sábado, 31 de março de 2012

Esconderijo

O Collorido desbotou
O marajá era ele mesmo
Quando descubriram
Deu no pé
E saiu da presidência
Mas uma punição foi imposta
Perdeu o direito político por oito anos
No regresso não obteve êxito
Foi alagado por eleitores
A lagoa secou
Em Alagoas não se elegeu governador.

Luís Antonio Padovani
29/11/2002
Collor é uma referência do Presidente Fernando Collor de Melo

Quaquer que seja

Ajudaremos você independente de qualquer independentemente de qualquer religião, credo ou raça.
Não discriminaremos de forma alguma qualquer que seja a sua religião, credo ou raça.
Não é uma religião que muda o individuo, ou credo ou raça que podem ser vistos como fator de discriminação.
A religião é livre de cada individuo cada um segue de acordo coma a sua orientação familiar
Não quero doutrinar ninguém a qualquer religião, credo, ou ideal polítco.
Respeitar as diferenças é o segredo da paz.
Não tentar mudar um individuo forçosamente, pois isso será visto com desagrado pelo individuo que é forçado
Pegaremos nome e endereço simplesmente por formalidade
Ajudaremos dentro do possível.
Não prometemos coisas impossíveis
Estaremos de ouvidos atentos para tudo, se alguém mentiu é problema de quem mentiu.
Logo que conhecemos um novo ser devemos ouví-lo com muito cuidado, devemos de inicio dar crédito, pois todos nós nascemos com crédto, tudo o que a pessoa faz levaremos em conta.
Procuremos não ouvir outros pai, mãe, irmão, etecetera, pois devemos ter nossas ideias ficar livres de ideias preconceituosas.
De acordo com o tempo veremos se aqule conceito da família ou outras pessoas são válidos ou não
Não mudaremos a religião, credo, política de ninguém
A ideia de ajudar é indiferente para qualquer opinião.
Quando procuramos ajudar alguém não devemos perguntar a religião, credo ou partido.
Algumas vezes...
Não colocar raça que a diferença física está na face.
Obvio jamais deveremos perguntar
Jamais deveremos fazer as mesmas perguntas para as mesmas pessoas isso é enfadonho.
Para qualquer convivência deveremos respeitar as diferenças dos outros.

Luís Antonio Padovani
4/12/2002

Não quero mais saber

Pegadinha do Faustão
Pegadinha da Luciana
Pegadinha do Gugu
Pegadinha do Malandro
Da emprego para atores
Termina geralmente em pancadaria
É sempre o mesmo entedioso roteiro
Já cansei de ver essa modalidade de apresnetação
A minha aprovação não tem
Pegadinha a parte
Prefiro um texto engraçado feito por um autor
Assim poderia criar mais empregos.

Luís Anrtonio Padovani
5/12/2002
Faustão, Luciana, Gugu e Malandro são apresentadores de televisão.

Doa a quem doer

Oi bom dia
Oi boa tarde
Oi boa noite
Como vai
Tudo bem
Isso é um mínimo de educação
Um ser precisa ser cordial
Tem gente que não pensa
Pensa que isso é besteira
Pensa que isso é uma cantada
Sei lá, gente assim para mim é parvo.
Gente que vê algo de mais onde não há nada de mal
Pode ser um lelê da cuca
Quem sabe?
Eu fico na minha
Eu continuo a falar
Oi bom dia
Oi boa tarde
Oi boa noite
Na boa
Educação cabe em qualquer lugar e não ocupa espaço, e me faz bem.
Ignora quem pensa diferente.

Luís Antonio Padovani
6/12/2002
Uma cantada expressão idiomática que é usada quando alguém quer namorar com alguém
Na boa expressão idiomática que é usada para falar que está na paz

Repetição de todos os anos

Entra ano
Sai ano
E tudo continua da mesma maneira
Todo mundo vai mudar
O ano que vem vou mudar de atitude
Eu vou fazer regime
Eu vou me casar
Eu vou arrumar uma namorada
Eu vou deixar de fumar
Eu vou parar de beber
Eu vou ser pai
Eu vou deixar de jogar
Eu não vou ter mais vícios
Eu vou viver para a minha família
Eu vou tirar um brevê
Eu vou tirar uma carta de motorista
Eu vou prestar vestibular
Eu vou fazer uma viagem para o exterior
Entra ano
Sai ano
E tudo continua na mesma maneira
Todo mundo ensaia alguma coisa nova
Umas impossíveis
Outras fáceis
Outras nem tanto
Umas de fórum íntimo
A verdadeira mudança está no interior de cada um de nós
Nós é que temos nos mudar
Nada nos muda
Nós é que temos que nos mudar.

Luis Antonio Padovani
7/12/2002

Não que eu seja um "Maria vai com as outras"

Eu falo que eu penso
Eu estou preocupado com o meu bem estar
Eu não estou nem um pouco preocupado com o que os outros pensam
Os outros não pagam as minhas contas
Os outros vão às favas
Foi-se o tempo
Eu quero ser feliz
Eu não quero dar felicidade para os outros
Eu quero ter o direito de mudar de opinão
Pois eu estou vivo
Enquanto ser vivo, estarei a pensar
Enquanto eu viver eu estarei em transformação
Mesmo porque o mudo muda
Eu não sou "Maria vai com as outras".
Enquanto ser vivo eu movimento a forma de pensar.

Luís Antonio Padovani
10/12/2002
Maria vai com as outras expressão idiomática que quer dizer pessoa sem nenhuma vontade origem da música popular brasileira da dupla Toquinho e Vinícius de Moraes

Um povo que fala cem frases

Insistem em uma coisa que não vai dar certo
Uma coisa alucinante
Motivos de sobra eu tenho para falar
Dizem que eu sou louco
Mas eu respondo assim
Louco é quem me diz que eu não sou feliz
Cumprimenta-me com sinal nazista com a mão sobre a testa
Eu logo coloco um risco
Um risco sobre o nome
Uma gente que parece mais programada
Como diz Sivio Lanceellotti em um programa de Pascole Cipro Neto, "Nossa língua portugues", da tv cultura
"Para se comunicar com uma língua é precisa saber falar cem frases
Todo software é instalado no hardware quando se nasce e nada se modifica
Se for modificado qualquer coisa no programa logo se perde e apela para a violência
Esstou no meio de um povo que não tem a mínima criatividade

Luís Antonio Padovani
14/12/2002
Louco é quem me diz que eu não sou feliz música dos mutantes
Silvio Lancellotti jornalista, arquiteto, gastrônomo, escritor e pescador nase em mil novecentos e quarenta e quatro.

Cuidado especial

É preciso comer um saco cheio de sal para descobrir o verdadeiro caráter de cada um
No começo é muito bom
Tudo é festa tudo é alegria
O sorriso largo é permanente
Afinal de contas tudo são novidades
No entanto o tempo passa
Ele se encarrega de mostrar o verdadeiro ser de quem nos cerca
O tempo é inexorável como diz o radialista esportista de Lins Fiori Gigliotti
De acordo com os dias as pessoas vão colocar as manguinhas de fora
Tiram as suas mascaras
Revelam o verdadeiro caráter que estavam por trás
Ai pode concluir o que era alegria vira tristeza
O que era festa se desfaz
Afinal de contas tudo virou rotina
O sorriso largo não se vê mais no semblante

Luís Antonio Padovani
17/12/2002
Comer um saco cheio de sal expressão idiomático que significa cotidiano
Colocar as manguinhas de fora expressão idiomática que significa mostrar quem realmente é
Tirar máscara expressão idiomática que significa o mesmo que colocar as manguinhas de fora.
Uma referência aos carnavais

sexta-feira, 30 de março de 2012

Como o espaço não foi suficiente

Até que em fim os cartolas viram o evidente
Nada de fórmulas mágicas
Arranjos arbitrários
Para beneficiar a ou b
Mas um campeonato por pontos corridos
Onde vence o melhor
E cai o pior
Acesso e rebaixamento
Onde os piores são enviados para série inferior
Tudo decidido no campo
Todos contra todos
Em turno e returno
Nada de rebolo
Nada de cruzamento
Nada de série ouro, prata ou bronze
O melhor lance é aquele que o melhor é campeão e o último é rebaixado.

Luís Antonio Padovani
18/12/2002

É um desastre

Dar um tiro no escuro
É dar um tiro sem saber onde
Muito menos em quem
Sem nenhuma direção
Um tiro aleatório
É como falar por falar
É como falar sem saber o que fala
É falar porque os outros mandaram falar
Falar até papagaio fala
É como ver sem enxergar
Não porque é cego
Porque o pior cego é aquele que não quer ver

Luís Antonio Padovani
26/12/2002
Dar um tiro no escuro expressão idiomática que significa fazer qualquer coisa sem saber o resultado
Falar ate papagaio fala expressão idiomática que significa falar sem nenhum propósito
O pior cego é aquele que não quer ver adágio popular que significa a pior situação é aquela que não enxergar.

Tem certas coisas que eu não concebo

I

Ser evangélico para largar o vício
É um vício que as pessoas de hoje tem
Eu discordo totalmente desse hábito
Eu tive o vício de fumar e larguei sem me tornar evangélico ou qualquer outra religião
Não é a religião que faz a pessoa
É a pessoa que se faz
A droga é uma prisão
E o próprio viciado é a libertação

II

Não é pelo fato de eu pertencer a religião a ou b é que vou casar com a mulher a ou b
Eu me caso com a mulher a ou b porque ela me satisfaz como pessoa
Não é Ana, Bruna ou Maria que pertecem à religião a, b, ou c.
Eu me caso com uma mulher e não com uma entidade

Luís Antonio Padovani
30/12/2002

Não pode fazer nada

Quando eu nasci já estava tudo pronto
Pai e mãe se conheceram e se casaram
Nesse mesmo ato surgiram os meus tios
Irmãos e irmãs de meu pai e minha mãe
Dessa união veio o meu irmão
Eu não tive nenhuma particiapação dessa escolha
Logo em seguida vim eu
Que eu não pedi para nascer
Depois veio a minha irmã
Do mesmo modo dos outros eu não tive escolha
E agora querem escolher a minha mulher
Larga a mão disso
Deixe que eu escolha pelo menos a minha mulher
Pelo menos essa escolha eu quero ter

Luís Antonio Padovani
30/12/2002
Larga a mão disso expressão idiomática que quer dizer deixa disso.

Desulpa de aleijado é muleta

I

O amor está na imaginação das pessoas
Na fantasia por quem não tem nada a fazer
O amor é pura ilusão
Que é acompanhado por dosagens alcoólicas

II

O amor só existe na fantasia de quem não sofre preconceito
O amor é mais um motivo para trocar ideias
O amor nada mais nada menos é que uma ilusão
Por quem nunca viu a dura realidade da vida.

Luís Antonio Padovani
12/1/2003
Desulpa de aleijado é mulata expressão idiomática que quer dizer um motivo qualquer para fazer uma coisa.

De repente

Eu não tenho escolha
Eu tenho que ser igual a todo mundo
Eu tenho que fazer o que todo mundo faz
Eu tenho que ir à missa
Eu tenho que torcer por um time de futebol só porque eu sou brasileiro
Com que coisa isso faz eu ser brasileiro ou não
Eu tenho que comer arroz e feijão por ser a mistura mais completa da alimentação e isso me torna brasileiro
Eu tenho usar o calçado da moda porque está na moda
É uma coisa totalmente compreensível
Totalmente racional
Ser brasileiro é repetir o que todo mundo faz.

Luís Antonio Padovani
15/1/2003

Falta de imaginação

A mesma reza de sempre
Com as mesmas pessoas de sempre
È um Problema e tanto
È como colocar uma máquina para dizer eu sou um robô
Não tem motivo para dizer eu sou um robô
Mas é o que acontece com as mesmas pessoas de sempre
Sempre vêm a dizer eu sou um robô`
É uma máquna e tanto que cumpri a sua missão para dizer eu sou um robô
Eu não suporto mais tamanha falta de criatividade
Parece até missa encomendada
Eu sou um robô
É tudo que sabem dizer
Não tem nenhuma sapiência
Nenhuma ciência a não ser decorar.

Luís Antonio Padovani1
18/1/2003

Inquietude

Trabalhar para mim sempre foi um ato de herança
O mesmo que uma mercadoria
Trabalhar foi uma reposição de estoque
Do qual não tenho nenhum prazer
Tolerar reclamações o dia todo é muito complicado
Deus me livre e guarde de uma situação dessas
Há qualquer coisa de tortura
Ou ainda uma forca
Ir ao trabalho é o mesmo que é ao martírio
É o mesmo que morrer
É realmente um ato de dor
Ter que fazer atos mecânicos
Trabalhar com o meu pai não era problema
O problema era trabalhar com pessoas que o rodeava
Trabalhar como fosse uma mera reposição
São fatos irritantes
Alternativas não me deram
Tive que tolerar pessoas que não tem nada haver comigo.

