sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Vai procurar a sua turma

Chato irritante cansativo
Eu não sei como se aquenta
Porque eu não aquento
Eu não sei por qual motivo faz sempre as mesmas perguntas
Parece que não se toca
Parece que não vê que não me agrada
Eu não sei como que não se cansa de ouvir as mesmas respostas?
Porque eu canso de ouvir as mesmas perguntas
Se eu for fazer as mesmas perguntas eu obterei as mesmas respostas
Larga disso
Desapega, desapega, desapega.
E muda de atitude
Faça coisas interessantes
E deixa de amolar os outros
Deixa-me quieto no meu canto.

Luís Antonio Padovani
26/12/2014

sábado, 20 de dezembro de 2014

O segredo da eterna juventude

Karabtchevsky
Cara de bicha
Maestro imponente
Um dos maiores músicos de todos os tempos
Brasileiro de nascimento, Isac
Começou no terreno da música aos quinze anos
Ganha de presente dos seus oitenta anos um conserto “Sinfonia n0 2 de ressurreição, de Mahler
O palco não poderia se outro “Sala São Paulo"
Perdeu em mil novecentos e oitenta e um sua filha Ilana aos onze anos
É filho de imigrantes
A sua mãe era cantora de ópera
E com vigor faz a batuta o seu instrumento com maestria
Um grande artista que não para de reinventar
Em dois  mil e quinze vai ao sambódromo Rio de Janeiro desfilar na escola “Sapucaí”.

Perdoa-me o grande músico, mas o trocadilho é inevitável
Fonte Folha de S. Paulo, 20 de dezembro de 2014, página E8, Ilustrada

Luís Antonio Padovani
20/12/2014


terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Confraternização de algo

Com, junto
Fraterno, irmão
Ação, ato
Ação junta com irmão
União
Mesmo ideal
Mesma profissão
Professar sobre
Dar liga
Untar
Pensamento único para alcançar a mesma meta
Meter na cabeça de outros objetivos iguais ao meu para dar continuidade ao que faço.
Não deixar a minha profissão morrer
Ter alguém perto de mim com a mesma função
Eu quero passar o que pratico para a minha futura geração (filhos e netos), e assim por diante.

Luís Antonio Padovani
16/12/2014

domingo, 14 de dezembro de 2014

Assunto irado

Uma palavra que tem dia, mês e ano marcado para o seu nascimento
É uma situação inexplicável
Uma sinuca de bico que eu passei
O presidente do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) Antonio Carlos de Oliveira, de Moji Mirim, estado de São Paulo
Com a participação especial do Cação (Corneteiro), que estudava comigo Técnico em Contabilidade me convidou para ingressar em seu partido.
E no dia 30 de agosto de 1982, lá estive
E na Rua Dr. Ulhôa Cintra, centro
E lá estava presidente que me recebeu de uma forma acolhedora
Eu disse para ele o que pretendia
Ele me disse: “Eu vou pegar uma caneta para que você escreva o que você pensa sobre política”.
E eu falei que burrocracia
E ele foi pegar a caneta e o papel sulfite, e foi o que eu fiz
E assim eu fui aprovado, e eu estou até hoje no partido
Que foi mudado em todos os âmbitos.

Luís Antonio Padovani
14/12/2014

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Argumentações das expressões e da lei

O gênio vê aquilo que está nos olhos de todos e somente ele consegue ver.
As pessoas ditas normais são aquelas que vêem aquilo que lhes são permitidas.
Não sabem raciocinar além da matemática e da física
Não sabem que a lei da física está presente em cada ato
Em cada palavra
Em cada expressão
Toda ação tem uma reação de uma mesma intensidade mesma direção e de sentido contrario do que recebeu.
Aqui se faz aqui se paga.
Um olho no padre e o outro na missa.
Olho por olho, dente por dente.
A mentira tem pernas curtas, se bem que algumas duram a vida toda.
De tanto uma mentira ser contada, ela vira uma verdade.
A cora se arrebenta pelo lado mais fraco.
Em fim o gênio é alguém que pensa diferenciado que vê o mundo com outro olhar.

