quarta-feira, 27 de abril de 2016

Uma meta

Vou comer Ana
Vou comer Bruna
Vou comer Maria
Vou comer
Tratar a mulher como fosse uma comida para ser servida em um prato. Uma prática Canibal
Não é fácil escutar este tipo de conversa
Dizer que elas são palatáveis
Ouvir gostosa
Gostar delas eu gosto, mas prefiro proferir linda, lindona, bonita, vistosa
Passo o visto
Com os meus olhos, vejo
Persigo a distancia o seu movimento, e penso: rebola, rebola o seu jeito bonito de ser
Cada movimento seu a minha imaginação não para de fazer imagem
Quando encaro uma mulher observo a forma redondo dos seios e o pensamento voa
Não entendo este modo de tratá-las
Sei que elas não resumem nas partes chamativas
Sou homem sim
Gosto de mulheres, sim
Mas se a mulher não tiver repertorio diversos para conversar nada adiantam o corpo de violão
Uma mulher tem que ter algo além da beleza, ela é efêmera
Ficar com alguém que ser alguém interessante
Tratar uma mulher como um ser que tem alma, vontade e uma história que tem que passar junto de mim
Uma mulher não é um objeto
Ela não é um instrumento musical, mas ao tocá-las posso fazer muitas caricias nelas
Colocá-la uma estase
Matá-la de prazer
Dar momentos inesquecíveis
Canto rolar, mesmo que desafinado uma música aos seus ouvidos
Chamá-las de belas também, mas de comida e objeto não
Mulher será mãe de meus filhos e por eles somos obrigados educá-los para construir uma sociedade melhor
Menos preconceitos
Mais tolerância
Andar só se anda para frente
Andarmos juntos um ao lado do outro.

Luís Antonio Padovani
23/04/2016

Pirajuí

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