Luís Antonio Padovani
21/1/2003

quinta-feira, 29 de março de 2012

Puta que lo pariu

Eu não quero saber quem pintou a barata de verniz
Eu não sei por que não me ouçam
Eu não sei por que não veem
Uma coisa tão visível
Ninguém vê
É espantoso o que acontece comigo
Uma fratura exposta no membro inferior esquerdo
Médico nenhum vê
É uma coisa estranha
No mínimo estranho
A minha maneira de andar delata o que acontece comigo
E é neste momento é que eu vejo com quem eu posso contar

Luís Antonio Padovani
2/2/2003

Ganha do chatonildo

I

Cidadão padrão
Fala o que está na moda
Certamente é agregado ao seu meio cultural
Não procura nada diferente

II

Cidadão padrão
Usa das mesmas argumentações dos seus ancestrais
Usa as mesmas perguntas
Nas exatas ordens

III

Cidadão padrão
Não tem criatividade
É alguem aborrecedor
Com cinco minutos de conversa já se sabe de todo o seu conteúdo
Se é que tem algum

IV

Cidadão padrão
É aquele que tem cem frases
É aquele que tem frases típicas de sua carreira
É aquele que tem ideia da sociedade

V

Se o cidadão padrão fosse o único ser do mundo não existiria monarquia, república, parlamentarismo e presidencialismo.
O mundo todo seria um regime só
E a religião seria uma só

VI

O cidadão padrão não acredita em mudanças
Ele vê uma casta só
Para ele há os intocáveis
Aquele que ninguém pode tocar

Luís Antonio Padovani
6/2/2003

Muito louco

Cria-se uma expectativa
Anima-se alguém
Faz acreditar em falsas esperanças
No minuto seguinte as esperanças são desfeitas
E tudo que foi feito se perde
Em uma cena posterior vê se alguém se suicidar
Depois se diz consequência da modernidade
O mundo moderno não fala
Não pode se defender
É condenado e não preso
Não é fixo
Não e físico
É tudo resolvido
Sem, no entanto o verdadeiro culpado ser condenado

Luís Antonio Padovani
8/2/2003

Motivo gostoso

É extremamente deprimente
Chega a ser angustiante
Ouvir mentiras todos os dias
Revolto-me das piadas sem nenhum sentido
Alguém pensar que é simpático
Sem ser essa a verdade
Parece ser senhor do mundo
Mas o duro dessa situação é que o cidadão é muito desgastante
Só pensa que é simpático
Mas é muito apático
Quando precisa de sua iniciativa
Ela não se encontra em lugar nenhum
Simpatia passou longe
Foi embora
E não deixou lembranças
Sequer auxilia o vizinha quando apresenta dificuldades
E depois quer ser eleito a um cargo eletivo
Se não ajuda o vizinho vai ajudar quem fala a verdade
Tudo não passa de uma encenação
E o mais complicado nisso é que pensa que é indestrutível
E uma outra piada é que imaginam ser lindo e maravilhoso
Narciso é modesto perto de tamanha arrogância.

Luís Antonio Padovani
11/2/2003

Por de mais por de menos

Tudo no mundo tem uma medida
A medida de que eu falo é individual
Tudo que é de menos é de menos
Vai fazer falta
E a falta que faz pode trazer males irreparáveis
Tudo o que é de mais é de mais
O excesso pode prejudicar
Ele satura
Tudo tem que ter um equilíbrio
Assim o corpo pede
O corpo fala
E tem que escutar
Tudo tem um equilíbrio
O equilíbrio equilibra
É bom de mais
Nem se fala
É tudo o que eu quero nesta vida
Falou meu.

Luis Antonio Padovani
15/2/2003

Sem fim

Hoje são crianças
Amanhã são adultos
Homens com barbas
Casados com filhos
Serão avós
Irão beber e fumar
Falaram a voz do povo é a voz de Deus
De que povo
De que Deus eu não sei
Mas falaram
E não socorreram
E sem se contentar irão perguntar por que você
Por que você
Irão perguntar quantas vezes você se masturba
Irão dizer que isso é conversa de homem
De que homem eu não sei
Mas irão perguntar
Conversa de quem não tem nada a fazer
O se espera de um cidadão desses
É isso ai
Isso mesmo
Isso sempre foi
Isso sempre será
E é hoje
Que se espera de gente assim
Nada é óbvio e onulante
Alias até hoje eu não sei o que eu faço aqui
Aqui não é o melhor lugar do mundo
Não me interesso nenhum pouco pelas pessoas daqui
Com inteligência documental
Sem inteligância analítica
É um povo que não pensa nas consquências dos fatos
E só falam de coisas sem valor nenhum

Luís Antonio Padovani
16/2/2003

Tudo depende do local, pessoa e ocasião

Tudo começou com um homem pobre e uma ideia
Tudo começa quando um homem pobre socorre a um homem rico de um acidente de trem
O homem pobre iluminou o mundo
O homem rico em gratidão deu lhe uma verba para ideias iluminadas
As nossa vida mudaram
Profissões surgiram
Se o acidente de trem não tivesse ocorrido
Televisão, rádio e cinema
Suas ocupações respectivas
Demais outras
Sem nenhuma sombra de dúvidas não existiriam
Thomas Edson socorreu ao acaso e a gratidão tornou o mundo mais elétrica.

Luís Antonio Padovani
19/2/2003

quarta-feira, 28 de março de 2012

É sinal que fui bem

A grande meta de um ator é ser confundido com a sua obra
Pelo que eu percebo eu consegui
Todo mundo sabe o meu verso
O mundo dessa cidade sabe do meu personagem
Faz dele a minha imagem e semelhança
Uma coisa imaginária
Oi a veia
Eu sou um robô
Está na alma da crianças isso quer dizer que já virou eterna como dizia Monteiro Lobato
Eu não sou Deus
Mas criei algo a minha imagem e semelhança que não sou eu
E como eu fico feliz com isso
É o reconhecimento do meu potencial
Isso massageia o meu ego
Isso é muito bom
É bom de mais

Luís Antonio Padovani
22/2/2003
Monteiro Lobato escritor brasileiro conhecido pela sua obra infantil
A obra mais conhecida dele é "O sítio do pica pau amarelo"
Imagem e semelhança mensão à bíblia

Sermos felizes

Use camisinha
Use camisinha
Agasalhe o passarinho
Só assim vai ter o meu carinho
Não importa o teu carrinho
Eu não quero doença em meu ninho
Camisinha
Agasalhe o bichinho
Que não vai dar barriguinha
Eu e você iremos nos divertir
Sem dar problemas para ambos
Vamos usar camisinha
E terminar o carnaval do jeito que começou
Felizes e sem consequências futuras.

Luís Antonio Padovani
27/2/2003
Camisinha gíria que significa preservativo
Passarinho linguagem infantil que significa pênis
Ninho construão que as aves pequenas fazem para moradia.
Peguei emprestado para dizer lar
Agasalho no sentido de colocar
Barriguinha no significado gravidez

Coisa diferente

Homo imagina que eu sou
Sensacional para mim
Cumpri o meu papel
O que eu escrevi
Agradou-lhe cabalmente
Instalou uma coisa em sua mente
Em verdade eu não sou
Quis ralatar um fato de meus dias
Eu sou uno
De um sexo
Não gosto de cortar dos dois lados
Não sou gilete
Bi não faz a minha cabeça
Uno sim
Hétero, eu sou
Porque gosto de coisa diferente
Eu gosto é de por gente nova
Esse negócio de homo não é comigo
Nada contra
Cada um é cada um
Cada um faz o que bem entender
Democracia é isso
Eu não posso interferir no gosto dos outros
Apenas respeita-los

II

Eu gosto é de por a mão nos seios
De preferência que não seja de silicones
Eu gosto é coisa natural
Por minha mão na vagina
Estimular o clitólis com o dedo do meio
Levar à mulher a loucura

III

Se por um acaso no mundo imaginário convenci a ti que eu sou homo
Parabéns para mim
É sinal que eu sou bom
Convenci a ti uma coisa que eu não sou
Isso para mim é um aplauso
Cumpri a minha missão
Fiz o mesmo que um ator no palco
De tão bom que ele é
Convenci ao público aquilo que ele não é
Isso é fabuloso

Luís Antonio Padovani
4/3/2003
Uno do grego um
Bi do grego dois
Hétero do grego diferente
Gilite giria que significa pessoa que faz sexo com ambos os sexos
Cortar dos dois lados expressão idiomática que significa bi sexual ou na gíria gilete pelo o que ela faz cortar dos dois lados que marca lâmina

Paralelamente real

Se você me usa
Eu também te uso
Eu não vejo nenhum problema
Ambos ficamos usados
Alias somos produtos do uso
Em uma sociedade de consumo
Todo mundo é consumido
Somos um nada
Alguns com mania de grandeza
Outros não
No entanto somos um nada
Somos um Registro Geral
Somos um Cadastro de Pessoa Física
Somos uma Carteira Nacional de Habilitação
Somos um título de reservista
Somos uma inscrição qualquer
Somos um número de um título de clube
Somos um número no Sistema de Proteção de Crédito
Somos um número e nada mais que um número
Então qual é a razão de um ser não respeitar o outro
Então qual é a razão da guerra
Da guerra urbana
A guerra que todo mundo vê e comete
Qual é a razão de não viver em paz
Somos apenas um número e nada mais
O dia que percebemos isso
Iremos viver em paz

Luís Antonio Padovani
13/3/2003

Bitolado da Silva S/A

I

Oh vida miserável
Isso não é vida
Tolerar inconveniente todos os dias

II

Casar com uma mulher que quer me humilhar
Eu não me caso
Suportar crueldades entre quatro paredes
É uma situação sufocante
O que é mais incrível
Pensar que é simpática
Amolantes não são simpáticas
Filhos com essa mulher eu não vou ter
Irá nascer mais um ser irritante

Luis Antonio Padovani
26/3/2003

Ensinar a paz

Se eu esmago uma pessoa quando eu abraço
Eu não vejo problema nehum
Se alguém vê
Antes um abraço forte do que uma arma química
Precisamos dar amor ao próximo
Não precisamos de ódio
Precisamo de paz e não guerra
Ama-voz uns aos outros...
Se falar mal de seu irmão irá falar mal de sua mãe
Falar mal de seu parente é dar um tiro em seu próprio pé
Viver em paz e não em guerra
Isto é conviver na harmonia com o limite do próximo
Se é que tem limite
Limite é feito para destruir
Limite os outros nos impõe
Ou ainda pior nós nos impomos

Luís Antonio Padovani
28/3/2003

terça-feira, 27 de março de 2012

Nada tenho

Fido
Fido dido
Fedido
Filho do Dito
Feito para o Dito
Feito brincadeira
De modo sério
Para divertir
Para o tempo passar
Ter alguma coisa para fazer
Fido
Fido dido
Fedido
Filho do Dito

Luís Antonio Padovani
8/4/2003
É uma brincadeira com um escrito de uma camiseta da época

O mundo unido é sempre melhor

Dar a mão
Não é um ato sexual
É um entrelaçar de um ser com outro
É um ato de andar juntos
É estender a alguém uma ajuda
Quando pede o socorro
É um símbolo de paz
É um símbolo de amizade
É um símbolo de proteção
Dar a mão
Pode ser um fato
Pode ser no imaginário
Dar a mão
Não é apenas para namorar
É para todos os momentos

Luís Antonio Padovani
14/4/2003

Independência

Eu dependo de você
V0cê depende de mim´
Nós temos algo a trocar
Alguma coisa para segredar
Eu tenho um dado
Você tem outro
Eu conto a história
Não tenho motivo para mentir
O prejudicado serei certamente eu
Você tem a paciência de ouvir
Para chegar a alguma conclusão
Nós temos que confiar um no outro
Senão a coisa não vai para frente
Eu tenho a vida
Você tem a decisão
Apesar de a modernidade ter a solução
Ainda não dá para a aplicação
É que está em fase de discussão

Luís Antonio Padovani
17/4/2003

É essa a minha verdade

Sponhamos isso
Suponhamos aquilo
Supoonhamos aquilo outro
Suponhamos apenas
Se isso não ponhamos com fica?
Fica sem por
Viver de suponhamos
Viver no mundo da lua
Viver no mundo da imaginação
É muito bom
Não tem nenhuma responsabilidade
É viver no mundo virtual
Mas o mundo real
Temos que viver a realidade
Nada de supor
É tudo fazer
O mundo e real é duro e cruel
Mas o mundo é real
Não se pode fazer nada
Temos é que a viver em fim
Com todos os problemas que nele existe.

