terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Minha cela no mar

O poder está em minhas mãos
O poder não está em minhas mãos
O poder está nas mãos dela
Eu tenho muito que fazer
Com o poder em minhas mãos
O poder está nas mãos dela
Quem vai exercê-lo sou eu
Quem vai receber sou eu
Mas o poder é dela
Todas as responsabilidades do poder são minhas
Mas o poder está nas mãos dela
Sem ela eu não tenho poder
Não consigo fazer nada
Penso fazer muito
Mas sem ela não tenho nada
O pouco que eu faço é muito
O muito é pouco
Grande e pequena
Onde vou ter
Prefiro pequena
Que o pouco é muito
A grande não quero nem por sonhos
Pode tornar um pesadelo
O muito é pouco
Tenho projetos
E não são poucos
Mas não depende de mim
Depende dos outros
O que depender de mim farei
Atitudes eu tenho, mas os outros...
Este é o problema
A isto não posso fazer nada
Eu tenho o poder
Ela tem o poder
Uma maluquice é verdade
Mas é real
Sei o que falo
Isto é importante
Isto é o que basta
O resto é resto
Isto é a minha imaginação
A imagem anda
As ações são as minhas e as dos outros
É pura imaginação.

Luís Antonio Padovani

27/02/2018

sábado, 24 de fevereiro de 2018

Já deu o que tinha que dá

O politicamente correto me importuna
Venho lembrar que o certo é ter segurança para todos, moradia, salário descente para quando aposentar não precisar mais trabalhar, e ter uma vida digna por já ter contribuído para o sistema, saúde que preste, trabalho para todos, respeito com todos e educação escolar para todos.
Ter educação não é somente na escola, mas no convívio social.
Para as pessoas conhecidas independentes de ser simpáticas ou não para mim.
Falar bom dia, boa tarde e boa noite.
Respeitar todas as formas de diferenças.
A diferença faz parte da vida.
Se não fossem as divergências o mundo não evoluiria e não existiriam os escritos.

Luís Antonio Padovani
24/02/2018


sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Quem avisa, pois é

Estas pessoas, não sei, o que têm em suas cabeças
Algo bom que não é
Agem como fossem donos do patrimônio público
Patrimônio público é público
É de todos
Não tem dono
Fazer de sua, o que não é
Impedir alguém trabalhar, quando quer trabalhar
Parece um doidão
Se alguém quer trabalhar, deixa trabalhar
Se for ao trabalho para não querer trabalhar, fique em casa
Ora essa muito boa
Não quer trabalhar, deixa quem quer trabalhar, trabalhar
Quem não ajuda, não atrapalha
Saia do meu pé, chulé
Deixa-me em paz
Vai chorar na cama que é lugar quente
O seu aposento já chegou, fique nele
Se não quer evoluir
Deixa o mundo evoluí
Preocupa-se mais com você, e menos com os outros
Cuida da sua vida
É o melhor que você tenha que fazer antena receptora em um mundo digital
Incomoda menos com os outros, e mais com você

Luís Antonio Padovani

16/02/2018

sábado, 10 de fevereiro de 2018

Vem do latim

Com cera
Sem cera
Prefiro sem cera
Não tenho nada para esconder
O meu rosto é limpo
Não escondo neca PItibiribas
Simplesmente não falo
Não gosto de falar com todas algumas particularidades
Se perguntarem até falo
Mas, porque falar?
Prefiro ficar quieto no meu canto
Prefiro à máxima
Tenho dois ouvidos para escutar mais
Uma boca para falar menos
É o que o meu pai falava sabiamente
É como eu penso
Refletir, sempre refletir
Qualquer deslize para a fatalidade
Há situações irreversíveis
Este é o problema
Mas se tiver remendo tudo bem
Dar-se-ia um jeito
É por isto mesmo tem que pensar e muito
Para falar
Para escrever
Para fazer
Com cera
Sem cera
Um modo de vida
Cada um faz a sua escolha.

Luís Antonio Padovani
10/02/2018
Neca pitibiribas é uma criação minha, que quer dizer nada do nada ou seja nada.
Fiz quando eu tinha treze anos.
Fiz sem saber o significado.

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Nunca podemos parar

Rebola, rebola
Joga de um lado para outro
É bola, é bola
Vamos jogar
Vamos lançar
Rebola, rebola
Faz com esta bola um momento mágico, sem igual
Um instante inesquecível
Vamos dar a este momento único, um momento especial
Vamos mar a história
Nós podemos mudar
Para isto temos que agir
Vamos pensar
Rebola, rebola
É agora a nossa grande jogada
Podemos blefar
Pode driblar
Da no mesmo
É enganar, iludir
Temos que jogar sério
Não podemos brincar
Rebola, rebola
Vamos jogar
Vamos atacar
Vamos defender
Não podemos ficar parados
Vamos fazer algo
Vamos nos organizar
Para surpreender o nosso adversário
Vamos ter paciência
O momento é de paciência
Se tivermos pressa podemos estragar tudo
Por tudo a perder
Se fizermos devagar podemos perder a joga
Perder o momento inesperado
Precisamos saber o momento certo
E desta jogada fazer um monumento para o futuro
Vamos lá
Para onde não sei
Só sei que temos que ir para algum lugar
Rebola, rebola
Jogar de um lado para outro
É bola é bola
E por aqui terminar
Não podermos deixar a peteca cair
Vamos jogar
O momento é este
Não podemos adiar
Esta bola é a última cartada
Ou vai, ou racha ou arrebenta o caixa
Voilà
Finalmente adeus.

Luís Antonio Padovani
05/02/2018

sábado, 3 de fevereiro de 2018

Razão desconhecida

Faço sem saber o que eu faço
Virou rotina
Ficou automático
Já se tornou uma obrigação
Incorporou de tal jeito, que não tem mais jeito
Eu faço simplesmente eu faço
Sem motivo nenhum, eu faço
Quando eu vejo já fiz
Mesmo quando eu não quero fazer
É para tirar este ato vai ser difícil
Ele se embutiu de tal maneira que não vivo sem ele.

Luís Antonio Padovani

03/02/2018

domingo, 28 de janeiro de 2018

Uma maneira de organizar

Não tem mais
Não tem menos
Não tem mais ou menos
É
Não tem esta
É, e ponto
É
Certo
Errado
Para que esta dúvida?
Não tem dúvidas
Fazer mais ou menos
É melhor não fazer
Se for para fazer, faça completo
Se não for assim, não faça
Se for fazer pela metade é melhor não fazer
Deixa que eu faça
E está tudo certo

Luís Antonio Padovani
28/01/2018