I
A história porá no lugar certo
Ela é o juiz dos juízes
Ela é a decisão final
O que ela decidir não tem volta
Ela decidiu está decidido para todo o sempre e sempre
séculos a fora
Assim foi, assim será.
II
Eu fui condenado ao nascer
Eu fui crucificado como Cristo
Eu fui julgado como Cristo
Eu tive os meus Pôncios Pilates
As mãos foram lavadas
Eu fui entregue aos leões famintos
Eu não sou Cristo
Nem pretendo ser
Eu fui tratado como tal
Eu não quero ser elevado aos céus
Eu não quero ser santo
Eu fui malhado como Judas
Eu não recebi nenhuma moeda
Eu fui condenado como Galileu Galilei
Pelas minhas crenças não quiseram me ouvir
Eu fui julgado como Santo Dumont
Eu não sou louco, apenas diferente
Eu não tive advogado
Eu não tive direito a me defender
Simplesmente fui julgado sumariamente
Colocaram-me em um calabouço
Querem calar a minha boca no poço
Querem me afogar
Deixar-me no escuro
Eu incomodei muita gente
Eu deixei rastros
Eu não passei despercebido
É sabido que eu sou
Mas querem me ignorar
Bem, é uma fagulha de pontas de agulha
O verdadeiro juiz é o tempo
Luís Antonio Padovani
29/092018
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