tiver um automóvel
Se não tiver uma moto
Não tem como conquistar uma mulher
Dentro do carro pode se fazer um motel
Ter um carro para mulher é o mesmo que que dar ummel para a abelha
Certamente haverá resposta correspondente
Se tiver um carro pode-se parar em qualquer lugar e tcham
A coisa já se foi
Acoisa já entrou
O fato já consumou

IV

Quantas bobagens
Ate quando eu vou ter que ouvir tantas asneiras
Tantas basbaquices me causam irritaçãoe um profundo mal estar
O incrível disso que são ditas com tanta convicção que parece se verdade.

Luís Antonio Padovani
7/4/1996





A gente vê gente contente

De repente vejo um repente
Poemas preocupados em rimas
Poemas que contam histórias de nossa gente
Poemas curtos e cheios de mensagens
Poemas que mostram a espiritualidade de nossa gente
Poemas vindos do nordeste
Porque eles são uns verdadeiros testes
Poemas que fazem viajar no tempo
Poemas que contestam
Poemas de grande expressão
Poemas que são uma grande conversação
Poemas vindos da espontâneidade de nossa gente
Poemas da verdadeira cultura brasileira
Poemas populares
Poemas que são verdadeiras pedras preciosos
Poemas que são jóias raras
Poemas de pessoas raras
Poemas de raras rimas perfeitas
Retrato perfeito de nossa gente

Luís Antonio Padovani
3/4/1996


Er

Ar
Er
Ir para onde eu não sei
Or
Ur
Primeira conjugação
Segunda conjugação
Terceira conjugação
É por parar por ai
Porque a quarta não existe
Muito menos a quinta
Ser
Ter
Der
Ler
Ver
Se um ser ter um der um tempo para ler ele vai ver muitas coisas diferentes
Vai chegar a conclusões diferentes
De assuntos diferentes

Luís Antonio Padovani
12/4/1996

Olha para você mesmo

Antes de dizer que os outros são chatos
Olha primeiro para você
Você não é nehnhuma simpatia
Então em homenagem a isso
Eu vou ter aqui um relato
Que se for do seu agrado ou não
Eu não quero saber
O problema é seu
O meu eu já resolvi
Então vão lá algumas coisas que eu tenho para te dizer
Você é chato de mais
Você é chato de mais
Para te aquentar meu bem
Para te aquentar meu bem
Eu não sei como você consegue viver com você mesmo
Porque suportar um cidadão como você é complicado
Eu não sei como você não percebe
De como você é chato
Será que eu vou ter de dizer com todas as letras
E mesmo assim você não vai entender
De tão chato que você é
Será que você não se toca
Tome simancol
A sua arrogância é um fator negativo
Vê se larga do meu pé
Porque assim não dá pé
Vá viver a sua vida
E deixa a minha
Você é chato de mais
Para te aquentar meu bem
Você é chato de mais
Para te aquentar meu bem
Sai do mue pé chulé

Luís Antonio Padovani
15/4/1996
Sai do meu pé expressão idiomática que quer dizer deixa-me em paz


Não sinto nada

I

Eu estou em estado de graça
Eu fico a pensar só nela
À hora nem passa
Eu me alimento do perfume dela

II

A minha alma parece uma pluma
Sinto-me como se fosse uma espulma
Sinto-me solto ao vento
Em qualquer lugar em que ela me tocar.
Ela faz um tento
Ea faz um gol
Ela faz um golaço


Luís Antonio Padovani
12/4/1996


Uma pequena partipação

I

Em um tom bem popular
Agora eu vou brincar
Com tantas porcarias por ai
Que tem mais de dois sentidos
Eu resolvi fazer uma brincadeira

II

Encosta no saco
Foi para o saco
Comeu azeitona com caroço
Cresceu a barriga
Engravidou
Olha ai o que aconteceu
Depois de nove meses
Nhe...Nhe...Nhe...Nhe
Um nenê forte e bonito nasceu.

Luís Antonio Padovani
13/4/1996

Seus toques

Meu amor
Eu desejo ficar com você
Até o fim da minha vida
Pelo menos hoje
Você é meu anestésico
Deixa-me sem dor
Você é o meu calmante
Deixa-me calmo
Daqui a cinco
Daqui a dez
Daqui a vinte
Daqui a cinquenta anso quem sabe?
Mas o importante é hoje
Hoje você me fz sentir homem
Seu beijos e seus carinhos
São os mais sinceros que já tive em minha vida

Luís Antonio Padovani
14/5/1996

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Só altruísmo

Só longe
Só perto
Só mente
Só pense
Só tente
Só lance
Só dance
Só sente
Só vence
Só alcance
Só mar
Só somar
Só multiplicar
Só adicionar
Só completar
Só alterar
Só amar
Só Narciso
Só preciso
Só espelho
Só conselho
Só você mesma

Luís Antonio Padovani
17/4/1996
Poema publicado no livro Poema para Solange
Composto e impresso
Gráfica e editora Nosde projeto cultural escritores fazendo
Mafra, Santa Catarina
Página 36
Ano 1997






Um dentro do outro


I

Você me faz homem
Eu namorei bastante
Mas nenhuma fez o que você faz
Você me faz sentir homem

II

Amar é doar
Amar é confiar
Amar é sentir uma pessoa na outra
Amar é como se dois fossem transformados em um
Amar é transmissão de energia
Amar é ter saudades todos os dias
Amar é um complicado sentimento
Amar é sentimento do meu ser
Amar não tem explicação
Amar é aflição  pela falta da pessoa amada
Amar é se sentir perdido
Amar é não saber o que fazer
Amar é entrar em dúvidas a respeito de si

III

Você me faz sentir homem
Mas eu não sei se eu te faço sentir mulher

Luís Antonio Padovani
21/4/1996
Publicado no livro Poema para Solange
Composto e impresso
Gráfica e editora Nosde projeto cultural escritores fazendo
Ano 1997
Mafra, Santa Catarina
Página 39






Na sua própria cela

I

Escravo de si mesmo
Não tem tempo para nada
Vivem acorrentados a um conceito

II

Escravo de si mesmo
Procuram-se dentro do eu
Um prisioneiro eterno


III

Escravo de si mesmo
Gostra de viver preso
A liberdade lhe sufoca

IV

Escravo de si mesmo
Tem inveja de quem tem liberdade

V

Escravo de si mesmo
Procuram um corrente para acorrentar outras pessoas

VI

Escravo de si mesmo
Morrem presos em suas próprias senzalas.

Luís Antonio Padovani
26/4/1996

Quarteto amoroso

Maria namorava Antonio
Maria encontrou José
Maria e José começaram a namorar
Antonio começou a desconfiar
José deduziu que Antonio desconfiava
José começou a namorar Lídia
Lídia era apaixonada por José
Antonio e Lídia imaginamvam que seus relacionamentos estavam estabilizados
Maria e José ficavam nos dois namoros
Maria amava José
Antonio amava Maria
Maria não ligava para Antonio
José amava Maria
Lídia amava José
José não ligava para Lídia

Luís Antonio Padovani
23/5/1996

Estou numa sinuca

Eu imagino que eu estou morta
Teimosamente eu respiro
Eu não tenho medo da morte
Eu prefiro esta morta
Seria a comprovação de um fato
Eu não vejo graça na vida
Estou completamente perdida
Como diriam
Estrou mais perdida do que cachorro em dia de mudança
Eu não vejo graça em viver
Acho o suicídio uma covardia
Eu não aceito rótulo
Eu não sou doente
Eu não sinto graça em viver
Eu estou em uma eterna depressão
Nesta vida eu não sinto qualquer sensação.

