Deixa-o comigo
Ele é o meu filho
Deixe que eu cuide dele
O que você quer falar com ele
Ele foi até o jornal procurar emprego
Não se preocupe com ele
Ele não sabe fazer nada
Eu do emprego com ele
Ele vai trabalha comigo
Ele é um ingênuo
Ele não faz mal para ninguém
Isso não mentira
Parece que seja
Mas é a mais pura verdade
Quando uma representante de “A COMARCA” veio para me
procurar em casa
O meu pai interferiu
Ele não queria que eu trabalhasse no jornal
Por mais que eu sinto vontade de escrever
Que ele vê isso no meu trabalho
Apesar de que prova nenhuma eu tenho porque assim que eu
faço, eu rasgo.
Por ser mais um passo tempo por ter um tédio de não fazer
nada
E quando eu escrevo, eu faço alguma coisa.
Escrever é uma coisa que está em mim
Uma mulher que eu não conheço veio me procurar
Uma oportunidade de emprego foi perdida
Por eu não preencher os requisitos da sociedade
Mas se eu for ter um filho
Ao povo não darei a menor atenção
No futuro quem vai dar atenção para mim é o meu filho, e não
um desconhecido.
O meu filho é a minha caderneta de poupança
É o meu fundo de garantia
A garantia que eu vou ter alguém para cuidar de mim
Luis Antonio Padovani
Escrito na pagina 11/2/1987
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