Eu não sou especialista para dizer qual
é o motivo
Eu não quero saber qual é a razão de eu
ser assim
Eu me aceito do jeito que eu sou
Porque eu não quero ficar louco
Eu falo silibaticamente
Eu ouço silibaticamente
Eu escuto o que eu escrevo
Eu escrevo silibaticamente
Eu leio silibaticamente
Eu sou assim
Quando eu descobri já era tarde
É assim que eu sou
Eu descobri isto por um acaso
Eu não me lembro quando foi
Mas, enfim, percebi
Eu creio que para isto não tem remédio
É o remédio é aceitar para que eu não
fique louco
E como eu digo “deixe como está para ver
como é que vai ficar”.
Luís Antonio Padovani
09/12/2014
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