Luís Antonio Padovani
23/4/2003

segunda-feira, 26 de março de 2012

A toda a prova

Ela rebola
E todo mundo olha
Ela rebola
Ela faz toda a festa
Alguém fala lamber com os olhos e lamber com a testa
Ela é bonita
É de parar o transito
Quando transita para toda a cidade
Todos o homens
De todas as idades
Admira ela
Quando ela rebola
Ela tem todas as bolas
Todo mundo quer dar bola
A se ela desse bola para mim
É o imaginário de todos os homens.

Luís Antonio Padovani
1/5/2003
Dar bola gíria que significa atenção

Como é duro

Os mesmos personagens de sempre
Com os mesmos assuntos de sempre
Com os mesmos cenários de sempre
Tudo o mesmo de sempre
Tudo de sempre
Uuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu
Que dureza
Hu
Não tem nada de novo
Tudo de velho
É uma monotonia
Que agonia
Eu não consigo viver desse jeito
E quem aguenta
Pode até ter alguém
Mas eu não

Luis Antonio Padovani
2/5/2003

Imbecilidade a toda prova

Discutir o sexo dos anjos
Eu não sei para que isso
Uma discussão não leva de lugar nenhum a lugar nenhum
Esse tema já deu o que tinha que dar
Se for com g separado
Se for com g junto
Se for com j separado
Se for com j junto
O que vai mudar
O tupi guarani não tem j
O tupi guarani não tem letra alguma
É uma língua agrafica
Com g é histórico
Eu não sei nada disso
Com g é tradição
Tradição do que eu não sei
Uma cidade que vive de ciclos não tem tradição
Não tem monumento
Não tem história
História do que?
Se tudo que é história é derrubado
Se for derrubado não tem memória
Se não tem memória não tem história
Que história é essa de tradição.

Luís Antonio Padovani
25/5/2003
Sexo dos anjos discutir coisa sem valor

Ter uma amante

I

Eu não quero saber o que minha fez ou deixou de fazer
Isso não compete a mim
Compete a ela
Eu sei que se eu não fizer o que ela fez eu não vou ter emprego
Ninguém quer me ajudar
Porque todos querem que eu repita o que a minha mãe fez
Se assim não acontecer eu não ganharei nada
Eu vivo sobre chantagens

II

Uma constante que é irritante
Não me dão oportunidade em qualquer idade
É uma coisa tediosa
Que só acontece comigo
Só tenho amigo se eu fizer que a minha mãe fez
Que absurdo e esse?
E quando eu reclama fazem de surdo
E parece uma porta
É oco igual
A cabeça que tem é vazia
A ordem que eu tenho para tirar o meu sustento
É todo mundo gosta da sua mãe.

Luís Antonio Padovani
6/6/2003

Secou a teta

Rita Camata
Acabou a mamata
Quem mamou, mamou.
Quem não mamou não mama mais
A teta secou
Agora não tem mais essa
A mãe não tem mais leite
A lei da responsabilidade fiscal
Deu ao político um freio
Que não precisava ser desse modo
É só ter um pouco de consciência
Gastar o que arrecada
É o principio da contabilidade, caramba.

Luís Antonio Padovani
11/6/2003
Mamata gíria que quer dizer facilmente

Do seu jeito é muito chato

É assim que tu queres
É assim que serás
Eu não vejo nenhum problema
Essa equação é do seu jeito
E terás nada de meu
É assim que a coisa funciona
O fim justifica os meios
Para todos os fins e todos os meios
Tudo bem que me queres
E todo o bem que te quero
É todo mal que me queres
É todo mal que te quero
Uma coisa justifica a outra
Nesta vida todo mundo tem um por que
Desse modo iremos passar
Para deixar outro entrar
É a lei natural das coisas
Uns vão mais cedo
Outros vão mais tarde
Mas dessa vida todos nós iremos partir
Se há outra vida eu não sei
Tudo o que eu sei é do passado
Uma boa ou péssima recordação
Em relação a ele eu não posso fazer nada
Tudo o que eu sei é do presente
O momento agora
Está em curso
O futuro está por vir
Eu não sou capaz de alcançá-lo
Estou sempre uma fração de segundos atrás dele
Ele eu penso alterar

Luís Antonio Padovani
16/6/2003

Alerta para todos

Todo remédio é uma droga
Ela aplicada adequadamente pode sarar
Tirar o mal que aflige
No entanto dou-lhe um alerta
Nem toda droga é remédio
Ela pode matar
E o corpo a terra desce
E aí acabou
Só serão lamentações
Quero dizer que é para tomar cuidado com o que toma pela boca a dentro
O efeito causado
Pode ser o efeito que não quer ter
Seja sadio e use a droga indicada
Ela vai indicar a melhora para a saúde
E o corpo agradece
Todo remédio é uma droga
Nem toda droga é remédio
O remédio é a droga sintetizada
Nada mais que isso
No entanto cuidado
O risco não vale a pena
Pode riscar a vida do meio
Alguém pode dar os pêsames
A droga só pode ser usada com conhecimento de alguém sobre a sua eficácia.

Luís Antonio Padovani
17/6/2003

domingo, 25 de março de 2012

Por apenas obrigado

As pessoas por aqui não usam da educação comigo
O problema não é meu
O problema é de quem não usa
A minha parte eu faço
Se os outros não fazem
Eu não posso ficar preocupado
Se cada um fizesse a sua parte
Se
Mas o se não acontece
O se é uma possibilidade que não se sabe se vai acontecer ou não
O se é o se.


Luís Antonio Padovani
25/6/2003

Não quero nada

Um fato no mínimo diferente
As mulheres de Pirajuí entendem o meu problema
Não fazem questão de nada
Elas querem a minha companhia
Por isso elas despertam em mim a minha sexualidade
Já as mojimirianas eu já deixei claro
Todos sabem
E, portanto eu não quero repetir
Não dá para eu viver com elas
Escutar tudo novamente não dá
Não é questão de Pirajuí ou Moji Mirim
É questão de cabeça
As únicas coisas que as mojimirianas têm de mim é o bom dia, boa tarde, boa noite.
Mesmo assim é por educação

Luís Antonio Padovani
26/6/2003

Totalmente certo

O burro segue o seu caminho
Nem que o seu caminho seja o mais longo
Este não é o problema
É para o burro uma solução
Se por uma razão o burro mudar de roteiro
Ele estará indubitavelmente perdido
O caminho que ele segue
É o único que ele sabe
Se ele desviar um milímetro
Pode parar
Não saberá onde está
O caminho do burro pode ser o mais longo
Todavia se ele seguir o mais curto não saberá que destino tomar
O burro tem que seguir o caminho dele
O burro tem que seguir o que ele faz
O burro tem que fazer sempre a mesma coisa
Senão já se viu
Já se vê

Luís Antonio Padovani
30/6/2003

Para ser minha

Cocotinha
Venha cocoricar em meus ombros
Eu quero colocá-la em meus braços
Eu quero beijar o seu corpo inteiro
Venha me agasalhar com o seu corpo
Neste frio faz bem o seu calor
Adote-me como o teu queridinho
Enche-me dos afagos
Estou carente
Cocotinha
Eu quero que você seja minha
Não me deixa na mão
Eu quero me enrolar o meu corpo no teu
Você é eleita para tal proeza
Você pode não ser perfeita
No entanto é a eleita
Gerar um parente
Com o calor dos nosos corpos
Eu sonho que você me acalanta
Cocotinha
Venha cocoricar em meus ombros
Eu quero colocá-la em meus braços.

Luís Antonio Padovani
3/7/2003
Cocotinha Nos anos de mil novecentos e setenta servia para designar mulher nascida em uma família abastada. Hoje vem a se Patricinha

Eu quero que você me escute

Você sabe que eu descobri
Hum...
Que você é veado
Você sabe que eu descobri
Hum...
Que você me traiu
Você sabe que eu descobri
Hum...
Que você não me ama
Você sabe que eu descobri
Hum...
Que você usa droga
Você sabe que eu descobri
Hum...
Que você é mentiroso
Você sabe que eu descobri
Hum...
Que você é briguento
Você sabe que eu descobri
Hum...
Que você é traficante
Você sabe que eu descobri
Hum...
Porcaria nenhuma
Eu quero fazer você de parvo
Eu quero que você confesse
Eu quero te destruir
Eu quero que você faz aquilo que eu mandar, e não aquilo que você quer.

Luis Antonio Padovani
10/7/2003
Veado gíria que quer dizer homossexual.

Eu não quero mais saber

I

Como tem sido difícil para mim a convivência com as mulheres de Moji Mirim
Eu não entendo o que elas querem
Elas pedem para eu fazer aquilo que eu não posso
Eu não entendo uma coisa
Por mais que eu repita as respostas das perguntas delas, elas não compreendem
Dialogo não é
Conversa de duas pessoas onde uma pensa uma coisa no começo e outra pensa uma outra coisa
E no final não há troca de ideias
Cada um continua a pensar do mesmo modo que pensava no inicio da conversa
E isso para mim não é dialogo
Isso para mim é um monólogo de duas pessoas
Isso quer dizer um bi monologo
É no mínimo uma coisa interessante
Para não dizer no máximo

II

Eu chego a conculsão que elas não conhecem tecnologia
Continuam a viver em mil setecentos e nove na época que era arraial
Vive no século vinte e um
Com a cabeça no século dezoito
Eu não sei dizer se elas conhecem jornal, revista, televisão, computador ou DVD
É porque as informações são complicdas de chegar
Ou não conseguem dividí-las proporcionalmente para racionalizar.

III

Eu não estou nem um pouco preocupado com isso
Existem conchalense, guaçuanas, itapirenses, pirajuienses, linenses e outras.
Então para que me preocupar com mojimiriana?
Eu não me preocupo nem um pouco
O dia em que elas entenderem o meu problema eu vou pensar no caso
Mas por hora eu não me caso

Luís Antonio Padovani
10/7/2003

Dizer a verdade nada mais que a verdade

Todo mundo fala da bíblia
No entanto
Ninguém segue a bíblia
Por isso o mundo está assim
Uma porcaria
Ninguém entende ninguém
Se o mundo seguisse a bíblia
O mundo estaria em paz
A bíblia serve para muitos como desculpa
Assim como a igreja serve para justificativa social
Ir à igreja por ir
Ir a igreja porque a sociedade exige
Nada mais que isso
Senão vejamos
A bília prega a fraternidade
A sociedade faz o genocídio
É ou não e uma coisa de louco
É tão fácil viver bem
Respeitar as diferenças
Conviver com as diferenças
Não observar o que os outros fazem
Não julgar os outros
Viver bem com sigo mesmo
Para viver bem com os outros
Em síntese a vida é simples
Os homens que a complica.

Luís Antonio Padovani
14/7/2003

Saia dessa

I

Vai dar a bunda veado
Vai dar a bunda veado
Se você quiser dar a bunda o problema é seu
A bunda é sua
Você da para quem quiser.

II

Vai dar a bunda veado
Tire esse negócio atrás de mim
O negócio é outro
Se o seu negócio é dar a bunda o problema é seu

III

Vai dar a bunda veado
Vai dar bunda veado
Eu não tenho nada contra
Mas não me leve a mal
O meu negócio é outro

Luís Antonio Padovani
17/7/2003
Bunda origem indigena que quer dizer nádegas
Veado gíria que quer dizer homossexual
Saia dessa expressão idiomática que quer dizer retira-se

Reprodução humana

Coonverso com...
Passei a entender...
Contou-me tudo sobre...
Passei a respeitar...
Nós nos casamos
Quanto mais eu converso com...
Mais o amo...
Mais...Mais...
Mais fico sem voz
Mais tenho certeza do seu sentimento
Eu caso
A casa aumenta
Mais uma família
Mais um fator gerador

Luís Antonio Padovani
21/7/2003

Sempre a verdade

Para que mentir
Para que omitir
Onde você trabalha
Onde você reside
Sua posição social
Mais cedo ou mais tarde eu vou descobrir
Quando eu passar em frente
Ou alguém vai contar
Diga a verdade
Sempre é bom dizer a verdade
Com a verdade sempre da ganho
A verdade não merece castigo
A mentira tem perna curta

Luís Antonio Padovani
28/7/2003
Mentira tem perna curta Ditado popular que quer dizer mais ou mais tarde a verdade será descoberta.

