Vou comer Ana
Vou comer Bruna
Vou comer Maria
Vou comer
Tratar a mulher como fosse uma comida
para ser servida em um prato. Uma prática Canibal
Não é fácil escutar este tipo de
conversa
Dizer que elas são palatáveis
Ouvir gostosa
Gostar delas eu gosto, mas prefiro
proferir linda, lindona, bonita, vistosa
Passo o visto
Com os meus olhos, vejo
Persigo a distancia o seu movimento, e
penso: rebola, rebola o seu jeito bonito de ser
Cada movimento seu a minha imaginação
não para de fazer imagem
Quando encaro uma mulher observo a forma
redondo dos seios e o pensamento voa
Não entendo este modo de tratá-las
Sei que elas não resumem nas partes
chamativas
Sou homem sim
Gosto de mulheres, sim
Mas se a mulher não tiver repertorio diversos
para conversar nada adiantam o corpo de violão
Uma mulher tem que ter algo além da
beleza, ela é efêmera
Ficar com alguém que ser alguém interessante
Tratar uma mulher como um ser que tem
alma, vontade e uma história que tem que passar junto de mim
Uma mulher não é um objeto
Ela não é um instrumento musical, mas ao
tocá-las posso fazer muitas caricias nelas
Colocá-la uma estase
Matá-la de prazer
Dar momentos inesquecíveis
Canto rolar, mesmo que desafinado uma
música aos seus ouvidos
Chamá-las de belas também, mas de comida
e objeto não
Mulher será mãe de meus filhos e por
eles somos obrigados educá-los para construir uma sociedade melhor
Menos preconceitos
Mais tolerância
Andar só se anda para frente
Andarmos juntos um ao lado do outro.
Luís Antonio Padovani
23/04/2016
Pirajuí
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