domingo, 18 de agosto de 2013

A velha surda

Sempre me condenaram
Nunca me deram oportunidade de me defender
Sempre me impuseram o que eu tenho o que fazer
Nunca me deram oportunidade de escolha
O principio básico da constituição da liberdade de ir e vir foi negado para mim
Sempre colocaram na cabeça dos outros o que eu pensava
Nunca perguntaram que eu pensava
Alias o que eu ou deixo de pensar é apenas um detalhe insignificante.
Sempre falam “que a sua mãe deu aula para mim”
O seu irmão é médico
A sua irmã é nutricionista
E eu...
Bom deixado de lado
Sempre perguntam a mim porque eu não tomo cerveja
Cerveja é símbolo da masculinidade por esses lados
Sempre me deixaram de lado
Nunca souberam conviver com as diferenças dos outros
O principio básico da não-intolerância

Luís Antonio Padovani
18/08/2013


sábado, 17 de agosto de 2013

Ideia de Jerico yahoo

Como que não existe
Existe sim. Desde que alguém criou já existe
Se está na Academia Brasileira de Letra ou emqualquer dicionário é outro problema
Mas que existe, existe sim.
Não tem discussão
Registro no dicionário ou na Academia é uma questão de tempo
Haja a vista simancol e burrocracia
Antes não existia
Eu criei
E estão nos dicionários da vida
Tudo é uma questão de tempo
O tempo é o remédio para tudo
A língua é viva, ela evolui porque a humanidade evolui.
E assim caminha a humanidade ou a mediocridade como diria Juca Chaves
A chave de um humor inteligente.

Luís Antonio Padovani
17/08/2013


sexta-feira, 16 de agosto de 2013

O poder de se fazer de vítima

I

A vítima
Sempre é bom ser a vítima
Fazer-se de lesado
Para todos sentirem um dó
Escutar “que coitado”
Como ele sofre
Ninguém tem pena dele
Ninguém faz nada por ele
O filho dele é ingrato
Tanto que o pai dele fez por ele
E agora na hora do vamos ver o filho não dá nenhuma retribuição
O filho é assim mesmo
O pai se desdobra para educar um filho e o filho...
Quando o pai está na velhice dependente tem esse tratamento
A vida é assim mesmo
Pai muda só de endereço
Pais são todos iguais
O filho não reconhece que o pai faz

II

São dias diferentes
Laçais iguais
Pessoas iguais
A história mostra com o tempo que os personagens mudam, mas a história é a mesma, séculos, séculos a fio.
O que eu fiz na minha vida para merecer isso.

Luís Antonio Padovani

16/08/2013

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Eternamente são assim

A obsessão é uma doença muito grave
Tudo tem a sua medida
Não pode ser de mais ou de menos
O de mais irrita
O de menos falta
A medida certa é a medida
Não pode faltar
Não pode sobrar
A paciência tem limite
Eu quero dar ciência a todos até a chatice tem limite
O problema é que o chato não vai saber disso
Eu falar a alguém para avisar o chato de plantão que tudo tem limite
Só resta saber se o chato vai entender
E eu penso que não
O chato vai continuar a ser chato
Ele só vê ele
O outro não existe
Só ele tem problema
O problema dos outros são irrelevante
Levar em consideração antes o problema dele
O outro não existe
E o bordão dele é ema, ema cada um com o seu problema.
Eu sou o bom, e o resto é que lixem.

Luís Antonio Padovani
13/08/2013


sábado, 10 de agosto de 2013

Uma grande confusão

Eu procuro escrever, mas eu não consigo.
Um verso dedicado
Com rima ou sem rima
Quem importa com isso
Qual porta eu vou entrar
A rima é um pequeno detalhe
Ela não faz a menor diferença
Eu procuro escrever qualidade
Eu acredito que o bom verso eterniza
De que vale um verso que duro um verão
Ser apenas uma moda de uma estação
Eu não me preocupo com quantidade
Muito embora seja da quantidade que extrai a qualidade
Atrai a qualidade o bom gosto e a admiração de todos
Eu fazer da poesia a história do meu tempo
A cada verso fica um pedaço meu
Um pedaço que eu não tenho controle
A partir do momento que eu publico eu não tenho mais controle mais sobre a minha obra
Eta, eta que não representa nenhuma guerra.
A personagem central Tieta do Agreste que deu luz a Caetano Veloso quem diria