Ingratidão

I


João convida o Pedro para sair com você
O Pedro é igual a você
Ele também é homossexual
Ele não quer admitir, mas ele é.
Ele fala que gosta de mulher, mas gosta de homem
Não liga para que ele diz
Se ele não quiser sair deixa-o de lado.
Ele vai dizer que gosta de mulher, mas verdade ele gosta de homem.

II

João convida Maria para sair com você
A Maria é uma garta de programa
Ela é heterossexual
Ela gosta de sair com homem
Ela vai dizer que não
Ela vai dizer que não é uma dessas
Mas no fundo é uma daquelas
É só dar dinheiro para ela que ela sai
Ela vai dizer que é uma mulher séria, mas tudo é mentira
Ela náo quer admitir
Ela quer se fazer de díficil
Mas nada como uma boa canta, não resolva.
Se ela disser que não
Não liga para ela
Se ela não quiser sair, deixa-a de lado.
Ela vai disser que não está disposta para sair, mas na verdade ela gosta de homem.

III

Maria convida Patrícia para sair
Ela é homossexual
Ela fala que não é , mas é
Não liga para o que ela vá dizer
Insita na investida
Ela vai falar que está noiva
Mentira dela
Ninguém gosta dela
Ela fala que gosta de homem, mas ela gosta de mulher.
Convida ela para um jantar
Se ela não quiser, deixa-a de lado.

IV

A solução e sexo
Não importa como e nem com quem
O que importa é sexo
O que importa é o prazer
O tesão só muda de lugar
Continua o mesmo

Luís Antonio Padovani
9/8/2003
O Tesão só muda de lugar continua o mesmo é o que o meu genitor repetia

sábado, 24 de março de 2012

O que pode ser feito

Querem me enquadrar
Colocar-me em uma moldura
Não dão emprego para mim na área que eu quero trabalhar
Não permitam que eu seja feliz
Querem que eu faça a sua vontade aqui na Terra como no céu
Vem sempre a seu reino e não ao meu
Querem que eu seja uma cópia
Mal tirada e pálida
Querem que eu seja uma coisa horrível
Querem mandar no que eu como
Querem mandar no meu corpo
Querem que eu seja um palhaço
Missão impossível
Eu não sei ser cópia
Eu gosto do original
Eu gosto de criar
Eu sou eu
Eu tenho a minha individualidade.

Luís Antonio Padovani
20/8/2003

A sua vontade assim na Terra como no céu Pedaço da Salve Rainha
Vem sempre ao seu reino e não ao meu Uma paródia de um pedaço da salve rainha

As pessoas dessa cidade não gostam de rever os rótulos

Como eu digo
A verdade é nua crua
Ninguém quer ajudar ninguém
Todo mundo quer lesar o próximo
Cada um para si e Deus por todos
É a lei da selva
É a lei do homem
É a lei da sobrevivência
Cada um puxa a sardinha para o seu lado
Cada um vê o seu interesse
Se cada um não for atrás do seu interesse ninguém vai
É meu filho se vira que não é quadrado
No mundo de hoje
É um mundo que vive de rótulos.

Luís Antonio Padovani
12/11/2003

Coisa simples e boa

Premia-nos com coisas boas
Permitam-nos termos fantasias maravilhosas
O breque não pode parar
O acelerador tem que voar baixo
Para ouvirmos Vandi Doratitto no vocal
Mário Manga na guitarra vocal e violão.
Claus Pertersen na voz sax e flauta.
Marcelo Galbetti na voz piano e violão.
E de quebra aparece de vez em quando Danilo Moraes na voz, violão e baixo.
Adriano Busco na percussão
O seu nome premeditando o breque
Músicas irreverentes
Não deixa ninguém indiferente
A risada é uma coisa certa
Não sei se é piada
Não sei se é música
Pode ser ambos
Primeiro é um bom humor.

Luís Antonio Padovani
30/11/2003

Fala verdade isso cansa

Entra ano
Sai ano
O ensaio é o mesmo
Isso cansa a minha beleza
É só me encontrar no meio da rua que a história se repete
O assunto é invariavel
Eu não
Mas gostaria de fazer
Falar uma coisa séria
Falar para não falar porque eu já sei o que vai falar
Não precisa abrir a boca
Já que não tem assunto
Não me dá trégua
É um problema sério
Todos os dias
Todas as horas
As mesmas pessoas vêm com o mesmo assuntos
Chega a me dar sono
Faz-me dormir
Chego a sonhar
Che aquela pessoa vem falar aquilo de novo!
Eu não acredito
Mas pode acreditar
Ela vem e fala
Ela não tem disconfiometro ligado
Porque se tivesse não iria ao meu encontro
Falar daquele acidente que amputou uma adolescente
E que abalou a cidade
Falar da minha mãe
Eu não quero saber se tirou nota azul ou cor de rosa
Eu não quero saber disso
O meu problema é outro
Elas não percebem que me aborrecem
É um problema
É ou não é.

Luís Antonio Padovani
12/12/2003

Um dia quem sabe

Só penso em escrever
Só penso
No entanto tenho medo
Possivelmente do ridículo
Aparentemente poderá aprecer.
Seu programa eu assisto com certa frequência
Não é regular
Às vezes eu estou à volta com a leitura
Às vezes procura palavras para te escrever
Às vezes eu passeio
Às vezes eu penso que você não gostaria de saber
No entanto, uma relação nem que seja de admirador pela apresentadora tem que ser verdadeira desde o início.
É uma covardia
Eu sei mais sobre você
Do que você de mim
Alias você não sabe nada sobre a minha vida particular
E eu sei muito sobre a sua
Teve um filho com um cantor de rook in rool famoso
Foi uma modelo
É apresentadora
Quero saber por qual razão você diz que quer um homem em seu desfecho
Isso ativa o meu espírito brincalhão
Fico a pensar olhe eu aqui
Já sei que não vai resultar em nada
Eu sou um escritor fora da midia
Você não me conhece
Isso quer dizer, sem nenhuma possibilidade.
Essa possibilidade pode ser mudada
Eu tenho o poder
Um papel e uma caneta
Isso para mim é suficiente
Ao finalizar tudo gostaria de ter um dia com você
Um dia de... Qualquer coisa
Como há em outros programas
Como há em outros canais
Você melhora a cada dia
Você procura a perfeição
Eu tenho por ti uma afeição
O seu programa está melhor a cada dia

Luís Antonio Padovan
13/11/2003

Tentativa

I


Quando a gente e adolescente a gente sente todas as ilusões da vida
Acreditamos no amor
Imaginamos uma mulher ideal
Para uma vida eterna


II

Crescemos
Viramos adultos
Olhamos para um mundo real
Vemos que não é nada disso
Os espinhos começam a aparecer
Obstáculos surgem em nossa frente
Cada dia um maior que o outro


III

Como a vida passa
As escolhas vão a surgir
Que tipo de mulher queremos
Bacalhau ou baiacu
Quase sempre escolhemos a bacalhau
A mais fininha é a mais aceita socialmente
A baiacu é quase sempre deixada de escanteio
Nunca a sociedade aceita a mais cheiinha
Sempre vão chama de baleia orca
Por consequência o nosso amor é a mais fininha


IV


Ao fim disso conhece a verdade
O amor é somente para filmes, teatro e livros
Longe disso é só uma ilusão
O interesse pessoal de cada um está muito a frente do propagado amor
Apaga-se de vez a ilusão da juventude
Quando toma certas atitudes
Ao invés de escolher uma, escolhe outra
Não por amor, mas por interesse seja ele qual for, mas é interesse e não amor
Se for amor construí uma vida juntos
Independente de alguém pensar se é bom ou ruim
Porque o bom ou ruim para mim quem decide sou eu
Porque o amor é bom
Se é que ele existe
Ma para mim o amor é mais uma ilusão que fica perdida na juventude





V





Se não bastasse isso o dinheiro é mola do mundo



Em geral é ele quem dá o pulo para a decisão



A tendência para dicidimos para a vida mais confortável



Quem tem o maledeto dinheiro para satisfazer as nossas vontades é quem leva



Luís Antonio Padovani



14/1/2004



O dinheiro é a mola do mundo expressão idiomática criada por mim que quer dizer poder



Maladeto do italiana maldito



Bacalhau expressão idiomática quer dizer magra dicionário Cid Franco



Baiacu expressão idiomática que quer dizer gorda dicionário Cid Franco






Certeza que não

Eu jamais darei a uma mulher dessa terra a guarda um filho meu
Do jeito que esse povo é mentiroso
Capaz de torcer a verdade e falar que a verdade é mentira e ainda que não seja nada provalvel que ter razão.
Se eu pedir um favor para entregar um documento é bem provalvel que não seja entregue.
Os moradores dessa cidade tem a arte de ilusionismo
Isso é uma coisa fantástica
Bem na verdade os moradores dessa pousada gostam de fazer os outros de bobo.
Eu nunca confiei nesta gente
Que vive de grandeza que não tem mais
Que quer ser importante, mas não é
Como ovo e arrota bacalhau
Eu jamais confiarei um herdeiro meu a uma mulher dessa cidade onde a mentira é predominante.
Uma força que fazem as forças minar
Querer ser os donos do mundo

Luís Antonio Padovani
20/1/2004
Comer ovo e arrotar bacalhau expressão idiomática que quer dizer tem um comportamento de rico, mas é pobre

Carta

Lemos
Poeta
Bomtempo
Bonjiovane
Quer chova
Quer faça sol
Quer na televisão
Quer no jornal
Quer na revista
Quer na internet
Não imprta onde
Profissionais de alto gabarito
Todos os dias entram em nossas resisdências
Sempre na mesma hora
Trazendo-nos mil informações
Fornecendo-nos reciclagens constantes
Profissionais de comunicações
Que no seu cotidiano prestam-nos um grande serviço
Muito obrigado por tudo
Perdoa-me pela molecagem
No entanto é o meu jeito
Prestar homenagens a esses sujeitos
Que se sujeito a tudo pela boa notícia
Que em seus nomes despertam imagens
Carta
Lemos
Poeta
Bom tempo
Bom jovem
Traga-nos cultura
Para melhor viver.

Luís Antonio Padovani
20/1/2004
Publicado no livro "Onde mora o seu preconceito
Editora Gráfica Azul
Cidade Moji Mirim, São Paulo
Ano da publicação 2012
Página 61

A qualquer um

Vivo não faz nennhuma difernça
Não foi o meu amigo
Não foi o meu parente
Não me ajudou
Não fez nada para melhorar a sua sociedade
Em nada fez para o seu progresso
Então de que valeu a sua existência?
Em nada
Morreu
Morreu
Enterra
E assim termina o seu ciclo
Para mim é como nunca tivesse existido
Um ser totalmente inútil
Não fez a diferença
Foi somente um ser que passou na Terra sem deixar marcas significativas
Um ser repugnante por nunca ter feito nada para ajudar os semelhantes.

Luís Antonio Padovani
24/3/2012

sexta-feira, 23 de março de 2012

É só que me faltava

Querem que eu trabalhe em uma escola
Só porque a minha mãe trabalhou
Não perguntam se eu tenho condições físicas
Não perguntam se eu preciso de medico
Os médicos não me examinam direito
Eles não querem me ouvir
Por mais que eu explico não adianta
Falam que eu sou mentiroso
A justificativa é sempre
"O seu irmão é médico"
E eu pergunto eu com isso
Não me perguntam o que eu quero
Tentam me empurrar pela guela a baixo o que querem
Querem que eu morra em uma cidade que eu não tenho nenhuma identificação
Tudo porque eu nasci nela
Não é porque eu nasci em um lugar é que eu tenho que morrer nele
Eu tenho o livre arbítrio
Não é porque eu nasci em Mojimirim é que eu tenho que me casar com uma mojimiriana
Querem que eu use calça jeans
Só porque é moda
A moda eu faço
Querem que eu use calça jeans
Só porque todo mundo usa
Eu não sou todo mundo
O meu nome não é todo mundo
Querem que eu use tênis
Porque todo mundo usa
E eu com isso?
Se eu bobear
Vão querer que eu use minissaia, e saio na rua a rebolar.
Em uma cidade que tudo é reprise
Tudo se torna enfadonho

Luís Antonio Padovani
7/1/2004

Justificativa para o resto

Mulher que saber é de homem
Não importa o homem
Não importa a idade
Não importa a raça
Não importa a cor
Não importa o credo
O que na verdade importa é ser homem
Tendo dinheiro, melhor
Se não diver fazer o que?
Tem que se contentar com o que se tem
Essa história de amor é balela
Engana trouxa
Fantasia para os tolos
Amor é dinheiro no bolso
Amor é apenas desculpa para ter homem
Se fosse dada mais uma opção sexual...
Naturalmente ela seria usada
No entanto temos uma
Homem com mulher
Mulher com homem
Uma vez que os iguais se misturam com os iguais
A raça humana se mistura com a raça humana
As demais se misturam com as demais
Amor... Que nada
O negócio é ter homem...E ponto
O que mulher quer mesmo é homem
O que homem quer mesmo é mulher
Procriar é a lei para a raça humana não desaparecer
A verdadeira razão de tudo é não fazer desaparecer a humanidade.

