segunda-feira, 23 de setembro de 2013

A união pode ser feliz

Eu não sei se você sabe
Se você não sabe, eu vou dizer.
Se você sabe, eu vou reforçar.
A força que você me dá
É a força suficiente para que eu enfrente a vida
Eu quero morrer ao seu lado
Ver as praças, o zoológico.
É lógico com as mãos dadas com você
Passar momentos inesquecíveis
Que se eu for partir antes ficaria em sua retina
Em sua mente passará um filme
E você dirá ou pensar foram momentos que vou levar para sempre em minha vida
Eu não sei qual é o motivo
Depois que lhe dei a aliança você não mais me procurou
O telefone celular se silenciou
Será que você tem outro e não tem coragem de me contar
Eu não sei como você tem coragem para isso
Você consegue me desestabilizar emocionalmente
Luzia parecia ser uma luz para mim
Mas essa luz está meio acesa
Parece que ela quer apagar
Eu espero  todos os dias quando o sol aparece que a luz fique acesa
E realmente  que você  ilumina o meu caminho
Torna-lo menos sofrido
E que a nossa união seja tão infinita quanto o espaço
E que em nosso espaço tenha somente felicidades.

Luís Antonio Padovani
23/09/2013



sábado, 21 de setembro de 2013

A minha participação foi zero

I

Preconceito
Elimine-os
Todos
Todos os dias
O mundo ficaria melhor sem eles

II

Preconceito
Sem eles o mundo estaria mais livre
O mundo sem eles é uma grande utopia
O melhor do preconceito é jogar pia a fora
Colocar no esgoto
E de la não deixar sair
Temos tantas coisas que dispensar
Que só de pensar eu já perdi a conta
São infinitos
O único modo de extingui-lo é conversar
Temos que ir por partes
Como diz o esquatejador
Eliminar um por um
E quem sabe um dia chegaremos a conta zero de preconceito
Eu não aceito o preconceito
É um conceito que vem antes de mim
Eu não participei dessa conversa
E querem que eu engula guela abaixo
Em tempo algum eu farei.

Luís Antonio Padovani
21/09/2013


domingo, 15 de setembro de 2013

Quando a voz do povo terá vez

É enquanto uns roubam milhões
A maioria briga por migalhas
É um assunto sem sentido
Totalmente irracional
Isso começou nos tempos de Pero Vaz de Caminha
Nem as manifestações das ruas surtiram alguns efeitos
O povo trabalha sol a sol
Na enxada
Para comprar uma casa na minha casa, minha vida.
Pagam prestações
A minoria esbanja dinheiro, do dinheiro público.
Compram casas, terrenos, bancos.
Dentro e fora do Brasil
Adquirem muito dinheiro
Favorecem amigos
Eta! Brasilsinho
Quando essa bandalheira vai acabar
Quando algo vai mudar
É complicado
A cada eleição eu torço para que isso aconteça
Eu tenho esperanças de que o povo reeleja políticos verdadeiros
O mito que todos os políticos são corruptos é falso
O político vem do povo
Que o povo eleja gente não corrupta
A culpa está no sistema
Quanto aos demais procurem outro trabalho
Porque o que não dá é roubar o honorário publico
Afundar esse país mais fundo do que está não dá
As eleições de dois mil e quatorze e de dois mil de dezesseis são boas oportunidades.

Luís Antonio Padovani
15/09/2013


domingo, 8 de setembro de 2013

Seja feita a sua vontade

Rebola bola
Ela quer bola
Rebola bola.
Senta no meu colo
Rebola bola
A barriguinha vai crescer
Rebola bola
Vai sair um nenê
Rebola bola
Vai cantar nana nenê
Rebola bola
Vai ser mamãe
Rebola bola
Ela vai colocar mais um cidadão no mundo
Rebola bola
Ela vai colaborar com a humanidade
Rebola bola
A humanidade não pode ser extinta
Rebola bola
A humanidade não ficar somente na tinta de um papel
Rebola bola
O que quer é rebolar
Rebola bola
Ela quer que alguém lhe dê bola
Rebola bola
Ela quer ver as bolas entrarem
Rebola bola
Ela quer pegar  as bolas na mão
Rebola bola
Ela rebola e como rebola
O seu rebolado é o que há.

Luís Antonio Padovani
08/09/2013


sábado, 7 de setembro de 2013

Hino a Martim Francisco

Hino a Martim Francisco

I

Martim Francisco
Empresta o seu nome
Um político de enorme importância
Foi também ministro da fazenda
Conhecido também com pai

II

Uma gente brava
Trabalhadora
Emancipa
Trava de agora em diante sua história
Com grande sapiência
Acolhe a todos com muito carinho
Por aonde vai, distribui amizade.
Há tempos vinha com o seu ideal
Hoje realizado
Desata um nó
Para o progresso
Garante ao seu povo a sua identidade
Constitui a sua carta magna como aconteceu com o seu patrono
Martim Francisco um orgulho
Para a sua gente
Para o seu país
Um exemplo a ser seguido
Jamais é abatido
Virtuoso e grandioso
Compôs a Assembleia constituinte de mil oitocentos e vinte e três por São Paulo
Da mesma forma que o grande homenageado
Será também o município

07/09/2013

 Martim Francisco Ribeiro de Andrada

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

A sobrevivência

Eu odeio você
Você me odeia
Nós nos odiamos
É assim que as coisas funcionam em aqui em Mojimirim
É assim que as coisas funcionaram
É assim que as coisas funcionarão
Nós não nos entendemos
Nós jamais nos entenderemos
É uma questão de ideologia
É uma questão de ponto-de-vista
É uma questão de cerveja
É uma questão de quebra-de-braços
Ninguém quer ceder para ninguém
Tudo por causa de uma falta de cultura
A cultura em Mojimirim é curta
E o dinheiro para sanar é perdido no fundo perdido
Uma cidade que a cultura é relegada em segundo plano boa coisa não é
Uma cidade tem que se aproximar da cultura
Um povo é conhecido pela cultura que tem.

Luís Antonio Padovani

04/09/2013

domingo, 1 de setembro de 2013

Eu não posso fazer nada

Amor, eu não sei o que é isso.
Nunca me apresentaram
Sempre me ofereceram cerveja
Sempre fui indiferente
Mojimirim para mim não faz falta a menor falta
Uma cidade sem tempero
Sem sal e sem açúcar
Não tem gosto nenhum
Nem doce, nem salgado.
Os mojimirianos medem o valor de um homem pelo líquido que toma
Eu liquido com essa idiotice
Mojimiriano é muito fácil comprar
É só oferecer um copo de pinga que ganha uma mulher e família
Mojimiriano vale um gole de pinga e nada mais
Eu não sei que gosto tem um ser desse jeito
Mas eu não posso fazer nada
Se eu for matar um eu irei virar assassino
E isso eu não quero
Apesar de querer matar esses insignificantes seres
Cada morte de um eu vibro muito, muito mesmo.
Cada vitória minha é uma derrota para os mojimirianos.

Luís Antonio Padovani
01/09/2013