Luís Antonio Padovani
12/12/2014

Terceira lei de Newton
Toda ação tem uma reação de uma mesma intensidade mesma direção de sentido contrario do que recebeu.



Só craques

I

Quem sou eu para contrariar Sócrates
“Tudo o que eu sei nada sei”
Tudo o que eu sei é que eu quero aprender mais, mais e mais
A minha sede de conhecimento insana
Eu quero saber, saber e saber
Eu quero procurara informações
Eu não quero ficar parado
Eu quero andar para bem longe
Eu quero é ler
Seja o que for
Revistas, jornais ou qualquer outra forma de entretenimento que tenha informações
Impresso, visuais e auditivos, ou somente visuais, ou somente auditivas

II

Quem sou eu para contrariar Sócrates?
Eu sou apenas um iniciante
Em vista do inventor da filosofia
Eu sou apenas um aprendiz

III

Quem sou eu para não ler a Bíblias, se todos intelectuais leram
A Bíblia tem grandes ensinamentos
Não importa se é verdade ou mentira
Isto não vem ao caso.

IV

Isto entra no pio de cada um
E isto eu não quero discutir
Porque é âmago de cada um
E além do mais é uma conversa longa e que não chega do nada para lugar nenhum.

Luis Antonio Padovani
12/12/2014

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Pode fechar o caixão

Mulher..........................................................................
Negra.............................................................................
Pobre............................................................................
Epiléptica......................................................................
Homossexual...............................................................
Tem um problema atrás do outro
E que problemas
Preconceito pouco é bobagem
Então para que ter um estigma somente.

Luís Antonio Padovani
11/12/2014 
 Poema publicado no livro Arco-Íris
Página 121
Editora lxtlan
Cidade São Paulo
Ano 2015

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Eu tenho direito de ser diferente

Eu não sou especialista para dizer qual é o motivo
Eu não quero saber qual é a razão de eu ser assim
Eu me aceito do jeito que eu sou
Porque eu não quero ficar louco
Eu falo silibaticamente
Eu ouço silibaticamente
Eu escuto o que eu escrevo
Eu escrevo silibaticamente
Eu leio silibaticamente
Eu sou assim
Quando eu descobri já era tarde
É assim que eu sou
Eu descobri isto por um acaso
Eu não me lembro quando foi
Mas, enfim, percebi
Eu creio que para isto não tem remédio
É o remédio é aceitar para que eu não fique louco
E como eu digo “deixe como está para ver como é que vai ficar”.

Luís Antonio Padovani
09/12/2014





segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Não tem esta de ideograma, as palavras são uma ideologia

Seforemol
Parece-me mais correto graficamente
Se for mojimirianos é otário
Não me deram filhos
Não me deram netos
Sempre fui excluído
Sempre os exclui
Mojimirianos é assim mesmo
Neonazistas
Os diferentes são ignorados
Procuram uma raça ariana
Nã0 tem respeito com os diferentes
A minha vida está no inferno
Quando eu morrer eu vou direto para o céu
Epiléptico aqui tratado como se fosse louco
Por não poder tomar álcool
Uma sociedade movida a álcool
Deveria ser abastecida em um posto de combustível
Não é bebível
Se fosse bebível seria uma competição desleal
Os carros ficariam sem álcool
E os mojimirianos secariam a bomba.

Luís Antonio Padovani
O2/11/2014


Livro Máquina 1993





quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Para perguntas idiotas, respostas idiotas

Não existem perguntas imbecis
Elas são oportunidades para esclarecer algo
As minhas dúvidas podem ser as dúvidas de muitos
O que há é gente com receio de que alguém lhe dê uma resposta atravessada
Ou que alguém repreenda
Este medo não tem razão de ser, porque se eu tiver medo eu irei continuar com as dúvidas
Então o que eu faço, pergunto
Eu não estou nem aí
Eu não estou nem ali
Eu não estou nem aqui
Eu pergunto, e pronto
E se alguém duvidar disto
É melhor não
O melhor é sempre questionar
Assim pode formar um debate
E as dúvidas sanarem
E a ai fica tudo esclarecido
Tudo claro
Tudo limpo.

