Eu estou descrente da sociedade
Uma sociedade quer tirar tudo o que eu
tenho
Dar algo para mim, jamais
Uma sociedade repressora
Onde eu nunca tive oportunidade
E a vontade que eu tenho é de
desaparecer para sempre, ficar fora
As recordações que eu tenho por aqui são
das piores
De todas as boas lembranças são das
guaçuanas e uma uberlandense
Foram elas as minhas namoradas
Tudo o que elas queriam era me dar
carinhos
E se fosse da minha vontade poderia uma
delas empurrar carrinho
Fruto de uma relação harmoniosa
Dada a tolerância que elas têm
Pois, elas sabem que a intolerância não
leva a nada
Ou até leva, a guerra
O único pedido que eu faça é que
respeitem os meus limites
Não exija de mim aquilo que eu não posso
dar.
Eu já nasci limitado
Muitas atividades eu não posso fazer
E no decorrer dos anos os mojimirianos
trataram de aumentá-las
Nem os médicos me deram os devidos zelos
E com o tempo os limites irão aumentar
Se eu não for me cuidar peso da idade
vai piorar
Mas, o se não joga
A minha solução é me cuidar
Entre trancos e barrancos eu fazer os
tratamentos, mas, os obstáculos vão aparecer sempre
Tudo o que eu quero é dar soluções para
os meus problemas
E tudo o que fazem é darem mais
problemas.
Luís Antonio Padovani
10/11/2014
Nenhum comentário:
Postar um comentário