domingo, 8 de abril de 2012

No momento

No momento eu não quero me casar
Se acaso aparecer um casamento, caso.
Depois eu vejo o que eu vou fazer
A minha mente é aberta
Se ela quiser morar na casa dela e eu na minha e na hora da saudade ela ou eu liga do telefone para nos enconntrarmos e matar a saudade é uma possibilidade para nos saudar
Um casamento moderno eu não imponho nenhum impecilho
Eu não tenho nenhuma preocupação com relação a isso
Morarmos juntos ou separados
Não vai fazer nenhuma diferença
O importante é a boa convivência
Eu não estou nem ai com a hora do Brasil como dizia o filosofo contemporâneo Hélio Camargo
No momento eu não quero me casar
Mas se todos os casos surgir, eu caso.

Luís Antonio Padovani
10/9/2001

Ibradina Cardona

A turma do baralho
Passa a noite a jogar
As voltas da pracinha Jardim Santa Helena
Esta turma curti um baseado
Com Leonardo filho de um escrevente de polícia Ângelo da às coordenadas ao movimento policial
Esta turma sempre me convida para provar da erva
Sempre recuso
Faço do esporte a minha muleta
Quando perguntam se eu quero provar eu digo que o esporte é a minha droga
Esta turma é boa praça
Cedo, a tarde e a noite ela está lá em um campo de futebol de terra com traves de ferro
Em volta da praça brinquedos diversos
Por eu lutar caratê eles sempre me desafiam e dizem que lutam capoeira
Com enorme raça da vida ao tempo que com brincadeiras
Namoricos aqui e ali
Bate papo em minha frente é inteligente, mas longe e aquela conversa de sempre mesmo.

Luis Antonio Padovani
12/9/2001
Publicada no livro "Onde mora o seu preconceito
Editora Gráfica Azul
Cidade Moji Mirim, São Paulo
Página 31
Ano da publicação 2012

Nomes

Santana
Ana que é santa
Não tem nada de Santa
O que tem de Ana não é fácil não
Sant'ana
Tem Santa e Ana
Nomes comuns encontrados com muita facilidade devido à falta de criatividade
Vejo os em séries
Maria
Se não for Maria é Mariana
Tem Maria e Ana
Um outro nome que pode lembrar Maria é Marina
Olho com grande quantidade encontrada Mateus, Matheus e Lucas
Em referencia a um livro de Marion Zemner Bradley "As Brunas de Avalon" romance que se tornou filme existem os nomes Bruna e Bruno
João, Luís, José e Antonio estão em baixa
A mãe de Jesus Cristo é lembrada
O pai é deixado de lado
O santo casamenteiro é pouco dado
São Luís não é mais visto
O João não acende mais a fogueira.


Luís Antonio Padovani
8/1/2012
Publicada no livro "Onde mora o seu preconceito"
Editora Gráfica Azul
Moji Mirim, São Paulo
Página 54
Ano da publicação 2012

sábado, 7 de abril de 2012

Nem pensar

I

Aliemir, um local desprezível
É bom nem falar
Mas eu vou falar
Ou melhor, escrever
Eu pensei em colocar Parvolândia
Mas Manuel Bandeira já o fez
Seria então um plagio
E como eu também gosto de neologismo
Eu decidi inventar um novo nome

II

Posto isto, passarei a contar uma saga.
Aliemir nunca me agradou
Sempre desconfiei das atitudes de seus habitantes
Sempre duvidei da sinceridade de seus habitantes
Amizade aqui só se for por interesse
Existe por aqui uma frase que retrato perfeitamente todo um povo computadorizado

