segunda-feira, 13 de maio de 2013

E assim vai

Ai credo
Eu hoje encontrei as copinchas de Ana Lúcia Peruca
Que fiquei careca de pedir ajuda
Por um pé quebrado e o outro desabado
E essa ajuda não veio
E a Ana Lúcia Peruca queria que eu trabalhasse de qualquer maneira
E agora vem o povo dela me atormentar
É a saudade dos bons tempos que eram comissionadas
O dinheirinho a mais sempre faz bem
O ser humano para ela não existe
Mas mesmo assim ela tem os seus copinchas
Que pinchava uma pintura mal acabada
Paulo Sergio Fernandes
Um de seus assessores
Que viu televisão em minha casa pela primeira vez
Quando a sua mãe trabalhava de faxineira
Assistia comigo
E nada fez pra me ajudar
E o governo que atacaram foi o que me ajudou
César, Márcia e Zibordi.
Eu tenho meu emprego graças a eles
E eu perdi a minha safena graças aos outros
E eu tenho que ouvir copinchas
É fácil não
Mas é assim que é a vida.

Luís Antonio Padovani
13/05/2013


quinta-feira, 9 de maio de 2013

O que me interessa

Eu não sou machista
Eu não sou feminista
Eu sou dinheiro
Se for dar dinheiro eu sou
Nem machista
Muito menos o feminismo enchem a minha barriga
Essa conversa cansa
No mundo atual o que tem que prevalecer é o interesse por dinheiro
Aquilo que der dinheiro
Aquilo que for mais vantagioso
É aquilo que tem que ser prevalecido
Afinal de contas o dinheiro é a mola do mundo
Sem o dito cujo nada pode ser feito
É cômico é que as pessoas se matam por causa dele
E depois que a saúde está em frangalhos vai ver que nem tudo é dinheiro
E que sem ele não pode se viver.

Luís Antonio Padovani
09/05/2013

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Um serviço que eu não faria

I

Eu zôo
Tu zoas
Ele zoa
Nós zoamos
Vós zoais
Eles zoam

II

As únicas pessoas que podem ser perdidas são marido e mulher
Ambos podem se recompor de uma relação e ter outra
Pai, mãe, irmão, irmã, tio, tia, sobrinho, sobrinha se for perdidas não têm como ser recompostas.
É a vida

III
Benedita bajula que me mal-trata porque sabe que um dia pode voltar a trabalhar em uma escola
E se essa hipótese acontecer ela pode trabalhar com uma diretora que ela maldisse
E a relação ficaria estremecida e ruim para ela
Então Benedita diz bem de não me quer bem
Tudo em nome do dinheiro
Tudo em nome do trabalho
Os entendimentos entre os seres humanos são assim
Eles são movidos por interesses
Qual é o lado que ganho mais
Isso porque o ser humano é humano
E que hoje não é tão humano
Parece que o ser humano ficou mais animalesco
Ou animado
Como na origem da gíria

IV

Benedita procura provar que Otavio, Maira, Selma e Pedro estão certos.
Ocupantes de cargos de chefia
E ela subalterna
Tudo na cabeça dela gira em torno dessa hipótese
Um dia poderá voltar para uma escola
E o que será dela?

IV

Como a ajuda de Raissa,, Eurico e Laisa, ocupante de chefia imediata e detentora de cargos escolares.
Ficam o tempo todo para provar que a mentira que botaram sobre mim é verdade
É incrível como um ser presta a esse serviço.

Luís Antonio Padovani
01/05/~2013

sábado, 27 de abril de 2013

Eu nunca fui levado a sério

I

Penso que eu fui condenado a nascer em Mojimirim
Penso que eu fui condenado a morrer em Mojimirim
Mojimirim representa a morte para mim
Uma rima infeliz que é verdade
Eu penso que família deveria ser feita como os animais
Os filhos que completarem a alfabetização básica têm que ser deixados à própria sorte
Mandar se virar
Deixá-los só
Para família fazer
Saber ler e escrever
Já sabe se virar
Dar os seus pulinhos para terminar o resto do estado
Ser abanado no mundo
A sorte o educar
Família não faz sentido nenhum
Ter uma pra saber como é que é
Se não tê-la jamais saberá como é que é
O mundo é uma escola
As informações estão nos livros
Não são exclusividades das escolas

