sábado, 28 de julho de 2012

Dentro dos aconchegos

Como sumir?
Como desaparecer?
Como?
Siar e nunca voltar?
Penso, penso, penso...
Tento de tudo.
Não consigo resposta
Por mais que eu tente
Não encontro respostas.
Por mais que eu mostre os erros
Não existe desconfiômetro ----
Aparelho para medir desconfiança.
Como sumir?
Como desaparecer?
Como?
Mostrar que os nossos Santos não se cruzam,
Sempre estaremos brigando.
Nós não nos gostamos.,
E não há com ter acordo.
Os nossos modos pensantes não se sintonizam
Só resta saber
Como sumir?
Como desaparecer?
Os nossos modos viventes não se assemelham
É, parece que só resta saber:
Como sumir?
Como?
Como ser feliz?
Como abrir um sorriso?
Como?
Como ter um pouco de ouro
Como ter paz, sossego e tranquilidade?
Tudo isso vale mais que o vil metal, dinheiro,
É a maior riqueza do mundo.
Por alguns e bons segundos é bom ter.
Mesmo que eu saiba que é por pouco tempo.
Mas é o tempo de descanso
É o tempo de reflexão
Viajar, como viajava antes, para encontrar o equilíbrio.
Seja onde for
Viajar
Ter um equilíbrio
Ser, por alguns segundos, feliz
Descarregar uma carga espiritual que pesa muito interiormente.
Isso é muito bom
Como sumir?
Como desaparecer?
Como?
Nós não nos identificamos.
Sempre ficaremos brigando.
Eu te enchendo
E você me enchendo.
Vamos entrar em um acordo
Como sumir?
Como desaparecer?
Como?

Luís Antonio Padovani
14/4/1995

Desconfiômetro palavra criada por mim
Os Santos não se cruzam expressão idiomática quer dizer não se combina
Vil metal expressão idiomática que quer dizer dinheiro

Poema publicado no livro Que dê Sete
Páginas 26 e 27
Editora João Scortecci
São Paulo SP
Ano da publicação 1996




Nenhum comentário:

Postar um comentário