terça-feira, 14 de agosto de 2018

Nada, nada vezes nada é nada


 É apenas o meu holerite
É apenas o meu RA
É apenas a minha conta corrente
É apenas a minha carteira de trabalho
É apenas o meu salário
É apenas o pagamento das minhas dívidas
É apenas um extrato
É apenas a minha sobrevivência
Nada mais do que o meu trabalho
Um número qualquer em um lugar qualquer
Qualquer momento da vida é um número
Não tem nenhuma representatividade
Não tem nenhum representante no congresso, e nem vai ter
Pelo modo como vive não vai ter muitos votos
Fica como está, vereador e prefeito
Não tem iniciativa
Um ser qualquer
Não encontro razão para eu relacionar com um número
Um ser difícil de conversar
Não tem dialogo, e sim monologo
Monótona é a vida
Diz as mesmas perguntas
Para as mesmas respostas
Não sei por que perguntar, se a resposta é a mesmas!

Luís Antonio Padovani
11/08/2018 
Esta pasta começou em 05 de agosto de 2017
Terminou em 11 de agosto de 2018
Tem 98 textos
                                                      

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Por que faz isso comigo, eu faço isso com você

            
Estereotipado
Marcado
Estigmatizado
Crucificado
Apedrejado
Condenado
Sem direito a defesa
Ignorado
Vitima de notícias falsas
Subjugado
Marginalizado
Vive a margem da sociedade
Dizem que ninguém o ama ninguém o quer
Não haverá ninguém para chamar de meu bem
Tudo dá errado
Tudo o que aconteceu de errado no mundo o culpado é ele
Não tem direito a ser feliz
Apontado por todos como ovelha negra da família, da Rita Lee
Diz ser uma bailarina, da Rita Lee
O seu destino não é seu
Quem direciona a sua vida são os outros
Procura emprego, ninguém dá
Habilitado está
Mas, a arrogância das pessoas é tanta que mesmo assim não consegue nada
É o cúmulo
A marcação é serrada morre feito Cristo
É maltratado como Judas
É tratado feito Madalena
É uma vida de xingamento
Trabalha e é roubado por todos
É um incompreendido.

Luís Antonio Padovani
13/08/2018



sexta-feira, 10 de agosto de 2018

A verdadeira identidade é espiritual


A minha identidade é de Pirajuí
Fisicamente não nasci
Mesmo assim a minha identidade é de lá
Mojimirim foi onde deu o meu parto
Partiu da parte da minha mãe (Derli) o primeiro respiro
Do parto feito da minha sequela gerou imensos problemas
Visto que velhos estereótipos são cultivados
O que falam pelas ruas não concordo nenhum pouco
Chamam-me de homossexual por isso, mas como eu digo
“Eu me garanto”
E por isso não tenho identidade nenhuma
A minha existência aqui é puramente física
O meu espírito é de Pirajuí

Luís Antonio Padovani
10/08/22018

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

A minha paz

Parque clube Pirajuí
Lugar muito bom
Passei a minha primeira infância
Nadava
Nada me atrapalhava
Era livre
Jogava tênis de mesa com a criançada que estava por lá
Pulava trampolim
Era tudo perfeito, divertido
Foi por lá que aprendi a nadar
Foi por lá que pela primeira vez me encantei por uma mulher (Valéria)
Foi por lá que eu passava as minhas férias escolares
Lia jornais
Onde até hoje sou bem recebido com um sorriso largo
Uma conversa sadia
Onde eu tenho prazer de ir
Foi por lá que aprendi jogar tênis de quadra.

Luís Antonio Padovani
08/08/2018

terça-feira, 7 de agosto de 2018

Não te vou dizer mais nada


 Eu sou da raça superior, Carolina
Eu sou Joana, da raça superior
Você me aborrece
Você tem que me obedecer
É assim que é a vida
Os inferiores obedecem aos superiores
Os inferiores não têm divertimento, só deveres
Se você não fizer o que eu mandar não vai ter salário
Você me perturba
A sua raça é de servidores
A minha é de patrão
Eu sou da família tradicional local
E você acabou de chegar
Você quer sentar na janelinha e do adeus
Presta atenção no assunto

Luís Antonio Padovani
07/08/2018

domingo, 5 de agosto de 2018

Comunidade comum


Diversidade
São diversas as pessoas na cidade.
Respeito
Relativo ao peito
Dentro de cada um
Passa ao lado
Passam oportunidades
Passa a vida
E o que é feito?
Será que é suficiente
Fazer reflexão
Ver a imagem no espelho
E ver o que podemos melhorar
Colocar-se no lugar do outro
Enriquecer de atitudes nobres
Enobrecer o espírito
Faz dar o melhor
Para melhorar o mundo.

Luís Antonio Padovani
05/08/2018

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Quantas falsidades

Oh ele aí
Para de falar
O assunto chegou
Brincar de esconde-esconde moderno
Esconder a verdadeira identidade
  Fingir amizade
Iludir com falsas esperanças
É por ai que funciona
Então venho prosseguir depois de uma explicação
Um ato de covardia
Todos param
Mudam de assunto
E o Dito Cujo entra
Cumpre o seu dever
Pensa esses idiotas não mudam
Não vão mudar
Desde sempre é assim
Pensam que são os poderosos
O poder já mudou para outra paragem faz tempo
Disseminam a discórdia
Não acorda nunca
O dia em que isso acontecer em que ter uma festa
Distraído faz o seu relato
A intenção é corrigir o que está errado e não é pouco;

Luís Antonio Padovani
01082018