terça-feira, 1 de maio de 2012

Sem qualquer expectativa

Coração empedrecido
Fica insensível a emoções
Só fala em cálculos
Pensa friamente
Arruma mil e uma desculpas
Às vezes parece ser um arquiteto
Faz projetos
Elabora construções
Coração duro
Dentro dele mora uma rocha
Erguida de ódio e desprezo
Que faz um coração ser preso
Onde só tem grades que não deixa o sentimento se soltar

Luís Antonio Padovani
17/12/1997
Mil e uma expressão idiomática que quer dizer varias coisas

Feliz natal a todos

I

Natal se dá uma magia
Todo mundo se contagia pela alegria
Pena que é somente no natal
Se a mente das pessoas fosse natalina o ano todo seria muito bom
Tudo seria bom

II

Eu imagino se o pó do pilimpimpim grudasse nas pessoas para ter sempre o espírito cristal
Todos nós seriamos irmãos
A fraternidade seria universal
Não haveria contenda
O mundo seria o mar de rosas sem espinhos
Haveria somente alegria na mente das pessoas
Todos iriam ajudar um ao outro sem nenhuma cobrança posterior
Ajudaria somente pelo prazer de ajudar.

Luís Antonio Padovani
24/12/1997
Pilimpimpim uma referência as histórias de Monteiro Lobato escritor brasileiro conhecido pelas histórias infantis
Mar de rosas expressão idiomática que quer dizer maravilha, lindo, sem problemas

E agora aquenta

Lá vem o inconveniente
Para ver o que que há
Sem ser chamado
Ele não convém ser ouvido
Lá vem o inconviniente
Para ver o que que há
Sem ser chamado
Ele não não convém ser ouvido
Ele pensa que abafa
Mas ele abafa somente no calor
Não me diz nada
Quando eu vejo da vontade de dar no pinote
Ir a um outro norte
O seu problema é que pensa que me agrada

Luís Antonio Padovani
29/1/1998

Do que vale

Falar com a parede
Falar com a parede
Não adianta nada
Não se obtém nenhuma resposta
Uma coisas irritante
Uma coisa desesperadora
Uma tarefa ingrata
Só um lado é ouvido
Não se tem dialogo
Uma conversa inútil
Falar com a parede
Falar com a parede
Uma sensação que me aflige infinitamente
É a mesma coisa que não tivesse falado
Que horror é
Falar com a parede
Falar com a parede
Ninguém escuta o que eu falo
A desconversa é frequente
Quando eu falo é a mesma coaisa que nada

Luís Antonio Padovani
10/2/1998

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Sincronizado

Robotizado
Automotizado
Fala sem saber por quê
Xinga-se sem saber que é xingado
Nada cria
Tudo copia
Gente fria
Entre nós nenhuma enpatia
Uma monotonia total
A tal ponto que dá vontade de dormir
E quando eu voltar
Desejo ver que tudo passou de um pesadelo

Luis AntonioPadovani
12/2/1998

Eu sou assim

Eu ajo assim
Eudigo que sou pobre
Para que todos tenham um dó de mim
Faço da minha pobreza a minha bandeira
Em punho desfraldo bravamente
Para que todos possam me ouvir
Eu sou pobre!!!
Rico para mim só tem vez quando paga a conta
Veja como eu sou
Para todos os cantos eu brado
Eu sou pobre
Para que todos tenham um dó de mim
Faço da minha pobreza a minha bandeira
Faço da minha bandeira o meu escudo
Faço do meu escudo o meu símbolo
Faço do meu símbolo a minha proteção
Uma ação contra a ação do rico.

Luis Antonio Padovani
21/2/1998

Para que?

Ser um ser
Um ser
Apenas um
Nada mais que do que um
Um ser
Um individuo
Um individuo
Um ser
Cada um é  um
Um ser
Nada mais do que um ser
Apenas um
Um ser

Luís Antonio Padovani
7/4/1998