I
Não, não, não
Não pode ser
Não pode acontecer
Mas, acontece
E é assim que é a vida
O improvável acontece
Não fazer reciclagem
de si mesmo
Melhorar as próprias
atitudes
Se melhor a cada dia
Tudo um dia acaba
Os bens materiais são
efêmeros
Mudam de mão em mão
São destruídos
Dão lugar a outros
bens
Uns públicos, outros
particulares
Enfim é assim que
funciona o mundo
II
Mas há pessoas que
fazem de conta que vêem isso
Não faz reciclagem
Quer que o mundo
funcione como funcionava no século dezoito
Com ferramentas do
século vinte e um
O pensamento voltado
para o século dezoito com todas as suas tradições e utiliza aparelhos do século
vinte e um
O funcionamento tem
que ser com os seus pais, avós, bisavós, trisavós e outros a avós a mais
E desse jeito que eu
encontrei o mundo
E desse jeito que ele
vai ficar
E assim que pensa no
trabalho na vida social
Ninguém pode destoar
de sua opinião
Logo é deixado em um
canto qualquer
Premedissa não quer
acompanhar a evolução do mundo
No trabalho não quer
nenhuma mudança faz aliados para que as idéias de Mudicarte sejam barrados
Ela está sempre certa
a outra está sempre errada
Mudar jamais
Não faz parte do seu
vocabulário
Fala em Deus
Não faz nada em nome
dele
Não mexe um dedo para
ajudar o colega do trabalho
Não mexe um dedo para
ajudar o vizinho do lado, da frente, da esquina
Não mexe um dedo para
ajudar um conhecido de longa data
Sabe quem é o pai, a
mãe o irmão, a Irmão, e etecetera e tal
O que sabe fazer é
ganhar, trabalhar, pegar o dinheiro no caixa automático e gastar
Uma vida monótona,
chata
Fofoca é o que sabe
fazer
Esquece que sua casa é
um telhado de vidro
A isso é apenas um
detalhe
Para Premedissa nada
mudou
Só o tempo passou
Diz para todos que
Medicarte só sabe secar Gelo
Diz com orgulho de
colegial das notas altas que obteve a vida toda no trabalho
Compartilha para com
os colegas as notas baixas do oponente
Diz o fato sem saber o
motivo
Medicarte comunica de
sua maneira os fatos passados
Mas com Premedissa é
soberba ela não ouve
Ela é que tem razão
Quer fazer Medicarte
de bobo
Deixá-lo sozinho em
lugar onde ninguém pode ver
Soberana manda Zuleka
seu chefe imediato, que logo acata a ordem da subordinada com medo das contas
ficarem atrasadas
Premedissa trata
Medicarte com desprezo
Deixa-o preso
Diz para todos que não
tem valor
Uma atitude para
Medicarte
Um assunto a ser
apreciado
Sem nenhuma pressa
Pode ser que vire uma,
duas, três, quatro, quantas linhas derem para que algo seja passado para frente
e fique no Facebook, no Blog, ou empresa
É a velha história
cada um luta com as armas as quais têm
O vencedor se houver
um não vai ficar vivo para esse mundo contar
Essa história só termina
com a morte de Medicarte
Se é que termina!
Enfim o futuro dirá pos mortem de Medicarte
Luis Antonio Padovani
18/09/2017
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