Luís Antonio Padovani
13/2/2004
Trouxa uma gíria que quer dizer tonto, sonso, bobo, tolo, ignorante

Fora daqui

Não adianta nada esse seu um sete um
Isso não vale nada
Mostra apenas que você é bom de papo
Quando alguém precisa de você
Você vem e nega o fogo
O seu bla bla bla
O seu jeito desinibido e nada é a mesma coisa
Quando alguém realmente precisa de atitude
Você não consegue tê-la
Portanto cai fora
Saia do meu pé
Dá linha
Esqueça de mim
É um favor que você nos faz
Eu não quero lero-lero
Eu quero é decisão
È isso que eu quero.

Luís Antonio Padovani

22/2/2004


Um sete um Obter para si ou para outrem vantagens ilicita em prejuízo alheio, induzindo alguém em erro, mediante artificio, ardil ou qualquer outro meio fraudulento.


Reclusão 1(um) a 5(cinco) anos, e multa


Código penal brasileiro


Bla bla bla conversa desnecessária


Negar o fogo e lero-lero expressões idiomáticas que dizem não fazer nada


Da linha expressão idiomática que quer dizer retirar


Saia do meu pé expressão idiomatica quer dizer retirar

quinta-feira, 22 de março de 2012

Profundamente lamentável

Quem não tem competência não se estabelece
Quer ver um povo incopetente é esse aqui
Um povo estúpido e idiota
Um povo que não sabe absolutamente nada
Nada de nada
Esse povo não sabe cabalmente para nada
Limitado do jeito que é
Não enxerga além do horizonte
Um povo que não adianta falar uma vez, duas vezes, três vezes etc,...Vezes que adianta pois é retardado, só vê o seu próprio umbigo.
Não pergunta se o vizinho está bem ou mal
Quer mais lesionar o próximo
Um povo que decora a bíblia, e mais nada
De nada vale decorar a bíblia. E não praticar
Sabê-la de Herodes a Pilatos e não obedecer aos seus mandamentos no dia a dia
Não adianta ter a bíblia no inconsciênte e fazer o seu próximo de tolo
Bem já se torno enfadonho esses exemplos eu irei pasar para outros temas
Eu prefiro escrever palavras de baixo calão a o nome desses cidadãos
Chamar-me de filho desse negócio é ofender-me de ignorante
Uma gente que falata solidariedade e que a solidariedade é partido politico polonês, e que se tirar a idade e lida só resta só, pois um povo que não lida com outras pessoas solidariedadamente hipócritas como poucos gostam de divertim com outras pessoas.
Casar-me com essa idiotas está fora de cogitação
Não é rebeldia é o cotidiano que ano vai que ano vem se firma e da sempre a entender de incopetência.
Um povo que gosta de repetência
Um povo que age, não sabe por quê
Só por compilação
Um pov que executa suas coisas que desde Cabral é assim que se faz
Um povo que não sabe a existência de Gutenberg
Um, povo que não sabe a existência da televisão
Um povo que não sabe a existência do rádio
Um povo que não sabe a existência da internet
Um povo que não sabe a existência da revista
Um povo que não sabe a existência do jornal
Um povo que não sabe a existência do cinema
Um povo que não sabe a existência fotografia
Um povo alienado
Um povo que quer alienar os outros
Um povo que mora aqui
Faz desta terra uma prisão
Um povo sem dialogo
Esse povo não tem nenhum significado
Para é indiferente, é uma coisa qualquer sem nenhum tempero, pois não da valor para as coisas que moram aqui
Medíocre por si próprio é hilário
Aqui é uma eterna comédia
Tudo se repete
Nada se modifica
Fica como antes
Idiotas como sempre
Esse povo para cá
Esse povo para lá
Eu não quero papo
De papo estou cheio
Eu quero é ato
A beleza das mulheres daqui termina na estampa
Uma Ofélia na vida
Só abre a boca quando tem certeza de que vai falar besteira
Quando as conhece Vê se como é pueril, que nada cresceu
Vê-se que a fealdade interior delas é tão grande que ofusca a beleza
De mulher eu não quero só sexo
Uma mulher tem que oferecer ao parceiro muito mais
Sexo eu pratico com qualquer uma, e é só pagar, o resto não
Um nada que não vai sair do nada
Um nada que sempre mergulha
Nada é nada
Afogasse
Não sabe nadar
Não aprendeu
E não quer aprender
Ajuda aqui é apenas uma palavra do dicionário
Não descobriram até hoje o seu significado
E nem querem descobrir
Solidariedade aqui não existe
Vivem a brincar e mais nada
Falar que aqui são imprestativos é zombar
A atividada aqui é fazer os outros motivo de piada
Esses idiotas não servem para nada
Em fim eu não me considerado ter nascido aqui.
Em fim eu me considero Pirajuinse, pelo menos lá tem cultura que é levada a sério, e aqui não.
Esse qualquer coisa é exaustivo.

Luís Antonio Padovani
9/3/2004

Nunca mais

Hoje vou te contar uma história
Dentro do gramado
Fora do gramado
A história de dois gênios
Cada um na sua
Um ganhou uma coroa
Foi chamado de rei
Conhecido como Pelé
Seu nome Edson Arantes do Nascimento
Eleito atleta do século
Com seus dribles desconcertantes
Com o seu cabeceio perfeito
Chuta com o pé direita
Chuta com o pé escquerdo
Com a mesma perfeição
Deixou com um simples drible de corpo os zagueiros no chão
Com suas paradinhas enganava os goleiros
Fez mil gols
Expulsou o juiz
Com o Santos parou uma guerra
A sua jogada mais lembrada é a jogada que não fez gol
Afinal nem rei é perfeito
Denntro do gramado é inigualável
No time rival o Corinthians
Fora do gramado
Os anos de mil novecentos e setenta assistiram à existência de um gênio
Vicente Mateus
Presidente do time da fiel
Dirigente espanhol e nascimento
Corintiano de coração
O único
O inigualável
Vicente Mateus foi dono de frases folclóricas
Com o fim do jejum corintiano
Que desde mil novecento e cinquenta e quatro não ganhava títulos
Em mil novecentos e setenta e sete faturou o paulista
Embriagado em emoções ele disse
Obrigado a antarctica pela Brahma que me deu
Ao contratar o jogador Biro-Biro ele disse Lero-Lero
Essas são as duas frases mais famosas que o craque fora de campo Vicente Mateus deixou para a nossa lembrança.
Um corintiano sem dúvida nenhuma
Apesar de o Cidadine querer imitá-lo não vai conseguir
Vicente Mateus é o único
Foi um gênio fora de campo
Pelé e Vucente Mateu cada um na sua
Fizeram do futebol um esporte melhor se ver e ouvir

Luís Antonio Padovani
10/5/2004

A paarte do todo

Uma pessoa tem que ser analisada integralmente, e não por partes
Uma pessoa não e apenas uma carteira assinada
Uma pessoa é muito mais que isso
Uma pessoa tem que ser analisada pelo seu conhecimento
A carteira assinada é apenas um registro
Ou conta uma função social
O salário do indivíduo
Uma carteira assinada não tem conhecimento
O conhecimento é vivido
O conhecimeto é dos livros
O estudo é uma coisa a mais
Se eu me alongar nisso vai virar um saco
Vai ser inultimente comprido
Entendioso de ler, mas em síntese...
É isso mesmo
Uma pessoa é inidivisível
Um individuo é a soma
É o todo
Eu não consigo dividir uma pessoa em mais de uma
Eu não vejo uma pessoa de um lado
E ao mesmo tempo em outro
O ilusionismo prega-nos essa peça
No entanto como diz o nome ilusionismo
Nada mais que uma ilusão
Que é relaxamento espiritual depois de um dia de labuta.

Luís Antonio Padovani
16/6/2004

Parvolândia

De tudo que eu escuto
Nada se aproveita
Pessoas que parecem ser fotocópias
Tudo que eu crio é ironizado
Logo em seguida é copiado
Eu ainda não entendo como eu não fiquei louco
Chanam-me de louco em um minuto
E no minuto seguinte eu sou mimetizado
É uma coisa de louco ou não
Se for o propósito de me deixar louco
Até agora não conseguiu
As pessoas pensam que o meu ouvido é pinico para escutar bosta
Mas estão enganadas
O ouvido lembra apenas o formato do pinico, mas não é apenas lembra
É só para lembrar as pessoas de uma coisa
Pensam primeiro no que falam
Porque as palavras ofendem
E deixm marcas profundas eternas
Se for escrever piorou
Para escrever temos regras
Têm-se regras, temos que usá-las
Para escrever temos que pensar
Se pensar não pode alegar que não pensou
Para escrever temos que pensar palavra por palavra para dar uma coerência.
A única coisa que podemos alegar irracionalidade quando falamos, porque podemos afirmar que estávamos possuídos pela emoção, mas isso é somente quando falamos porque quando escrevemos, escrevemos sobre a razão, porque cada palavra ten um significado, uma história e um signficante e neles imaginamos no momento da escrita.

Luís Antonio Padovani
12/7/2004
Pensar que o meu ouvido é pinico para escutar bosta expressão idiomática criada por mim que significa pensam que eu gosto de escutar besteiras

Nada mais confortável

Temos que ser racionais
Não podemos ser irracionais
A razão tem que prevalecer sobre a emoção
A emoção atrapalha a razão
Eu não gosto ficar sem chão
Eu gosto de saber onde eu piso
Não gosto de riscos desnecessários
O risco tem que ser medido mediculosamente
Passo a passo
Temos que ser unicamente racionais
Não perder a lógica
A emoção tem que ser dominada pela razão

Luís Antonio Padovani
19/7/2004

quarta-feira, 21 de março de 2012

É uma beleza

Mama na teta
Todo mundo quer
A teta da leite
A teta é gostosa
Niguém quer sair da teta
Ela dá boa substância
Ela dá importância
Mamar na teta
Ganha
Sabe
Alguém pode me dizer
Eu não quero mamar na teta
Se me convidarem a tal cargo eu não aceito
No entanto se o convite chegar
Aceito sim
O pior disso que isso vicia
E depois disso não quer mais largar
Mamar na teta
Todo mundo quer
É cômico
Pudera ela da substância

Luís Antonio Padovani
20/8/2004
Mamar na teta ou mamá na teta expressão idiomática que quer dizer ganhar sem nehum esforço ou sem ir ao trabalho conhecido com funcionário fantasma.

Paraíso do crime da gravata

Suíça
Ilha Caimão
Tirado com a mão
O dinheiro não declarado
É colocado
Para enriquecimento de alguns
Lavagem de dinheiro é o propósito
Coisa natural de um País pobre
Por ter um povo despolitizado
Todo mundo quer levar vantagem
Por pensar ser uma coisa natural
Subir na vida a qualquer custo
É o que alguns fazem
E para não serem descobertos
Colocam "seu rico dinheirinho" em paraíso fiscal


Luís Antonio Padovani
3/9/2004
Suíça País da Europa
Ilhas Caimã ou Caimão Território britânico no Caribe a sul de Cuba

Lamento é o jeito

Com muito despeito
Não tem respeito
Merece uma mau prefeito
Precisa que faça mal feito
É realmente não há jeito
Do jeito que vai
Reconhecer o seu defeito
Não é seu ato predileto
Ricularmente caminha sem jeito
A solução é o desprezo
Eu ofereço ajuda
Logo em seguida é descartada
Uma coisa sem jeito
Não se preocupa em fazer bem feito
O caminho que aqui está
Está de bom tamanho
Se melhorar
Não vai tirar proveito

Luís Antonio Padovani
7/9/2004

Nada haver

Castigam-me ao fazer com que eu more nesta cidade
Castigam-me ao fazer com que eu conviva com quem não me da valor
Eu por outros lado não dou valor a eles
Eu não gosto
E nem quero gostar
Ninguém daqui gosta de mim
Pouco me importo
Esta cidade para mim é uma vila
Onde as pessoas moram em um presídio
Onde eu quero sair e não me deixam
Só porque eu nasci aqui eu tenho que morrer aqui
Se fosse assim não teríamos saído da Itália
A cidade antiga é uma boa recomendação para quem pensa assim
Na mesma proporção que me tratam eu os tratos
Eu adoto o seguinte lema "aqui se faz, aqui se paga".
Também pode ser dito: uma moeda tem dois lados
Se pensam que eu sou louco
Imagino-os também
Louco é quem pensa que eu não sou feliz
As mesmas palavras que profiram de mim
Eu profiro sobre essa imbecilidade
Essa é a realidade
Que eu falo com a maior felicidade
Eu digo a verocidade
Pessoas que eu não tenho a menor confiança
Pessoas que nem fede e nem cheira
São apenas pessoas
Que são pessoas porque respiram
A única coisa que sabem fazer
É lógico são descartáveis.


