sexta-feira, 15 de novembro de 2013

De onde ele tirou isso?

Eu escrevo quando vem uma ideia
Essa ideia tem que ser boa
Escrever algo ruim eu me nego
Um texto bom tem que ser algo elaborado
Arquitetado
Escrever por escrever qualquer um escreve
Escrever algo bom é que são elas
Para escrever um texto tem que fazê-lo alguma coisa que perpetua
Que voa quando vai para o ar
Que quando alguém escruta gosta e repete
Um passa para o outro e assim vai até ficar algo incontrolável
Quando todos falam, não sabe a origem e muito menos o que significa.
O significado e o significante ficaram para trás há muito tempo
Para um texto se eternizar é preciso que um outro alguém goste
Uma ideia boa fica a vida toda na cabeça
Mesmo porque não tem outro lugar para ser armazenada.

Luís Antonio Padovani

15/11/2013

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

É fato

Micareta
A minha cara tem careta
Tem cada coisa que parece duas
Se contar ninguém acredita
Da vontade de dar risadas
Parece que é piada
Mas não é não
Quando eu leio ou ouço
A minha reação é falar o que?
Eu não entendi!
Se for impresso eu a releio
E digo eu compreendi, mas não entendi
Volta a lê-la
Se for Vídeo ou/e audio eu digo que coisa engraçada
Mas deixa para lá
Pois eu sei que na tela ou no rádio por enquanto não tem nenhum dispositivo para retroceder
Na tele visão na tela a minha visão vê a imagem conseguida pela câmara.

Luís Antonio Padovani

04/11/2013

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Pensar é um ato saudável

O que eu ganho com isso?
O que eu perco como isso?
Para onde vai me levar?
Isso faz algum sentido?
Qual é o motivo para que eu faça isso?
Quem vai ganhar?
Quem vai perder?
Por que eu vou fazer isso?
Responda-me cada pergunta com clareza
Eu quero que todas as dúvidas sejam sanadas
Responda-me racionalmente
Eu quero saber se tem algo que justifique eu fazer isso
Fazer tudo muito bem pensado
Eu não quero prejudicar alguém
Fazer tudo bem calculado
Eu não quero me arrepender de nada.

Luís Antonio Padovani
01/11/2013


sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Diet e light

Diet ou light
Diet de comer
Diet engordar
Diet emagrecer
Engordar ou emagrecer eu não quero saber
Eu quero saber é de comer
Mais tarde eu vejo o resultado
Light o meu cachorro
Faz um barulho insuportável
Incomoda em muito os vizinhos
O amigo fiel do homem
Talvez por não conhecer o dinheiro
Guarda a minha casa para que não seja alvo do amigo do alheio
Diet de comer
Light o meu cachorro
A palavra sempre foi o meu fascínio
Sempre foi o meu problema
Eu não posso ver uma que a minha imaginação vem a funcionar.

Luís Antonio Padovani
25/10/2013



sábado, 19 de outubro de 2013

Algo a aprender

I

Decorar textos não quer dizer muita coisa
Mostra apenas que decorou textos
E isso todo pode fazer
Desde o analfabeto até o mais sábio

II

Decorar textos é importante para que os textos de outros sejam conhecidos
Um texto só cumpre a sua finalidade quando é reproduzido
Se ele for guardado em uma gaveta, ele não servir para nada.

III

Decorar textos apenas não acrescenta nada
Não faz alguém crescer
Um texto tem que ser discutido, analisado.
Tem que ser assimilado
Tem que adicionar algo a mais
Ver a sua moral
O que ele quis dizer aprofundar.
Ir mais fundo
Afundar de ponta
Ler por ler para que?
Ler para refletir
Ler para aprender
Ler par discutir com o ator
Se for possível  fazer outros textos a partir do original.

Luís Antonio Padovani

19/10/2013

sábado, 5 de outubro de 2013

Casa, comida, roupa lavada

Família é um produto desnecessário para a humanidade
Família é um objeto sem nenhum valor
Até hoje eu não sei para que serve uma família
Para mim família é um grupo de pessoas onde um chama o outro de tonto
É eterna guerra do poder
A disputa de quem manda mais ou menos
Quem é dominador
Quem é dominado
Um tenta minar o outro ate as forças esgotarem
Uma família não serve para nada
Um ignora o outro por causa do dinheiro
Mentiras são ditas por todos os membros para ter uma vida harmoniosa
Na hora que realmente precisa a ajuda é negada
Porque cada quer provar que é mais forte que o outro
E se vira que não é quadrado
Um abandona o outro e pronto.

