Um gênio incompreendido
Eu gênio, bobagem.
Não sou eu quem vai julgar
Se eu sou gênio, ou não.
Muito menos a minha irmã
Caberá a gerações futuras
Elas são isentas de qualquer preconceito
Elas julgaram a minha obra
E nada mais que isso
E somente isso é que tem que ser julgado
Ficaram de fora os ciúmes e a inveja
Ciúmes e inveja são bobagens
A boa arte é para ser aplaudida
Receber ovação
Quem sabe faz
Quem não sabe bate palmas
Como dizia o meu pai
A boa obra é para ser contemplada
Eu não sei se o que eu faço é bom ou ruim
Eu não quero omitir opinião
Eu sou suspeito, ou não.
Luís Antonio Padovani
28/12/2013