Não adianta não
Não adianta querer mudar
Não adianta porque não vai conseguir
Porque o automatizado é automatizado
Não consegue pensar
Se for pago para pensar morreria de fome
O automatizado apenas reproduz o que os
outros fizeram
Jamais irão ler as entrelinhas
Entre as linhas para o automatizado é o
branco, um vazio.
Apenas um branco
Quando esquece algo diz deu branco
Nunca amarelo azul e verde.
Poderia ser cinza, preto, bege, vermelho,
abóbora, laranja, rosa, lilás, oliva.
Entre tantas outras cores
Semelhantes
Ou bem diferentes
E fala justo o branco
Que falta de criatividade é essa torcida
brasileira
Eu não consigo compreender uma coisa dessas
E quando finge que entende diz que entendi
E com um sorriso de lado a lado
E com os dentes as amostras
Para mostrar que é feliz
Isso me irrita profundamente
Afeta o fundo da minha mente.
Luís Antonio Padovani
12/04/2013
Esta pasta contém sessenta e seis poemas.
Iniciada em 23 de abril de dois mil e doze e terminada no dia 12 de abril de dois e treze.
Esta pasta contém sessenta e seis poemas.
Iniciada em 23 de abril de dois mil e doze e terminada no dia 12 de abril de dois e treze.
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