Luís Antonio Padovani
14/9/2004
Aqui se faz, aqui se paga é a mesma coisa do que dois lados da moeda que significam outro lado da vida

Luco é quem me diz que eu não sou feliz
Letra de Arnaldo Batista trecho da música "A balada do louco" cantada por Rita Lee com o conjunto "Os mutantes"

É isso ai meu gera

Um negão no meio a cantar
Duas branquinhas a cantar
Uma loira em uma ponta
Uma outra mulher morena na outra ponta a encantar
Com uma música de duplo sentido
Sem pé e sem cabeça
Com uma pitada de humor
Faz um grande favor
Mutidões a se acotovelarem
Bailam juntos
É a forma feita
De uma grande receita
De um grande sucesso surgir
Eis a receita de uma grande projeção
Jacaré, o negão e as dançarinas.
Com um grupo de pagode gerou o samba no Gera Samba
Que mais tarde deu "É um Tchan".
Débora Brasil, a morena e Carla Perez, a loira.
É um pé no saco e o outro na bunda.

Luís Antonio Padovani
3/10/2004
Uma pitada é uma pequena medida de sal feita com dois dedos da mão para temperar a comida.
Uma pitada é também dizer uma dose de humor
Doseuma pequena medida se prepara uma bebida com teor alcoólico nas mesas de bares, restaurentes e afins
Um pouco

terça-feira, 20 de março de 2012

Efeito Freud

Não pode tratar mal nenhuma mulher (indelicadamente)
Derrepente
Nunca se sabe
O homem não pode ser mal humorado
Mesmo porque nunca se sabe o dia de amanhã
O homem tem que tratar bem a mulher delicadamente
Não que a mulher seja delicada
O homem pode ser até casado
Amanhã poderá está separado
O homem pode ser namorado
Amanhã não
Como diria Juca Chaves
"A única coisa eterna é a ex"
Ex namorada, ex noiva e ex esposa
O resto derrepente...Sabe...Como é
Nunca se sabe
Se um homem for deselegante com uma mulher
Ele agirá como se fosse um efeito de choque
A mulher que foi indevidamente mal tratada não desejará mais aquele homem nem a pau
Por mais que aquele homem tente corrigir
Pois o choque que eu levei eu não quero mais levar
Uma mulher tem que ser tratada como fosse uma flor
Não quero dizer que ela seja uma flor
Mas uma mulher tem que se tratada delicadament
O homem amanhã poderá querer ter relações tortuosas com ela para fins reprodutivos.
Como eu digo, até agora ele me mal tratou
Por que ele me procura?
Se ele quer ter filhos
Vai ter com outra
Eu não quero encher o saco escrotal dele nojento com minha boca e ainda engolir aquele esperma, credo.
Eu quero que ele morra
Seja qual for o motivo dele me procurar
Eu não quero mais ele
Eu há algum tempo até eu queria, mas hoje não
Porque quando eu o queria
Ele punha um pé na bunda, xingava-me, fazia-me de tonta
É isso aí
Eu não o quero nem a pau
Quer mulher, procure outra...Outras
Há tantas por ai
Porque ele me quer
Nem por decreto, nem por medida provisória
O homem pode ter aqueles dias que na verdade é um pé no saco
O homem pode ter uma semana
O homem pode ter uma quinzena
O homem pode ter um mês
O homem pode ter um ano
Se em qualquer momento o homem estiver irritado não desconta na mulher
Ela não tem nada com isso
O homem passa
A mulher não
Tudo o que foi dito vale para as mulheres
O homem e a mulher são seres diferentes e feitos para estarem juntos e procriar
Fazer outra família
Sabe como é
Já dizia a bíblia
Nada de pornografia
Crecei-vos e mutiplicai-vos
Agora é geometricamente
Sem nenhuma sacanagem

Luís Antonio Padovani
17/10/2004
Pé no saco expressão idiomática que quer dizer irritante
Pè na bunda expressão idiomática que quer dizer expulsar, enxotar
Nem a pau expressão idiomática que quer dizer nem a força
Decreto lei Usei emprestado da linguagem jurídica para dizer a força
Medida provisória Usei emprestado da linguagem jurídica para dizer o mesmo que decreto lei
No Brasil o decreto-lei era usado na época da ditadura militar
Medida provisória é usado na época da democracia

Publicado no livro "Onde mora o seu preconceito"
Páginas 64 e 65
Gráfica Azul
Cidade Moji-Mirim,S.P.
Ano da publicação 2012

Passasr o passado

I

Escrever
Não tem como prever
Inspirar
Como no ar
Lindo, leve e solto
É como uma folha
Que ao cair carregada pelo ar
Parece até uma balancear
Vai e vem
Vai e vem
Ao detonar de vez no chão
Logo em seguida passa o lixeira e leva
Ou caso mais raro
Alguém as acumulam em um saco
Para en seguida servir de esterco para alguma plantação

II

Escrever
Não tem como prever
Inspirar
Como no ar
Lindo, leve e solto
É como uma folha
Vai e vem
Vem cotidiano
Vem do acumulo que está na mente
Mais dia menos dia
Este acumula é libertado
E passado pelo papel e pronto!!!
As ideias de alguém no conhecimento de todos.

Luís Antonio Padovani
23/10/2004

Imbeiclidade a parte

Ao invés de perguntar por que sim
Porque não perguntar por que não
É um dilema interessante
Pergunta-se por que eu vou ajudar alguém`
Porque perguntar por que não ajudar alguém
O que eu faço em não ajudar
Será que se não ajudar alguém...
Colaborarei com a vida de alguém
Em ajudar alguém
Quantas pessoas eu ajudarei
Por que sim
Por que não
É uma simples resposta
Que defini a minha vida e a minha gente
Por que ajudar
Por que não ajudar
O que eu vou ganhar
O que eu vou perder
O que a sociedae irá ganhar
O que a sociedade irá perder
Pergunta-se quem vai perder
Se a resposta for sou eu
Eu vou ajudar
Se eu não ajudar jamais eu saberei
Se eu não ajudar eu vou ficar do jeito que estou no mínimo
Se eu posso fazer alguma coisa a alguém que a favoreça porque não fazer
Parece uma grande idiotice
No entanto não é
Não porque as pessoas não fazem essas peruguntas
Se eu não prejudicar alguém
Se eu não ajudar alguém
Se eu melhorar uma sociedade
Com um simples ato porque não fazer
Eu não entendo porque as pessoas não entendem isso
É uma coisa simples
Ajudar alguém pelo simples fato de ajudar alguém
Sem ganhar nada
Ajudar por ajudar
Ajudar para ver alguém feliz
Esta é uma felicidade impagável
Fazer alguém é o mair premio da vida de alguém
Ver alguém subir na vida graças a um empurrão que eu dei
Graças ao seu merito também
Pois, sem seu mériton o meu empurrão não surtiria efeito nenhum
É a maior premiação do mundo
Colocar alguém em seu devido lugar
Não no lugar que alguém deseja por algum motivo
Eu tenho alguma coisa na minha cabeça
Porque não colocar alguém no lugar onde ela é mais produtiva
Seu posso fazer
Responda-me quem puder.

Luís Antonio Padovani
27/10/2004

segunda-feira, 19 de março de 2012

Pensar bem para não prejudicar alguém

Uma coisa eu tenho certeza
Um dia eu vou morrer
Que dia eu não sei
Que horas eu não sei
Onde eu não sei
Com quem eu não sei
A causa eu não sei
Só sei de uma coisa
Eu vou morrer isso é fatal
Aproveitar cada momento da vida
Ser útil a alguém
Ser sempre prestativo
Sem nenhum interesse
Ser fraterno é muito bom
Fazer malandragem
Só quando alguém é beneficiado
Sem prejudicar a outra pessoa
Malandragem na boa
Sem prejudicar o outro
Porque um dia todos nós iremos morrer
Com quantos anos eu não sei
Daqui nada se leva
Então para que destruir outra pessoa
O que se ganha com isso
Ser fraterno ganha no mínimo
Um amigo ou uma amiga
E o resto é consequência
E ao final deixamos esta vida
A única coisa fica são as lembranças dos parentes e amigos que também vão morrer.

Luís Antonio Padovani
21/11/2004

Do meio ele saiu

Com a bola nos pés ele era um arraso
Dicá de lá
Não importa o lugar
Falta com ele não tinha conversa
Era quase um pênalti
A torcida dava gol na certa
O temor dos goleiros
Dicá de lá
O seu chute era uma bomba
Com pontaria certa
De cá, de lá
Preto e branca campineira
O seu time foi uma ponte
Que de braçada ele atravessou
Preta era a sua cor preferida
De cá, de lá
Todos os torcedores o admirava

Luís Antonio Padovani
15/12/2004

Cuida-se

É meu caro
A pobreza não tem solução
Você é muito pobre de espírito
A esse tipo de pobreza...
Não há dinheiro no mundo que dê jeito
Pobre ou rico
Você sempre será pobre
O seu espírito é pobre
Não tem como enriquecer
Você pode fazer o que for
Faculdade
Mestrado
Doutorado
O seu espírito sempre será pobre
Você se encherá de conteúdo
O seu espírito sempre será pobre
Lamentavelmente para a pobreza de espírito não tem remédio para enriquecê-lo
Fazer o quê?
Para você o meu lamento

Lúís Antonio Padovani
14/1/2005

Desespero

Ouvi dizer que alguém quer namorar comigo só porque eu dei uma enciclopédia a ela
É muito bom o reconhecimento dela
Pelo menos isso ela tem, gratidão.
Mas eu não quero
Pelo amor que eu tenho a mim, não
Eu tenho que bater três vezes na madeira
Dizer cruz credo em forma de cruz
Dizer sai fora satanás
Rezar o pai nosso
Rezar a ave Maria
rezar o credo
E tudo mais
Se não bastasse ter em minha certidão estar escrito que eu nasci nesta terra
E ainda por cima eu ter que me casar com uma desgraça daqui
É muito castigo por um homem suportar
Cruz credo em forma de cruz
Bater três vezes na madeira
Sai de perto Satanás
Deseperademente não

II

Ainda bem que o parente dela interveio a meu favor
E só assim ela desistiu de mim
Que bom isso aconteceu
Porque casar com quem não enxerga uma palma na frente do nariz é muito complicado.
Se ela quisesse algo comigo porque não me ajudou quando ela me via deitado na calçada em frente as nossas casas
Nem perguntou para mim se eu precisava de alguma coisa.

Luís Antonio Padovani
14/3/2005

Não estou nem aí

I

Eu não tenho religião
Eu não gosto de futebol
Já tentei ser igual a todos
Mas não consegui
No começo quando me perguntava na escola Dr Oscar Rodriguês Alves que time eu torcia eu respondia pelo Moji Mirim.
Nem sabia que tinha a equipe
Eu falava porque eu morava em Moji Mirim
Falava que torcia em forma de deboche
Notava que os colegas desconheciam tal equipe e por isso passei a responder que torcia pelo Santos.
Das conguistas dele eu nem sabia
Até fui levado a Campinas para assistir um Guarani e Santos pelo tio David, irmão da minha mãe.
O negão jogava bola mesmo:
Para ser igual a ele tem que fazer o que ele fez
Parar uma guerra
Expulsar o juiz
Ganhar três copas do mundo pelo Brasil
E de quebra mais dois títulos mundiais pelo Santos
E ainda mil duzentos e oitenta e um gols em mil trezentos e sessenta e três jogos
Mas como torcedor penso que é impossível

II

Religião fui a várias
Todas elas são iguais
O discurso é bonito
Mas na prática
Na hora do vamos ver
Nada absolutamente nada
Todas as religiões pregam a bondade
Mas os fieis não praticam
De nada uma religião
Se seus discípulos não mudam internamente
Os discursos são iguais
Só muda o rótulo da religião
Querem que eu seja igual a todos, mas eu não sou
Eu nasci para ser diferente
Eu nasci para ser criativo
Eu nasci para ser cauteloso
Alias para concluir
Eu não acredito em nada em que os mojimiriano fala
Eu escuto porque eu tenho ouvidos que escutam
Mas para mim esse povo
Nem cheira nem fede
Sem sal e sem açucar
Sem nehum tempero
É a mesma coisa que nada
Não vale uma pitada de sal
Converso com ele na rua
Porque eu não tenho outra coisa a fazer
Eu quero que eles se lixam
Será que pensa.