Luís Antonio Padovani
16/5/1996
Poema publicado no livro Poema para Solange
Composto e impresso
Gráfica e editora Nosde projeto cultural escritores fazendo
Mafra Santa Catarina
Página 40
Ano 1997

Eu e você

Ela é toda alegria
Ela é toda emoção
Ela todo amor
Ela vive a pensar em mim
E eu a pensar nela
Ela é a razão do meu viver
Ela é a minha paixão
Ela é o meu amor
E por isso que eu a amo de paixão
Não tem como descrever o tamanho do nosso amor
Ele não cabe dentro de mim
Ele não cabe dentro dela
O nosso amor é muito sincero
O nosso amor é muito maior do que nós dois juntos
O nosso amor é gostoso de sentir
Ele existie por minha parte
Ele existe por parte dela também
Até parece que nós dois nos completamos
Um é o corpo
Outro é a alma
Um é o espirito
O outro é a carne
Um não vive sem a presença do outro
Um é a razão do outro
Ela me fez descobrir o amor

Luís Antonio Padovani
5/6/1996
Poema publicado no livro Poema para Solange
Composto e impresso
gráfica e editora Nosde projeto cultural escritores fazendo
página 42
Mafra Santa Catarin
19997

Sem brincar

Estou realizado
O meu ódio foi patenteado
O meu ódio foi registrado
De agora em diante ele poderá ser mostrado a qualquer momento para qualquer um possa ver
O meu óido não é só meu agora
O meu óidio está para todos ver
Aqui neste lugar só me deram ódio, rancor, tédio e raival.
E dessa maneira eu devolvo com juros e correção monetária
Eu gosto de ser honesto
O meu ódio se etenizou para todo o sempre
E as pessoas que aqui moram um dia todas vão morrer
Estou feliz porque eu patenteei o meu ódio
Esta coisa é uma coisa inesquicível
É um dia que eu recordarei por toda a minha vida
É um dia lindo de ser lembrado
Agora o meu ódio não é mais só meu
Mutas outras pessoas poderão vê-lo eternamente
Eternamente de onde estarei, estarei a ver as pessoas ver o meu ódio
O meu ódio é uma marca registrada
Para aquelas pessoas que duvidam da minha capacidade
Eu sou capaz?
OLu será que para fazer um livro não precisa ser capaz
Será que as que dizem que eu sou incapaz srão capazes de fazer umalinha sequer de um livro
Ora, ora cada um na sua
Até que enfim eu registrei o meu ódio
Aleluia, aleluia para todo o sempre assim seja para todo o sempre.
Eternamente eu serei grato por isso
Eu não sei ser ingrato
Euj reconheço  o que as pessoas fazem por mim
E elas registraram o meu ódio
Que lindo é isso?

Luís Antonio Padovani
31/5/1996

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Não passou de um mal entndido

Foi um impulso
Foi um momento de raiva
Foi uma atitude sem pensar
Foram cinco minutos que me deu
Foi uma coisa de menina
Foi uma pirraça
Você me mal tratou
Agora eu estou arrependida
Eu encontrei o homem dos meu amores
Com ele não tem dissabores
E certamente não é você
Amigos talvez
Posso pensar
Marido ou amante nunca
Queira me desculpar
Não é de você que eu amo
Como amigo você é legal
Mas como marido
Bato três vezes na madeira isola
O meu eleito é outro
E eu me reservo o direito de não te contar
Tchau e nunca mais me incomode
Disculpe-me pelo o que eu disse
Esste é um deles
Tome que isto é seu
Se quiser ficar como amigo tudo bem
Se não, não. Eu não posso fazer nada
Eu não gosto de você
Eu não gosto quando você me encosto
Isto me desgosta
Alias você já deitou com uma mulher e pensou em outra
O mesmo eu não quero que aconteça comigo
Dormir com você e pensar em outro
É uma coisa horrível
Você não pensa
Pois eu penso
Eu não quero que a minha vida seja uma desgraça
Há muito tempo eu quero me desculpar
E é só agora que eu faço
Pois eu sei que tem alguém que me ama
Eu não sou o que você pensa
E tenho alguém que me ama
E isto me dá forças para me separar de você

Luís Antonio Padovani
17/6/1996


Confiança

I

Meu coração está de partida
Em meu caminho
Eu procuro alguém para confiar
Alguém que eu posso confidenciar

II

Meu coração está com esperança
De um dia encontrar alguém
Que venha preencher este vazio
Que ressucite a esperança no ser humano

III

Este é um presente para uma amiga
Dar uma boa lida eu sei que ia gostar de ler
Não existe data para presente
Eu dou porque eu quero
Sentia vontade e acabou
Presente sem nenhum compromisso
É isso que me faz feliz.

Luís Antonio Padovani
12/6/1996

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Somente uma certeza

A única coisa que eu tenho certeza na minha vida é a morte
Eu não sei o dia
Eu não sei a hora
Eu não sei o  por que
Eu não sei do que
Eu não sei onde
O meu destino é um imenso desconhecido
A única coisa que eu tenho certeza na vida é a morte
O resto é apenas uma consequência do nascer
Para nascer tem que respirar
Já que nasceu que fique para viver
E a morte é uma consequência de quem vive
A única coisa que eu tenho certeza na vida é a morte.

Luis Antonio Padovani
15/7/1996

Porque existir

Família!
Para que ter família
Ser é que eu a tenho
Até agora eu não descobri qual é a sua real existência
A praticidade é nenhuma
Pai, mãe, irmão e irmã
Não há motivo de existir
Mesmo porque quando eu preciso de um deles me ne negam fogo
Tudo que eu faço coloca obstáculos
Favorece aos que me opõem
Família não deveria existir
Ter família ou não é a mesma coisa
Cada membro da familia deveria pensar antes os meus do que os teus
Por que os meus é que irão me proteger
Os teus irão proteger a ti
Mas pelo que eu vejo o que acontece comigo é ao contrario
Então o que eu penso é
Deveríamos crescer como os animais crescem
Solta na natureza
Porque só assim cada um poderia decidir a sua sorte.

Luís Antonio Padovani
28/6/1996

Por ti

Por ti tudo eu faço
É o meu embraço
Quando eu a vejo eu me disfarço
Por tudo eu passo
É no teu corpo que eu quero me enrolar
Por ti tudo eu arremesso
Porque eu quero morar no seu endereço
Por ti tudo eu aqueço
O que me alerta é o seu apresso
Por ti tudo eu faço
Como a manga com o caroço
Da carne chupo até o osso.

Luís Antonio Padovani
20/7/1996
Publicada no livro "onde mora o seu preconceito"
Editora Gráfica Azul
Cidade Moji Mirim, São Paulo
Ano da publicação 2012
Com modificações



A dor mais forte

Quanto dói uma saudade?
Um dia eu irei saber
Quanto dói uma saudade?
A falta que você me faz Pirajuí
É a mais pura verdade
Foi ai em Pirají  que eu passei os melhores dias da minha vida
Quanto dói uma saudade?
Esta dura realidade eu não sabia que existia de fato
Pensava ser mais uma frase popular
Mas não é só isso não
É a mais dura realidade
A felicidade que eu tive por ai
Compensa a revolta que eu tenho por aqui
Por todas as lei obrigam-me que eu me case com uma cidadã de Moji Mirim
Eu não me vejo como marido de nenhuma delas
Elas não sabem chegar até a mim
As conversas são desanimadoras
A tal ponto que eu quero sair do ponto quando eu vejo que uma delas vem ao meu encontro
Uma conversa que já passou do limite
Imagina uma coisa dessas
Eu me casar com uma mojimirana
Eu não estou louco
Eu não como bosta
Eu não rasgo dinheiro
Eu não bato a cabeça na parede
Com a conversa que elas têm não dá
Quanto dói uma saudade?
Pirajuí eu sinto uma enorme falta de você
Eu a amo
Pirajuí você é a dona do meu coração
Pirajuí você é a dona das minhas emoções.

Luís Antonio Padovani
15/7/1996
.

terça-feira, 15 de maio de 2012

E assim caminha a mediocridade

Juca Chaves
É a chave do humor
Com um tom seriedade
Ele fala a verdade
No final do programa de televisão da Gabi ele fala assim caminha a mediocridade
Ele fala a verdade
É dura a realidade
Passan-se os anos
Passa-se a idade
E nada muda na humanidade
A gente vai para frente
As pessoas ainda fazem das outras uma verdadeira marionete
E dá uma de Deus
Ao decidir o caminho da humanidadebi
E assim caminha a humanidade

Luís Antonio Padovani
12/8/1996
Gabi é apresentadora e jornalista Maria Gabriela

Tudo se repete

Sempre contra a maré
Nado sozinho
Indo contra a onda de azar
Luto contra tudo
Luto contra todos
Procuro chega à praia
Coloco o pé na areia
Se eu me sentir salvo da correnteza
Se eu me olhar no espelho eu vou-me sentir vivo
Se eu me tocar no meu próprio corpo eu irei saber que tudo está bem
Finalmente eu poderei dizer a mim mesmo
Só foi mais um mergulho
Outros mergulhos certamente virão
Certamente eu estarei sozinho
Lutar contra outra maré
Até um dia não ter mais mar
Até um dia não ter mais maré
Até um dia não ter mais praia
Até um dia não ter mais areia
Até um dia a vida acabar
Colocar-me em uma cova
Fechar o meu tumulo
Derem o meu atestado de óbito
Dar esse mundo por encerrado
A vida é o momenmto presente
Sentir-me feliz agora que é importante
A grande busca de todos nós é a felicidade.

