quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Soneto de amor

I

 É tão idiota o amor
É idiota
Que ninguém consegue explica-lo
Ou será que ele existe

II

Eu ponho cá as minhas dúvidas
Hoje em dia
O mundo usa da brutalidade mutua
Não há o amor tão almejado (recitado)

III

O amor é uma interrogação
Algo inexplicado?
Algo imaginário?

IV

O amor existe ou não
É algo que eu quero saber
E que nunca eu soube

Luís Antonio Padovani
30/01/1991

Pede-se uma solução

I

Brasil amado
Pátria minha
Cheia de problemas
Que faz um grande calor

II

Brasil amado
Eu gostaria de resolver todos os seus problemas
Mas eu sou um cidadão
Que nada pode fazer
Pois eu não tenho poderes para tal
E eu fico aborrecido quando vejo
Quem pode não faz nada
Deixa-o ao leu
Para os seus problemas crescerem
E nunca diminuir
E o povo é que se vire
Porque senão passa fome

Luís Antonio Padovani
30/01/1991

Um pai zeloso

I

Quando eu perguntei
Quem é aquela moça que te escreveu?
Ele me respondeu o nome dela

II

Quando eu perguntei
Se ela era a sua namorada?
Ele me respondeu o amor não existe


III

Fiquei preocupado
E logo eu pensei
O que falta a ele?
Eu lhe dou comida
Eu lhe dou casa
Eu lhe dou roupa
Eu lhe dou calçados
Eu lhe dou uma cama macia
Eu lhe dou dinheiro
Mas eu nunca conversei com ele
Não falta nada a ele
E logo eu pensei
Eu não converso com ele.

Luís Antonio Padovani
30/1/1991

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Natureza do mundo

Filho sinal dos tempos
Estou a envelhecer
Ele nasce
Ele cresce
Ele dá trabalho
E que trabalho!
Trocar fraudinha
Levar ao medico
Comparar remédio
Tratar da doença
E quando eles crescem
Viram mal educados
Tornam-se respondões
Seus progenitores
Aqueles que na hora da doença tiveram presente
Que não deixou faltar nada
Deu uma assistência total
Sinal dos tempos
Eles querem a independência
Ter o seu trabalho
Ganhar um dinheiro
Não ser um ser inútil  na família
Ganhar a liberdade
Namorar
Posteriormente casar
E daí tudo começar novamente

Luís Antonio Padovani
15/2/1991

Verde que te quero ver

Uma grande arvore
Com seus troncos grossos
Seus galhos longos
Cheios de folhas
Que caem ao chão
É ela que me dá uma sombra
Protege-me do sol
Mas ela tem um inimigo
O homem
Que um dia com suas motos serras
Poderá jogá-la ao chão
Matando-a impiedosamente
Que tira a sombra
Que dia me deu.

Luís Antonio Padovani
15/2/1991

Paradoxo

I

Amor uma palavra simples
Ou um grande sentimento
O que é o amor
Eu sempre ouvi dizer dele
Mas nunca eu o vi

II
Amor uma palavra dos profetas
Ou um sonho
Algo imaginário
Que não existe
Mas que fazemos existir para sentirmos

III

Amor, algo inesperado.
Que aparece somente quando não se espera
Algo que só nós alegria
Uma viagem
Para o planeta felicidade

IV

Amor
O que é o amor
Uma grande alegria
Ou uma farsa
Para esconder o que é proibido

Luís Antonio Padovani
15/2/1991


terça-feira, 13 de novembro de 2012

É um fato

Francamente eu não sei para serve uma família
Mas uma coisa eu sei
Depois que eu perdi o meu pai eu perdi a minha saúde
Eu perdi alguém que lutasse por mim
O meu pai era do jeito dele
E ao seu jeito ele resolvia os meus problemas
E agora sem ele eu estou sem saído rodeado de bajuladores de Moji Mirim
A minha família não é minha
Eu não sei por que isso
Porque a minha família é a família dos mojimirianos
Ela parte do principio que eu estou errado e os mojimirianos estão certos
Uma família pra mim é sinônimo de união e a minha não é.

Luís Antonio Padovani
13/11/2012