domingo, 22 de novembro de 2015

Definir

Dinheiro é a mola do mundo
Sem o dinheiro nada faz
Ele é a permuta
Eu troco o meu trabalho pela remuneração
Troco a remuneração pelo objeto do desejo
Pela comida
Pela sobrevivência
Por desejos
Por adquirir mais e mais
A minha escolha é pelo dinheiro
Quem mais tem, leva mais vantagens
O bem material é efêmero
O bem intelectual é permanente
O que eu quero hoje, não é o que eu vou querer em outro dia
O mundo se em carrega de mostrar o que é melhor ou pior
O tempo é o melhor remédio para todos os males.

Luís Antonio Padovani

22/11/2015

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Mudar para sobreviver

O governo a presidente Dilma Rousseff está de mal a pior.
A economia está desembestada.
Parece até um carro sem freios
O preço Ca dia mais alto.
Uma inflação que começa a preocupar, pois as medidas do governo não mais surtem efeitos.
Os programas sociais (zerar os impostos para produtos de linha branca, ou zerar para carros, bolsa família).
O povo perde emprego e as vagas são fechadas.
É este o quadro da economia brasileira.
Um remédio que certo até 2014 e que em 2015 perdeu o seu efeito.
A solução é dar cursos profissionalizantes para quem perde a sua renda.
O seguro desemprego é um auxilio pra achar uma nova ocupação.
Mas para uma atividade é preciso ter cursos de especializações.
Em um mundo que não para mais de mudar fazer uma atualização de conhecimento é mínimo necessário para uma recolocação no mercado.
O ministro da Fazenda Joaquim Levy deve por esforço na construção civil e metalúrgica. Engajar uma economia para os recém-formados.
Uma política de oportunidades para todos. Um programa que evita discriminações de qualquer espécie.

Luís Antonio Padovani
20/11/2015


domingo, 15 de novembro de 2015

Não me venha com historinha

É inútil ter conversa para boi dormir
Assunto que não leva a lugar nenhum
Faz o tempo passar sem nada acontecer
Faz passar nervo
Nada de concreto é feito
Prosa mole de nada adianta
Diante disto faço o meu protesto
Neste texto deixo o que penso
Suspenso tudo o que for desfavorável
Jogo para longe a inutilidade
O que é um fato concreto
Um fato realizável
Descarto o fato que um dia pode acontecer se acontecer
O mais importante é o aqui, agora.

Luís Antonio Padovan
15/11/2015

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Afrodescendente

Eu adoto este termo porque é politicamente correto
Correto quero ser, mas penso ser esquisito
Porque não negro?
Ofende alguém?
Há tempos quando alguém encontrava com alguém que era negro chamava-o de negão.
Não era considerada nenhuma ofensa
O negão respondia com um sorriso
Orgulhoso de sua condição
Negro, negão
Branco, brancão
Nem branco é, é róseo
Mas enfim o negro também não é negro
Há alguns que podem ser chamados de azuis
Dizer afrodescente é o mesmo que dizer que é dessedente de africano
E na África não tem branco, não
O negro (afrodescendente) é a maioria, mas que alguns países do continente “negro” é branco!!!
Há isto existe, sim
Há uma exceção a regra, mas é assim que o branco (não da Europa) é branco.

Luís Antonio Padovani
10/11/2015

Internet dependente

Incrível
Incrivelmente incrível
Como a humanidade está dependente da internet
Os dados estão interligados pela rede mundial de computadores
Nada mais é feito sem ela
A internet veio para ficar e facilitar, mas está um absurdo
Sem ela é melhor voltar do serviço para casa
O mundo para
Estou em dúvidas se for necessário voltar a maquina de escrever para uma eventual eventualidade, ou criar uma nova ferramenta
O mundo tem que ficar menos dependente da rede de computadores
O que nasceu para facilitar deixou dependente de tal maneira que nada é feito
O feito é mantido por praticidade
O erro agora é permitido. Errou deletar e digitar novamente ao invés de colocar a folha no lixo, e começar tudo novamente.

Luís Antonio Padovani
10/11/2015

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Reclamar para a sombra

I

Foi você que criou este estado de coisa
Que coisa?
Da sua omissão de socorro quando eu pedia socorro
Socorro!!!
Eu suplicava, explicava
Nada
Tal um peixe na água
Nada
Da sua inércia ou osmose
Depende da matéria
Mas o conteúdo não foi o suficiente para evitar a catástrofe
Você que gaba de deter todos os conhecimentos
Não foi o suficiente na hora decisiva
Teve que arcar tudo sozinha

II

Falar, falar, falar, falava
Atormentava a minha ideia com as suas neuroses
No momento do almoço dominical, procurava explicar
Quando perguntava de namorada eu introduzia três, Tirapelle, Rosangela, que eu pretendia dar um Boti, da Marina
Tudo que eu ouvia era que eu era mentiroso

III

Da sua ociosidade deu no que deu
A minha parte eu fiz
Procurar a Tirapelle no Bairro Maria Beatriz, eu procurei
Telefonei para o celular dela
Ela atendia a ligação, mas era em vão
Não foram uma ou duas vezes, mais sim incontáveis
Ouvi de um cidadão local: - O que você quer da Tirapelle
A resposta é tão obvia que eu não tive coragem de responder
Eu quero o que todos os homens querem
Fazer filhinho
Imbecil
A Marina queria me retratar
Pedir desculpas
Pelo erro grosseiro cometido por mim ou pela editora
Peço desculpas por ser muito desatencioso
Na hora da correção, não corrigi
Rosangela queria me aproximar, pois eu sei que ela me quer bem
Explicado tudo mostra que toda ação tem um resultado seja negativo ou positivo
Negar a inoperância é chover no molhado
O meu corpo bem sabe do resultado que poderia ser evitado, mas como não foi
Procurar outro jeito é o jeito
Ainda bem que há outro jeito, senão estava sem jeito.

Luís Antonio Padovani
05/11/2015
Chover no molhado é uma expressão idiomática.

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Outra vida

Bandera
Eu não volto mais para o reduto porque eu já dei muita bandeira para o azar
Eu não quero carregar a bandeira de uma doença venérea
Ir para o caminho que não leva a nada, não é comigo
É assim que eu penso
Eu quero construir uma família Bandera
Muitas loucuras eu cometi
Elas foram suficientes para eu perceber o quanto errei
Mudar de vida foi à opção
Voltar aos hotéis de alta rotatividade está fora
É assim que eu penso

Luís Antonio Padovani
04/11/2015