quinta-feira, 30 de junho de 2016

Feito real

Se for algo que o seriado Kung Fu ensina é fugir da violência, ser calmo, prudente, sério, mesmo quando é atacado por alguém.
Agir com inteligência é algo comum, compreender os brutos é necessário.
A violência gera violência, pois esta é algo que deve ser evitado.
A conversa é a melhor maneira de ter um entendimento.
Muitas vezes o dialogo vira bimonologo, logo tem guerras, resultado absurdo de que é surdo, de quem é idiota.
Ignorar os ataques dos palermas é algo sensato, que parte do senso (inteligência).
Dar a outros a “bula” de alguém para que outros seja alvo de isolamento. Isto é algo que gera ódio. Menti-lo é uma atitude desprezível.
Viver perto de quem fuma maconha, cheiro cocaína, fuma cigarro e beber bebida alcoólica é uma cena comum.
Por minhas redondezas é que acontece, e por isto repito Rui Barbosa “De tanto ver triunfar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto”.

Luís Antonio Padovani
01/07/2016


segunda-feira, 27 de junho de 2016

Para que me preocupar

Tudo que tinha acabou
Não resta mais nada além das lembranças
Algumas vezes ia para ver como estava
Dava uma olhada e saia sorrateiramente
Ia a pé
Voltava do mesmo jeito
Pedi para o meu pai construir um campo de futebol
Foram colocadas duas traves
Nunca teve um jogo
O mato tomou conta
O local foi vendido
O dinheiro colocado na poupança
O presidente Collor confiscou
Nunca vi mais o dinheiro
Nem notícia deu
Outra terra a imobiliária Globo comprou e não pagou
Como eu digo
Te tinha
Não tem mais
Acabaram-se tudo
E o que restou são as lembranças
Dentro do terreno queria construir um clube de esportes de alto padrão
Mas não resta mais nada, no momento.

Luís Antonio Padovani

27/06/2016

sábado, 18 de junho de 2016

É feita de ouro

Toque, toque
Não me toque.
Toque, toque
Não me reles.
Não me toque.
Não me reles.
Não se aproxima de mim
Não se encoste a mim
Não
Quantos não
E nenhum sim
Como eu vou fazer filhos?
Com tantas veadagens
Tão cheia de melindres
Não me toque
O que é isto?
Neurótica anônima
O meu problema não é meu
Ele é seu.

Luís Antonio Padovani

18/06/2016

Semelhança gráfica

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Por alguém


quarta-feira, 25 de maio de 2016

Como será o futuro?

O que eu ganho com isto?
O que eu perco com isto?
Vou levar alguma vantagem?
Qual?
O que vai mudar em minha vida?
O resultado será bom ou ruim?
Será deixada alguma sequela
Qual é o tipo?
Permanente?
Temporária?
Vai ser bom ou ruim?
Vai ser bom para quem?
Para mim ou para a humanidade?
O que é mais importante?
O individual ou o global?
O que é maior citadino ou o mundo?
Cada caso é um caso
Cada individuo é um
Pensar nestas perguntas é sempre bom
Pensar é bom
Fazer ações por inércia ou por osmose não é muito bom
Pensar nas consequências dos fatos para o futuro é um ato responsável que pode evitar muitos problemas e resolver outros tantos.
A vida passa e os atos ficam.
Se for bom ou ruim é algo que se deve pensar.
As atitudes inconsequentes causam situações muitas vezes irreversíveis.
O que eu quero para mim, eu quero para o outro.
Ser responsável pelos atos é responsabilizar pelas suas consequências.

