sábado, 18 de maio de 2019

Ceonsumismo


Reproduzir pessoas e idéias, nada mais do que isso.
Se alguém sugerir mudanças ela não vai ouvir.

Essa característica ela não tem.
Logo vai pensar ou dizer que é uma imensa bobagem.
Chamar de bobo é de menos
É o que acostuma fazer com quem encara as suas opiniões seculares dix não entender, se faz de desentendido, é o trivial, não passa disso.
As pessoas nascem carimbadas para uma profissão, se ela se rebelar, não vai ter acolhimento.
Não tem tratamento médico, é tratado como algo insignificante, ou segue a função ela quer que siga, ou morre de fome.
Passa o seu estilo viver para os seu filhos, os filhos para os seus netos, os netos para os seus bisnetos, e assim por diante pra perpetuar o modus operandi de trabalhar no que for (dificultar ao máximo o acesso de alguém na produção das tarefas.
Seu lema é “Se eu posso dificultar para que facilitar”.
Quando contrariados ficam enfurecidos e dizem ser da família tradicional razão do atraso dessa cidade, pois não querem largar o comando para não parar a mamata.
Permanecer um povo ignorante e melhor para ficar mais fácil manipular e também para que fique o que já está preestabelecido.
Seguem o ciclo normal (nascer, cresce, ter carros ou motocicletas, casar, ter filhos, consumos de bebidas alcoólicas e cigarros.
Quem não tem carro não tem...
Não tem o que deseja.
Repetem o jargão é uma necessidade, e não luxo.
Esquecessem que há pessoas com problemas que impedem de dirigir
Seu vocabulário é muito restrito.
Limita-se ao da sua profissão e as necessidades diárias

Luis Antonio Padovani
18/05/2019


sexta-feira, 10 de maio de 2019

Sem nome

No começo do mundo não existia nada definido
Havia seres que dormiam juntos para se aquecerem
Procriavam para perpetuar a espécie
Não existia papel pré-determinado
Quem definia era a necessidade
O mundo seguia sem nenhum conflito
Não tinha nenhuma ideologia
Religioso ou político              
Quanto mais machismo ou feminismo
A moradia era nas cavernas
Casas feitas pela natureza
Abrigavam-se do sol e da chuva
Homem e mulher não sabiam
Preocupavam-se única e exclusivamente na subsistência
A vida passava simplesmente passava
Era um dia depois do outro
Não tinha noção do dia
Não sabiam o que era noite
Cis ou trans nem se cogitava
Um ser que quer mudar é o ser humano
Esta sempre irrequieta
Para o bem, ou para o mal
Isso o futuro dirá
Não cabe a mim e nem ninguém julgar
Seja feliz como for
E a vida continua

Luís Antonio Padovani
10/052019

quinta-feira, 9 de maio de 2019

Voar sem destino


Este é o meu amor
Eu queria falar isso
Eu não falo
Ele não foi me apresentado
Não tive esse prazer
Somente tive desalento
Vivi em um vácuo
Passei largado
Passei
Só passei
Fui tratado como um objeto
Algo bonito para ser apreciado nada mais
Tudo que eu ouvi foi “Eu sou o primeiro que apanha e o último que fala
Ninguém me deixava falar.

Luis Antonio Padovani
09/05/2019

segunda-feira, 6 de maio de 2019

Pronunciamento sobre Manuel Bandeira

Manuel Carneiro de Sousa Bandeira Filho nasceu no dia 19 de abril de 1886 no Recife, Pernambuco.
Faleceu em 13 de outubro de 1968 aos 82 anos no Rio de Janeiro.
Foi eleito membro da Academia Brasileira de Letras em 1940.
Filho do engenheiro Manuel Carneiro de Sousa Bandeira e de Francelina Ribeiro abastada família de proprietários rurais, advogados e políticos.
Seu avô materno Antônio José da Costa Ribeiro foi citado no poema “Evocação do Recife”.
Iniciou seus estudos no Recife
Com 16 anos mudou com a família para o Rio de Janeiro, concluiu o ensino médio no Colégio Pedro II
Em 1903 ingressou na faculdade de arquitetura na Escola Politênica de São Paulo, não conclui devido a problemas de saúde.
Sua obra é recheada de lirismo poético.
O seu modo de escrever era de versos livres, usava a linguagem coloquial da irreverência e da liberdade criadora.
Explorava os temas do cotidiano e melancolia.
Por intermédio do amigo Ribeiro Couto conheceu os escritores paulista que em 1922 lançaram o movimento moderno em 1922.
Revista modernista Klaxon com o Poema Bonheur Lyrique.
Em 1922 levou o poema “Os sapos” que foi lido por Ronald de Carvalho tumultuou o teatro municipal com vaias e gritos. O poema satiriza os princípios parnasianismo, com deboche agressivo dirigido à métrica e a rima desses poetas.
Recebeu o premio da Sociedade Felipe d’Oliveira pelo conjunto da obra em 1937 e o premio poesia do Instituto Brasileiro da Evolução e Cultura, também pelo conjunto da obra em 1946.
Os Sapos
Enfunando os papos,
Saem da penumbra,
Aos pulos, os sapos.
A luz os deslumbra.