Você fuma
Você bebe
Você trepa
Sem esses ingredientes não é aceito na sociedade
O alimento dessa localidade poderia ser adquirido em um posto de gasolina
Àcool é a vintamina, a proteína, a glicose.
Movido com isso conqusita todas as meninas
Que depois de anos de casadas reclamam que seus maridos bebem demais, vá entender.
É esta a realidade
Todos são assim
Excxeção a regra não existe
A começar de Eunice
Que gosta de faltar ao trabalho para ver seus namorados
E a conheço há muito tempo
Contou-me confidencias
Andava com Paulo
Que certa vez foi comigo a São Paulo
Entramos em uma sauna mista e reparitmos uma mesma mulher
Quem pagou logicamente fui eu
Na volta pregamos uma bela peça nela
Contamos que Paulo estava com SIDA
Ela me abordou e indagou
É verdade?
É só para ver ela desesperada eu confirmei
Dizia-me que ela faltava ao serviço para encontrá-lo
Que ela vivia aprisionada, pois a sua chefa, uma parenta de minha cunhada sondava-a e ela não tinha mais argumentos para dar desculpas para omitir a sua culpa
Pedia-me ajuda
E eu como nunca gostei de palhaçada, não ajudei.
Sem contar que quando eu ia à biblioteca para ler alguma coisa ela ia conversar comigo
Não me deixava ler nada
Isso me aborrecia tremendamente
Ela jamais me deixava em paz
E eu não ligava para isso
Voltava para casa tremendamente irritado
Procurava saber onde havia uma outra biblioteca
Onde eu encontrava sossego
Não via nenhuma
Sem contar que a cada pouco a bibiloteca mudava de lugar
Era lógico fugir do aluguel que subia, subia, subia
Em um País com uma inflação explosiva
Bem, mais tarde eu fui trabalhar com ela
Fazer o que?
Força do destino
O meu convenio terminou
E a empresa onde ela trabalha me absorveu
Ela queria porque queria ficar livre de mim
Até que conseguiu
Com uma boa mentira
Ela dissia que eu faltava no serviço
Sabia da implicaçãoes que isso poderia dar
Sou um técnico em contabilidade
Que nehuma pessoa da oportunidade para mim
Por isso eu não concordo com a ideia desse povo

III

Bom, como eu sou de esperar os fatos acontecerem para depois usar das minhas armas, foi o que eu fiz.
Conversar, conversar, conversar
Exautivamente eu conversava
Chegava a lugar nenhum
Até eu assinar por imposiçao de Sousa, Suzete e Henrique um documento que dizia que eu havia abandonado o emprego
Entrei na mesma hora com advogado
Ganhei a causa
Retornei a um outro local
Onde não me agradou
Escutava coisas que não me interessava
Até que enfim com a presença do chefe do meu departamento juntamente com o conselho municipal de cultura, ao qual eu sou membro indicaram-me para trabalhar no museu.
Só fui encontrar pessoas desinteressantes
Nadir, que diz ter feito faculdade cursou male má o primeiro grau.
Com o nome dela eu fazia uma brincadeira
A mulher do cristal ai minha gente
Ela jamais soube, porque eu fazia no pensamento
Então né vamos voltar à mentira de Nadir
Por ela não ter feito a referida faculdade ter feito muito mal feito o primeiro grau ela ocupa o mesmo cargo que eu na carteira.
Bom, estava lá com o mandato tampão
Até o chefe afastado voltar
Estava eu em uma situação complicada
Com as mãos atadas
Qualquer decisão que tomasse poderia ser reprovada pelo titular
Então o que eu fazia
Só fazia o que o conselho mandava
E assim foi
E assim salvaria a minha pele
Nadir dizia que detestava o conselho
Luciana também
Pois tudo que eu fazia eu dizia que eu era representante do conselho
Quando um outro membro do conselho ia por lá, ela também o detestava
Pois Nadir dizia ser responsável pelo museu
Luciana dizia a mesma coisa
Ambas punham-me em um sinuca de bico
E assim quando o chefe voltou à atitude dele foi colocar-me em qualquer canto
Tudo o que eu dizia não valia nada
Nenhuma atenção era dada
Pois tem o poder deste
Aqui me vingo
A chefa foi mandada embora
Entrou outro no lugar dela
Que me conhecendo-me deu-me a chefia
Nadir com despeito esforçou-se em me destruir
A bajuladora de primeira classe Nadir
Afastada que estava por ser candita a vereadora
Ela com Nadir queriam impr as suas vontades
Entrei em férias
Quando eu voltei estava tudo diferente
A porta do museu estava trancada para mim
Nadir dizia dona do museu
Ela teria lógico toda razão
Uma vez que ela nunca se deu bem comigo
Enciumada por eu ter feito coisa para cultura
Por mais que eu procurava
Ela não queria dialogo comigo
O meu desejo não foi ouvido
Faço desse o meu relato
É, são sábias as palavras de minha avó.
Olhe com quem mexe
E são não ver vira poema certamente
Criado de minha mente
Eunice não é concursada
Antonio a colocou, quando ele morreu, ela entrou em desespero