Luís Antonio Padovani
6/8/1996

Desencontro

Rita
Alguma coisa me irrita
Quando eu soube da sua infelicidade
Minha grande amiga
Grnade vai ser a sua virada de mesa
Eu gosto muito de você
Você para mim é uma irmã
A sua felicidade eu quero ver estampada no rosto
Agora posto como fosse uma ferida
A tua dor é uma mágoa  sentida
E pensar que você um dia foi minha
E por causa da minha gordura você não me queria

Luís Antonio Padovani
13/8/1996



Desejo de amar

I

Quando eua encontrei
Ela estava desimpedida
Quando o corpo dela eu abracei
Via nela o amor da minha vida

II

Aos poucos ela vinha se soltar
A vida dela ela queria me contar
Solange é o seu nome

III

Apesar me amar
Ela não poderia me amar
Logo ela contava que tinha um tal de Vanderlei
Que não a deixava em paz
Dele ela não gostava nenhum pouco
Apesar da insitência dele
Ela não queria vê-lo nem pintado de ouro

Luís Antonio Padovani
13/8/1996
Não querer ver nem pintado de ouro expressão idiomática que quer dizer não querer ver de jeito nenhum

Para de me encher

Para reclamar use a porta do céu
Se Deus não resolver
Procure a porta do inferno
Se o diabo não resolver
Vá para o diabo que te carregue
Para de reclamar
Eu não estou a fim de escutar as suas reclamações
De um jeito na sua vida
Vá cuidar da sua vida
Que eu cuido da minha
Não se preocupe mais com a minha vida
Preocupa-se com a sua vida
Não venha me perturbar
Escutar as reclamações eu já estou exauto
Eta! Negócio irritante

Luís Antonio Padovani
14/8/1996

O que parece que não é é.

Pusch
Puxe
Pusch é puxar para dentro
Empurrar
Uma falso cognato que de uma certa maneira não é tão falso assim
Puxe
Pusch
Se pensar de um otro modo até que é o mesmo significado
Aos professores de inglês desculpe-me pela brincadeira
Mas mexer com palavras é o que eu sei fazer
Cada macaco em seu galho
Cada um na sua
Eu escrevo
E os professores ensisam

Luís Antonio Padovani
16/5/2012
Publicado no livro "Onde mora o seu preconceito"
Editora Gráfica Azul
Cidade Moji Mirim, São Paulo
Página 78
Ano da publicação 2012



segunda-feira, 14 de maio de 2012

Reflexão

I

Praga de pai pega
Quem não tem competência não se estabelce
É o que o meu pai dizia a todo o momento
Mas não é bem assim que funciona a coisa
Não é o que eu vejo pelo menos
Muito pelo contrario
Só fui cercado por gente incompetente
Só vejo gente incompetente triunfar
E é muito triste isso
Constatar que Rui Barbosa estava certo
Eu concordo com ele
Sem tirar e nem por
Concordo com todas as vírgulas
Eu também estou saturado de ver gente incompetente triunfar

II

Uma boa receita para triunfar
Se tiver sorte e for um bom adulador também consegue triunfar
É uma das possibilidades
Porque não
Porque sim

Frase de Rui Barbosa
De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas maãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto.

Minha grande sina

Meu saco do purgatório
Meu tormento
Minha paixão
Quer me colocar no caixão
Ao me deixar na solidão
Porque você é o meu amor
É o meu calor
É a minha aflição
É o meu bem mais caro
É a minha angustia
É o meu lamento
É o meu pranto
É a minha força
É a minha energia
Ilumina a minha vida
Quero você todos os dias
Quero você todas as horas
Quero você há todos os instantes
Você é a mais importante
Você é a eleita da minha vida
Este teu jeito me intriga
A sua ausência me sufoca
O teu amor me alimenta
Eu quero você para mim
Eu quero você do jeito que vocè é
Você é incrível
Você é fantástica
Você é formidável
Você é grandiosamente amável
Sô obrigado por existir.

Luís Antonio Padovani
5/9/1996

Falsa personalidade

Eu conheço o meu gado
Que gado eu não sei.
Nem fazendd tem!
Quanto mais gado
Onde está o pasto?
Fazenda!
Só o tecidoda roupa
Neurose a parte
Imaginar que é uma super heroína
Ditar o que vem da imaginação
Loucura!
Para com isso
É uma loucura.

Luís Antonio Padovani
6/8/1996

Nada é perfeito

Você é a minha paixão
Você me feriu
Você me machucou
Magou-me
Deixou-me marcas boas
Sinto falta do seu cheiro
Lembro-te o tempo inteiro
Você conseguiu deixar-me de quatro
Estou apaixonado por você
Não sei mais o que fazer
Ou o que falar
Só sei que você é a única mulher que me deixou assim
Estou completamente arraido por você
Você me deixou fraco
Você é  a minha fortaleza
Você não é perfeita
Mas eu não quero perfeição
Sô se você fosse perfeita
Eu não era apaixonado por você

Luís Antonio Padovani
21/8/1996

Eu não suporto mais esta situação

Incomoda-me profundamente este seu modo de falar comigo
Este modo não é um modo de alguém que quer ser meu amigo
Pergunta para mim se eu carrego uma antena
É uma ação que me irrita em muito
Eu não sei por que faz isso
Bem sabe que não é uma antena e sim um expositor
Equipamento do meu trabalho
Que eu comprei da banca do Gambardela
Eu ponho nela os meus livros
Aos quais você não acredita
Zeca Adorno um vizinho que pensa que eu sou louco
Por não ser igual aos outros
Eu não respondo a sua provocação porque eu sei que não vai resolver absoulutamente em nada
Você não tem culpa
A culpa é de uma cultura
A culpa é de uma coletividade
Eu acredito que o meio faz o ser.

Luís Antnio Padovani
21/8/1996

domingo, 13 de maio de 2012

Uma coisa que não se deve fazer

Brincar com a vida
Estra coisa é muito séria
Brincar com a vida
Não se deve
Nela está em jogo uma coisa
O sentimento
Com o sentimento não se brinca
Magoar alguém é muito grave
Forma-se uma ferida muito grande
Magoar o sentimento de alguém
Não água oxigenada
Nem tão pouco mercúrio cromo
Nem tão pouco methiolate
Que ao passar nessa ferida
Possa então secar
Aliviar a dor
O sentimento é tão importante
Que é algo que pode levar até ao suicídio
A perda da vida de alguém
Não é algo importante?
Ou será  que uma vida pode ser considerada um lixo
Ou será  que alguém é tão insignificante que não merece ser feliz
A felicidade é um direito de todos
Desde o mais incapaz
Até o mais genioso
Sentimento é coisa de gente
Mexe com a gente
É a coisa mais importante de nossas vidas

Luís Antonio Padovani
14/8/1996

Assuna logo

Mulher assuma logo os seu amor
Sô não brigue consigo mesmo
Assuma a sua paixão
Eu sei que você quem me beijar
Mata a sua sede
Mate a sua vontade
Faça o que você quer
Faça o que eu quero
Beija-me na boca
Eu sou seu
Você minha
Eu a amo
Você me ama
Eu te quero ao meu lado
Você também me quer

Luís Antonio Padovani
12/9/1996

Um sonho para lá de estranho

Um sonho
Apenas um sonho
Um número em um sonho
Um sonho para lá de esquisito
Umsonho com un número
Oito meia dois um cinco zero nove
Um sonho de mudança de casa
Um sonho com um número
cinco meia oito
As coincidência param por aí
O nome da rua é diferente
Em lugar diferente
Num poste de luz em a minha casa
Setas a indicar
Que susto eu tive
Acordei
Inexplicável
E a vida continua na maior agitação.