Em ronco que aterra,
Berra o sapo-boi:
- "Meu pai foi à guerra!"
- "Não foi!" - "Foi!" - "Não foi!".

O sapo-tanoeiro,
Parnasiano aguado,
Diz: - "Meu cancioneiro
É bem martelado.

Vede como primo
Em comer os hiatos!
Que arte! E nunca rimo
Os termos cognatos.

O meu verso é bom
Frumento sem joio.
Faço rimas com
Consoantes de apoio.

Vai por cinquüenta anos
Que lhes dei a norma:
Reduzi sem danos
A fôrmas a forma.

Clame a saparia
Em críticas céticas:
Não há mais poesia,
Mas há artes poéticas..."

Urra o sapo-boi:
- "Meu pai foi rei!"- "Foi!"
- "Não foi!" - "Foi!" - "Não foi!".

Brada em um assomo
O sapo-tanoeiro:
- A grande arte é como
Lavor de joalheiro.

Ou bem de estatuário.
Tudo quanto é belo,
Tudo quanto é vário,
Canta no martelo".

Outros, sapos-pipas
(Um mal em si cabe),
Falam pelas tripas,
- "Sei!" - "Não sabe!" - "Sabe!".

Longe dessa grita,
Lá onde mais densa
A noite infinita
Veste a sombra imensa;

Lá, fugido ao mundo,
Sem glória, sem fé,
No perau profundo
E solitário, é

Que soluças tu,
Transido de frio,
Sapo-cururu
Da beira do rio...
Desencanto [Manuel Bandeira]
Eu faço versos como quem chora
De desalento… de desencanto…
Fecha o meu livro, se por agora
Não tens motivo nenhum de pranto.
Meu verso é sangue. Volúpia ardente…
Tristeza esparsa… remorso vão…
Dói-me nas veias. Amargo e quente,
Cai, gota a gota, do coração.
E nestes versos de angústia rouca,
Assim dos lábios a vida corre,
Deixando um acre sabor na boca.
— Eu faço versos como quem morre.
(Teresópolis, 1912)
[A cinza das horas, 1917]


Manuel Bandeira

Bonheur Lyrique

Coeur de phtisihque
O mon coeur lyrique
Ton bonheur ne peut pas être comme celui des autres
Il faut que tu te fabriques
Un bonheur unique
Un bonheur qui soit comme le piteus lustucru en chiffon
[d'une enfant pauvre
- Fait par elle-même.
 Para Academia Guaçuana de Letras
06/05/2019

domingo, 5 de maio de 2019

Não sei para que modificar


Que amor nada
Não quero saber disso
Não dá dinheiro
Ele é abstrato
Só existe no mundo da fantasia
Onde tudo é permitido
Nos romances
Nas novelas
No cinema
É muito bonito paria ler e assistir
Beleza não enche a barriga de ninguém
Saber escolher alguém de pela sua iniciativa
O poder ação e reação
Ser instantâneo
Raciocínio rápido
O amor não dá dinheiro
É assim que a vida é.

Luis Antonio Padovani
05/05/2019

domingo, 28 de abril de 2019

Melhoras diárias


Potencial
É a palavra chave
Explorá-lo
Dar o que tem de melhor
Melhorar a cada dia
Aperfeiçoar
Chegar a cada dia perto da perfeição
Ser perfeito sei que não posso ser
Melhorar sei que posso
Ter um potencial explorado
Por mim mesmo, ou por outro            
Detalhe que não vem ao caso
O potencial de cada um de nós tem que ser explorado
Todo o mundo vai ganhar
Todos vão ficar contentes
Não tenho nenhuma dúvida.

Luis Antonio Padovani
28/04/2019

domingo, 7 de abril de 2019

Lembrança


Um homem sentado em um banco da Praça Rui Barbosa
Um local que se via o Bamerindus
Via o tempo passar calmamente
E a chuva caia fortemente
A ele não se incomodava
Dava a vida ganha
Quem passava nem o cumprimentava
E ele continuava ali debaixo de uma árvore
A chuva cada minuto que passava, aumentava de intensidade
Mesmo molhado ele não arredava do banco
Quando ela terminava, ele apreciava o sol
O divertimento dele era passar todo o seu tempo naquele lugar
E, o nome dele não sei
Também não tive a curiosidade de perguntar
Para mim parecia normal
Um pouco estranho
Mas, era assim que ele gostava de viver
Um homem provavelmente aposentado via a vida passar sem nada a fazer
Gente que ia
Gente que vinha
De um canto ao outro da cidade
Dentro e fora dos automotores
E os namorados passavam ali e curtia-se
                                                                                  
Luís Antonio Padovani
07/04/20119
 Bamerindus nome de um banco