Eu
vou até ao bar beber uma cervejinha com os meus amigos.
Deixo
a minha esposa sozinha com as crianças para curtir à noite.
Chego
a casa à notinha, bem de noite com as pernas moles.
Ando
de um lado para outro;
Para
frente e para trás.
Chego
a casa, não converso com a minha senhora
A
bebedeira é tanta que não vejo os meus filhos.
A
minha vida é ir ao trabalho direto para o bar.
Encher
o carão
Chegar
a casa logo eu durmo.
Penso
que isto é um barato
Isto
sim que é viver a vida.
Deixar
os meus compromissos de lado à família e ficar com os amigos.
Os
amigos não me ajudam em nada.
E
a minha mulher que dá duro no trabalho, ajuda nas despesas, fica esquecida.
E
eu quero ter Razão.
E
digo que ela nunca tem razão.
E
quando ela me larga imagino ser uma injustiça.
Eu
vou à cola de todo mundo.
É
assim que eu sou.
Eu
faço o que todo mundo faz
Porque
o que todo mundo faz eu penso que é correto.
Eu
vivo em coletividade.
E
dela faço o que ela manda
Luís
Antonio Padovani
05/01/2018
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