Luís Antonio Padovani
2/10/1996

Sua amizade

Minha querida amiga
Marina Contessoto
Tenho por você
O mais profundo respeito
Carrego-te no peito
A mais profunda amizade
Tenho por você
A mulher da mais alta qualidade
Arregimenta lealdade
Em uma grande profundade
Leva os amigos
Um grande consolo de espiritualidade
Sua generosidade
É a sua felicidade
Estampa no rosto
Antes oposto
Em uma grande infelicidade
Mas como diz o ditado
Depois da tempestade
Vem sempre a bonança
Que agora mansa
Ri na água da honestidade.

Luís Antonio Padovani
22/10/1996
Depois da tempestade vem a bonança Ditado popular que quer dizer depois da dificuldade tudo se ajeita
Livro Poema para Solange
Editora composto e impresso
Gráfica e editora Nosde projeto culturale escritores fazendo
Mafra, Santa Catarina
Página 39
Na edição do livro foi publicada erradamente o nome de Marina, que foi impresso Mariana e é Marina
como eu mandei no original datilografado

sábado, 12 de maio de 2012

A coisa mais importante da vida é a própira vida

Não existe coisa melhor do que viver com a pessoa amada
Amar é viver
Viver sem amor é o mesmo que viver sem respirar
Quando pegar o bonde a andar. Olhe primiero o que tem dentro dele
Não existe satisfação maior do que está ao lado da pessoa amada
O sentimento é a coisa mais cara de um ser
Não se pode trocar um sentimento de um ser, pois os sentimentos de um ser é a coisa mais importante para cada ser vivente
Ninguém é Deus para designar o destino de um ser vivente
Se Deus é pai quem vai ser padrasto
A vida não é justa, porém se eu  pudesse fazer com que ela se torna um pouco menos injusta
Copiar o que eles fazem não são problemas. Problemas são as críticas que os outros fazem sem, no entanto ajudar a criar
Tratar bem as pessoas é respeitar condição de ser vivente.
A coisa mais importante da vida é viver em paz consigo mesmo
Não existe tesouro maior do que viver em paz consigo mesmo

Luís Antonio Padovani
10/10/1996

Eternamente

I

Não fique aflita
Não entre em conflito
Assuma o seu amor por mim
Desejo escutar o seu sim

II

Se você me ama
Porque está sem mim
Venha logo me beijar
Venha logo me amar

III

Olhe para você mesma
Você me ama
Quando você me vê
Logo você se borra toda
Assuma logo o seu amor
Venha ficar comigo
Amo te mulher, de verdade

IV

Esta poesia é para você
Para amar não é preciso rimar amor com flor
Penso que isto é um horror
Amar é sentir amor na pele
É dizer a eleita eu a amo

IV

Apesar de sua fragilidade
Não consigo me ver com outra mullher
Amo te, amo te, amo te...
Invariavelmente você é o meu amor.

Luís Antonio Padovani
9/10/1996

Pergunta dos séculos

Mulher eu a amo
Amo-te mulher
Ao Marte eu irei para te responder
Com grande conficção
Se eu me pudesse eu daria
É o meu maior desejo
Responder todas as suas perguntas
A grande pergunta dos séculos
Quando um homem sentir...
O seu amor ameçado
Um homem faz de tudo para poder resgatá-lo
Para ter o amor de sua amada em seus braços
Para que os outros fiquem a ver navios
Um homem não pode ficar sozinho
Um homem tem que uma mulher para poder amá-lo
O ser humano nasceu para viver em coletividade
O ser humano é sociável
Um homem quer carinhos
Um homem quer fazer os seus ninhos
Um homem quer fazer filhos
Cada filho é ninho
De piquenininho
Torna-se grandão

Luís Antonio Padovani
13/10/1996
A ver navios expressão idiomática que quer dizer ficar sozinho

Como num olhar

Fazer uma poesia
Fazer um quadro
São as mesmas coisas
Tem que deixar uma nítida imagem
Para quem ver um dia fazer um fazer um retrato
Como se fosse feito à mão
Colocado em uma tela
Uma cena cotidiana
Com se tivesse visto aquilo
Naquele exato momento
A imagem de uma poesia ou de um retrado é de livre interpretação e cada qual tem a sua de acordo com a sua filosofia de vida.

Luís Antonio Padovani
16/10/1996

Nenhum motivo

Não é fácil não
É fácil sim
Você quer por obstáculos da da di da donde não tem
Já não chega os existentes pela natureza e agora você que criar mais
Porque isso?
Isso não faz nenhum sentido
Porque você não pensa em simplificar ao invés de complicar?
Porque você  quer tirar primeiro o carro da frente e depois o de trás
Não seria mais razoável tirar o de trás e depois o da frente e depois colocar o de trás, ou sair com os dois
Simplificar as coisas torna as mais fáceis
A vida já é naturalmente complicada então para que complicar mais ainda
Isso não tem nada de racionalidade
Na verdade é irracional.

Luis Antonio Padovani
12/5/1997
Da da di da donde expressão idiomática criada por mim que quer dizer onde

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Inescrupuloso

I

Agora eu vou contar a vocês
Uma história que aconteceu de verdade
Nos tempos dos gladiadores romanos
Veio a calhar uam romance assim:

II

Uma bela noite de verão
Distraidamente Solange passou com seu Passat
Na Rua Conde Parnaíba
Avistou Luís sentado solitário
Em uma soleira de uma loja
Freou o carro e perguntou-lhe
- Você é escritor?
Luís veio de sua solidão calmamente até o veículo de Solange
Respondeu que sim,
Que havia dois livros publicados e estava a fim de publicar o terceiro livro, e que só seria possível se recorresse a uma de suas enconomias no banco.
Solange solicitou então a encomenda de dois livros publicados
Passam as semanas e então Solange vei à comprar.
Neste meio tempo, Luís mandou para sua editora o seu terceiro livro.
Solange gostou do que leu.
Na semana seguinte disse ao Luís:
- Eu levarei você onde eu for
Luís, de principio achou esquisito,
E deixou passasr batido
Imaginou!
O que essa mulher quer dizer com isso?
Eu não sei!
Mas em todos os casos...
É estranho, no mínimo estranho.
Na outra semana, Solange passou a sair com Luís.
Em uma ou duas semanas, Solange apaixono-se  por Luís
Paxão a primeira lida:
Sabe como é que é
Um desejo incontrolável de se deixar possuir.
Assim foi em uma freada brusca em um termial de ônibus subindo a Conde de Parnaíba
Foi um beijo um pouco demorado
Solange deixou Luís em sua residência
Luís morava com sua mãe Derli e sua irmã Renata
Luís se dava muito com as duas
Ao deitar em sua cama Luís pensou:
Em que eu estou me metendo?
Eu gostei do beijo dela
Será que eu estou apaixonado?
As semanas foram se sucedendo e os encontros aumentando  de acordo com a volúpia de amor de Solange e Luís
Solange confessava ser racista
Uma mulher negra de que não gosta de negro
No diálogo entrre os dois ela sempre mencionava a existência de um homem chamado Vanderlei
E ela havia namorado ele
E que ele pegava muito em seu pé
Não a deixando em paz
E que ela o odiava
Que ele a maltratava
Ele a humilhava
E que ele era muito violento
Um bruto
Um estúpido
E Solange e Luís continuavam os encontros
Alias, Solange pedia suplicamente
Não conte nada.Ela conhecia Vanderlei
Solange confessava ao Luís que ele era o homem mais apaixonate do mundo
E que no meio deles havia Vanderlei.
Um homem que ela sempre dizia ser um chato e repugnante
Mesmo assim sempre a pressionava
Querendo que ela voltasse a ele
Luís entre meios a conversas com ela
Tentava acalmá-la
Dizendo coisas que ele ouviu de u ma parente dele já falecida, e que esta história ela iria contar para seus netos.
Solange queria a todo instante beijá-o  prolongadamente
Ela inclusive os pedia encarecidamente
Luís você quer me beijar.
No meio desta história surgiam os familiares de Solange
Um homossexual chamado Ale
Uma garota chamada Larissa
Ale e Larissa faziam de tudo para que Solange e Luís se separassem
E que Solange voltasse para os braços de Vanderlei
Ale não se incomodava com os sentimentos de Solange
Ele gostava que Solange e Vanderlei se casassem
Mesmo sabendo que ela o odiava
Luis confessava à Solange o seu ódio a esses gladiadores romanos
Dizendo serem  hipócritas, sem-vergonha e sem caráter
Ale buscava situações para que Solange desligasse de Luís
Luís sempre nervoso e apaixonado
Pois Solange em suas conversas mencionava o caso antigo
Sempre dizendo que ele era um chato
E que não dava a menor importância a ele
Os dias foram se passando, Luís deu o seu terceito livro a mulher em que ele estava apaixonado
Luís, inconscientemente pensava como iria dizer à Solange para que ela  reduzisse os encontros.
Pois, sua mãe e sua irmã estavan questionando o que havia com Luís.
Pois estava emagrecendo e estava modificadoo
Renata e Derli nos fundos da copa questionavam isto
Em um desejo de acabar com a felicidade de seu irmão e de seu filho
Pois este fato não as agradava
As duas querima sempre vê-lo entristecido
Alias, Renata e Derli sempre chamavam Luís de chato, tonto, incapaz, mentiroso a todas e qualquer mulheres que se aproximasse dele.
Querendo assim fazer de Luís uma marionete e se divertisse com ele
Toda vez que o Luís era exposto ao ridículo e que elas o vissem
Davam enormes gargalhadas
Bem gostava e alucinadas
Derli e Renata não gostavam do Luís feliz
E Luís tanmbém não gostava das duas
Simplesmente ignorava as duas
Para Luís família  era uma coisa supérflua
Pai, mãe, irmã, irmão, perfeitamente descartáveis
Filhos, filhas e esposas enfeites de casa
Ignorava isto totalmente
Até que um belo dia Solange ligou para Luís e Renata atendendo disse as mesmas mentiras de Luís à Solange e Derli as confirmava
Solange em tom de desilusão disse
- Você não querem ver Luís feliz?
As duas responderam
- Você acredita nele!
Solange confessava que estava em dúvida entre Luís e Vanderlei
E as duas responderam
E você estaá em dúvidas ainda
Solange disse que Vanderlei estava querendo ela sexualmente
E as duas disseram, vá é gostoso
Como Solange fosse um objeto qualquer
E que poderia colocar em qualquer lugar
Não respeitando o sentimento de Solange
Renata e Derli disseram
- Ele tem mania de perseguição
Alias é o refrão que elas têm e para deixá-lo mais irritado
Em uma noite de natal Renata contou esta história para Cândida e no final ela disse:
E tudo se acabou
E Luís disse
Mulher é bicho burro!
Desta forma Vanderlei um bicha por tabela
Relaciona-se com ela
E ela penso no Luís.



