sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Não tem como adiar

Não pergunte para mim o que fizeram comigo
Se quiser ser o meu amigo
Faça outro procedimento
Pense no que pode fazer por mim
O que foi feito, foi feito
Deixaram marcas profundas
Não tem mais solução
Fazer de conta que não houve nada, isto não pode ser feito
As marcas continuam
Eu não posso apagá-las da minha memória
Não tem como
A vida passada passa
E a vida continua
Megera me gera
Por mais que eu me esforce
As lembranças sempre voltam
Quem tem de mudar não sou eu, e sim os imbecis que me rodeiam
A minha história é um tragédia cheias de ruínas, e poucas felicidades
Eu não as estive aqui, e sim em outras localidades.
Na cidade vizinha de Moji Guaçu ou em outras cidades (Pirajuí, Lins)

Luís Antonio Padovani

08/12/2017

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