quinta-feira, 30 de maio de 2013

Uma profissão desenvolvida desde a infância

O que o cú tem a ver com as calças?
Uma brincadeira de adolescente inconsequente que pegou
Já se viu se jave
Onde já se viu um tema desses
Sem nenhuma pretensão eu falava nas ruas de Mojimirim interior de São Paulo quando eu tinha por volta dos meus dezessete ou dezoito anos.
            Muitos pensavam que eram engraçados, muitos me excluíam. (ao invés de me corrigir (principalmente o meu pai e a minha mãe) que têm por obrigação orientar os filhos principalmente nesta fase complicada na vida de qualquer um)..
            Mas como isso não foi feito eu continuei a falar esse bordão e a fazer mais outros com o tempo eu fui ver as besteiras que eu fiz e tratei de fazer bordões e expressões mais cuidadosamente e com responsabilidade e assim eu me tornei um escritor que faz neologismo ao acaso, mas pensado.
            Tudo pensado e muito bem pensado.
            Portador de conhecimentos da língua portuguesa e conhecedor de cento e cinquenta prefixos e sufixos tanto da língua latina como grega, faço uso de todos os conhecimentos sem, no entanto preocupar-me com regras do português que quando eu faço uma expressão ou um bordão não é a minha preocupação. Eu me preocupo isso sim com a sonoridade que faz a palavra ser agradável aos ouvidos, porque se  não for nada acontecerá.
A palavra é uma brincadeira gostosa de se fazer.
Eu tenho por ela um prazer incomensurável.

Luís Antonio Padovani

30/05/2013

quarta-feira, 29 de maio de 2013

É uma vida de desgraça

I

Essa minha vida não tem nenhuma graça
Ela é pura desgraça
Eu não aquento mais essa situação
Malhar em ferro frio
Eta vida complicada

II

Tudo o que eu ouço é:
Você nasceu no meio da merda
Você vai morrer no meio da merda
Se você nasceu na merda esmerdeado está
Não tem mais jeito não
Você é um sujeito esmerdeado
E nada o que você for fazer vai modificar
Esmerdeado está
Esmerdeado ficará para todo o sempre
Não adianta você querer se espernear
Você pode se debater a vontade
Mas um fato você não modificar
Você vai ficar esmerdeado.

Luís Antonio Padovani
29/05/2013

domingo, 26 de maio de 2013

É essa que é a nossa dura realidade

Eu te uso
Você me usa
Ele me usa
Nós somos usados
É assim que é a vida
Um uso o outro
Todos nós somos usados
Todos nós somos com o papel higiênico
Usou joga fora
O nosso mundo é assim
Um depende do outro
Ninguém é totalmente independente
É do couro é que sai a correia
Ser totalmente independente é pura ilusão
Ninguém sabe tudo
Saber tudo da área que atua e olhe lá
O mundo é interdependente
Um ser depende do outro
É assim que caminha a humanidade.

Luís Antonio Padovani

26/05/2013

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Sabe-se lá o que vai acontecer

Eu não sei o que faço aqui
A minha vida não tem nenhum sentido
Ela é uma verdadeira tragédia
Eu vivo desesperado para dar no pé
Eu não quero mais ver reprise em minha vida
Eu não quero mais ver mentiras
Eu não tenho nada haver com Mojimirim
Eu não sinto nenhum pouco a vontade
Sinto-me prisioneiro
De uma cadeia que não tem cela
Onde os soldados estão por todas as partes para vigiar todos os atos
Uma situação embarecedora
Não admite o concreto
Admite a mentira
A sua verdade é a mentira.

Luís Antonio Padovani
23/05/2013

sábado, 18 de maio de 2013

Não existe mais gente pura

O que é, é.
O que não é não é.
 Quem mente, mente sempre.
É o jogo da vida
É o jogo de interesses
Onde irmão desconhece irmão
Porque dinheiro na mão é vendaval
É para obtê-lo
As consequências não são medidas
É um vale tudo
Ou quase tudo
E para isso a palavra não vale mais nada
Tem que ter sempre um papel assinado por alguém
O bigode que era símbolo de hombridade nem é mais ostentado
É uma coisa eu digo
Confiar nos outros virou assunto do passado
É a tal história
O que se fala em pé, não se sustenta sentado.
É a paródia do dito popular
Esperar sentado porque de pé cansa
Esperar sentado é muito mais confortável
Esperar em pé somente se tiver com muita pressa.

Luís Antonio Padovani
18/05/2013
O que se fala em pé não sustenta sentado.
Esta frase é criação minha.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

E assim vai

Ai credo
Eu hoje encontrei as copinchas de Ana Lúcia Peruca
Que fiquei careca de pedir ajuda
Por um pé quebrado e o outro desabado
E essa ajuda não veio
E a Ana Lúcia Peruca queria que eu trabalhasse de qualquer maneira
E agora vem o povo dela me atormentar
É a saudade dos bons tempos que eram comissionadas
O dinheirinho a mais sempre faz bem
O ser humano para ela não existe
Mas mesmo assim ela tem os seus copinchas
Que pinchava uma pintura mal acabada
Paulo Sergio Fernandes
Um de seus assessores
Que viu televisão em minha casa pela primeira vez
Quando a sua mãe trabalhava de faxineira
Assistia comigo
E nada fez pra me ajudar
E o governo que atacaram foi o que me ajudou
César, Márcia e Zibordi.
Eu tenho meu emprego graças a eles
E eu perdi a minha safena graças aos outros
E eu tenho que ouvir copinchas
É fácil não
Mas é assim que é a vida.

Luís Antonio Padovani
13/05/2013


quinta-feira, 9 de maio de 2013

O que me interessa

Eu não sou machista
Eu não sou feminista
Eu sou dinheiro
Se for dar dinheiro eu sou
Nem machista
Muito menos o feminismo enchem a minha barriga
Essa conversa cansa
No mundo atual o que tem que prevalecer é o interesse por dinheiro
Aquilo que der dinheiro
Aquilo que for mais vantagioso
É aquilo que tem que ser prevalecido
Afinal de contas o dinheiro é a mola do mundo
Sem o dito cujo nada pode ser feito
É cômico é que as pessoas se matam por causa dele
E depois que a saúde está em frangalhos vai ver que nem tudo é dinheiro
E que sem ele não pode se viver.

Luís Antonio Padovani
09/05/2013