Luís Antonio Padovani
13/2/1/1997
Livro Poema para Solange
Editora
Composta e impresso
Gráfica e editora Nosde projeto culural escritores fazendo
Bicha gíria que quer dizer homossexual
Bicha por tabela expressão idiomática criada por mim que quer dizer homossexual
Esta pasta foi iniciada em 13 de fevereiro de 1997 e terminada em 1 de novembro de 1998


Firmeza

Mulher
É a própria essência do homem
Mesmo por que,
Sem ela não existiria o homem
Nem mesmo a mulher.
Não teria humanidade
O mundo não seria habitado
A Terra seria um grande vazio
Teria apenas uma grande imensidão de água
E uma grande imensidão de areia.

Luís Antonnio Padovani
18/2/1997
Livro Poema para Solange
Composto e impresso
Gráfica e editora Nosde projeto cultural escritores fazendo

Uma grande mistura

Um misto de criança
Um misto  de adulto
Um misto de irreverente
Um misto de sério
É assim que eu sou
Sou um ser em transformação
Ideias revolucionártias
Ideias conservadoras
Na verdade eu não me entendo
E também eu não quero me entender
Eu não quero ficar louco
O mais sábio é deixar a vida prosseguir
E viver o dia a dia meio de outras pessoas.

Luís Antonio Padovani
22/2/1997
Livro Poema para Solange
Composto e impresso
Gráfica e editora projeto cultura escritores fazendo

Não te elimies

Protegei a sua prole.
A  sua prole, é a sua vida.
É a continuação do seu ser.
É a garantia de sua geração.

Luís Antonio Padovani
25/2/1997

Livro poema para Solange
Composto e impresso
Gráfica e editora Nosde projeto fazendo cultura escritores fazendo

Como é que são

Salve, salve o puxa saco.
Salve, salve a tiririca.
Salve, salve, aleluia.
Vamos comemorar!"
Assim seja!
O puxa saco e a tiririca, que são tão ruim que nascem em qualquer lugar.
Amém!
Assim seja!
Para todo o sempre!
Que vão embora!
E que não enchem mais o saco.
Irmãos, eu quero mais é paz.
Que seja louvado!
Que eu não aguento mais.

Luís Antonio Padovani
26/2/1997
Livro Poema para Solange
Conposto e impresso
Gráfica e editora Nosde projeto cultural escritoes fazendo

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Desculpa para que

Vítimas
Eu estou fora
Eu não ligo
Eu desligo
Eu fujo
Pessoas que se fazem de vítimas
Querem que os outros tenham piedade
São encontradas em qualquer idade
Dizem dos remédios que tomam
Dizem das doenças que adquiriram
Imaginam que só são elas que tenham sofrimento
Que os mundo gira em torno delas
Para que alguém lhe atenção.
A todo instante diz
É porque sou pobre
É porque eu sou diabético
É porque eu sou alcóolatra
É porque eu sou epiléptico
É porque eu sou deficiente
É porque é porque eu sou esquizofrênico
É porque eu tenho hipertensão
Eu não procuro solução nenhuma
Para que o mundo tenha dó
Com essa nota só não dá

Luís Antonio Padovani
18/3/1997


Em tua homenagem

Por séculos foi reprimida
Agora vem a reprimir
Fala do oriente médio
Falar na luta que não terminou
Mulher é um ser inteligente
Que como toda gente
É passível de corrupção
Por almejar o poder
Por saber o que representa o poder
Faz tudo o que o homem faz
Não é porque é mulher que não é corruptível
A mulher é ser qualquer
Que quando a ambição bate
Faz de tudo para obter o seu objetivo

Luís Antonio Padovani
4/4/1997

Gente

Gente mais informada
É gente mais formada
É gente mais inteligente
É gente mais capacitada
É gente mais aplicada
É gente mais habilitada
É gente mais elucidada
É gente mais compreensivaa
É gente mais esclarecida
É gente mais aberta
É gente mais desperta
É gente mais tolerante
É gente mais conversável
É gente que não procura briga
É gente que procura dialogo
É gente que procura ser amiga
É gente mais politizada

Luís Antonio Padovani
9/4/1997
Publicada no livro "Onde mora o seu preconceito"
Editora Gráfica Azul
Página 16
Ano da publicação 2012
Cidade Moji Mirim, São Paulo

Uma certa pessoa

Ele só tem tamanho
Ele só tem safateza
Ele não sabe nada
Ele não sabe é de nadaa
Não faz nada para desmentir o consenso popular
Por mais que é beneficiado
Repete as mentiras que faz ele perder
Ele não sabe de nada
Ele é um bobo
Ele só tem tamanho
Ele só tem safateza
Desvaloriza a cultura
Quem faz a cultura
É no mínimo contraditório
Volta e meia volta a dizer
Ele não faz nada
Ele não é de nada
Ele não sabe nada
Ele é um bobo
Até ele provar o seu valor
Posterior a isso se rende ao seu talento e passa a admirá-lo

domingo, 6 de maio de 2012

Momentos marcantes/Conto

Com dezessete anos de idade Fabrícia começou a trabalhar, largou dos estudos para ajudar a sua família. Trabalha com o pai Henrique, um microeempresário de móveis que lutava com grande dificuldade para manter a familia, mas com um sonho de ajudar em aumentar a renda dos pais, pensava que com o que os pais ganham na propriedade era muito pouco e fosse trabalhar em um outro lugar poderia dar mais dinheiro para os país.
Fabarícia uma adolescente perfeitamente normal sai todos os finais de semana com Laurem que tem vinte e quatro anos, que em suas conversas sempre tocava em seus tios que moram em São Paulo
- Tenho um tio que mora em São Paulo se você quiser trabalhar com ele você vai ganhar muito mais até que um dia a Laurem apresntou os seus tios Jenefer e Pedro.
Jemefer e Pedro em uma boate de dança dão à notícia de que no domingo seguinte que eles iam falar com so pais de Fabrícia e que ela os preparesse.