Luís Antonio Padovani

27/11/2014 
Esta pasta contém cento e dois poemas
Começada em 20 de abril de 2013 e terminada em 27 de novembro de 2014




domingo, 16 de novembro de 2014

Uma opinião de um povo ou de uma pova ou de um polvo

Não é dona não sei o que
E o puxa saco diz é
Você tem que concorda comigo, senão eu te mando embora
Você chega em boa hora
Na hora que eu preciso
Você tem que dar corda para mim que eu te pago
E não para esse epiléptico
Todos os epilépticos são bobos, porque não toma bebida alcoólica
Não fala isso para ele
Ele não Sabe nada
Epiléptico não sabe nada
Eu gosto de irá-lo
Eu sempre repito sempre as mesmas frases
Dê esse remédio a eles e se divirta com o nervo dele
Não liga para o que ele fala
Ninguém gosta dele
Ele é um abacaxi
Ele é um ninguém
Ninguém o amo, ninguém o quer
Ninguém precisa dele
Ele é formado em nada
Ele é o maior mentiroso do mundo
Fica no pé dele
Ele toma gardenal
Ele discursa no deserto
Ele não vai gerar ninguém, porque eu não vou deixar
A loucura dele não pode ser herdada para ninguém
A puxa saco diz: deixa comigo.
Eu sei que eu vou fazer.

Luís Antonio Padovani
16/11/2014
Pova é uma brincadeira que eu faço para dizer povo
Neologismo de minha criação
Polvo é uma brincadeira de jogo de palavras povo e polvo
Meu polvo e meu povo não tem sentido algum é apenas uma diversão.




segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Um problema atrás do outro

Eu estou descrente da sociedade
Uma sociedade quer tirar tudo o que eu tenho
Dar algo para mim, jamais
Uma sociedade repressora
Onde eu nunca tive oportunidade
E a vontade que eu tenho é de desaparecer para sempre, ficar fora
As recordações que eu tenho por aqui são das piores
De todas as boas lembranças são das guaçuanas e uma uberlandense
Foram elas as minhas namoradas
Tudo o que elas queriam era me dar carinhos
E se fosse da minha vontade poderia uma delas empurrar carrinho
Fruto de uma relação harmoniosa
Dada a tolerância que elas têm
Pois, elas sabem que a intolerância não leva a nada
Ou até leva, a guerra
O único pedido que eu faça é que respeitem os meus limites
Não exija de mim aquilo que eu não posso dar.
Eu já nasci limitado
Muitas atividades eu não posso fazer
E no decorrer dos anos os mojimirianos trataram de aumentá-las
Nem os médicos me deram os devidos zelos
E com o tempo os limites irão aumentar
Se eu não for me cuidar peso da idade vai piorar
Mas, o se não joga
A minha solução é me cuidar
Entre trancos e barrancos eu fazer os tratamentos, mas, os obstáculos vão aparecer sempre
Tudo o que eu quero é dar soluções para os meus problemas
E tudo o que fazem é darem mais problemas.

Luís Antonio Padovani

10/11/2014

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Esta era a minha mãe


Uma professora dedicada o tempo integral
De cada dia de sua vida a escola era o seu assunto preferido
Sendo assim o pensamento era exclusivamente aula
Uma professora lembrada por todos seus ex-alunos pela capacidade de passar conhecimentos
Houve o que houvesse nada era mais importante do que a sua profissão
O legado dela foi os seus três filhos e o ensinamento que seus alunos adquiriram
A todos deixou recordações de uma personalidade forte e determinada
Tudo fazia para alcançar os seus objetivos
Objetivo de sua ambição era o foco principal
Enquanto ela não conseguia a sua meta, ela não ficava tranqüila
Deixou um filho médico, um filho readaptado na função de arquivista no setor transporte da educação, embora tivesse adquirido mais conhecimentos e uma filha nutricionista com várias funções e com dons artísticos
A minha mãe foi uma mulher que deixou por onde passou
Deixou também um neto médico no ultimo ano de residência e outro no começo do curso de medicina e um bisneto que começa a andar.