Luís Antonio Padovani
25/05/2016



sexta-feira, 13 de maio de 2016

Festival de bobagens

Joaquina
Da esquina
Encontra com Esquina e diz a ela: - Você pensa que todo mundo é bobo?
De Esquina responde somente os Esquinas
- Como é isto?
- A natureza. Já nasce assim. Não quer evoluir.
- Sou formado em direito
- Então saiu torto
- Não entendo
- A única atitude que ter é decorar
Não sabe interpretar as entrelinhas
- O que são as entrelinhas?
- Jamais irá saber. Não tem inteligência para tal.
- Você é um bobo
- Da esquina sempre discordou Do Esquina ele sempre põe ela em uma situação vexatória
A história comprova
Quando De Esquina pegou um pedaço de queijo para comer Do Esquina jogou a peça toda no lixo
Quebrou o seu computado portátil colocou peso nele, o seu celular, o seu despertador, pois tudo.
Por mais que Esquina falasse Da, Da Esquina não ouvia, e o peso continuava em cima.
Do Da Esquina argumenta – Computador não é mesa.
E os objetos pesados sempre voltavam em cima do mesmo
Joaquina quebra sempre os pertences Do Di Da Esquina
Mobilete, Bicicleta, patinete, velotrol.
O que De Esquina gosta Da Esquina é o dinheiro
O dinheiro é a mola do mundo
Sem o qual mundo se consegue mais andar
Da esquina nunca foi feliz em De esquina, mas Do Esquina era
Da Esquina de Baixo sempre contrariava
Dizia sim
Dizia não
Dizia não
Dizia sim
Sim é do contra.
Di Esquina não quer encontrar outra Esquina
Quando caiu na Esquina fez um enorme hematoma
A Esquina da Direita não fez nada
Nada é o que Esquina da Esquerda representa para Esquina
Joaquina só observa até que ponto a Esquina do Outro Lado suporta dor.
O descaso é muito. Jamais terá um caso. Ela não casa. Não quer alimentar neurose dos outros
Esquina fala: - Olha a lantejoula
Lantejoula do tijolo
A sua Esquina com está?
Esquina de cima como está?
Esquina paralela como está?
Você é um nada.
Você não é esquina.
Você é Di Esquina
Você não toma Esquina Periférica?
Não quer namorar esquina da periferia?
Era seu conceito sobre isto.
Sempre marginalizado para sair
Largar Esquina de Cima
Esquina Superior sempre quis destruir Esquina
Mentiras, mentira, mentiras
Uma maior que a outra
Esquina de Baixo fala que fez esquina de cima
Joaquina diz:
- Hum, Hum...
Quando depende dela, chama ele
Quer saber do seu dinheiro
Pior que puta
Puta serve para algo, dá prazer.
Pior que homem, dá prazer.
Um lazer para quem é lazarento
Um a mais, um a menos não faz diferença
Esquina quando come com Esquina Superior sempre come a comida de Esquina
Tira do seu prato
Descarta Esquina de Fora para fora do seu contexto social.
Esquina de Baixo sempre repete
Por que não come da esquina, é comida quentinha.
Não precisa esquentar
Não faz mal
Você traz esquina, passa mal
Esquenta do outro lado
Tira a esquina  da esquina da esquerda para estragar a comida
Força Esquina Paralela comer  o que não quer
Diz sempre que é rico
Gasta o seu dinheiro
Caixão não tem gaveta
Daqui não se leva nada
Deixar talvez
Quando Esquina da Direita encontra com Esquina da Esquerda, convida Esquina fazer esquina lateral, mas tudo não passa de um divertimento com Esquina
Enrola, enrola e não sai nada
Daqui a cem anos ninguém vai lembrar que existe o dia de hoje
Uma desgraça mais grave que a outra
Nada é feito
Tudo é desfeito
Bem feito, beija o do Prefeito, e seja feliz
Não tem a menor graça
Ainda bem que o ser humano supera obstáculos, os seus limites
O ser humano é o único ser que consegue modificar o seu estado de ser.
Ser ou não ser
Aí que está
Tem que ser algo
Esquina casou com Esquina Inferior
Esquina do Lado ficou desolada
Esquina Esquerda só conhece destruição
Em Esquina Direita quando prática esquina superior Esquina Feliz joga lantejoula fora irritar Esquina
Esquina Feliz sempre sofreu estelionato
Esquina apaixonada por Esquina de Cima tiveram filhos.
Nato um povo de Malta
Mata quem não toma esquina, fuma esquina esquerda, cheira esquina baixo, fuma esquina do outro lado
Totalmente viciado
Só se relaciona com viciados
Esquina fala
Ula, Ula...
Ela olha tudo
Enxerga tudo
Está sempre atenta
Tenta ser normal
Tenta
Da Esquina
Chama Do Esquina
Leva o Esquina para Esquina Superior
De esquina em esquina a pergunta se repete, apesar do sofrimento Do Esquina
Junto com o Seu Esquina Do De Esquina não vê o que Esquina periférica tem
Visível é.
Mas sempre pensa que é louco
Trabalhar juntos tudo bem
Do Da Esquina é profissional
Como diz Esquina Lateral:
Só falta paletó e gravata
Carteira assinada e pagamentos já os têm
Até nas atitudes
Esquina, emprego não encontra
Diz ela que Esquina do Outro Lado foi na Esquina Direita
Quer que siga o exemplo
Tem que ser o que os outros querem
É o primeiro que apanha e o último que fala
De esquina em esquina Joaquina bate a quina e a vida segue em frente, porque atrás vem gente.

Luís Antonio Padovani
13/05/2016