O que é? o que é?

Tudo depende do referencial
Do significado que queira dar
Da ideia de que se tem
Nada é feio
Nada é bonito
Bonito e feio depende do referencial
Do significado
Do significante
Da ideia que se passa para uma outra pessoa
Da ideia que a outra pessoa tem
Palavaras são apenas símbolos
A, b, c, d, e, f, g, h, i, j, k, l, m, n, o, p, q, r, s, t, u, v, w, x, y, z.
Que agrupadas dão uma mensagem
Esta mensagem dá um nome.
Este nome um símbolo
Palavras são palavras
Nada mais que palavras
Palavras são apenas um meio de comunicação
Que faz da fala uma ação

Luís Antonio Padovani
15/3/1997
Publicada no livro "Onde Mora o seu preconceito"
Editora Gráfica Azul
Cidade Moji Mirim, São Paulo
Ano da publicação 2012
Página 51


Nunca mudarás

I

Assim eu nasci
Assim eu morrerei
É que crês

II

Se bem que a coisa não funciona bem assim
O ser é o fruto da sociedade
Que de acordo com a idade vai se formar

III

Uma coisa eu digo
Viver assim não dá

IV

Viver do passado
Não vê o presente
Iludes com o futuro
Andas inseguro
Sempre ausente
Não aceita modificações
Tu és condicionado
Que conta história do passado
Da grandiosidade que teve
Porque não tem histórias no presente
Não preserva a sua cultura
Que é relegada ao terceiro plano.

Luís Antonio Padovani
22/5/1997

Particular

Prestar
Tratar
Espititualizar
Reencarnar
Imortalizar
Reviver
Encarnar
Cuidar
Resgatar
Trocar
Idealizar
Transitar
Modificar
Acrescentar
Conversar
Fincar
Ampliar
Complicar
Aprontar
Acabar.

Luís Antonio Padovani
23/5/1997

Como pode ser tão chato

I

Eu não entendo o que eu faço por aqui
Eu não consigo eco nenhum
Por uma sociedade preconceituosa

II

Uma sociedade reta de mais da conta
Não se pode quebrar nenhuma expectativa
Logo que nasce é traçado um destino
Se por um acaso uma ação falhar
O Dito cujo é crucificado
Malhado como Judas todos os dias
É tratado pior do que um cão pulguento e sarnento que vive na rua
O cão encontra alguém que tem pena
Levo o para casa
E ao trata
Quem não atende todas as esperanças
Não tem nada disso
Se tiver qualquer problema de saúde nada é feito
É jogado para a rua para que morra logo
E como em Espartacas
Nasceu com defieito!!!
Para que viver!!!
Um ser que não pode para guerrear não serve para nada.

Luís Antonio Padovani
11/6/1997


Do que pensa

I

Não possibilita abertura nenhuma
Eu posso morrer a gritar
Que não vão me socorrer

II

É muito cansativo e nem nota
A nota que dá tem sempre o mesmo tom
Não podem me encontrar que já com aquele conceito
Até antecipo que vão dizer
Eu procura desfiar do seu caminho
Porque ouvir a mesma história não dá
Eu cansei de ouvir
Eu não sei como não cansou de falar

Luís Antonio Padovani
19/6/10007

A verdade

Hipócrita, sem vergonha e sem carácter
É o mundo ao qual eu vivo
Criam imagens de mim
Nada do que falam é verdade
E afirmam ser a mais pura verdade
Na verdade eu não sei por que existem
Vivo ou morto não vai fazer falta nenhuma para o mundo
É somente um peso na Terra
Não sabem separar o autor da obra
Eu tenho um dó do ator
Com seus múlplos personagens
Teriam múltiplas personalidades
Gostam de zoar A ou B
Não importa com quem
Não importa a quem
O que importa é zoar
De zero a cem anos são eternas crianças
Além disso, são uns sangues suga
Gostam de aproveitar do sangue dos outros até a última gota
E isso vai longe
E como vai longe

Aproveitar do sengue dos outros é uma expressão idiomática que quer dizer aproveitador

Como deveria ser

Eu imagino que o meu pai é um super homem
Eu imagino que a minha mãe  é a mulher maravilha
E eu sou raspade tacho
Eu sou a última chama da labareda
O meu irmão é o homem aranha
Ele está na faculdade
A minha irmã é a bat girl
Eu estou com sete anos
Entrei na escola agora
Estou no primeiro ano
A minha família é o meu espelho
A minha família é uma marvilha
O meu irmão sobe todos os obstáculos para me tirar do perigo
O meu pai é o super homem que me protege do mundo
S minha irmã e assistente que se juntou ao grupo
A minha mãe é a protetora de todos
Por onde eu olho
Eu vejo a minha imagem no futuro
Refletida agora no presente
A imagem que eu vejo é das melhores
Colorida e sem nenhum chuvisco
É um cinema.

Luís Antonio Padovani
28/6/1997
Labareda inspirado na musica de Vinícius de Moraes
Os nomes são feitos de super herois das histórias em quadrinhos, cinema e televisão
Publicado no livro "Onde mora o seu preconceito"
Editora Gráfica Azul
Cidade Moji Mirim, São Paulo
Página 80
Ano da publicação 2012

Ai meu coração

Raimunda é feia de cara e boa de bunda
Quando Raimunda passa não há homem que não a olhe
Quando Raimunda passa o mundo fica de queixo caído
Quando Raimunda passa chacoalha a bunda
Raimunda tem uma bunda que não é dela
Raimunda e bunda que todos os homens gostariam de ter
Raimunda com a sua bunda para qualquer movimento
Raimunda é boa de cara e boa de bunda
E ai o mundo dos homens se afunda na bunda de Raimunda
Se Raimunda é boa de bunda
Raimundo é o rei do mundo
Desculpe-me o trocadilho
Mas eu gosto de fazer isso
É o meu jeito natural de ser

Luís Antonio Padovani
29/6/19997

sábado, 5 de maio de 2012

Vê se você se trata

I

Psico, psico
Psicopata
Vê se você se não me mata
Vê-se se acalma

II

Psico, psico
Psicopata
Vê se voce se acha
E não mais me bata

III

Psico, psico
Psicopata
Vê se você se trata
E não mais me mal trata

IV

Psico, psico
Psicopata
Deixa a neura no analista
A moça já entra em outra fita
Ela não quer te vê nem de vista.

Luís Antonio Padovani
3/7/1997

Eu tenho uma coisa

I

Eu sou o rei do rolo
A cada mulher que eu me envolvo
É um rolo novo em minha vida
Até parece que eu procuro rolo
"Tá besta?
Procurar rolo?
É procurar dor de cabeça

II

Eu sou o rei do rolo
O rolo me procura
Eu não sei o que eu faço
Para não ter mulheres cheias de rolo
Só sei de uma coisa
Todas as mulheres que eu namorei
Todas elas tnham rolo
Eu sou o rei do rolo
Eu não sei o que me liga a isso
Mas isso é incrível.

Luís Antonio Padovani
7/7/1997



Para sempre

Para sempre será
Para sempre irá ficar para a eternidade
Para eternas gerações conhecerem
Os meus caros amigos
Que é afim comigo
Que fazem das suas obras boas histórias
Secretamente escrevem os seus nomes
Em capas de duas ou mais cores
Para alegria do povo
Contam histórias que fascinam
Redigidas palavara por palavra
Cada parágrafo é pensado
Individualmente aumentam os expositores das livrarias
Tecerão viagens sem fim
Elas orquestraram a expansão do vocabulário de cada um
E vai revigorar a língua portuguesa com certeza

Luís Antonio Padovani
9/7/1997

Tudo isso para que

Vamos logo
Trate de não me enrolar
Vamos resolver o que tem que ser resolvido
Ganhar tempo sempre é bom
Quando eu tenho que fazer uma coisa
Eu não necessito alguém para mandar
Se for obrigação minha eu vou faço o mais rápido possível
Tem-se que fazer uma tarefa então para que prorrogar
Já que tem que ser feito fazer logo
A demora me causa desespero
E o desejo que resolver logo
Para a função ficar liquidada

Luís Antonio Padovani
14/7/1997

Atenmção geral

Aviso
Para a plateia em geral
Como diz Cleuza Antonio
"Ele é escritor"
"Escritot e jornalista contam tudo o que vê quando escreve"
É pura realidade
O motivo disso é a tinta
A máquina de escrever e a caneta são os super poderes
Quem tem "tinta nas veias" é bom ter cuidado
E como eu sempre digo eu não respondo por mim
Eu sou porra louca
Tudo que eu vejo da desejo de escrever
Faz em mim uma cosquinha que só termina quando eu escrevo
Então é bom não me amolar
Se o fato acontecer eu passo a mão na caneta e escrevo
E daí para virar livro não custa nada.