Luís Antonio Padovani
3/4/2005

O que me diz

Mãe adotiva
Mãe biológica
O que me importa com isso
Mãe é mãe
Mãe é quem educa
Mãe é quem cria
Mãe é quem dá amor
Mãe é quem se preocupa
Mãe bilógica
É a mãe cujo o filho saiu do ventre
Qualquer mulher pode ser
Dar amor?
É uma questão de problemática
Mãe adotiva
Adotou me porque quando me encontrou gostou de mim
Mãe biológica
Mãe adotiva
Nada disso importa
O que realmete importa
É que na hora do vamos ver
Ela me dá toda a cobertura
Ela me dá cobertor
Ela me dá remédio
Ela me dá afeto
Ela me leva ao médico
Ela me dá afeto
Na hora da dúvida
Ela dará razão para mim
Porque na hora da precisão quem vai dar a ajuda sou eu
Porque na hora que eu precisei ela me deu a ajuda
Na hora da solucionática a ajuda é mútua.


Luís Antonio Padovani
2/5/2005

Procurar a sua turminha

Eu cara de pau
E daí
O que alguém tem haver com isso
Quem paga as minha contas sou eu
Eu sou cara de pau
Em certas circunsâncias tem que agir dessa maneira, senão...
Não vai nem para frente e nem para trás
Eu sou cara de pau
Deixe-me em paz com a minha cara
Eu passo óleo de peroba e pronto.
Está tudo certo e brilhante
Eu sou cara de pau
E daí
Qual é o problema
Ficar uma hora e meia a espera de uma perua
Capaz mesmo que eu vou fazer isso
Eu sou cara de pau
E daí
Estava sem um puto no bolso
Eu sou cara de pau e fim
Não enche o meu saco
Ser cara de pau é bom em certas ocasiões
Eu sou cara de pau
Eu não estou nem ai para o que falam
Eu sou cara de pau
E daí.

Luís Antonio Padovani
9/5/2005
Cara de pau expressão idiomática quer dizer invadir algo ou alguma coisa sem permissão.

Benéfico

Eu fiz um bem porque eu quis
Não importa a quem
Eu dei algo a alguém porque eu quis
Não importa a quem
Eu dei e pronto
Eu não vou cobrar isso mais tarde
Dei porque eu estava com vontade
Há algum problema nisso?
Penso que não
Então fazer cobrança para quê?
Não tem motivo
Se assim proceder perderá o valor da doação
Dei pronto
Dei porque eu tinha vontade de dar
Ninguém tem nada haver com isso
Eu dei com as minha mãos
Porque eu esqueço que eu dei
Esqueço para quem
O momento seguinte é o outro momento
Viver da mesma intensidade
Viver para praticar o bem
De acordo com as minhas possiblidades, sem olhar a quem
Dar sem cobrar a amanhã
Dei já era
Já está dado
Já passou
Esquecer o que eu dei
E é só.

Luís Antonio Padovani
20/6/2005

Não sou moralista

Sexo, droga e rock in rool
É...O que fazer?
Nada
O que falar
Nada
Se eu falar alguma coisa serei acusado de moralista
Então deixa a coisa correr
Puta que eu pariu
Não posso fazer nada
Deixa do jeito que está
Para ver como vai ficar
Deixa a coisa correr naturalmente
E manter a esperança que um dia vai acordar
A esperança não pode morrer
Ela morrerá depois de mim
Enquanto tiver um resto de ar
Haverá uma esperança
Fazer o que?
A vida é assim
Ninguém vai mudar
Desde que o mundo é mundo
O grande segredo é manter a calma
Respeitara as diferenças de cada um
Para manter uma boa convivência entre os semelhantes
Deixa o barco correr
Pé na tábua
Fé na humanidade
Não pode esmorecer em hipótese nenhuma
Cada um na sua
Seja o que for
Respeito sempre é bom
Todo mundo gosta
Não ocupa espaço
Faz bem para quem dá
Faz bem para que recebe
Esquentar a cabeça não
Deixa a coisa correr
É o melhor que se pode fazer
Com os habitantes da Praça Ibradina Cardona em Moj Mirim
Entre as suas oucpações é uma poetiza.

Luís Antonio Padovani
4/9/2005
Pé na tábua expressão idiomática que quer dize ir para frente
Deixar o barco expressão idiomática que quer dizer deixa andar como esta
Desde que o mundo e mundo expressão idiomática que quer dizer desde o início do mundo

Romaria sábado para domingo

Era o mês de maio
Era uma festa dos cavalos
No bairro da Santa Cruz
Na Praça Tiradente em Moji Mirim
Quando como se fosse um pára quedas
Caiu ao meu lado
Uma mulher que eu não sei de onde veio
Muito menos para onde foi
Nunca a tinha visto
Já cansao no começo do dia
Sentado, encostado na calçada na parede do bar do careca
A espera do meus amgios para voltarmos para casa
Para fazer companhia para mim
Quando veio do nada uma mulher desesperada
E a referida acima disse:
_ Eu quero uma bola e ninguém quer dar bola para mim
Dei continuidade a conversa eu disse:
_ O que você quer dizer com bola
_ Essa bola ai
_ Essa bola é para o meu sobarinho
_ Eu faço qualquer coisa
_ Careca a bola é da moça
Partimos de mãos dadas
Em terreno próximo a igreja distante cem metros sem nenhuma construção dei-lhe um beijo de língua
Ela quis transar comigo
Disse a ela para irmos a uma pensão ou hotel
Ela queria ali mesmo na rua
Assim entramos até o fundo do terreno
Assim fizemos o se esperava
Depois de tudo feito ela voltou mijada
Tudo aconteceu aos olhares da turma sem eu ter notado.

Luís Antonio Padovani
3/10/2009
Publicado no livro "Onde mora o seu preconceito
Editora Gráfica Azul
Cidade Moji Mirim, São Paulo
Ano da publicação 2012
Página 55

domingo, 18 de março de 2012

Saudável

Parece um papagaio
Fala, fala, fala
Não cansa de falar
E não toma nehuma atitude
Parece um papagaio
Fala, fala, fala
Não sabe o que
Não sabe a razão
Não sabe para que?
Não sabe para quem
Não reflete
Apenas fala
Não tem nenhuma ação
É uma coisa horrível
Fala, fala, fala
Não toma providencia nenhuma
Se por um acaso estiver ruim deixa piorar
Melhorar para que?
Acudir para que?
Fala, fala, fala
Fala tanto e até parece que é preocupado com alguém quando na verdade não é.

Luís Antonio Padovani
6/12/2006

Um pequeno adeus

Puxa saco
O saco puxa
Não acrescenta nada
Puxa saco
O saco puxa
Só sabe fazer uma coisa
Puxa o saco para que serve
Para nada
Coisa horrível
Leva de lugar nenhum para lugar nenhum
Tudo conta
Não pensa nas consequências
Só pensa em puxar o saco
Não tem espírito de equipe
Puxa saco
Até agora não descobri qual é a sua utilidade
Puxa saco francamente
Não serve para nada
Jamais teria um puxa saco ao meu redor
Se eu fosse patrão
Mandaria embora
Para que serve um puxa saco
Prejudicar um colega
Não vejo razão

Luís Antonio Padovani
12/11/2005

E a vida é mesmo assim

Qual é o seu cantor predileto?
Qual é o seu músico predileto?
Qual é a música que não pode faltar em uma roda?
Qual é a música que não pode faltar em um espetáculo?
Qual é a música que o seu cantor não pode deixar de cantar?
Qual é a música do seu pai ou da sua mãe?
Qual é a música do seu avô ou avó?
Qual é a música do etc?
Qual é a música que você nunca ouviu cantar que nãopode faltar de jeito nenhum em uma roda?
É a vida têm dessas coisas
É incrível como o subconsciente atua em nossas vidas
Mas é assim mesmo
O belo fica
O lixo vai para o lixo
Em qualquer ramo da sociedade
Só que a música é mais audível

Luís Antonio Padovani
18/1/2006

Como pode ser parente

Pai
Mãe
Não protege a prole
Deixa o filho a sorte do mundo
Filho
Filha
Abandona os pais
Irmão
Irmã
Não da nenhuma mão
Tio
Tia
Muito distante
Sobrinho
Sobrinha
Não visito o tio
Neto
Neta
Não visita os avôs
Primo
Prima
Sem nenhum elo de amizade
Não são parentes
Isso é um monte de gente
Nada mais que isso
Parente é união
Parente é solidariedade
Parente não é DNA
Parente não é tipo de sangue
Isso não quer dizer nada

Luís Antonio Padovani
16/2/2006

Pensar doi

Não quero entrar em polêmica
Eu não sou a favor
Eu não sou contra
Muito pelo contrario
Uso do bom senso
Eu não sou machista
Que não traz nada para mim
Não me da dinheiro
Não me da cesta básica
Eu não sou femista
Que não traz nada para mim
Não me da dinheiro
Não me da cesta básica
Eu sou a favor do bom senso
Eu sou a favor do raciocínio
Eu sou a favor do equilíbrio
Eu sou a favor daquilo traz vantages.

Luís Antonio Padovani
27/2/2006

Como posso dizer

Um País
Dois Países
Um mundo
Dois mundos
Oriental
Ocidental
Comunista
Capitalista
Um muro
Uma vergonha
Ainda bem que caiu
Caiu com ele uma ilusão
Um mundo
Uma ideolgia
O comunismo o diabo
O capitalismo o Deus
O diabo é o mal
O Deus é bom
É assim que os Estados Unidos vendiam a imagem para nós
Não existe a ideologia do bem
Não existe a ideologia do mal
Cada qual com suas particularidades.
Deus e o diabo na terra do sol

Luís Antonio Padovani
2/3/2006
Deus e o diabo na terra do sol é um filme do cineasta brasileiro Glauber Rocha do de mil novecentos e sessenta e quatro.

Que coisa chata

Sou obrigado a ser igual a todo mundo
Não sou todo mundo
Eu sou eu
Impossível ser todo mundo
Tenho a minha individualidade
Essa é a realidade
Eu sou obrigado a ser igual a todo mundo
Impossível
Não dá para fazer isso
Ser apenas uma fotocópia mal acabada
Não. Nem pensar
Como eu digo
Eu sou eu e o resto é bosta
Eu criei e todo mundo repete
Então eu não sou igual a todo mundo
Um cria e o resto repete
Porque tem que ter alguém que crie para o resto repetir
Então não dá para ser igual a todo mundo
Se não, não vai ter alguém quem crie e que copie.

Luís Antonio Padovani
9/4/2006

Começo e fim

Alguma coisa me atormenta
Por mais que eu finja não ligar
Alguém repete em minha memória incensatemente
Alguém imaginário
Uma voz interior
Vive a repetir
Conviver
Parece uma coisa fácil
Parece
Mas não é
Conviver
É conviver com alguém
É conviver com os seus defeitos
Feito gente
É conviver com suas qualidades
O problema nisso é administrar
Saber levar
Conversar
Com verso
Com palavras
Dialogar
Entendimento
Respeito
Palavra chave
Diz respeito ao peito
Alguma coisa que chamamos de sentimento
Eternamente estamos por um fio
Não sabemos que outra pessoa pensa
Podemos dar a eles amor
Que não creio
Para mim é um puro desejo primitivo de ter relações sexuais com outra
É a necessidade da humanidade continuar
Podemos dar a eles ódio
Afastar-se de alguém
Para dizer que é ninguém
Ofender
Com que faz com que alguém se afaste
Por meio de eterna repetições
Que são abomináveis
Chega ser irritante
Principalmente estressante
Afasto-me de alguém que a faça
Esse alguém não é criativo
Eu gosto de gente criativa
Também eu gosto de gente sensata
Conviver
Duplo sentido
É uma arte
Que poucos sabem.

