quinta-feira, 22 de março de 2012

Parvolândia

De tudo que eu escuto
Nada se aproveita
Pessoas que parecem ser fotocópias
Tudo que eu crio é ironizado
Logo em seguida é copiado
Eu ainda não entendo como eu não fiquei louco
Chanam-me de louco em um minuto
E no minuto seguinte eu sou mimetizado
É uma coisa de louco ou não
Se for o propósito de me deixar louco
Até agora não conseguiu
As pessoas pensam que o meu ouvido é pinico para escutar bosta
Mas estão enganadas
O ouvido lembra apenas o formato do pinico, mas não é apenas lembra
É só para lembrar as pessoas de uma coisa
Pensam primeiro no que falam
Porque as palavras ofendem
E deixm marcas profundas eternas
Se for escrever piorou
Para escrever temos regras
Têm-se regras, temos que usá-las
Para escrever temos que pensar
Se pensar não pode alegar que não pensou
Para escrever temos que pensar palavra por palavra para dar uma coerência.
A única coisa que podemos alegar irracionalidade quando falamos, porque podemos afirmar que estávamos possuídos pela emoção, mas isso é somente quando falamos porque quando escrevemos, escrevemos sobre a razão, porque cada palavra ten um significado, uma história e um signficante e neles imaginamos no momento da escrita.

Luís Antonio Padovani
12/7/2004
Pensar que o meu ouvido é pinico para escutar bosta expressão idiomática criada por mim que significa pensam que eu gosto de escutar besteiras

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