Luís Antonio Padovani
15/7/1997


Dá para se notar

I

Tudo representa sexo
Tudo representa sexo
Tudo representa sexo
Qualquer gesto
Qualquer palavra falada ou escrita
Tudo representa sexo
Tudo é nojento
Tudo é repugnante
Tudo é tabu
É bom parar com isso
E começar a ver que não é nada disso
O sexo é bonito
Porque é do sexo que começa a vida
Ou tem algum outro meio que eu não sei

II

Eu não compreendo esse enjoamento
Eu não sei qual é o motivo
O sexo é o principio da vida
O sexo é gostoso
O sexo é prazeroso
Quando há prazer no sexo à difrença de idade desaparece
E a vontade de encontra o outro é o motivo de viver

Luís Antonio Padovani
17/7/1997

Um susto

Publicado no livro "Onde mora o seu preconceito"
Editora Gráfica Azul
Cidade Moji Mirim, São Paulo
Página 47
Ano da publicação 2012

Incurável

Dinheiro
Dinheiro
Dnheiro
Só dinheiro
Só pensa em dinheiro
E quem quer dinheiro
Vá ao Sílvio Santos e pegue um de seus aviõezinhos
E eu não aguento mais ouvir em dinheiro
E tudo que eu penso para virar dinheiro ninguém me escuta
É assim é a vida
É asssim
E é assim é que eu vivo a minha vida
Dinheiro
Dinheiro
Dinheiro
Pensar em dinheiro tudo bem
Mas pensar exclusivamente nele é ser pobre
É ser pobre de espírito
Dinheiro
Dinheiro
Dinheiro
Quem quer dinheiro
Vá ao programa Sílvio Santos que o aviãozinho vem ai
Pensar em dinheiro tudo bem
Mas pensar em outros assuntos para modificar também está tudo bem

Luís Antonio Padovani
11/8/1997


Creem

Eu não sei no que creem
Mas isso nada me importa
Por que nada representa para mim
É simplesmente um bípede andante e que se julga ser inteligente
Gente eu não sei se é
Mas integra o batalhão de gente
Minha gente me perdoa
Mas eu preciso escrever isso
Eu não creio em nada do que fala
Porque o que fala é puramente uma reprodução de programas de televisão e minha
Portanto é apenas uma antena retransmissora
Retransmite o que é de outra emissora
O dia que fazer algo inédito
Transmite a mim primeiro
E depois para os outros

Luis Antonio Padovani
2/8/1997

Adorável simpatia

Vive de cabeça quente
Arquiteta atos infantis
Não revê os seus conceitos
Não admite os seus erros
E o pior ele pensa que está certo
E com tudo isso imagina ser o ser mais simpático do planeta
Diz ser o que não é
Atrapalha que trabalha
E com isso quer me conquista
Eu não estou louco para tal aventura
Jamais em tempo algum eu irei me juntar com um traste deste
É uma vida triste e dolorida
Nada florida
Nem com Margarida eu posso chamar de querida
Rima feita
Eu vou para o que interessa
Povo irritante igual não há
É o campeão insuperável
E não dá para ser amável
Ainda bem que eu sou móvel
A qualquer momento eu me retiro e me deixo falar sozinho
E que construa o seu ninho com outro
Entendicha ou não?
Eu não sei por que eu pergunto
Eu não quero saber da resposta

Luís Antonio Padovani
21/8/1997 /
Entendicha criação minha que quer dizer entender
Viver de cabeça quente exprssão idiomática que quer dizer preocupar-se

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Mais parece um jornal

Ele estava em
Ela estava em
Ele estava com
Ele comia
Ela comia
Ele bebia
Ela bebia
Ele foi em
Ela foi em
Ele se encontrava com ela em
Ela se encontrava com ele em
Os dois
Ele a beijou  na boca
Ela o beijou na boca
O dois pareciam
Ele chegou às
Ela chegou às
Os dois ficaram juntos a fazer
Ele estava com o carro dela
Ela estava com o carro dele
Quem dirigia era ele
Quem dirigia era ela
Ele entrou na casa dela
Ela entrou na casa dele
Os dois se despediram e ele foi para a casa dele
Os dois se despediram e ela foi para a casa dela
Os dois entraram no motel e ficaram até às

Luís Antonio Padovani
3/9/1997

Mojimirmim para mim fica depois das outras

Mojimirim
Outras
Rio de Janeiro
São Paulo
Recife
Salvador
Porto Alegre
Belo Horizonte
Campinas
Juazeiro do Norte
Vitória da Conquista
Cabo Frio
Itanhanhem
São Vicente
Santos
Pedreira
Jacutinga
Jaguariúna
Ouro Fino
Tatetu
Sorocaba
Itu
Bragança Paulista
Tupã
Ibitinga
Lins
Cafelândia
Marília
Jaú
Dois Córregos
Brotas
Pelotas
Itirapina
Macaé
Rio Claro
Promissão
Limeira
Bauru
Avai
Lençóis Paulista
Pirauí
Águas da Prata
Casa Branca
Mococa
Americana
Piracicaba
Valinhos
Vinhedo
Capivari
Monte Mor
Moji Guaçu
Cosmópolis
Limeira
Teresópolis
Conchal
Araras
E eu Registro


Luís Antonio Padovani
4/9/1997

Qual é

Eu vou te dar uma sugestão
Você pode seguí-la se você quiser
Sai do meu pé jacaré
Que a sua presença me incomoda
Porque a única coisa que você quer é seguir a moda
Qualquer que seja ela
Eu quero uma pessoa de personalidade
E essa não é a sua realidade

II

Sai do meu pé jacaré
A sua presença me desanima
Eu quero gente de opinião
Eu quero gente que influencia
E não gente que é influenciada


Luía Antonio Padovani
27/9/1997
Sai do meu pé jacaré Eu usei somente para dar rima e quer dizer vazar

Terapia

Um descanso
Para ficar relaxado
Um descanso
Sem nenhuma consulta
Areja o celebro
Quando eu vejo certa circunstâncias que são irônicas
Um cidadão vai e volta
Vai para frente e para trás
Repete os movimentos
Só que desta vez do lado oposto
Volta da sua posição de origem
Com movimentos engraçados eu o vejo como um palhaço
Divirto-me a valer
Vejo o por alguns instantes e saio de bando

Sair de banda expressão idiomatica quer dizer retirar.

Neurônio fora do eixo

Um louco
Sai enfurecido do hospício e disse
Todo mundo louco oba
Vai embora que chegou a hora
Todo mundo louco oba
Vai embora que chegou a hora
Todo mundo louco oba
Vai embora que chegou a hora
E o andante que passava pela rua disse é louco
Este cara é engraçado
O hospício virá buscá-lo
E seguiu o seu caminho

Luís Antonio Padovani
7/10/1997

Dia da bandeira

I

Tremula com o vento
Quando tem um acontecimento
Ela é sempre acompanhada pelo hino nacional
Representa uma nação
Quando ela é hasteada todos põem a mão no peito em sinal de respeito
Perfilados todos ficam atentos quando ela é içada até a altura mais alta do mastro à oito horas
E netra posição ela fica até às dezessete horas quando ela é desfraldada
Do mesmo modo com ela foi elevada
Todos esperam com grande respeito à cerimônia
Ela é levada em olimpiadas, jogos continentais, em jogos oficiais pelo esquadrão nacional, ou qualquer equipe  que representa uma nação

II

Olha para baixo
Vê quem olha para cima
Admira a sua beleza
Referenciada pela nobreza
Com a qual simboliza um País.

