I
Eu me sinto amordaçado
Sem poder falar
Não me deixam
Querem me calar
II
Eu me sinto acorrentado
Aprisionado com as minhas mãos amarradas
Com os meus pés amarrados
Não me dão escolha
Tenho sempre que engolir sapos
Para faar a verdade é indigesto
III
Eu me sinto encarcerado
Querem me moldurar em um estilo de vida que não é meu
Não me deixam escolher o lugar onde eu quero trabalhar
Muitro menos o local da minha moradia
Eu não tenho escolha
Tenho que ficar acorrentado
Em um passado que eu não sinto a menor vontade de voltar
Em um passado que eu quero esquecer
Querem mandar no meu destino
Às vezes quero jogar tudo para o alto
Apesar de ter medo de altura
Quero que tudo se quebre
Eu não estou nem ai
Já que ninguém me escuta
Que tudo vá para o buraco
E cada vez mais fundo
E encontre uma abismo
E tudo fica perdido
Luís Antonio Padovani
4/12/1995
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