A partir do momento em que eu publico uma obra
Perco o controle sobre ela
Eu não sei para onde ela andará
A partir do momento em que a vendo
Perco o controle sobre ela
Eu não sei quem vai compra-la
Eu não sei quem vai lê-la
Mesmo que eu a venda
Mesmo que seja em porta em porta
Pouco importa
O controle dela não existe
Saberei apenas para quem eu a vendi
Quem vai lê-la não
Mesmo porque ela vai passar de mão em mão
Muito menos o seu destino
Que são tantos
O mais nobre deles é a biblioteca
Onde muitos têm acesso
Eu só tenho controle de minha obra quando ela está no arquivo morto da minha biblioteca dentro de uma pasta com uma folha de plástico furado.
O controle de uma obra não existe
Luís Antonio Padovani
10/6/2007
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