sábado, 2 de março de 2013

Esmeralda

I

O que os outros pensam ou deixam de pensar eu não estou nenhum pouco preocupado
Os outros não pagam as minhas dívidas
Os outros só me lesionaram
Os outros gastaram a minha herança
Os outros deixaram máculas em mim
Os outros extraíram o que eu tinha
Uma safena e dois dentes
Os outros não estão preocupados comigo
Os outros não me ajudam em que eu ganhe dinheiro
Se eu não for trabalhar nem um centavo eu terei
Se os outros não me ajudam em vender os meus livros eu vou gastar o meu dinheiro em outro lugar
Se os outros não me ajudam, não me atrapalham.
Se os outros não simpatizam comigo
Eu vou para outro lugar
Se for um assunto que o intelectual não preocupa é com outros
Os outros morrem a sua obra fica
A língua dos outros se silenciam
A língua dos intelectuais permanece em sua obra

II

Os outros vão tomar no....
Eu não preciso dizer por que já está no imaginário dos outros
Vão tomar bem no meio do olho
Se não tem olho, eu faço ter.
Se não existir, eu crio.
A partir do momento que eu criar passará a existir
Se um lugar não aceita um intelectual tem muitos que aceitam

III

Eu não posso ficar preocupado com outros
Eu não posso deixar que outros vivam a minha vida
Eu não tenho que viver em função dos outros
Eu tenho que viver a minha vida
Eu tenho que viver a minha vida e pronto.

Luís Antonio Padovani
02/03/2013
Os outros morrem a sua obra fica uma paródia de João Nogueira

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