sábado, 31 de janeiro de 2026

Uma medida consciente

Quem quer dinheiro?

Todo mundo quer o abençoado que vem com um bocado de trabalho soado

Em um mundo globalizado o dinheiro é a mola do mundo

Sem ele não se faz absolutamente nada

O dinheiro impulsiona a economia mundial

Sem o numérico não se tem moradia, serviços de transporte, alimentação e saúde.

O numerário é que faz o mundo andar

Quem diz que é progressista, de esquerda ou comunista tem raiva dele.

O dinheiro serve para dar um certo conforto e dignidade

Eu não preciso de luxo

Eu não preciso de ostentação

Eu preciso de dinheiro suficiente para viver

Não ser escravo do dinheiro

Não ser sovina o cachão não tem gaveta

Não ser mão aberto para perder tudo

O dinheiro não aquenta desaforo

Para gasta-lo tem que tem controle

Não gasta mais do que ganha

Ter a medida certa

Se for possível guardar um pouquinho para alguma necessidade

Não esbanjar

Não ostentar, porque vai chamar atenção do amigo do alheio.

Fazer dele um aliado

Não ser escravo

Não pensar exclusivamente nele

Nunca ser um escravo.

 

Luís Antonio Padovani

31/01/2026

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Poderia ser diferente, poderia

Eu não tenho mais idade para isso

Eu não tenho mais tempo para isso

A idade se foi com o tempo

A saúde se foi por incompetência de quem deveria cuidar

Não cuidou por puro capricho e teimosia

São os sociáveis cegos

São os sociáveis surdos

São os sociáveis deficientes intelectuais

Finge que não vê

Finge que não escuta

Finge que não entende

Finge

É o pior cego

É o pior surdo

É o pior deficiente intelectual

Não se tem dialogo nenhum

Não se tem entendimento

É irritante em demasia

Causa até azia

É intolerante

É simplesmente insuportável

Merece ficar isolado

Não há necessidade de uma convivência

Não dá para ter um mínimo de sociabilização.

 

Luís Antonio Padovani

31/01/2026

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Qual é a razão de ser desse ser

Eu não sei

Eu não quero saber

Eu tenho ira de quem sabe

Essa doença eu não tenho e nem pretendo ter

Ela é danosa

Ela causa prejuízo da saúde e do bolso

Eu tento ficar afastado de um ser assim

Não adianta desejar me explicar porque eu não quero ter o conhecimento

Esse ser tão inútil que atrapalha o convívio saudável

Eu idem não quero ficar louco

Hei eu prefiro ficar do modo que estou

Não cabe na minha caixola qual é a razão do puxa saco

Se ele necessita de comer eu igualmente

Se ele precisa pagar as contas eu também

Se ele precisa comprar eu também

O puxa saco é um dedo duro

Ele destrói tudo o que foi construído

Ele é o fiscal dos “colegas de trabalho” se assim pode ser dito

Ele procura uma falha do “colega” para logo correr para contar

Para o imediato

Para o diretor

Para o gerente

Para o supervisor

Para alguém acima dele

Ele é maluquete

Eu não sei o quanto ele ganha com isso

Eu não sei se ele possui uma gratificação

Eu não sei se ele leva uma percentagem nisso

Eu não sei se ganha uma promoção

O que geralmente ganha são inimizades

O meu respeito jamais ele terá

Eu nunca fui

Eu não sou

Eu nunca serei

Esse não é o meu caráter

No que eu puder ajudar eu ajudo

No que eu puder aconselhar eu aconselho

É um ser desnecessário para a humanidade

Ele somente atrapalha quem quer trabalhar de fato

Se ele fosse procurar algo para fazer seria muito mais produtivo

 

Luís Antonio Padovani

29/01/2026

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Eu não quero saber da opinião dos outros

Eu sou simpático

Eu sou convencido disso

Eu nunca pergunto para alguém o que pensa de mim

Eu simplesmente falo que eu sou simpático

Eu sou de uma simplicidade única

Eu me elegi simpático

Eu sou a simpatia em pessoa

Não tem ninguém mais simpático do que eu

Eu simplesmente eu sou máximo da simpatia

Eu sou o que eu sou e ninguém vai mudar isso

Eu construí a minha vida no passado

A minha vida está sempre em construção

Uns morrem para os outros nascerem

É assim que eu sou

Eu vejo a morte

Eu vejo a vida

Essa é a lei natural da vida dos mortais que vivem sobre mim.

Eu sou simpático, pronto e acabou.

Luís Antonio Padovani

24/01/2026

Lins

Não dê a mínima

Delete

Bloqueie

Cancele

Mate

Ignore

Deixe de lado

Não escute

Viva no mundo do “faz de conta”

Viva no mundo da fantasia

Faça de conta que não aconteceu nada

Deixe de escanteio

Desprestigie

Passe por cima

 

Luís Antonio Padovani

24/01/2026

Lins

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

É do ser humano

Eu quero sossego

Eu quero sossego pessoal

Eu quero sossego espiritual

Eu preciso de tranquilidade

Eu quero novidade

As notícias antigas eu já sei

Conta-me algo novo

Eu quero novidade

Eu quero me enriquecer

Eu não quero pobre de espirito é enjoativo

Essa pobreza não tem classe social

Essa pobreza diploma nenhum resolve

Essa pobreza está dentro da gente

Essa pobreza somente a gente resolve

Ela nasce com a gente

Eu tenho para mim que quem nasce com ela morre com ela

Eu tenho para mim que ela não tem cura

Eu tenho para mim que não tem remédio, nunca teve e nunca terá.

Eu nunca vi alguém pobre de espirito se curar, mas quem sabe.

 

Luís Antonio Padovani

21/01/2026

sábado, 17 de janeiro de 2026

Fita

Eu já vi esse filme

Só mudou os personagens

O roteiro é o mesmo

Do principio ao fim

Já foi passado em todas as modalidades

Seriado

Bang-bang

Novela

Comedia

Drama

Comedragêdia

Se não fosse cômico seria tragédia

Melodrama

Um filme água com açúcar

Cantado

Passou no streaming

Em verso e prosa

Mudou a direção e o cenário

Mudou a língua

Passou no teatro

Foi teleteatro

Foi monologo

Foi música

Foi gravado em fita cacete

Compacto disco

Em disco eletrônico

Um filme que cansa a minha beleza

Foi feito em branco e preto

Mudo

Colorido

Todas as cenas estão surradas

As roubas mudaram

Mudou a moda

O principal não mudou em nada.

 

Luís Antonio Padovani

18/01/2026