II

Na minha vida eu não tive vida
Eu não tive nada
Porque nada resolveram para mim
Preguei sempre em um deserto
Os problemas que eu tive, eu os relatei.
Providencia que é bom nada foi feita
Sempre eu tive uma vida jocosa
As pessoas que eu conheci foram somente conhecidas
Por motivos tortos
Por uma cultura inútil
Por discursos que não levam do nada para lugar nenhum
Por ideologias que não enchem a minha barriga e que esvaziaram o meu cofre

III

Eu tive que conviver com pessoas que nunca teve haver comigo
Sempre gostei de ler, escrever, desenhar, fazer teatro.
Sempre quis fazer cultura
Sempre pratiquei esporte
Sempre quiseram que eu atuasse em escolas
Trabalhei em museu, horto florestal, biblioteca e trabalho no transporte.
Por mais que eu tente mostrar, não querem ver.
Por mais que seja visual, cegam.

IV

Por onde me encontravam sempre me perguntavam
Porque eu não tenho namorada?
E esqueciam da minha saúde
Nunca me perguntavam o que eu tenho
O que aconteceu comigo
Eu sou tratado como um nada
Nada acontece comigo
Nada tenho
Uma triste sina
Que se eu não sair de Mojimirim não vai mudar nada
Do mesmo modo que me ignoram, eu os ignoro.
Eu fui tratado como mentiroso, sem nunca ter mentido.

Luís Antonio Padovani
27/04/2013

sábado, 20 de abril de 2013

Eu não posso fazer nada porque é a vida e não a morte

Nada muda
Tudo fica mudo
Silencia quem quer mudar
Ninguém quer incomodado
Dado o conforto em que está
Não  admite perde-la
Dá uma de “Mané”
Chama de retardado
Retarda a evolução
É conservador
Conserva bem fechada
Não  gosta de ser aberta
Nada faz mudar
É cego
E quer cegar quem enxerga.

Luís Antonio Padovani
20/04/2013
Mané gíria que quer dizer tolo.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Ai, ai isso dói

Automatizado é automatizado
Não adianta não
Não adianta querer mudar
Não adianta porque não vai conseguir
Porque o automatizado é automatizado
Não consegue pensar
Se for pago para pensar morreria de fome
O automatizado apenas reproduz o que os outros fizeram
Jamais irão ler as entrelinhas
Entre as linhas para o automatizado é o branco, um vazio.
Apenas um branco
Quando esquece algo diz deu branco
Nunca amarelo azul e verde.
Poderia ser cinza, preto, bege, vermelho, abóbora, laranja, rosa, lilás, oliva.
Entre tantas outras cores
Semelhantes
Ou bem diferentes
E fala justo o branco
Que falta de criatividade é essa torcida brasileira
Eu não consigo compreender uma coisa dessas
E quando finge que entende diz que entendi
E com um sorriso de lado a lado
E com os dentes as amostras
Para mostrar que é feliz
Isso me irrita profundamente
Afeta o fundo da minha mente.

Luís Antonio Padovani
12/04/2013
Esta pasta contém sessenta e seis poemas.
Iniciada em 23 de abril de dois mil e doze e terminada no dia 12 de abril de dois e treze.


sexta-feira, 5 de abril de 2013

Chefia não é para qualquer um

Esse, esse, erre, de.
Ser sem raça definida
Esse erre de.
Sem raça definida
Sem sal e sem açúcar
Sem nenhum tempero
Sem nenhuma graça
Ser sem definição
Ser robotizado
Ser que age por agir
Ser sem nenhuma opinião
Ser que apenas decora textos
Ser
Um ser
 Um ser sem qualquer qualificação
Um ser que se preocupa em prejudicar um outro ser
Um ser que não faz nenhum favor alguém
Um ser que não tira a bunda da cadeira para ajudar alguém
Mesmo que esse ser aparente precisar de ajuda
Mesmo que esse ser seja o seu vizinho de poucos metros
Mesmo que esse ser é encontrado frequentemente no supermercado
Mesmo que o veja com frequência
Um ser que não merece nenhuma chefia
Um ser que é apenas um ser
Um ser que deveria receber ordens
Um ser que não sabe dar ordens
Um ser que não age com raciocínio
Um ser que é mais um ser na Terra
Um ser que não faz falta nenhuma para o planeta
Um ser que não contribui nada para evolução da humanidade
Um ser que serve apenas para reproduzir.

Luís Antonio Padovani
05/04/2013