sábado, 24 de agosto de 2013

Hellmans

Os homens do inferno
Diz à lenda que os evangélicos não compram a maionese porque quer dizer diabo
Que conversa sem nenhum sentido
Se for Deus ou diabo eu não sei para mim não faz nenhuma diferença
Eu não tenho tempo para esse tipo de conversa
Ela não dá dinheiro
O céu e o inferno são aqui mesmo na Terra
Quem faz o céu e o inferno somos nós mesmos
Nós os construímos com as nossas atitudes
As nossas vidas viram um inferno porque nós pusemos o fogo e não chamamos o bombeiro.
Se tivermos atitudes positivas as nossas vidas tornar-se-ão um paraíso
Tudo depende de uma coisa
Tudo depende de atitudes
Se tivermos boas atitudes iremos ao céu
Se tivermos más atitudes iremos ao inferno
Tudo depende de nós
O que nós fazemos para nós mesmos
Ou o que os outros fazem para nós
Nós não somos independentes
Nós dependemos uns dos outros
Em muitas vezes somos incapazes de agirmos sozinhos
O apoio do outro é totalmente necessária.

Luís Antonio Padovani
24/08/2013


sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Armadilha do dinheiro

I

Eu não tenho família
É uma triste constatação
É a mais pura realidade

II

Família o que é isso?
Para que serve?
Qual é a sua função?
A minha não tem função nenhuma?

III

Família que deveria ser o primeiro núcleo social
O inicio de tudo
Que deveria ser
Eu falei corretamente
Porque não é

IV

Família que deveria ser pau para todas as obras, falhou.
Quando de fato eu precisei....
Cadê família
Sorveteu
Derreteu
Desapareceu
Tudo que pensava era no dinheiro
No meu bem-estar nada

V
Casa comida, roupa lavada.
É tudo que eu tive

VI

Quando eu tive fratura exposta no meu tornozelo esquerdo
Eu mudei o meu modo de vida
Nada, nada, nada.
Que nem peixe nada.
A minha família somente pensava porque eu não ia trabalha na escola
Eu pergunto trabalhar de que jeito
Jeito nenhum foi dado
Tudo que eu ganhava era desprezo

VII

Derli falava para que esperasse a Renata
A Renata sentada na cadeira com o seu prato cheio na mesa nem na minha cara olhava
Sempre dizia que eu não tinha nada
Mesmo com todo o seu conhecimento
Trabalhava em um hospital
Conhecia todos os médicos


VIII

Quando eu falava
“Em minha casa tem um brasão”.
Dentre todos o mais nobre
Receber sem distinção
Tanto o rico como o pobre”
Um verso português
Bonito com certeza
Lido eu um prato na chácara “Cantinho do Nono”
Pendurado na sala de estar
Onde tinha um relógio de corda enorme de badalo de parede de dar corda
A mesa e as cadeiras em um total de seis
Uma em cada extremidades e duas em cada lado
A cidade Pirajuí
A Renata respondia
“É triste sonhar como amor e acordar sozinho”
Quando as minhas necessidades apareciam
A minha família desaparecia

IX

Quando as minhas necessidades apreciam
Eu podia contar que eu não contava com ninguém
Tachado de mentiroso eu era
Por mais evidente que era
Nada era feito
Derli respondia que não ia fazer nada por mim
Tudo que pensava era na escola
Tudo que perguntava era porque eu não ia à escola?
Derli me respondia não vou te ajudar
Em uma família de Busca-pé a família não existe
Família é um monte de gente nada mais que isso

X

Quando liguei para a Dora, ela não me ouviu.
E disse dez anos mais tarde “o que eu tinha”
Rodeado de bajuladores a minha vida foi somente sofrimento
Tudo que desejavam me ensinar era adulação
E para isso eu não sirvo
Eu sei trabalhar
Agradar chefia somente com trabalho
Em uma cidade que tem cabeça de ameba
Que não tem cabeça e faz mal para os outros
Eu não sei se é vírus ou bactéria
Mas o meu santo não bate com o santo dos mojimirianos

XI

Eu não comungo com as mesmas ideias dos mojimirianos
Eu não sei como a minha família não vê
Os mojimirianos só querem fazer mal para mim
Eu não entendo isso
Eu não sei por que somente eu vejo isso

XII

Dinheiro é tudo o que pensam
Eu nunca fui respeitado
De tanto despeito que eles têm
Respeito diz respeito ao peito.
O invejoso mata o invejado
Tudo que o invejoso quer é ser igual ao invejado
Como ele não consegue
Resolve matar o seu o oponente
E tudo que resta é opor.