Luís Antonio Padovani
05/11/2014



sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Encarar

Porque eu
Porque eu não aquento mais porque eu
Porque eu
Porque fazer isto comigo
Como posso ser o seu amigo se no momento em que eu quero falar dos meus problemas a solução é dizer por que eu
Eu não entendo esta sua atitude
Ao invés de resolver os meus problemas, você me dá mais problemas
O mesmo pode ficar sem solução
Porque eu
Eu não compreendo
Eu quero solução
Eu não quero problemas
De problemas eu estou lotado
Para de me dar problemas
Eu não preciso mais de um
Porque eu
Porque eu
Qual é o motivo
Motiva-me para ter respostas
Facilita a minha vida
Dificuldades eu já os tenho
E tempo passa
E os problemas se renovam
E a solução!!!

Luís Antonio Padovani
24/10/2014

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Um erro não justifica o outro

Até quando eu vou ter aquentar neurose dos outros
Esta situação absurda
Enquanto eu estiver aqui em Mojimirim esta situação vai durar
Por mais que eu explique não vão me entender
Eu não consigo me comunicar. Eu não sou ouvido
Falam do meu problema
Mas o meu problema não é meu
O meu problema é dos outros
É a falta de orientação
E a falta de conhecimento
Ignorância não é o termo
Estupidez, ou idiotice, poderia ser
Eu não sei a qual
Ou os dois
Não é graduação escolar que vai resolver
A sociedade com os seus conceitos.

Luís Antonio Padovani
17/010/2014

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Ser uma solução

Não são caças às bruxas
Não é procurar culpados
Nada disso vão resolver os meus problemas
Tratar de procurar a solução é o melhor que se tem a fazer
Mesmo porque todos são culpados
Uns mais, outros menos
Quem viu e não fez nada
Fez dos meus problemas motivos chacota.
Os superiores que eu procurei e nada fez
Encontrar o culpado não vai resolver os meus problemas
Dar solução é a solução
A solução existe
Graças à modernidade
Então vamos a ela
E deixar os culpados para lá.

Luís Antonio Padovani
15/10/2014


sábado, 4 de outubro de 2014

Um jogo bem disputado

A briosa jogou contra  a lusa um jogo entre Portuguesas no estádio  Ulrico Mursa.
A contenda entre os times da colônia  portuguesa  nesta quarta-fera às 21h40.
Uma partida que valia a permanência  de ambos na séria A do campeonato brasileiro, terminou no empate de 4 a 4.
Um jogo com muitas alternativas no placar. O primeiro zero do placar saiu  com um gol de Arouca , meia do time praiano
A equipe da capital demorou  para reagir
O time de São Paulo só foi acordar para o jogo quando estava 3 a 0 para a equipe santista.
Com gols de Lucas, Mateus e João o time da lusa conseguiu empatar em vinte minutos em alguns descuidos do time de Santos.
Com as alterações da equipe da Baixada Santista Jaime no lugar de Ricardo, Bruno no lugar de Henrique o time comandado por Celso Rusch fez o quarto gol.
Em um momento de sorte o jogador Pedro fez o gol da equipe da capital dando números finais ao placar
A contenda foi realizada no estádio da Briosa foi pequeno para o público de 14.008 torcedores testemunhas do espetáculo.
O treinador  da Portuguesa Santista é  Mário Sergio Pontes de Paiva.