Luís Antonio Padovani
13/10
1997


quarta-feira, 2 de maio de 2012

Meu nome

Foda-se o mundo
Que o meu nome não é Raimudo
E também eu não sou o rei do mundo
Se eu fosse eu mudaria muita coisa no mundo
Se assim fosse o meu nome seria Imundo
Eu estaria na boca do mundo
E o mundo estaria no fundo
Desculpa-me o Raimundo
Se ele pensa que é o rei do mundo
Mas nada posso fazer
Raimundo é apenas uma rima com o mundo
De tal sorte que não resolve nada para o mundo

Luís Antonio Padovani
13/10/1997
Uma paródia do poema de Carlos Drummon de Andrade
Publicado no livro "Onde Mora o seu preconceito"
Editora Gráfica Azul
Cidade Moji Mirim, São Paulo
Ano da publicação 2012
Página 53

Como é bom

Morte, sangue e vingança.
Eu gosto de ver snague
A morte é uma coisa natural
Nasce para morrer
A úncia coisa que eu sei da vida é da morte
Por isso eu digo "eu vou cuidar da vida porque a morte é certa".
Vingança é uma coisa gostasa de ter
O doce amargo da vingança
Mora junto com o meu ódio
Que me matam vivo até os dias de hoje
Eu quero me vingar das pessoas que me fizeram mal
É uma coisa que eu sempre nutri
A oportunidade da vingança um dia virá

Luís Antonio Padovani
24/10/1997
Eu vou cuidar da vida porque a morte é certa é criação minha

Quem és Tu

Tu pensaste que tu és alguma coisa
Tu não és nada
Nada me ensinaste
Nada me acrescentaste para que eu pudesse crescer
Só quereis me destruir
Tirar tudo o que eu tenho é o teu desejo
Só me deste ódio
Só me deste desprezo
Só me deste um muro de Berlim
Uma divisão de nós dois
Tu não me suportas
Eu não te suporto
Tu não me deste nenhuma importância
Eu também não lhe dou importância
Tudo que eu sei de técnica artística aprendi com o teu vizinho
Agradeço a ele
A ele que me deu carinho
Que me deu amor
Que me deu amizade
Que me deu fraternidade
Que me deu importância devida a qualquer ser humano
Tua presença não representa nada para mim
A do teu vizinho representa tudo
Nada e tudo
Um dueto como muitos outros

Luís Antonio Padovani
6/11/1997
Muro de Berlim  Muro que separou o mundo em capitalista e socialista
Começou  a ser construido em treze de agosto de mil novecentos e sessenta e um e derrubado em nova de março de mil novecentos e oitenta e nove

Um lugar qualquer

Abandonado em um lugar qualquer no departamento
Sem nada o que fazer lia livros de minha biblioteca e versículos da biblia
Por não ter nada o que fazer fazia tudo
Intrometia-me de telefonista quandod estava sem alguém no posto
Fazia a fez de secretário do diretor do departamento Reinaldo quando Bruna se ausentava
Orientava o público para os professores e profissionais indicados para resolver os problemas da população.
Em resumo um quebra galho de tudo
E a ociosidade me causava tédio
Tudo porque eu não quero trabalhar com Rita
Apesar da insistência de todos
Quando  perguntado por que eu não quero trabalhar com Rita eu falei que ela é uma incompetente, inoperante e incapaz, havia me esquecido de dizer que ela é insensível
Todos os dias eu passava o dedo no relógio ponto para registrar a minha entra e saída
Os especialistas quando iam se reunir me pediam licença para que eu me retirasse da mesa de reuniões onde em algumas ocasiões eu fazia de sala de leitura
Bruno colega de classe reparou no ocorrido
Sempre perguntava o que eu fazia por ali eo que havia acontecido
Eu sempre falava que eu estava no CEMEI quando virou escola e passou a direção das mãos de Ana Regina para Maria Lígia que não foi com a minha fachada e mandou-me para o departamento para conversar com Maria do Carmo e no dia seguinte, porém quando amanhaceu o dia fui ao departamento Maria do Carmo estava enferma e lgo me afundei para o departamento
Em conversas paralelas o chefe do transporte Bruno perguntava para os motoristas e colaboradores o que pensavam de mim
Nenhuma resposta  que opunha a minha permanência era obtida e com um dialogo reservado que teve com Reginaldo que lhe deu o aval para que eu trabalhasse  junto dele e quando ele me perguntou eu aceitei
E assim passou alguns meses até que os professores intrometessem pela minha presença no local estivesse dando certo incomodo e pediram a minha exoneração pelo fato Bruno levou me até o advogado do sindicato Lucas para que a minha demissão não fosse efetivada e o tempo que eu fiquei parado pela incompetência de Rita que eu recebece os salários e as contribuições sociais de dois mil e dois e dois mil e quatro.

Luís Antonio Padovani
2/5/2012
CEMEI Centro Municipal de Educação Infantil

Publicado no livro "Onde mora o seu preconceito"
Editora Gráfica Azul
Cidade Moji Mirim, São Paulo
Pàginas 48 e 49
Ano da publicação 2012





terça-feira, 1 de maio de 2012

Quem com que

Neurose
Neurótico
Tem que ter paciência
Analisar o psico
Eliminar o psicopata
Tirar os loucos
Varrer os esquisitos
Tirar os incompetentes
Não ser insensato
Eliminar as manias
Não ficar estático
Não ser tão rigoroso
Para o mundo não ser louco
E os inaptos sejam aptos.

Luís Antonio Padovani
10/11/1997

Procurem ter um dó de mim

Eu quero que alguém tenha compaixão
Para que eu mande para o caixão
Não é sentimento de paixão
Por que eu vivo na penumbra
Eu vivo pendurado no cartão de débito
Eu vivo no limite do meu talão de cheques
Eu não consigo pagar as minha contas
Devo em todas as lojas da cidade
Todos os dias chegam cartas de compranças
Para pagá-las eu passo um riscado
Eu vendo a janta para pagar a janta
Eu não tenho nem comida em minha casa
Eu vivo do auxilio da promoção social
Ela me dá uma cesta básica
E o resto eu compro dos bicos que eu faço
Porque cobra que não anda não engole sapo
Eu quero que todos tenham um dó de mim

Luís Antonio Padovani
22/11/1997
Passar um riscado expressão idiomática que quer dizer dificuldade
Eu vendo a janta para comprar o jantar id
Promoção social auxilia quem tem dificuldades

Cheios de porquês

Por que sim
Por que não
Por que me dão problemas
Por que não me dão soluções
Porque só me pergunta por quê
Eu quero saber por quê
Venha logo com a solução
Se eu tenho um problema
Eu preciso resolvê-lo
Não me venha com novelo
Eu quero uma coisa desenrolada
Eu não quero assistir novela
A novela que eu vivo é enrolada de mais
Não me venha com mais porquês
Eu quero ter as respostas
Os porquês não resolvem os meus problemas
Para o meu dilema
Eu quero um leme
Que me leve a uma direção

Luís Antonio Padovani
2/12/1997


Em Pirajão

Lutar contra o concreto?
Não adianta!!!
É! É!
Pronto
Não adianta falar
Chega de falar que você é escritor!
Sou e pronto
Se já tenho livro escrito!
É um gozo!
É uma sátira
É inacreditável
Lutar contra o concreto!!!
Não adianta falar!
Eu não admito que você é escritor
Não é concreto!
Está pronto
Está na mão
Se for neurose?
O problema não é meu
Já que eu não sou psiquiatra
Eu não atuo no campo do que não é meu
Eu escrevo
Psiquiatra é outro ramo
Aos neuróticos!
Vão ao psiquiatra
Aceitam o fato concreto
Eu escrevo
O que o povo de Pirajão pensa...
Não altera os fatos
É concreto
A eles eu não dou a mínima importância
Eles dão azia até em bicarbonato
Da vontade de rir de tamanha imbecilidade.

Luís Antonio Padovani
3/12/1997
Pirajão neologismo criado por mim
Uma cidade imaginária

Como é que fica

Na bunda vai
Na bunda fica
Como é que fica
Na bunda vai
Na bunda fica
Como é que fica
Fui ao escritório
Passei um telegrama
Ficou sujo
Na bunda vai
Na bunda fica
Para limpar toda a sujeira
tive que buscar papel
Na bunda vai
Na bunda fica
E o mau cheiro
Como é que fica
Na bunda vai
Na bunda fica
Como é que fica

Luís Antonio Padovani
11/12/1997