Luís Antonio Padovani
05/102013


quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Até quando vai durar isso

I

Eu não sei com eu posso dizer
Mesmo porque todas as vezes que tento dizer algo as pessoas se fazem de surdas
E para piorar a situação se fazem de cegas
Eu sou alguém que é ignorado
Eu estou em uma situação delicada
É uma história que é uma tragicomédia
É assim que eu defino a minha vida
Cheia de erros médicos
É como um erro justificasse outro
Não é por ai que tem que resolver os problemas

II

Uma infância agradável em Pirajuí
No Parque Clube de Pirajuí eu jogava tênis de mesa e nadava
No campo da mina da água e no campo da FEPASA eu jogava futebol com os meninos da minha idade
Depois eu mudei para Mojimirim e começaram os meus problemas
O convívio social quase não tinha
Tudo que pensavam era em zoar comigo
E como eu fosse uma comedia
E minha casa o meu irmão quando se exercitava com abdominais e eu me aproximava ele dizia abacaxi
A iminha irmã cantava ninguém me ama ninguém me quer
E perdia horário de ira para a escola quase todos os dias
A minha mãe me dizia eu não te ajudar
A minha alegria eram as férias escolares quando eu tinha oportunidade de sair de Mojimirim
Era para mim como eu tirasse um peso enorme
Em Pirajuí sempre me senti em casa
Sinto-me mais pirajuiense do que mojimiriano
Em Pirajuí eu passei muitas alegrias
Eu sou tratado como gente
Em Mojimirim somente decepções
As razões são simples, cerveja.
Em uma oportunidade eu fui convidado para ir a uma festa e nela eu fui convidado a me retirar
Sempre me senti um peixe fora da água
Nunca senti a mínima vontade de me aproximar de alguém
É como eu sempre digo eu uso repelente para mojimiriano
A minha identificação sempre foi com Moji Guaçu
Nela eu fiz teatro, participei de festas com sarau literário.
Participei da estrutura cultural
Baluarte, que hoje virou muitas coisas.
Tupec e a Academia de Letras comeram por ali
As minhas namoradas foram todas da cidade cerâmica
A minha vida social está toda ela na cidade do mandi
Eu não fiz escolha os guaçuanos me adotaram
Sempre me trataram com simpatia
Em Mojimirim quando eu tinha qualquer problema eu era ignorado
Até fratura exporta, eu tive.
E tudo que eu tive foi uma retirada de uma safena
Ligar para a minha tia de Pirajuí, eu liguei, só que ela não ligou para mim e dizia que eu tinha que procurar um médico vascular
O mesmo que a minha irmã dizia
Ajuda a Mojimirim eu dei
O centro cultural é ideia minha
Participei do consegue
E a contrapartida, nada.
Eu tirei a cidade do sapo de uma intervenção e que eu ganhei em troca, uma banana.
Se epiléptico em uma cidade de alcoólatras é impossível
É como se fosse um carro
Só funciona quando está alterado
Alegria é quando está alcoolizado
Muito embora algum tempo depois entra em depressão
Mesmo durante dez anos quando eu arrastava o pé direito eu tinha que ouvir tolices
A minha mãe sempre dizia que eu não tinha nada, e que eu tinha somente tamanho e safadeza.
O seu Zeca Adorno sempre perguntava se eu levava uma antena quando eu saia com o meu expositor para mostrar os meus livros na Praça Rui Barbosa
Ignorado pelo irmão e pela cunhada
Sempre perguntavam por que eu andava com o pé arrastado e com a mão direita eu socava a esquerda
Os meus problemas jamais quiseram resolver, sempre foram aumentados.
Sempre quiseram ler os meus livros sem pagar
Uma inspetora de alunos que eu mexi quando ela tinha três anos dentro de um circular e seu pai entrou em uma disputa de natação para tirar a minha medalha de bronze remoia sempre as história que falei para ela dançar a dança da garrafa quando ela tinha oito anos no grêmio
Até parece que foi somente eu que fez isso!!!
Eu hem
O corretor de imóveis não cumpriu o combinado e eu perdi a faculdade.

Luís Antonio Padovani
02/10/2013