quarta-feira, 23 de maio de 2012

Comendo merda

Eu vejo a minha vida
No cinema preto e branco
Onde via-se a propagantda "beba coca-cola"
Em paineis imensos com mensagens repetitivas
De tal modo que se tornam canssativas
A tal ponto que memorize em mim
E que eu faça por enércia ou por osmose
Como todos fazem
Como eu fosse um máquina
Reproduzir peças e mais peças por apenas reproduzir peças
Sem ter nenhum objetivo
Ser um ser automatizado
Acordo
Levanto
Tom café
Vou para o serviço
Registro o ponto
Trabalho
Registro o ponto
Volto para a casa
Janto com a minha família
Assisto novela
Vou colocar as crianças para mim
Vou dormir com a minha mulher
E tudo se repete por dias e dias até a minha morte.

Luís Antonio Padovani
7/2/1996

Nenhum comentário:

Postar um comentário