segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Um caminho certo

I

Não, não, não
Não pode ser
Não pode acontecer
Mas, acontece
E é assim que é a vida
O improvável acontece
Não fazer reciclagem de si mesmo
Melhorar as próprias atitudes
Se melhor a cada dia
Tudo um dia acaba
Os bens materiais são efêmeros
Mudam de mão em mão
São destruídos
Dão lugar a outros bens
Uns públicos, outros particulares
Enfim é assim que funciona o mundo

II

Mas há pessoas que fazem de conta que vêem isso
Não faz reciclagem
Quer que o mundo funcione como funcionava no século dezoito
Com ferramentas do século vinte e um
O pensamento voltado para o século dezoito com todas as suas tradições e utiliza aparelhos do século vinte e um
O funcionamento tem que ser com os seus pais, avós, bisavós, trisavós e outros a avós a mais
E desse jeito que eu encontrei o mundo
E desse jeito que ele vai ficar
E assim que pensa no trabalho na vida social
Ninguém pode destoar de sua opinião
Logo é deixado em um canto qualquer
Premedissa não quer acompanhar a evolução do mundo
No trabalho não quer nenhuma mudança faz aliados para que as idéias de Mudicarte sejam barrados
Ela está sempre certa a outra está sempre errada
Mudar jamais
Não faz parte do seu vocabulário
Fala em Deus
Não faz nada em nome dele
Não mexe um dedo para ajudar o colega do trabalho
Não mexe um dedo para ajudar o vizinho do lado, da frente, da esquina
Não mexe um dedo para ajudar um conhecido de longa data
Sabe quem é o pai, a mãe o irmão, a Irmão, e etecetera e tal
O que sabe fazer é ganhar, trabalhar, pegar o dinheiro no caixa automático e gastar
Uma vida monótona, chata
Fofoca é o que sabe fazer
Esquece que sua casa é um telhado de vidro
A isso é apenas um detalhe
Para Premedissa nada mudou
Só o tempo passou
Diz para todos que Medicarte só sabe secar Gelo
Diz com orgulho de colegial das notas altas que obteve a vida toda no trabalho
Compartilha para com os colegas as notas baixas do oponente
Diz o fato sem saber o motivo
Medicarte comunica de sua maneira os fatos passados
Mas com Premedissa é soberba ela não ouve
Ela é que tem razão
Quer fazer Medicarte de bobo
Deixá-lo sozinho em lugar onde ninguém pode ver
Soberana manda Zuleka seu chefe imediato, que logo acata a ordem da subordinada com medo das contas ficarem atrasadas
Premedissa trata Medicarte com desprezo
Deixa-o preso
Diz para todos que não tem valor
Uma atitude para Medicarte
Um assunto a ser apreciado
Sem nenhuma pressa
Pode ser que vire uma, duas, três, quatro, quantas linhas derem para que algo seja passado para frente e fique no Facebook, no Blog, ou empresa
É a velha história cada um luta com as armas as quais têm
O vencedor se houver um não vai ficar vivo para esse mundo contar
Essa história só termina com a morte de Medicarte
Se é que termina!
Enfim o futuro dirá pos mortem de Medicarte

Luis Antonio Padovani

18/09/2017

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