quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Salvo de chateação

Ai que alívio
Até que enfim
Ela largou do meu pé
Quando eu saia de minha casa que é em frente a casa de sua avó  ela imaginava que eu queria algo com ela
Assim não dá eu poder sair de minha casa!
E não poso ir nem para a academia
Eu não aquento tanta chateação
Ainda bem que caiu a ficha dela
E agora ela está com outro
E que ela seja feliz
Em me sinto aliviado em pensar que ela me deixa em paz
Ai, ai Ana Claudia.

Luís Antonio Padovani
3030/09/1988

Coisas gastas

Sentimento
Para que ter sentimento
Sentimento é para otário
O sentimento faz os outros de bobo
Sentimento
Para que ter sentimento
Sentimento faz os outros sofrerem por nada
Sentimento
Para que ter sentimento
Sentimento
Para que ter sentimento
O sentimento será que ele existe?
Sentimento
Para que ter sentimento
Sentimento é para otário.

Luís Antonio Padovani
3/9/1988

Interesse próprio

Ninguém de Moji Mirim merece o meu voto
Eu sou eleitor
E todos estão atrás do meu voto
Mas ninguém o merece
Porque todos têm a cabeça menor do que um grão de areia
Porque ninguém quer me ajudar
Eu não sinto confiança em ninguém
Os que aqui falam em pé sustentam sentados
São todos iguais
Nenhum político mojimiriano merece o meu voto
Porque todos são falsos.

Luís Antonio Padovani
3/9/1988

Materialização

Namora de ficção
É um namoro sem nenhuma emoção
Sem nenhuma ação
Sem nenhum carinho
Sem nenhum abraço
É namoro igual ao cinema
É o namoro igual às novelas
É o namoro com beijos frios
É o namoro como beijos técnicos
Se eles existirem
Porque é um namoro de ficção
É uma mentira para satisfazer a sociedade
É uma brincadeira sem nenhum sentido
É o namoro da imaginação
É uma ilusão
Ilusão e nada mais.

Luís Antonio Padovani
3/9/1988
Este poema é o de número um mil e trezentos (1.300)


quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Coisas desse mundo

Todo mundo diz alguma coisa
Mas somente dizem
Fazer que fosse bom nada
Nada fazem
Bla, bla, bla
Eu estou cansado de bla, bla, bla
Todo mundo fala isso
Todo mundo fala aquilo
Todo mundo fala
Mas ninguém faz nada
Ficam somente na fala
É uma maneira prática de recriminar
É a maneira da hipocrisia
Pois somente falam
E porque não fazem ao invés de falar

Luis Antonio Padovani
15/09/1988

Cenas

I

Porque todas as mulheres são iguais?
Por quê?
Alguma mulher quer me responder
Porque eu preciso entender

II

Elas em nada modificam
Elas querem algum homem para ficar
Ficar para fazer filhos
Largar e receber pensão

III

De olhos elas ficam bem abertos para observar e depois amolar
De olho no que homem tem ou deixa de ter
Fazem as mesmas perguntas
As quais eu já estou farto
Se o homem não tem o que elas desejam elas nada decidem
Elas deixam o homem com falsas esperanças
Que vai terminar quando vê ela com outro.

IV

Em um mundo que o feminismo está em alta as mulheres ainda esperam que o homem tome a primeira atitude.

Luís Antonio Padovani
15/09/1988

Estampado no rosto

I

Não negues que me amas
Você não me engana
Eu conheço o mundo que me cerca
E eu sei tudo sobre você

II

Não adianta você negar
Porque você mente para você mesma
Para você e mais ninguém
E nada mais

III

Admita o seu amor por mim você ficará mais feliz e mais a vontade
Porque você ficará nos meus braços

Luís Antonio Padovani
15/09/1988