domingo, 15 de fevereiro de 2015

Automaticamente é assim

Automaticamente é assim

Idiotizado
Mecanizado
Robotizado
Computadorizado
Programado
Automatizado
Inércia
Osmose
Não tem vontade nenhuma
Não faz nenhuma ação
Age pela vontade dos outros
Apenas decoram textos
É simples assim
Nunca admitiram que estão errados
A sua idéia fixa é soberana
A vida e assim
Por que não é a morte.

Luís Antonio Padovani
15/02/2015

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Joaninha é uma ficção

Cocotinha
O que ela tem (tinha)
Ela é uma gatinha (miau)
Bonitinha
Butininha, como eu costuma dizer
A  bota dela é o meu número
Engraçadinha
A sua graça é o seu jeitinho
A sua graça eu não sei dizer
Mas a graça dela está no seu balançado
O seu jeitinho de andar
Cada passo dela os meus olhos agradecem
Eles descem e acompanham o seu gingado
Ela é beleza que Deus colocou no mundo
Ela é menininha
Ela é uma mina
Ela é um tesouro
Ela é ouro
Ela é muito valiosa
Ela é a mocinha
De um lado para o outro ela caminha
Com os olhos atentos eu fico sentado em qualquer lugar que ela passa
O seu formato enche de alegria os meus olhos

Luís Antonio Padovani
Butinha neologismo criado por mim

06/02/2015

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Mexer para que

Eu não sei se estou certo, mas eu vou emitir a minha opinião.
O governo por não ter nada o que fazer vive a mudar a nomenclatura escolar.
Eu não sei por qual motivo faz, mas faz, enfim eu vou por que eu penso.
As termologias primeiro grau (da primeira séria à oitava série passou a ser chamado ensino fundamental e posteriormente foi acrescentado mais e passou há ter nove anos.
A criança entra mais cedo (com seis anos) no ensino obrigatório e ensino fundamental ficou com duas nomenclaturas primeiro ano/segunda série até ir ao nono ano/oitava série, daí para seguir em frente tem que fazer um vestibulinho e quem passar continua no segundo grau, que atualmente se chama ensino médio.
Antes da reforma algumas escolas estaduais não tinham vestibulinho ou as vagas não eram preenchidas como o exame, ou, procurar alguma escola particular quem tinha (tem) dinheiro.
O segundo grau poderia ser algum curso técnico.
Atualmente o ensino técnico tem alguns dias da semana e pode ser feito concomitantemente com o ensino médio (o chamado ensino integral). No entanto alguns tem que ter obrigatoriamente o ensino médio.
Dessa forma criou-se um ensino intermediário entre a faculdade ou universidade ao gosto do freguês
Com o fim do segundo grau o governo criou um grau intermediário dessa forma passou a ter o quarto grau  o ensino superior para alguns.

Luís Antonio Padovani
01/02/2015


quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Reprise com câmara lenta

I

Escolite é uma infecção
Ela não tem cura, não
Ela é crônica
Leva a morte
Não tem antibiótica que dê jeito      
Uma bactéria indestrutível
Faz mal para quem a tem
Destrói quem está do lado
Faz um estardalhaço no cérebro
Faz com que ele pare de pensar
Mata quem está em volta.

II

È pior que qualquer vulcão
È pior que o Tsunami
É pior que qualquer naufrágio
Ela deixa quem tem frágil
É pior qualquer acidente aéreo
É pior do que qualquer acidente rodoviária de automotores
È pior do que qualquer acidente de ciclista
É pior do que acidente de pedestre
Mata aos poucos e não tem deixa rastros

Luís Antonio Padovani
22/01/2015
Criação minha para este texto

domingo, 18 de janeiro de 2015

Assuntos de um povo

I

Nan, nan, nin, nan, não
Dia de São nunca
Dia nenhum
Nunca existiu
Nunca existirá
O nunca, nunca existiu
O nunca é uma criação
Um ser imaginário que virou folclore
Existe na imaginação do povo

II

Dizer algo que vai acontecer no dia de São Nunca é ser educado
É dizer que não vai acontecer

Luís Antonio Padovani
18/01/2015

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Realmente, realmente é verdade

I

Eunuco
Eu nunca vou me casar
As mulheres querem eu  bem
Bem longe de mim
Bem que eu tento me aproximar
Mas elas não querem me amar

II

O Toninho dizia que eu sou um “Zé Ruela”
Eu tentava me desvencialiar delem, mas quando ele me enconntrava
Ele vinha novamente com a mesma conversa
Ele sempre contava algumas histórias
Se fossem verdadeiras ou mentiras eu não sei
O problema não era meu

III

O vendedor de biletes Chico correu atrás de mim
A rua era Chico Venâncio
Ele queria era me dar uma bela de uma surra
Ele dizia que eu fosse louco
E na cidade dele, Franco da Rocha ele avistou muitos.
Os populares o conteve

IV

O limpador de piscinas Paulino
Encontrou-me na rua
E com um chaco  veio me agredir
E com uma das mãos eu tirei dele
O povo dizia que o filho dele era travco
Ele evidentemente negava que era filho dele

V

Um negro dizia para mim Ôh, o livrinho (repetia o que eu dizia)
Ele era alto e magro

VI

Em um carnaval, no Clube Recreativo assim que eu lancei o meu primeiro livro saiu com um livro na mão para pular carnaval
Este objeto estava aberto


Luís Antonio Padovani

13/01/2015

sábado, 3 de janeiro de 2015

Cada um no seu lugar

A verdade não pode virar mentira
A mentira não pode virar verdade
A verdade tem que ser verdade
A mentira tem que ser mentira
A vida não pode ser uma mentira
A vida tem que ser verdadeira
Uma biografia não pode ser fantasiosa
Ela tem que ser real
Enquanto me tiram quando eu falo a verdade
A mentira segue forte e firme
É essa vida eu não posso levar
No entanto eu não vejo saída
Como é complicado viver uma biografia que eu não vive.
E assim uma biografia que outros querem que eu viva
Uma inversão de valores como essa tem que acabar.

Luís Antonio Padovani
03/01/2015