Luís Antonio Padovani
2/9/2001
Publicada no livro "Onde mora o seu preconceito"
Editora Gráfica Azul
Cidade Moji Mirim, São Paulo
Páginas 32, 33. 34, 35 e 36
Ano da publicação 2012

Como mandei

Mandei, mandei
O que eu não sei
Mandei, mandei
Para onde eu não sei
Mandei, mandei
Como eu não sei
Mandei, mandei
Para mim o importante é mandar
Mandei, mandei
Por quê? Eu não sei!
Mandei, mandei
O formato, eu não sei
O bom mesmo é mandar
Mandei, mandei.

Luís Antonio Padovani
14/10/2001
Parodia

Matéria prima

Palavra sobrou para mim
É gol!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Já era
Se for uma coisa que eu sei fazer é mexer com palavras
Elas são as minhas diversões
Elas são os meus combustíveis
Elas são tudo que eu preciso para exercer a minha profissão
Procuro ser o mais rápido possível
Eu não gosto de enrolar o leitor
Ser simples, direto e objetivo é o meu objetivo
Passar o que eu penso de uma forma simples para que todo mundo entenda é a minha obrigação
Ser direto não entrar em nenhum detalhe
O detalhe eu só coloco quando é absolutamente necessário
Ser objetivo entrar logo no mérito da questão
Eu não faço isso somente quando é necessária uma explicação
Neste caso eu coloco uma introdução que é breve e objetiva
A função dela é explicar o que eu vou escrever
Quanto mais curto o texto é melhor para mim e para o leitor
Para mim porque eu vou ter mais tempo de escrever outros textos
Para o leitor porque ele vai ter mais tempo para ler outros livros
É assim que o texto tem que ser simples direto e objetivo
Encompridar o texto para que?

Luís Antonio Padovani
7/4/2012

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Não vejo a menor graça

Ignorância
Estupidez
Insensatez
Tentam me aprisionar em um mundo imagético
De um tempo que já se passou
Construir casas para deixar espaços para que os mortos venham a visitar
Não mudar de rua e nem de cidade
Se não os antepassados não conseguiriam visitar
Então como ficam os alemães, italianos e outros.
Depois de cada retirada de seus países os antepassados devem estar a vagar por ai
Perdidos no mundo a bater cabeças
Na tentativa de encontrar alguém vivo para visitar
Por aqui as coisas não mudaram em nada
Tudo continua como a cidade antiga
Uma bela lição de leis
Que ficou no passado
As leis de hoje são outras
Os costumes são outros
Talvez sim
Talvez não
Tudo o que eu sei é que o pensamento é o mesmo
Como explica a música de Roberto Carlos
Que por aqui é a mais cantada
Eu voltei para ficar
Por que aqui é o meu lugar
Mas espera ai
A economia não é estática
A economia gira
Como gira o ser humano
Onde tem emprego tem gente
É a simples lei da oferta e da procura
Se aqui não me aceitam
Eu vou para outro lugar.

Luís Antonio Padovani
28/10/2001