Luís Antonio Padovani
10/08/2013


terça-feira, 6 de agosto de 2013

Os ouvidos e as portas estão fechados para Ele (Ela)

-- Não liga par Ele (Ela) não Ele (Ela) é assim mesmo Ele (Ela) não é nada não Ele (Ela) quer aparecer.
--Porque você diz isso Bráulio?
--Artur eu quero te avisar.
--Ele (Ela) diz ser isso, de ser aquilo, de ser tantas coisas, mas na verdade Ele (Ela) não é nada.
-- Olha Ele (Ela) ai não dê atenção a Ele (Ela).
Ele (Ela) aproxima-se de Bráulio.
-- Bom dia Bráulio.
Cumprimenta Artur
Bom dia Artur e a Távora redonda já está quadrada ou ainda não mudou de forma.
Observa-se um silencio total.
Ele (Ela) fica de frente de Bráulio por alguns segundos Ele Ela espera que alguém fale algo, mas a quietude permanece.
Perante o fato (Ele) (Ela) sai e vai a uma sorveteria, solitariamente entra pega o sorvete de sua preferência, vai ao caixa pede um suco e um salgado assado paga e vai a uma mesa no meio do comercio.
O estabelecimento está com alguns fregueses espalhados por todas as partes e nem um cristão não dá atenção a Ele (Ela).
A moça da sorveteria leva o salgado e o suco à mesa dele (dela)
Ele (Ela) observa a funcionária levar o que Ele (Ela) havia comprado, enquanto saboreia o sorvete e assim que o sorvete findou passa a comer o salgado e a tomar o suco.
Levanta-se da cadeira e sai como entrou.
Alguém perguntava a alguém
            -- Porque Ele (ela) anda sempre solitário (solitária)?
            É parece que tudo mundo não gosta Dele (Dela).
            Um outro alguém diz.
            -- Ele (Ela) está com solitária e permanecerá com ela porque não fuma, não bebe e não vejo Ele (Ela) com nenhum (nenhuma) namorado (namorada) parece que Ele (Ela) não gosta de sexo.
            -- Alguém É parece que Ele (Ela) está predestinado (predestinada) ao fracasso ou a trabalhar a vida toda a um carga subalterno porque nenhum alguém ouvirá o que Ele (Ela) diz.
            Por mais que Ele (Ela) fale que faz isso, faz aquilo nenhum alguém acredita que Ele (Ela) fala.
            Um outro alguém
            -- Nem o pai, nem a mãe e os irmãos?
            Um outro alguém
            -- Ele (Ela) fez a APAE
            Alguém -- É verdade?
            Um outro alguém – É verdade.
            Alguém – Então é melhor deixar Ele (Ela) quieto (quieta).
            Não bebe, não fuma, não faz sexo, não vive.
            Alguém -- Eu concordo, com corda ou sem corda em número e grau, singular e plural e no superlativo que é o ativo que late muito. Um gigante e tanto.
            Uma pitadinha de humor e um trocadilho troca de ilha ou de filhos não faz mal a ninguém
            Tudo na vida tem pelo menos dois lados a cara e o rei com o seu adorno da moeda.
            Tudo tem que ser muito bem pensado para não ferir alguém, ou se for o caso pensar em que escrever porque quem escreve tem uma responsabilidade muito grande perante gerações e nenhuma pessoa consegue apagar o fogo por mais que tente, uma vez que fez o erro já não tem mais como tirar.

            Luís Antonio Padovani
            06/08/2013
APAE Associação dos pais e amigos dos excepcionais./


domingo, 4 de agosto de 2013

A importância da reprodução

A função do professor é reproduzir textos
A criação fica para o secundo plano
Mostrar o que os outros escreveram para outro tomar conhecimento
Se um texto não for reproduzido ele não tem razão de ser
Escrever para que?
Para quem?
Eu escrevo para ser lido, ou melhor, ser ouvido por minha geração e outras que virão e verão.
Verão através do quadro negro, do computador, ou do papel impresso.
Seja verão ou outra estação
A parada é chegar aos olhares e ouvidos de alguém.
Ser conhecido ou ser notório
Uma nota no noticiário nacional
Ser o norte de alguém
Seja leste, oeste ou sul.
Dar direção a uma outra pessoa
Ser espelho ou modelo
Ser reflexo para alguém
Ou dar um molde
Pode ser até uma referencia
Referir a mim como inspiração
E para tudo isso o papel do professor, da editora, da gráfica, da internet é vital.

Luís Antonio Padovani
04/08/2013