Por que o chulé não sai do meu pé
Não há remédio que remedeia ou acabe
O mau-cheiro não sai de jeito nenhum
Aquele fedo insuportável tenho que suportar o dia todo todos os dias
Há uma plantação gigantesca de abobrinhas
É um apelido dado
É uma importunação sexual diária e constante
É um assedio sexual diário e constante
Há um bulling frequente
Isso tem que ser comigo
Justo comigo que eu dou um jeito
Na minha veia correm tintas no meu sangue
Não querem me escutar
Eu sei que ocorreu comigo
Os acontecimentos do passado não se alteram
Perguntam eu respondo
Tudo em vão
Gasto saliva à toa
Seco gelo permanentemente
Em Dardarvina a vida funciona assim
Os seus habitantes desejam destruir o que é bom
A vida não tem valor nenhum
Têm duas pessoas que se uniram
Elas são Raidio e Raito
Que elas vão para o raio que as partam.
Luís Antonio Padovani
10/04/20266
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