Eu sou doente e não reconheço
Eu não quero sair
da minha bolha
Eu não quero sair
da minha casinha
Eu não quero sair
da caverna
Eu não quero sair
da cadeira cheia de pregos
Eu não quero pensar
Eu não quero sair
do conforto
Eu não quero mexer
para nada
Eu não quero
aprender nada
Do jeito que está,
está bom.
Está ruim, mas está
bom.
Eu não posso
reclamar de nada, porque é injusto.
Às vezes eu sinto
dores, mas logo passam.
Eu acostumo com
elas
Eu não quero
melhorar em nada
Eu quero ficar
estagnado.
Luís Antonio Padovani
17/02/2026
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