Ficha técnica

Portuguesa de Desportos                                          Portuguesa Santista
                                                                                 
Jaime                                                                          Anderson
Lucas                                                                         Ricardo (Lucas)
Carlos André                                                             Maicon
Gracindo                                                                   Silvio
Mateus                                                                                  Arouca
Carboni                                                                      Celso
Veloso                                                                       Alison
João                                                                           Henrique (Bruno)
Pedro Paulo                                                               Tadeu
Lauro                                                                         Lima
Caio Vicente                                                             Leonardo

Técnico Mário Sérgio Pontes de Paiva                      Técnico Celso Rusch
ArbitroTeodoro Marcos
Auxiliares Giovane  Matos
Data 08/11/2023Padovani

Luís Antonio Padovani
02/10/2014

E tudo continua da mesma mane

I

Não me reles
Não me toques
Deixa-me em paz
Se é  que você sabe o que é paz
Eu não quero nada com você
Mulher nenhuma quer algo com você
Você é um nada
Nunca será um alguém
Sempre vive às sombras de ágüem
Não me reles
Não me toques
Eu sou cheia de neuroses
E você é um louco
Você é só
Sempre será só
Quando você se aproxima de uma roda alguém da roda diz para você se retira
Diz para outro alguém da rodinha você é um desmancha rodinha
Só, somente só é o que você vai ser
Somente porque você não toma cerveja
Você não quer se misturar com os outros
Você não é sociável
Você não sustenta filha dos outros
Você é persona non grata
Não me reles
Não me toques
Deixa-me em paz
Você é um ninguém
Nunca será alguém

II

E assim mesmo que um epiléptico é tratado em uma sociedade alcoólatra
O preconceito não é somente de gênero, e cor é também de outras naturezas
E isso  porque vivemos em uma sociedade politicamente correta
E imagina se não  fosse assim
É melhor nem imaginar

Luís Antonio Padovani
24/09/2014

Parcialidade

Cerveja
Vê se você veja
Vê um ser vejo
Cerveja
O que o intolerante faz
Se é que vê outro ser
Ou somente vê a cerveja
Sem cerveja não existe um ser
Ser com sem veja ser
Um ser, um ser é um ser
Veja como pode ser
Veja um instante
Ser  considerado um ser
Cerveja nada mais, nada menos que um ser cerveja
Um Deus invisível
Um Deus visível
Um Deus
Nada disso
Mas é tratada como tal
De tanto eu ouvir cerveja eu aconselho
Enfia a cerveja na onde quiser
Não me encha o meu o que quiser
E vai tomar no onde quiser
Eu não sei como há pessoas assim, mas existem
O que eu posso fazer
De tudo que eu fiz
E nada adianta
É porque se fazem de cegos, mudos e deficientes intelectuais
Fingem que não são com elas
Fingem que não acontece nada
Vivem na cerveja
Vivem na ilusão
Vivem em um mundo particular que somente existe aqui
E por isso que eu digo quem é inteligente vai  procurar outras bandas
Que  por essas bandas não nasce nem tiririca
Se nascer um líder, esse líder é morto, pois ele incomoda muita gente
Para ser um ser é preciso ser ou ter na mesa cerveja.

Luís Antonio Padovani
21/09/2014

Mentiras do dia-a-dia

Eu não estou aqui para julgar alguém
Muito menos para ser julgado como eu sou
Eu  não sou  o dono do mundo
E nem quero ser
E eu também jamais iria conseguir uma proeza desta
O mundo é muito grande
E eu não daria conta do recado
Falar  todas as línguas e dialetos do mundo é humanamente impossível
Muito menos conhecer todo mundo
O mundo tem muita gente a minha existência na Terra não daria tempo para tanto
Conhecer algumas pessoas do meu mundinho é o que da para fazer
Essa história de alguém falar que todo mundo me conhece é uma grande mentira
Eu não sou tão famoso assim
O meu IBOPE não está tão representativo assim.

