Por a mão na cabeça e pensar naquilo que fez ou falou
É uma grande atitude para não falar asneira
Eu não sei o que eu faço com tamanha imbecilidade
Não há acordo com essa cidade
Pedem para que eu fale de amor
Eu falar de amor?
Que amor nada
Tudo o que me dão é ódio
E como fala a física
toda ação existe uma reação
É uma lei natural
É uma lei obvia
Como eu poderia falar de amor?
Se não dão a menor demonstração de amor
Só me dão ódio
É no mínimo antagônico
Desse povo eu não confio em ninguém
A todos aqules que eu depositei confiança, falhou
Eu quero mais é distanciar cada vez mais uma distância maior
Todos aqui são interesseiros
Eu não consigo entender como dormem sossegados em seus travesseiros.
Vivem no seu mundo particular
Vivem no mundo da lua
Pisa sempre em ovos
Anda de um lado para o outro
Sem nenhuma coordenação
Não tem nenhuma ação
Hora mexe de um lado
Hora mexe do outro
Todo desengonçado
Parece um caminhar de palhaço
Cai e levanta
Vai para frente e para tras
Sem saber o que faz
Balança a cabeça para cima e para baixo
De um lado para o outro
E os braços nem se fala
Não sabe o que fazer
Não sabe para que lado vai girar
Com os movimentos alheatórios
Os seu olhos não param de piscar
Exigem das pessoas mais o que elas podem dar
Luís Antonio Padovani
4/11/2001
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