terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Fruto de uma conversa

Quando mudei para cá éramos eu, minha mãe, meu irmão e o meu pai.
Eu era pequenininha
Ainda usava fraudas
Mal conseguia ficar em pé
Eu ainda dava os primeiros passos
Quando o meu pai comprou todos diziam que era uma loucura
Ele pagou uma pechincha
Dessa casa grande eu vi tudo acontecer
No inicio era uma casa aqui
Uma casa ali
Uma casa acolá
Era a casa de um, casa de outro.
Aos poucos eu vi gente chegar
O bairro Santa Helena tomar forma
Hoje o preço é lá nas alturas
Eu quero morar em uma casa dessas
Onde eu tenho varanda que eu possa ver o horizonte
Uma casa ampla
Eu gosto de muitos espaços
A minha mãe morreu na semana que passou
Eu sinto falta dela
Quando ela ia fazer fisioterapia ela reclamava, mas ela fazia.
Uma fisioterapia que era de pouca valia
Ela apenas proclamava a sua vida
A doença dela não tinha cura
Os médicos não tinham muito que fazer
Eu sou enfermeira-padrão
Eu cuidei da doença da minha mãe.

Luís Antonio Padovani

25/02/2014
Poema publico no livro Arco-Iris 
Página 118
Editora lxtaln
Cidade São Paulo
Ano 2015

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

O que eu tenho a dizer

Eu quero fazer história
Eu não quero ser um ser passivo
Eu quero ser o relator
Eu não quero ser o copiador
Eu quero ser elemento ativo da história
Eu quero ser o arquivista
Eu não quero ser o guardador da história
Eu quero ver como a história acontece no momento em que ela acontece
Está no local do acontecimento
Eu não quero ser um entre tantos
Eu quero ser um
Eu não sou um leitor
Eu sou aquele em que a história parte
Eu aquele que escolhe o que vai ser contado
Dos muitos fatos que acontecem no mundo e escolher aquilo que vai ser à tona
Não é que eu ditador
Mas têm assuntos há os mais, os menos e os mais ou menos importantes.
Dentro de um noticiário não cabe tudo o que acontece no mundo.

Luís Antonio Padovani
17/02/2014



terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Mudanças de atitudes

Deficiente mental
Cega
Surda
Inoperante
Insensível
Assim não dá
Assim eu não quero
Mulher assim, tê-la para quê?
Fala a verdade
Sinceridade eu não vejo porque fazer essa aquisição
Penso aqui com os meus botões
Uma mulher tem que ter providência
É porque se houver qualquer problema, ela tem que saber o que tem que ser feito.
Porque olhar para mim e ficar parada feito um vaso não vai resolver nada
Se for assim eu compro um vaso
Uma mulher tem que saber ouvir
Tem que saber dialogar
Conversar com as paredes
Desse jeito não dá
Se for para conversar e não me entender
Então para que entende.

Luís Antonio Padovani

04/02/2014

Fúria

 Ai, ai
Antonio, Antonio
É um marco
Nem todos os Santos conseguem perdoar
Todos os estelionatos
À volta ao Globo
Termina a confiança
A aliança que estabeleceu
A compra de um apartamento
Nazareno não perdoa
Perdoo o ladrão que foi crucificado ao seu lado
Em seu derradeiro respiro
Não foi na Ásia e muito menos em um conto infantil
Peter Chain, descendente de orientais foi o único a abrir as portas para mim.
Em um mundo globalizado eu não compreendo qual é o motivo de as pessoas malham em ferro frio.
Parece que as pessoas não querem ganhar dinheiro
O dinheiro eu tive para comprar uma casa ficou para o governo
Por mais que eu falasse que eu tinha dinheiro eu escutava que eu não tinha dinheiro para comprar um café.
Assim sendo, eu perdi o dinheiro e o corretor também.
Todas as vezes que encontrava com o corretor de imóveis Fernando ele dava a entender para mim que era louco.
Loucura a parte
Na vida tem que ser fotocópia
O original é apagado ou rasgado.

Luís Antonio Padovani
04/02/2014



domingo, 2 de fevereiro de 2014

Passado e presente juntos

 Manos e minas - parábolas
O passado passa no presente
O presente passa no passado
Uma boa comédia
Uma história de um aviador e uma médica
Uma história de uma família, que na vida é real é impossível.
Na ficção é possível
O passado (futuro), o presente (o momento) fala a linguagem binária.
Algo que teria zero por cento de possibilidade de acontecer
Mas com uma boa dose de imaginação, boas criações e tecnologias são possíveis.
Como em “Terra de Gigantes” e o “Túnel do tempo” nos proporcionou
Uma viagem ao tempo do presente (futuro) para o passado é passado a limpo
Juntos passam aventuras interessantes
Do começa ao fim prende a atenção
Um filme que no mínimo para não dizer no máximo é interessante
Obedece a certa lógica
No final o presente volta para o seu tempo
O passado fica no seu
E a vida continua.

Luís Antonio Padovani

02/02/2014

domingo, 26 de janeiro de 2014

As corruptelas da vida

A história e a expressão idiomática formam um casal muito romântico
Ao estudar as expressões aprende ao mesmo tempo o português e a história
A expressão idiomática nasce quase sempre de um fato histórico
Um dado interessante
Apesar de eu não entender do riscado penso eu que uma matéria deveria complementar a outra
A história deveria entrar no planejamento do português
E o português deveria entrar no planejamento da história
Se alguém achar que é estranho
Eu logo vou dizer que tudo tem haver
É só dar uma olhada nas expressões do cotidiano que tudo será esclarecido
Vai  perceber que muitas expressões  não tem nada haver com o que significa
Mas por outro lado vai ilustrar muitos fatos da história
E a risada
Essa vai ser infalível.

Luís Antonio Padovani
26/06/2014


Corruptela é a forma errada de escrever ou falar 
Fonte dicionário Aurélio Buarque de Holanda Ferreira


terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Números interessantes

Dezesseis
Diz que é seis
Dezessete
Diz que é sete
Dezoito
Diz que é oito
Dezenove
Diz que é nove
Dez mais
Seis, sete, oito nove.
Todos derivados de dez
Diz que é
Eu não sei
Mas que faz todos os sentidos, isso faz.
Sentido
Sentido eu fico, se não for verdade.

Luís Antonio Padovani

21/01/2014