Luís Antonio Padovani
13/4/2006

Deputado e senador

Sorveteu
Derreteu
Sumiu
Desapareceu
Esccafedeu
Fedeu
Não sei o que aconteceu
Não se encontra mais em lugar nenhum
Provavelmente perdeu-se
É preciso encontrar
A vergonha no congresso nacional
Não da mais para ouvir de mensalão
Ou qualquer outro escândalo
Os nossos representantes tem que ser mais bem avaliados nas urnas
Para que o nosso patrimônio seja mais bem cuidado.

Luís Antonio Padovani
5/6/2006

O dinheiro é mola do mundo

Dominado e dominador é o jogo mais velho do mundo um quer dominar o outro.
Isto é nada mais nada menos que o instinto da sobrevivência.
Provar quem manda mais.
Quem manda aqui sou.
Você cala a boca.
Quem coloca o dinheiro aqui sou eu.
Frases de pessoas possessivas
Tudo tem um interesse por trás.
O velho jogo existe desde que o mundo é mundo e nada mudou até então por todos os meios possíveis e imagináveis um homem quer provar para o outro homem que é mais forte que o outro e mostrar quem manda no local é ele.
Um homem quer subjugar o outro é assim que são os relacionamentos, assim que sempre foram e assim sempre será.
Não axiste na época presente funciona do mesmo do modo do que no passado e funcionará do mesmo modo no futuro
Há um ditado que diz quem pode mais chora menos é o caso quem domina chora menos.
Tudo envolve muito interesse, sobretudo sobre no capitalismo em quem tem mais dinheiro chora menos.
Por mais um tempero no assunto, ou seja mais um ditado popular quem não tem cabeça padece o corpo.
Alguns vão me dizer quem não tem cabeça?
Não se trata de nenhum monstro.
Trata-se de endenter as entre linhas
O ditado quer dizer quem no pensa no futuro vai ser prejudicado.
Aquele que tem a vida planejada até se aposentar vai ter uma vida tranquila.

Luís Antonio Padovani
17/3/2012

sábado, 17 de março de 2012

Primeiro

Jô Clemente
Agradeço a sua mente
O pai a ela a inspirou
APAE ela criou
O seu filho a sua missão
Deu-nos uma grande lição
Amai-vos uns aos outros como eu vos amei
Como diz o filho ao pai
A minha gratidão
É a mesma que muitos queriam expressar
O que hoje eu faço
Um grande passo
Que eu passo nesta mesma linha
Um pedaço que ela deixou
Jô Clemente
De mente inovadora
Põe uma esperança nova
E muita gente agradece

Luís Antonio Padovani
6/6/2006
Publicada no livro "Onde mora o seu preconceito"
Editora Gráfica Azul
Cidade Moji Mirim, São Paulo
Página 59
Ano da publicação 2012

No contexto

Vou fazer um poema
Para ficar aborrecido
E derrepente tê-lo esquecido
Palavra é uma coisa muito importante
Que pode ser uma arma
Não mata, mas machuca
Deixa marcas profundas irreparáveis
Algumas carregamos até o fim de nossas vidas
Se assim os pais pensassem
Pensariam melhor para colocar nomes em seus filhos
Provar as origens
Saber do seu nome o significado
Para não cometer gafes
Um desses dias eu encontrei um homem
Em uma banca de jornal
Em frente ao banco do Brasil
Na praça Rui Barbosa
Com o nome aparentemente inocente
João Fernandes Badâmico
Segundo o dicionário Cid Franco
João Fernandes na gíria dos gatunos quer dizer bobo
Badâmico do mesmo dicionário quer dizer incrivelmente bobo
Então por desconhecimento os pais desse idoso colocaram o nome de bobo ao quadrado-por duas vezes.
Isso é no mínimo incrível
Ao ver o verso "o meu amigo" vai ficar uma fera
Mas fazer o que?
Não posso fazer nada
O nome é uma palavra
Que diferencia uma pessoa da outra
Nomes são feitos para distinguir coisas e pessoas
Nada mais que isso.

Luis Antonio Padovani
24/7/2006

Mole muito mole

Vou-me embora para Passargada
Deixar para o sempre Parvolândia
Não aguento mais o inferno
Quero o paraíso
Quero ouvir coisas sem sexo
Já estou enfadonho
Não tem mais tamanho
O meu saco estourou
Quero ir onde as coisas têm nexo
O que falam tem um fundo de razão
As falas são sérias
Baseada sempre em alguma coisa
Não importa o que
O que importa é não ter basbaquice
Ouvir coisas com algum sentido
Portanto deixar Parvolândia
Ir para Passargada
Sem dúvida nenhuma é uma boa para mim e para Parvolândia.

Luís Antonio Padovani
6/8/2006
Passarga Cidade imaginária de Manuel Bandeiro
A expressão vou-me embora para Passargada tornou-se gíria na linguagem dos gatunos
Parvolândia criação minha é cidade dos parvos

Poderia ser você

I

Que vim levou Rosângela Boti
Eu te quero muito
Eu quero te dar um boti
Temo-nos muito a fim

II

Um assunto mal resolvido
Em um dia que eu estava desiludido
Tantas coisas aconteciam em minha vida que eu estava a fim de pensar e nada mais
Algumas horas se passaram e eu passei a querer conversar
Liguei para o telefone que eu tinha em minha agenda
Ali você não mais trabalhava
Eu queria conversar melhor com você
Para sanar uma dúvida que paira no ar
Eu quero saber de você

III

Eu quero que você me responda o pedido que me fez
Com um argumento pouco aceitável
Mas de um fato concreto
Se ainda me quer
Ou foi um engano meu
Ou ainda foi somente um ímpeto seu
No último dia que nós nos encontramos eu estava tão aflito
Estava transtornado

IV

Pudera dois relacionamentos frustrados
Um em andamento
E o outro terminado drasticamente
Terminou como começou
Duas mulheres complicadas
Uma com anorexia nervosa
E uma adolescente
Um tornozelo desabado
Hoje não mais
Somar tudo isso junto com a sua simpatia para comigo
Figuei sem saber o que responder na hora.

Luís Antonio Padovani
13/8/2006

Enquanto um ser

Desculpa-me eu errei
Quando um ser chega a esse ponto
Reconhecer o seu próprio erro
Principalmente se não errar mais
Tentar reparar um erro
Aí sim esta pessoa está de parabéns
Do contrario
Esse ser jamais crescerá
Será sempre um pueril
Se é que isso existe
Mas não existe
A partir de agora existirá
Pois a língua é uma coisa viva
Está sempre em evolução
Como nós os seres pensantes
Se bem que uns não pensam muito
Gasta fósforo
É uma questão de economia

Luís Antonio Padovani
18/8/2006

Que imaginação

Se correr o bicho pega
Se correr o bicho come
É apenas um dito popular
Nada mais que isso
Se correr o bicho pega
Se orar o bicho foge
Que imaginaão
Ô meu Deus
Ninguém falou nome de bicho nenhum
Menos o diabo
Realmente o pensamento voa
A procura da felicidade
Como diria Lupicínio Rodriguês
E cria asas bonitas

Luís Antonio Padovani
4/9/2006

Totalmente certo

Tratar da vida que a morte é certa
É a única coisa certa que eu sei que vai acontecer comigo
A morte acontece para todos
Depois do nascimento
A morte é um fato inevitável
Nós somos mortais
Portanto morreremos
Não ficamos para semente
Mas podemos deixar uma semente, filhos e netos
Que morreram também
Que poderão deixar filhos e netos
Que morreram também
Que poderão deixar filhos e netos
Que não mais terão seguer lembranças minhas
As únicas coisas que eu deixrei de lembrança para sempre serão as minha obras
Bem ou mal escritas elas são feitas
Ela eterniza para sempre a minha história, e quem sabe a de um povo
Eternizar a saga de um povo é um tanto arrogonte
Mas nada é impossível
Eu não sei o que acontecer comigo no minuto seguinte
Mas eu posso provocar os acontecimentos
Não ficar parado
Esperar cair alguma coisa do céu
Eu digo numa boa
Do céu cai chuva e raio
Mas nada que isso
Sem nenhum esforço nada saíra do lugar
Sem modificar a rotina tudo continuará na mesma
Fazer os fatos acontecer
Isso é muito importante
Para uma mudança significativa.


Luís Antonio Padovani
7/9/2006

sexta-feira, 16 de março de 2012

Pensamento

Eu não aumento e eu não invento
Sentar em seu próprio rabo para olhar o rabo dos outros
Para ver os defeitos dos outros
Isso é uma fealdade que não tem tamanho
Isso faz com perfeição
Olhar para o seu próprio rabo
Para olhar os seus próprios defeitos
Isso nem pensar
Cuidar da vida dos outros
E não cuidar da sua própria
Como as pessoas são interessantes
O motivo disso eu não quero saber
O que eu quero é cuidar da minha vida e deixar a dos outros em paz
Por causa da fofoca o império brasileiro ruiu.

Luís Antonio Padovani
16/3/2012

O que realmente manda

I



Essa história de mudar de religião para mudar de vida já me esgotou
Não tem cabimento uma coisa dessas
Para mudar de vida tem que mudar de atitude
Um homem se faz com atitude e não de religião



II



Cada um é aquilo que pratica
E não aquilo que fala
Entre falar e fazer tem uma distância muito grande
O que importa é o ato
E não o papo
Dessa ou daquela religião




III



Não tenho religião, tenho fato
Que é feito de ato
Falo e pratico
Não tenho conversa mole
Uma conversa que é para boi dormir



IV



Um homem não é aquilo que faz, mas é aquilo que pratica
Um homem pode fazer uma coisa e praticar uma outra concomitantemente
Nada impede um homem fazer mais de uma coisa
O homem é capaz de fazer isso
Porque ele é multifuncional.



Luís Antonio Padovani
21/10/2006
Conversa mole para boi dormir exspressão idiomática que quer dizer conversa sem nexo
Papo gíria que quer dizer dialogo, conversa ou prosa

Elaborado

Para o primeiro macho que encontra, transa
Dele tem um filho
Enche o saco de todo mundo
Diz se arrempendida
Avacalha-o em todos os instantes
Diz que todos os homens são iguais
Quer aproveitar da mulher
Torna-se revoltada, frustrada
É a vida
Faz-se desse jeito
Não tem outro
Portanto para ter um filho
Tem de ser de um modo pensado
Escolher o macho
É que na hora do ato
Tudo está bom
Chega-se à estase
Se o ato fosse pensado
Se tivesse escolhido melhor poderia durar para sempre
E não somento momentos maravilhosos
Que o ato de gerar filhos
Na hora da comunhão entre duas pessoas...Fazer uma ato sexual
Não pode ser apenas um ato afirmação para a sociedade
Que é um ato de protesto
Um ato desse naipe tem que ser pensado
Para não importunarmos os ouvidos dos outros por causa de um ato impensado

Luís Antonio Padovani
7/10/2006
Enche o saco uma gíria que quer dizer atormentar

Uma visão

Um homem
Uma mulher
Uma câmara e uma tela grande
Uma câmara e uma telinha
Um palco
Uma peça
Uma novela
Um filme
Ou qualque outra coisa que peça
Uma hora
Uma marca
Nenhuma emoção
Dois profissionais
Dois atores
Um, beijo técnico ou não
Isso não vem a questão
Que bobagem
Beijo por dever da profissão
É algo premeditado
É algo calculado
Portanto essa discução é totalmente vazia, descabida.
Em fim uma bobagem sem tamanho
Que na minha opinião não deveria se quer existir
Pois é um beijo entre dois atores
Escritor pelo menos por algum escritor.

Luís Antonio Padovani
16/10/2006

Seja consciente

Já votei
Já cumpri o meu dever de cidadão
Não tem mais como mudar
já decidi o destino do meu País
Da minha cidade
Não importa em quem
O que importa é que eu votei consciente
Se perder ou ganhar
É uma outra história
Não tem problema
O voto não é perdido
Não é achado na rua
Ou em qualque outro lugar
Votar não é perder tempo
Votar é cidadania
É fazer história
Democracia
Uma arma do cidadão
Que é disputada por todos os políticos
Para mudar, se tiver insatisfeito
Em caso de pensar que algum político tem algum defeito
Bom ninguém é perfeito
Mas escolher o melhorzinho
Mudar pacificamente
Votar é participar do tempo em que eu vivo

Luís Antonio Padovani
29/10/2006
segundo turno das eleições para presidente da república.