segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Não tem esta de ideograma, as palavras são uma ideologia

Seforemol
Parece-me mais correto graficamente
Se for mojimirianos é otário
Não me deram filhos
Não me deram netos
Sempre fui excluído
Sempre os exclui
Mojimirianos é assim mesmo
Neonazistas
Os diferentes são ignorados
Procuram uma raça ariana
Nã0 tem respeito com os diferentes
A minha vida está no inferno
Quando eu morrer eu vou direto para o céu
Epiléptico aqui tratado como se fosse louco
Por não poder tomar álcool
Uma sociedade movida a álcool
Deveria ser abastecida em um posto de combustível
Não é bebível
Se fosse bebível seria uma competição desleal
Os carros ficariam sem álcool
E os mojimirianos secariam a bomba.

Luís Antonio Padovani
O2/11/2014


Livro Máquina 1993





quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Para perguntas idiotas, respostas idiotas

Não existem perguntas imbecis
Elas são oportunidades para esclarecer algo
As minhas dúvidas podem ser as dúvidas de muitos
O que há é gente com receio de que alguém lhe dê uma resposta atravessada
Ou que alguém repreenda
Este medo não tem razão de ser, porque se eu tiver medo eu irei continuar com as dúvidas
Então o que eu faço, pergunto
Eu não estou nem aí
Eu não estou nem ali
Eu não estou nem aqui
Eu pergunto, e pronto
E se alguém duvidar disto
É melhor não
O melhor é sempre questionar
Assim pode formar um debate
E as dúvidas sanarem
E a ai fica tudo esclarecido
Tudo claro
Tudo limpo.

Luís Antonio Padovani

27/11/2014 
Esta pasta contém cento e dois poemas
Começada em 20 de abril de 2013 e terminada em 27 de novembro de 2014




domingo, 16 de novembro de 2014

Uma opinião de um povo ou de uma pova ou de um polvo

Não é dona não sei o que
E o puxa saco diz é
Você tem que concorda comigo, senão eu te mando embora
Você chega em boa hora
Na hora que eu preciso
Você tem que dar corda para mim que eu te pago
E não para esse epiléptico
Todos os epilépticos são bobos, porque não toma bebida alcoólica
Não fala isso para ele
Ele não Sabe nada
Epiléptico não sabe nada
Eu gosto de irá-lo
Eu sempre repito sempre as mesmas frases
Dê esse remédio a eles e se divirta com o nervo dele
Não liga para o que ele fala
Ninguém gosta dele
Ele é um abacaxi
Ele é um ninguém
Ninguém o amo, ninguém o quer
Ninguém precisa dele
Ele é formado em nada
Ele é o maior mentiroso do mundo
Fica no pé dele
Ele toma gardenal
Ele discursa no deserto
Ele não vai gerar ninguém, porque eu não vou deixar
A loucura dele não pode ser herdada para ninguém
A puxa saco diz: deixa comigo.
Eu sei que eu vou fazer.

Luís Antonio Padovani
16/11/2014
Pova é uma brincadeira que eu faço para dizer povo
Neologismo de minha criação
Polvo é uma brincadeira de jogo de palavras povo e polvo
Meu polvo e meu povo não tem sentido algum é apenas uma diversão.




segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Um problema atrás do outro

Eu estou descrente da sociedade
Uma sociedade quer tirar tudo o que eu tenho
Dar algo para mim, jamais
Uma sociedade repressora
Onde eu nunca tive oportunidade
E a vontade que eu tenho é de desaparecer para sempre, ficar fora
As recordações que eu tenho por aqui são das piores
De todas as boas lembranças são das guaçuanas e uma uberlandense
Foram elas as minhas namoradas
Tudo o que elas queriam era me dar carinhos
E se fosse da minha vontade poderia uma delas empurrar carrinho
Fruto de uma relação harmoniosa
Dada a tolerância que elas têm
Pois, elas sabem que a intolerância não leva a nada
Ou até leva, a guerra
O único pedido que eu faça é que respeitem os meus limites
Não exija de mim aquilo que eu não posso dar.
Eu já nasci limitado
Muitas atividades eu não posso fazer
E no decorrer dos anos os mojimirianos trataram de aumentá-las
Nem os médicos me deram os devidos zelos
E com o tempo os limites irão aumentar
Se eu não for me cuidar peso da idade vai piorar
Mas, o se não joga
A minha solução é me cuidar
Entre trancos e barrancos eu fazer os tratamentos, mas, os obstáculos vão aparecer sempre
Tudo o que eu quero é dar soluções para os meus problemas
E tudo o que fazem é darem mais problemas.

Luís Antonio Padovani

10/11/2014

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Esta era a minha mãe


Uma professora dedicada o tempo integral
De cada dia de sua vida a escola era o seu assunto preferido
Sendo assim o pensamento era exclusivamente aula
Uma professora lembrada por todos seus ex-alunos pela capacidade de passar conhecimentos
Houve o que houvesse nada era mais importante do que a sua profissão
O legado dela foi os seus três filhos e o ensinamento que seus alunos adquiriram
A todos deixou recordações de uma personalidade forte e determinada
Tudo fazia para alcançar os seus objetivos
Objetivo de sua ambição era o foco principal
Enquanto ela não conseguia a sua meta, ela não ficava tranqüila
Deixou um filho médico, um filho readaptado na função de arquivista no setor transporte da educação, embora tivesse adquirido mais conhecimentos e uma filha nutricionista com várias funções e com dons artísticos
A minha mãe foi uma mulher que deixou por onde passou
Deixou também um neto médico no ultimo ano de residência e outro no começo do curso de medicina e um bisneto que começa a andar.

Luís Antonio Padovani
05/11/2014