Luís Antonio Padovani

23/08/2013

domingo, 18 de agosto de 2013

A velha surda

Sempre me condenaram
Nunca me deram oportunidade de me defender
Sempre me impuseram o que eu tenho o que fazer
Nunca me deram oportunidade de escolha
O principio básico da constituição da liberdade de ir e vir foi negado para mim
Sempre colocaram na cabeça dos outros o que eu pensava
Nunca perguntaram que eu pensava
Alias o que eu ou deixo de pensar é apenas um detalhe insignificante.
Sempre falam “que a sua mãe deu aula para mim”
O seu irmão é médico
A sua irmã é nutricionista
E eu...
Bom deixado de lado
Sempre perguntam a mim porque eu não tomo cerveja
Cerveja é símbolo da masculinidade por esses lados
Sempre me deixaram de lado
Nunca souberam conviver com as diferenças dos outros
O principio básico da não-intolerância

Luís Antonio Padovani
18/08/2013


sábado, 17 de agosto de 2013

Ideia de Jerico yahoo

Como que não existe
Existe sim. Desde que alguém criou já existe
Se está na Academia Brasileira de Letra ou emqualquer dicionário é outro problema
Mas que existe, existe sim.
Não tem discussão
Registro no dicionário ou na Academia é uma questão de tempo
Haja a vista simancol e burrocracia
Antes não existia
Eu criei
E estão nos dicionários da vida
Tudo é uma questão de tempo
O tempo é o remédio para tudo
A língua é viva, ela evolui porque a humanidade evolui.
E assim caminha a humanidade ou a mediocridade como diria Juca Chaves
A chave de um humor inteligente.

Luís Antonio Padovani
17/08/2013


sexta-feira, 16 de agosto de 2013

O poder de se fazer de vítima

I

A vítima
Sempre é bom ser a vítima
Fazer-se de lesado
Para todos sentirem um dó
Escutar “que coitado”
Como ele sofre
Ninguém tem pena dele
Ninguém faz nada por ele
O filho dele é ingrato
Tanto que o pai dele fez por ele
E agora na hora do vamos ver o filho não dá nenhuma retribuição
O filho é assim mesmo
O pai se desdobra para educar um filho e o filho...
Quando o pai está na velhice dependente tem esse tratamento
A vida é assim mesmo
Pai muda só de endereço
Pais são todos iguais
O filho não reconhece que o pai faz

II

São dias diferentes
Laçais iguais
Pessoas iguais
A história mostra com o tempo que os personagens mudam, mas a história é a mesma, séculos, séculos a fio.
O que eu fiz na minha vida para merecer isso.

Luís Antonio Padovani

16/08/2013

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Eternamente são assim

A obsessão é uma doença muito grave
Tudo tem a sua medida
Não pode ser de mais ou de menos
O de mais irrita
O de menos falta
A medida certa é a medida
Não pode faltar
Não pode sobrar
A paciência tem limite
Eu quero dar ciência a todos até a chatice tem limite
O problema é que o chato não vai saber disso
Eu falar a alguém para avisar o chato de plantão que tudo tem limite
Só resta saber se o chato vai entender
E eu penso que não
O chato vai continuar a ser chato
Ele só vê ele
O outro não existe
Só ele tem problema
O problema dos outros são irrelevante
Levar em consideração antes o problema dele
O outro não existe
E o bordão dele é ema, ema cada um com o seu problema.
Eu sou o bom, e o resto é que lixem.

Luís Antonio Padovani
13/08/2013


sábado, 10 de agosto de 2013

Uma grande confusão

Eu procuro escrever, mas eu não consigo.
Um verso dedicado
Com rima ou sem rima
Quem importa com isso
Qual porta eu vou entrar
A rima é um pequeno detalhe
Ela não faz a menor diferença
Eu procuro escrever qualidade
Eu acredito que o bom verso eterniza
De que vale um verso que duro um verão
Ser apenas uma moda de uma estação
Eu não me preocupo com quantidade
Muito embora seja da quantidade que extrai a qualidade
Atrai a qualidade o bom gosto e a admiração de todos
Eu fazer da poesia a história do meu tempo
A cada verso fica um pedaço meu
Um pedaço que eu não tenho controle
A partir do momento que eu publico eu não tenho mais controle mais sobre a minha obra
Eta, eta que não representa nenhuma guerra.
A personagem central Tieta do Agreste que deu luz a Caetano Veloso quem diria

Luís Antonio Padovani
10/08/2013