Luís Antonio Padovani
23/09/2014


O que tem a dizer

Tome simancol
Tome simancol
Tome
Si manca ol
Vê se si manca
Não age como se fosse manco ou manca.
Preste a atenção em que eu vou dizer
Você não é bem-vindo ou bem-vinda
Vindo de mim
Eu espero que me entenda o que o Dito fala ou deixa de falar para mim é irrelevante
Por mais que eu escreva
Por mais que eu fale eu não sou compreendido
Compreendicha
Essa mania que o Dito tem de falar me irrita me entende
As expressões chulas que o Dito fala são perfeitamente dispensáveis.
O mundo seria melhor sem o Dito
Uma vez que o Dito não cria nada de novo para o mundo melhorar
Eu sei o que o Dito pensa de mim.
Mas eu não dou a menor atenção
Se o Ditio  vier quente eu saio de banda
Talvez o mundo do Dito seja o mundo dos otários
Otários de uns, otários de outros
O mundo do Dito é muito pequeno e estreito
Otarimum
Dito vive de novela, novela e mais novelas.
E deixa a realidade de lado
E vive a fantasiar e tomar conta da vida dos outros
No mundo de Dito só tem maravilhas
Tudo é lindo e maravilhoso
Tudo  azul
Tudo é perfeito
Não vê jornais para fugir da realidade
A vida de Dito se basea no numerário
Tendo dinheiro no banco tudo está certo
O que Dito reflete, reflete a conduta dele
Pouco com Deus é tudo
Antes pingar do que secar
Obcecado  em dizer que a minha mãe deu aula para mim quando me  encontra na rua
Mas se o Dito não sabe, eu vou dizer
A atitude de Dita faz com que eu me afaste dela
E mais uma frase de Dita que me tira dos planos dela
É por que você não bebe?
Porque eu tenho que beber
Qual é o problema de eu beber ou não beber, eis a questão.

Luís Antonio Padovani
09/09/2014



Uma vida de impossível compreensão


I


Uma família que não é bem uma família
Pode ser chamada de ilha
Cada ser é uma ilha
Mas esta família é cada membro uma ilha

II

Uma sociedade?
Não sei se pode ser chamada de sociedade
De sociedade não tem nada

III

Uma comunidade?
Pode ser que seja
Se houver algo em comum
Comum a sua idiotice
Uma comunidade comum
Comum a sua idiotice
Otarimum, o mundo dos otários
Pedro Augusto já mais viu algo
Nem poderia ver
Mais  otários que os otarununs é impossível
Nisto eles sã imbatíveiso
Basta assistir a um programa de humor de televisão para saber o que eles pensam
De criatividade abaixo da crítica
É assim que eles vivem
Para ajudar Pedro Augusto tem um irmão médico João Carlos Cesarino  Filho, uma irmã nutricionista Ana Bruna Letícia Cesarino, uma mãe professora Clara Bernadete  Ramo Cesarino.
Um pai que já morreu comerciante João Carlos Cesarino
Apesar de ser um pai ausente, ele resolvia os problemas de Pedro Augusto imediatamente
Ele se fazia presente nos momentos mais importantes de sua saúde
A cunhada Eliana Patrícia já não vê nada
Assim nos momentos complicados  não moveu uma palha para ajudar Pedro Augusto

IV

A vida de Pedro Augusto pode ser contada por atitudes de preconceitos
A sorte de Pedro Augusto é que ele tem uma arma muito poderosa, ele é escritor
Este meio de comunicação ele põe tudo o que passa
Por este meio ele se vinga da sociedade que sempre o mal trata
Por ser um diferente
E qual é o problema de ser diferente
Como seria chata se todos fossemos  iguais

V

Quando Pedro Augusto entrou na Escola Estadual DR. Oscar Rodrigues Alves o cartão de visitas de dele foi uma surra em que uma roda de garotos fez por ele ter vindo de uma classe especial da Escola Estadual d. Sinhazinha e anteriormente da APAE
Quando ele chegou em sua casa começou a chorar e nada fizeram

VI

Não se sabe quem soltava o cachorro Carrapato da propriedade de sua família, mas todos os dias ele ia à Escola  dele
Dentro da Escola Monsenhor ele era posto em total isolamento
Quando ele se aproximava alguém perguntava a ele
Que time teu
Quem bate punheta para você
Vai procurar  a sua turma
Umas graças imbecilizadas
Quando passou para a Escola Estadual os colegas de classe fizeram Pedro Augusto subir em um palco e representasse algo
Na escola particular Escola técnica de Comércio São José de Otarimum falavam a ele se ele havia assistido ao filme a trança dos carecas
E todos diziam ter visto Letícia Maria dar para todos que estavam de plantão

Luís Antonio Padovani
05/09/2014]