sábado, 30 de janeiro de 2021

Um dia vai acabar

 

Um dia vai acabar

 

Pandemia

Vai passar e vai ser tornar apena uma lembrança

Deus pan  transmite  o vírus  nos bosques

Teimam em não usar mascaras

Os campos abertos

Abrem as portas para o corona

Os pastores querem levar as ovelhas para a cura

Nas grutas mora o perigo

O comandante, capitão nega o tempo todo.

Conduz a mortandade desenfreada

Vaga pelos vales e pelas montanhas

Caçoa da ciência

Dança com seus amigos um ritmo desafinado

Atravessa os acordes


Pan ou pã deus grego

 

Luís Antonio Padovani

30/01/2021

sexta-feira, 22 de janeiro de 2021

O artista não tem nacionalidade

Imortal na terra não existe

Imortal é a obra onde o autor a imortaliza

Todos vão ver o que ele fez

E aonde ele vai ser referenciado

As suas palavras são repetidas por quem ele não conhece

O seu corpo vai ao sepulcro

A sua alma, bem... É uma outra história

Não vou entrar no mérito

O seu nome vira uma placa de nome de rua

Torna-se uma referencia em vida ou após a morte

Sem saber o que ele fez rompe fronteiras

De repente torna-se uma celebridade global

A sua vida transcende o seu tempo.

 

Luís Antonio Padovani

22/01/2021

 

domingo, 17 de janeiro de 2021

Perigo danado

E-mail

Em meio corre notícias

Verdadeira ou falsa

Tem que investigar

Para não cair na tentação e alastrar mentiras

Correio eletrônico

Por inteiro escrevo para me comunicar com o mundo

Basta por um dedo no teclado que em alguns segundos o mundo estará avisado sobre o que penso ou outra pessoa

Seja o que for será um fator geometricamente multiplicador e por isto é muitíssimo perigoso opinar algo.



Luís Antonio Padovani

17/01/2021

sábado, 16 de janeiro de 2021

A nossa missão é fazer diversão (A missão do torcedor é se divertir).

Somos profissionais.

Somos adversários, mas amigos.

Na bola batemos.

Entre chutes, bicicletas, pedaladas, chaleiras, drible da vaca e lençóis damos espetáculos.

Os torcedores ficam nas arquibancadas, cadeiras numeradas e cativas.

Fora do campo somos amigos.

Em uma temporada jogamos contra e na outra pode ser que joguemos no mesmo esquadrão.

A vida de jogador é assim

Ganhamos para isso.

A grande maioria de nós não ganha muito.

Somente a minoria ganha fortunas.

Nossa agremiação tem onze jogares.

Goleiros, zagueiros, laterais, médio volante e os meios esquerda e direita, pontas direita e esquerda e o centroavante.

Os nomes mudaram e as técnicas também, mas o jogo é o mesmo

Neste jogo ganho, empato ou perco.

Jogamos em um terreno de noventa por cento e vinte metros de comprimentos e quarenta e cinco por noventa metros de largura- desde que retangulares.

Tenho marcações de grande área e pequena área e uma marca de pênalti.

O campo é dividido em dois com um circulo de nove metros e quinze centímetros.

A minha pequena área mede cinco metros e meio.

A minha grande área mede dezesseis metros e meio

A minha marca de pênalti localiza-se no meio do gol e tem nove metros e quinze centímetros de distancia do gol.

A minha meta tem dois metros e trinta e dois centímetros de largura e dois metros e quarenta e quatro de altura.

Tenho um lua na grande área de quarenta centímetro e trinta dois

Tenho um senhor do apito e dois auxiliares com uma bandeira e um Var.

A luta no campo é nossa

E torcedor torce e se diverte.

A briga de torcedores é totalmente desnecessária.

Nós damos o espetáculo e o torcedor aplaude ou vaia,

Ele paga e tem o direito de se manifestar.

 

Luís Antonio Padovani

16/01/2021

quarta-feira, 13 de janeiro de 2021

O peso da balança

Eu sou tratado como louco

Eu sou deixado de lado

Eu não sou ouvido

A minha vida é uma grande mentira

E é assim que eu a levo

Eu que o que eu falo é verdade

Independe dos outros acreditarem ou não

Tenho que ouvir e ficar calado

Eu sou sufocado por uma hipocrisia

Que me asco

Tento me comunicar, mas não funciona.

Dentro das minhas possibilidades eu faço tudo, mas, Enfim a minha vida é assim.

Eu sou um anônimo

Eu sou mais um número no meio da multidão invisível

Pago imposto

Trabalho e compro

Ao ficar como estou contribuo com a loucura do João

Ele é tido um bom rapaz

Ei sou o Cidão

Mas não me dão credibilidade

Eu Tenho que aceitar as mentiras como fossem verdades

Petraquia é chato, irritante e pedante.

Da sua opinião não arreda o pé

O seu mantra é:

“Você pensa que a ditadura é mole?”

E assim dita à moda, e o seu estereotipo

E se fosse pago para pensar morreria de fome.

 

Luís Antonio Padovani

13/01/2021

terça-feira, 5 de janeiro de 2021

Uma graça alcançada

Eu sou uma mulher

Hoje tenho liberdade

Vou onde eu quero

Não tenho que dar satisfação para nenhum homem

Tenho o meu ganho

Sou independente

Sou consciente dos meus atos

Faço da minha vida o que eu bem entender

Faço as minhas escolhas erradas

A culpa é somente minha

Já fui reprimida

Todos os atos eram contidos

Os homens diziam que eu sou sexo frágil

De onde tiraram isso eu não sei

Na verdade queriam justificar a sua pseudo-superioridade

Os meus serviços não era remunerados

Fazia hora extra

Teve uma época que eu podia mudar

Mas eu não aproveitei

Em uma ilha eu morava

Os homens vinham e eu engravidava

Quando nasciam homens nós os sacrificava

Por quatorze gerações tive uma vida independente

Alguns homens que me visitaram

Eles me convenceram para que regressasse ao continente

Promessas eles fizeram, mas não cumpriram.

Então quando retorno à terra a minha independência eu perdi

Movimentos feministas surgiram

Agora eu tenho o meu destino em minhas mãos

Sou feliz assim

Às vezes governo com mãos de ferro

Puno quem não devo punir

E na hora de alguém me ajudar não encontro ninguém

Prestigio quem não é para ser prestigiado

Bem, na maioria das vezes eu acerto.

Eu sou feliz por ser mulher.

 

Luís Antonio Padovani

05/012021

 

domingo, 3 de janeiro de 2021

Vamos fazer a diferença para quem precisa

 Ir embora

Agora é uma boa hora

Já passou da hora

Já passou dos limites

Já deu o que tinha que dar

Fazer por onde

Ser notado

Cada dia superam limites

Quebrar estereótipos

Ter alguém que me escute

Concordar ou discordar

Acordar para vida

Não para ficar como observador

Ser um ser ativo

Ficar como está não pode ficar

É difícil sim, mas não é impossível.

Não ser um cidadão que passou no mundo e pronto.

 

Luís Antonio Padovani

04/01/2020